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[News]Criado em diálogo com o livro Cartografias da Masculinidade, o espetáculo Desmacho, interpretado por Ju Lima, discute a naturalização da violência em nossa cultura

Criado em diálogo com o livro Cartografias da Masculinidade, o espetáculo Desmacho, interpretado por Ju Lima, discute a naturalização da violência em nossa cultura

Ao término da 1ª apresentação, Ju Lima faz a mediação de um bate-papo com três convidados: Pedro Ambra, organizador do livro Cartografias da Masculinidade; Morgana Manfrin, performer; e Leo Moreira


 
Desmacho. Foto - Jorge Yuri


A estreia do trabalho multimídia Desmacho, do Agrupamento Andar7, acontece nos dias 1 e 2 de abril, sexta-feira (20h e 21h) e sábado (19h) no CRD - Centro de Referência da Dança. Interpretado pelo artista do corpo Ju Lima, a obra busca romper as fronteiras entre o teatro, a dança, a performance, a música e o cinema, ao mesmo tempo que fricciona as materialidades desses campos de conhecimento, dando continuidade à pesquisa do Agrupamento Andar7, que desde 2008 vêm trabalhando no cruzamento e rompimento, dessas delimitações.

A obra relaciona fragmentos de leituras, relatos autobiográficos e questionamentos sobre o corpo em nosso contexto atual, estabelecendo diálogo com o livro Cartografias da Masculinidade, organizado pelo psicólogo Pedro Ambra. A experiência propõe revisitar a naturalização da violência em nossa cultura, tendo o universo caipira como ambiente de partida, e evoca uma ritualística para ‘desmachificar’ os corpos. Reconhecer, denunciar e romper os ciclos de violência gerados pelo machismo, questionar os binarismos e expurgar demandas que não pertencem mais a este tempo.

Desmacho propõe um diálogo direto e intimista com o público. A trilha sonora ao vivo é executada pelo músico Thiago Morrinho e inclui viola caipira, percussões e pedaleira eletrônica. A câmera e o gimbal (estabilizador) operados por Jorge Yuri promovem a captação em tempo real da cena, que é simultaneamente projetada. As imagens projetadas, renders e tratamentos de imagens, assim como as artes visuais são concebidas por Luciana Ramin e visam propor discussões de linguagem e perspectivas, a partir do vídeo.

Sobre o grupo

Criado em agosto de 2008 por Luciana Ramin atriz, socióloga, diretora e artista multimídia, Gabriel Diaz Regañon artista plástico multimídia e o artista do corpo e pesquisador Ju Lima, o agrupamento Andar7 desenvolve pesquisas estéticas e conceituais nas linguagens: teatro, dança, artes plásticas, fotografia, literatura, arte tecnologia e cinema, na busca por uma arte híbrida e relacional. Buscam em suas experimentações fundir realidade e ficção, friccionando a não separação entre arte e vida.

O Andar7 atua em redes de colaboração com outros artistas e grupos ampliando sua rede de criadores participantes. No eixo das pesquisas, estão as relações entre artes cênicas, tecnologias digitais, presença, interatividade e reflexões político-sociais, sobre temas contemporâneos e urgentes. Já tendo participado de Mostras e Festivais Nacionais e internacionais, nas quais se destacam, entre eles: Magmart (Nápoles, Itália), FIT Rio Preto (São Paulo), Mostra TUSP de Experimentos, MTU - Mostra de Teatro Universitário (Coimbra, Portugal), II Congresso Iberoamericano de Cultura e Festival Bogotrax (Bogotá, Colômbia), Kino Brasil Macedônia, Mostra SPUrban - Galeria digital Fiesp-Paulista, Convergências mostra de Performance arte do Sesc Palmas e Mostra Cinema de Bordas - Itaú Cultural - São Paulo, além de diversas unidades do SESC (Pompéia, Bom Retiro, Rio Preto, Santos, entre outras).

Em 2017, surge a Plataforma PERFÍDIA, a partir das pesquisas do Agrupamento e, com ela, o Festival Perfídia de Performances e Novas Mídias, Festival Híbrido de Múltiplas Linguagens, que contempla as integrações possíveis entre as artes da presença e as artes digitais - vídeo, som eletrônico, luz, projeções mapeadas, ​tecnologias de baixo orçamento e instalações interativas. Desde 2021, o agrupamento assumiu nova sede no bairro do Bixiga-SP, onde desenvolvem o projeto da casa cultural Nano Teatro.

Sinopse Sugerida

Desmacho é um trabalho cênico multimídia que relaciona fragmentos de leituras, relatos autobiográficos e questionamentos sobre o corpo em nosso contexto atual, em diálogo com o livro Cartografias da Masculinidade, organizado pelo psicólogo Pedro Ambra. A experiência propõe revisitar a naturalização da violência em nossa cultura, tendo o universo caipira como ambiente de partida, e evoca uma ritualística para ‘desmachificar’ os corpos, reconhecer, denunciar e romper os ciclos de violência gerados pelo machismo estrutural, questionar os binarismos e expurgar demandas, que não pertencem mais a este tempo.

Ficha técnica
Artista-criador: Ju Lima
Artes Visuais: Luciana Ramin
Operação de câmera: Jorge Yuri
Músico convidado: Thiago Morrinho
Concepção de Iluminação: Agrupamento Andar7
Operação de Iluminação: Edu Cabral
Produção: Brunette Coelho

Serviço
Desmacho
Local
: CRD - Centro de Referência da Dança
Endereço: Baixos do viaduto do chá. Centro.
Data: 1 e 2 de abril. Sexta, às 20h (bate papo após apresentação). Sábado, às 19h.
Duração: 60 minutos
Classificação Indicativa: 16 anos
Capacidade: 80 pessoas

Assessoria de Imprensa
Diogo Locci 

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