23 maio 2017

[Crítica] O Hóspede

Um dia, o soldado David chega à casa da família Peterson. Ele diz ser amigo do filho dos Peterson, morto em combate,e logo é acolhido neste lar. Aos poucos, no entanto, uma série de mortes começam a acontecer entre os membros da família.                                                                                                                                                                                                                                                                                                
O que eu achei?
Ainda de luto pela perda de seu filho Caleb, a família Petersen recebe a visita de David Collins (Dan Stevens, a Fera de A bela e a fera) um soldado veterano da Guerra do Afeganistão que se diz amigo de Caleb. Os pais dele, Laura (Sheila Kelley, de NCIS) e Spencer (Leland Orser, de Busca Implacável 2 e 3) e seus outros filhos, Anna (Maika Monroe de The Bling Ring) e Luke (Brendan Meyer de The OA) o acolhem. O único membro da família a desconfiar das verdadeiras intenções de David é Anna, que tenta convencer seu irmão que há algo errado com ele mas Luke não lhe dá ouvidos e faz amizade com David que fica hospedado em seu quarto.

As confusões começam quando Luke volta da escola com um olho roxo e com a ajuda do garoto, David segue os garotos responsáveis até um bar e os humilha em uma luta. Usando seus conhecimentos da lei, David chantageia o dono do bar para não contar para ninguém o que aconteceu. No dia seguinte, ele vai a uma festa com Anna e salva a amiga dela, Kristen, do ex-namorado e faz sexo com Kristen e pergunta como pode fazer para comprar armas com Craig, amigo de Anna. No caminho de volta para casa, Anne se oferece para fazer um CD de músicas para David.

David ensina algumas táticas de auto-defesa para Luke e dá sua faca borboleta de presente para o garoto. Quando ele vai comprar armas com Craig e seus comparsas, ele os mata com granadas. Á essa altura, Anna já está mais do que desconfiada que tenha algo errado e liga para a base militar para interrogar sobre David Collins:ela fica surpresa ao saber que ele morreu em uma explosão uma semana atrás. A ligação de Anna alerta uma organização secreta liderada pelo Major Carver (Lance Reddick de A escuta e De volta ao jogo) que reúne um time para capturar David.

Enquanto isso, Luke se envolver uma briga na escola por ser chamado de ´´faggot´´ (uma gíria para viadinho) e vai parar no gabinete do diretor que quer expulsá-lo. A mãe de Luke é convocada e David se oferece para ir e manipula o diretor a dar apenas um mês de detenção para o garoto. Luke conta para David confidencialmente que Anna desconfia que ele seja o responsável pelas mortes dos últimos dias. O time do Major Carver chega quando eles estão tirando a roupa da máquina de lavar e David mata Laura e foge.

Enquanto David dirige, ele acaba batendo seu carro no de Spencer que morre na hora. Major Carver conta para Luke e Anna que David fez parte de um teste para criar o soldado perfeito;sua mente foi programada para matar qualquer um que possa comprometer sua identidade. Eles partem em encalço de David. O filme tem um enredo característico dos filmes de ação e é dos bons, daqueles que prendem sua atenção, A trilha sonora é bem oitentista, me agradou, embora eu seja uma criança dos anos 90, curto várias bandas dos 80s. Recomendo.

PS:Espero não ter sido a única a tomar um susto com a cena quando David sai do banho com a toalha enrolada e podemos admirar Dan Stevens sem camisa!

Trailer: 



22 maio 2017

[Quotes] Meio Mundo


"Um homem que dedica todos os pensamentos a fazer o bem e nenhum às consequências... [...] É um homem perigoso."

"Quanto mais a gente aprende, mais entende o tamanho da própria ignorância."

"A diferença entre assassino e herói está na importância dos mortos."

"Um homem que procura autodestruição vai encontrar o caminho para isso, cedo ou tarde."

"O lutador sábio aparenta ser menos do que é, por pior que seja o oponente."

"Tudo havia desmoronado subitamente. Ou talvez tudo tenha se encaixado."

"A vingança só anda em círculos. Ela parte do sangue e volta ao sangue. A Morte espera por todos nós. Você pode seguir seu caminho curvado sob um fardo de raiva. Eu fiz isso durante muitos anos. Você pode deixar a raiva a envenene. Ou pode deixar pra lá."

"Quando algo precisa ser feito, não há nada a ganhar com o adiamento, a não ser dor."

"Afinal de contas, não há coisas boas que não tenham nenhum pedacinho de egoísmo em algum lugar."

"A gente quer muito uma coisa quando não pode tê-la. Quando a tem, as dúvidas brotam subitamente. Depois, quando a gente acha que pode perdê-la, descobre que precisa dela mais do que nunca."

"Dentre outras coisas, o que os homens mais amam ver é os outros enfrentarem a Morte. Isso faz com que se lembrem de que ainda vivem."

"Às vezes grandes coisas certas precisam ser costuradas a partir de pequenas coisas erradas."

"As palavras certas podem cortar mais fundondo que espadas, em especial os juramentos."

"- Não sou um guerreiro.
  - É, sim.
  - Um guerreiro não tem medo.
  - Um idiota não tem medo. Um guerreiro fica de pé apesar do medo."


[Resenha] A Vida Secreta das Árvores

E se tudo o que você sempre pensou saber a respeito das árvores estivesse errado? E se, apesar de tão diferentes de nós, descobríssemos que elas compartilham diversas características dos humanos? Nos últimos anos a ciência tem comprovado que as árvores e o homem têm muito mais em comum do que poderíamos imaginar. Assim como nós, elas se comunicam, mantêm relacionamentos, formam famílias, cuidam dos doentes e dos filhos, têm memória, defendem-se de agressores e competem ferozmente com outras espécies – às vezes, até com outras árvores da mesma espécie. Algumas são naturalmente solitárias, enquanto outras só conseguem viver plenamente se fizerem parte de uma comunidade. E, assim como nós, cada uma se adapta melhor a determinado ambiente. Em A vida secreta das árvores, o engenheiro florestal alemão Peter Wohlleben alia seus 20 anos de experiência às últimas descobertas científicas para examinar o dia a dia desses seres fantásticos. Com um ponto de vista surpreendente e inovador, o livro se tornou um fenômeno na Alemanha, entrou para a lista de mais vendidos do The New York Times e teve seus direitos negociados para 18 países. Essa viagem fascinante pela vida das árvores e florestas é um convite a repensarmos nossa relação com a natureza.

O que eu achei? 
O que você sabe sobre as árvores? Que elas vivem paradas em seu lugar, umas florescendo e dando frutos; outras, apenas com suas folhagens. Algumas baixas, outras enormes; umas que existem há algumas décadas; outras, centenárias. Talvez o comum é ter essa ideia básica sobre as árvores, pode indo um pouco além, sabendo nome e especies. Contudo, este livro mostra que elas podem ocultar mistérios e segredos que jamais poderíamos imaginar, nem mesmo nos nossos sonhos mais loucos.

Peter Wohlleben é um engenheiro florestal alemão, que dedicou grande parte de sua vida a estudar e examinar, cientificamente, as árvores. Por isso, imagina-se algo comum, que muitos biólogos fazem. Mas não, ele foi além. E explica, pouco a pouco, detalhe por detalhe, como se dá a vida secreta das árvores.


Esse livro é um estudo minucioso e detalhado, onde nos é apresentado um novo olhar sobre a vida na natureza, nas florestas, onde as árvores são as grandes protagonistas. O tem uma linguagem intimista, como se conversássemos com o autor, e é possível sentir seu deslumbre e sua paixão a cada linha. As descobertas são fascinantes, e mesmo que você leia esse livro sem muitas expectativas, garanto: é IMPOSSÍVEL não ficar abismado com o que é dito. A leitura não apresenta dificuldades. Os capítulos são curtos e sucintos, sem muitas expressões nem nomes científicos, e é capaz de fazer você se perder na leitura sem nem notar. Pode se tornar um pouco cansativo pelo conteúdo mostrar apenas fatos – e para o leitores de historias em geral, faz falta a leitura de um enredo. Mas mesmo assim, consegue ser uma leitura enriquecedora.

Fazendo uma correlação com nós, humanos, o autor conseguiu expôr todo o funcionamento desse mundo oculto - um tema que tinha tudo para ser massante e cansativo -, num relato contagiante e extremamente relevante nos dias atuais. Quem poderia imaginar que as árvores vivem em comunidade? São capazes de conectar-se uma a outra pelas raízes, e assim, cuidar umas das outras, tratando doenças e doando alimento? Que elas se “comunicam”? As descobertas são tantas, que até demora um pouco para poder processar tudo.


Ao ler esse livro, fica impossível passar por uma árvore e não deixar a mente vagar enquanto as admiramos. Acredito que um dos objetivos desse livro é trazer ao leitor a sensação de empatia para com a natureza, uma vez que ele nos coloca lado a lado das árvores, mostrando como temos muito em comum com elas. Mostra-nos, também, a sua importância – e também a das florestas – para todo o ecossistema, e o quanto elas são imprescindíveis para a manutenção de toda vida existente.


Uma ode a natureza, e um alerta para a importância de sua preservação.





21 maio 2017

[News] Lançamentos de Maio de parceiros: Editora Petit


Violetinhas na janela, de Vera Lúcia Marinzeck de Carvalho: Violetas na janela em quadrinhos! O que era bom, agora ficou melhor ainda.Com lindas ilustrações de Luis Hu,o leitor vai fazer uma viagem deliciosa pelo mundo dos espíritos acompanhando Patrícia e seus amigos.Um dia, Patricinha acordou e percebeu que não estava em casa.Viu um lugar que não lembrava um hospital, mas sem barulho de hospital.Usava o mesmo pijaminha azul de todos os dias, só que aquela não era sua cama nem seu quarto.Como podia? Ela começou a ficar intrigada.É possível acordar de uma hora para outra num lugar estranho, e ainda por cima sem medo Pois esta é a melhor parte da história:Patricinha descobriu que nem sempre precisamos ter medo do que não entendemos.Ela conta coisas incríveis que conheceu após esse despertar, como as colônias, por exemplo, um lugar cheio de cor, bom humor e alegria, e nos convida a uma viagem deliciosa pelo mundo dos espíritos.

Mensagens para Júlia, de Mônica Aguiera Cortat: Quando Clara desencarnou, sua filhinha Júlia tinha apenas 3 anos.Por ser um espírito abnegado, ela foi autorizada pelos dirigentes espirituais a enviar mensagens à filha.A protagonista conta como foi seu encontro com o pai de Júlia e revela todos os seus problemas de sua existência quando encarnada, desde o casamento até as incompreensões de seus pais para com suas atitudes e atos humanistas, que provocavam estranhamento entre os conhecidos.As mensagens dela à filha foram o caminho que ela encontrou para continuar seu dever de mãe, que muito mais do que educar e transformar os filhos em cidadãos, direciona-os no caminho de Deus.Um relato emocionante cheio de amor maternal.

O caminho das estrelas, de Vera Lúcia Marinzeck de Carvalho, pelo espírito Antônio Carlos: O novo romance do Espírito Antônio Carlos, psicografado por Vera Lúcia Marinzeck de Carvalho, conta a história de Lenita, que desencarna ainda adolescente por causa de um câncer. Ao acordar na ala dos jovens no hospital da colônia Aprendiz do Amor, perdida entre as lembranças da vida encarnada, lembra-se de sua mãe lhe dizendo:´´Filha, quando você morrer, irá para o céu morar numa estrela...´´ Mas agora, na realidade da nova existência, busca compreender sua condição.O começo é difícil, pois seus familiares se desesperam e choram, afetando-as de forma negativa. Tudo muda quando os familiares de Lenita recebem um importante auxílio:o livro Violetas na Janela. Após a leitura, eles passam a agir de modo diferente, enviando-lhes vibrações positivas.Ela pode, então, sentir-se tranquila.

   
Um novo dia para amar, de Célia Xavier de Camargo, pelo espírito Paulo Hertz: Quem nunca ouviu da boca de uma criança histórias sobre seus amigos invisíveis ou relatos de experiências vividas em outro período na Terra\ Nesta obra, Valéria, diretora de uma escola de crianças e adolescentes, nunca tinha presenciado nada incomum entre eles, quando de repente, começam a apresentar comportamentos estranhos. Profissional comprometida com o trabalho, Valéria fica desorientada. Ao buscar ajuda, conhece o médico Maurício, que a levará a compreender que apenas conhecimentos pedagógicos e psicológicos não são suficientes para ajudar seus alunos.Paulo Hertz, o autor espiritual, faz parte da Colônia Céu Azul e há tempos trabalha com jovens nos dois planos. Ele nos traz este romance para orientar pais, psicólogos e educadores a lidar com uma nova geração, cuja presença em nosso planeta tem o objetivo de auxiliar a humanidade em seu processo evolutivo.Leitura indispensável para entender esse processo de transição.

Nas brumas do tempo, de Sarah Kilimanjaro, pelo espírito Vinícius: Bruna e Armando estavam muito felizes com a chegada de Luciene, a primeira filha do casal. No entanto, a alegria durou pouco. Aquele anjo, ainda no começo da jornada, volta ao mundo espiritual com apenas quatro anos de idade. A tristeza tomou conta daquele lar. Deus, porém, presenteia-os com a vinda de Alice, trazendo novamente alegria ao lar. Com o passar do tempo, eles começam a observar na menina um comportamento muito semelhante ao da primeira filha. Vão em busca de respostas para buscar o que está acontecendo.Nessa trajetória, começam a compreender que a vida não é apenas esta pálida imagem terrena que temos, e que há muito mais coisas importantes para descobrir. 


Quando é inverno em nosso coração, de Américo Simões: Amanda e Clara são irmãs que cresceram num lar europeu, do final do século 19, quando os casamentos ainda eram arranjados pelos pais.Clara é apaixonada por Raymond, o jardineiro da família. Por ser a filha mais velha, se vê comprometida a casar com o rico Raphael. Porém, às vésperas de suas bodas é acometida por uma doença desconhecida que a deixa à beira da morte. Para não interromper o acordo entre as famílias, Amanda se casa no lugar da irmã.Mas a troca das noivas não é bem recebida por Raphael, já que ele havia se apaixonado pela outra.O rapaz não supera a decisão, alheia à sua vontade e passa a desconfiar de que a doença repentina da jovem é puro fingimento para evitar o matrimônio. Essa paixão não correspondida e um segredo inviolável marcarão para sempre a vida da jovem e de todos que a rodeiam.

Reescrevendo histórias, de Cristina Censon, pelo espírito Daniel: Espanha, século 17. Santiago, jovem médico criado pelo avô desde a morte de seus pais, de repente descobre que é herdeiro de terras em Córdoba. Na busca pela herança, acaba conhecendo um grande amor e um segredo inviolável sobre o passado de seu avô.Conforme vai adquirindo consciência sobre a história de sua família, marcada por mentiras, assassinatos e traições, Santiago se vê confrontado a acreditar numa realidade espiritual. Sua obsessão pela verdade não resulta apenas em uma história de amor, mas também em autoconhecimento. Revela que na roda viva da existência terrena tudo se entrelaça:da dor á paixão; do sofrimento à paz; do humano ao divino.

         
Violetas no dia a dia 2017-diário espiral, por Vera Lúcia Marinzeck de Carvalho, pelo espírito Patrícia: Depois de emocionar milhões de leitores com seus ensinamentos em Violetas na janela, Vivendo no mundo dos espíritos, A casa do escritor e O voo da gaivota, mais uma vez Patrícia nos brinda com um belo diário que nos acompanhará durante todos os dias do ano. As frases e pensamentos selecionados contribuirão para nossa reflexão diária e tornarão nossos dias ainda mais agradáveis.
Características:
-Uma página por dia
-Frases da coleção Patrícia para reflexão diária 
-Curiosidades espírita
-Acabamento:capa dura com espiral


Como vivem os espíritos, edição atualizada, de Antônio Fernandes Rodrigues, edição atualizada por Tânia Fernandes de Carvalho: Para onde vamos após a morte. É possível falar com os mortos. Existe sexo, amor e casamento entre os espíritos. O espírito tem a mesma aparência física de quando era vivo. Para onde vão os espíritos maus. Existe inferno. Nesta obra, um clássico de mais de 30 anos, nenhum assunto é tabu para Antônio Fernandes Rodrigues. Ao explicar conceitos como ´´perispírito´´, ´´infância no plano espiritual´´, ´´relacionamentos´´ e ´´obsessores´´, o autor responde aos curiosos que sobre a doutrina com uma narrativa objetiva. E, importante dizer, com credibilidade, uma vez que se baseia em fontes aceitas universalmente no meio espírita. Trata-se de um guia surpreendente sobre o espiritismo.

Um fantasma em Londres, de Sarah Kilimanjaro pelo espírito Vinícius: Richard William Stuart foi um lorde na Inglaterra do século 18. Fidalgo de temperamento difícil, caiu numa armadilha e foi assassinado cruelmente. No plano espiritual, resolveu se vingar de seus traidores, assustando e provocando sofrimento nas pessoas. Depois de muito tempo vivendo uma existência vazia, como um fantasma perdido nas ruas de Londres, acaba resgatado. A partir desse momento, a vida de Richard tomo um novo rumo, quando lhe é permitido o retorno à Terra, desta vez no Brasil. Como alguém tão conflituoso reagirá ao ter a oportunidade de reencontrar aqueles com os quais teve contato na encarnação anterior e lhe causaram tanto sofrimento. Uma história repleta de paixão, tragédia, vingança e perdão.


20 maio 2017

[Crítica] Punhos de Sangue

A história real de Chuck Wepner (Liev Schreibner) vendedor de bebidas na cidade de Nova York e boxeador peso-pesado que inspirou a saga ´´Rocky´´ ao ir até o 15º round lutando contra o então maior pugilista do mundo, Muhammad Ali.                                                                                                                                                                                                                                                                                                         
O que eu achei?
Um emocionante relato do diretor de Uma boa mentira, com Reese Witherspoon, Philippe Falardeau, da vida de Chuck Wepner o boxeador que serviu de inspiração para Sylvester Stallone criar a saga de Rocky.

O sangrador de Bayonne (a cidade do estado de New Jersey da onde Chuck vem) começou a carreira lutando nas ruas, continuou praticando o esporte quando se alistou no e se alistou ao US Marines,se profissionalizou em 1964 e entrou para o circuito de boxeadores profissionais da Liga do Nordeste americana com a ajuda de seu treinador,Al Braverman (Ron Perlman, o ator que fez Hellboy). Ele venceu algumas e perdeu em outras mas após ser derrotado por George Foreman em um nocaute de três rodadas e para Sonny Liston, em um nocaute de dez rodadas, muitos fans pensaram que seus dias de glória estavam acabados. Ledo engano.

Em fevereiro de 1975, foi anunciado que Chuck tinha desafiado Muhammad Ali para um duelo. A luta ocorreu no dia 24 de março em Richfield, Ohio.Wepner resistiu bravamente as investidas de Ali (que era campeão mundial de boxe na época) e deu um nocaute em Ali no nono round mas foi derrotado no décimo-quinto round, após ter o nariz quebrado e recebido vários cortes acima dos olhos. Embora Ali tenha ganhado, todos ficaram impressionados com sua resiliência,inclusive Sylvester Stallone, que estava na platéia assistindo à luta e teve o insight para fazer o filme do Rocky.

O filme não foca apenas na carreira de Chuck, mostra também seu casamento com sua primeira mulher, Phyllis (Elisabeth Moss) com sua filha, Kimberly (Melo Ludwig, quando garotinha e Sadie Sink, com 11 anos) até que ela o pega saindo com garotas de programa e seu casamento com sua segunda e atual esposa, Linda (Naomi Watts), seu irmão Don (Michael Rapaport, da série Prison Break) que o apoia e até paga sua fiança quando ele foi preso por tráfico de drogas e sua aposentadoria.

Confesso que estava com um pé atrás para assistir esse porque não sou chegada em filmes de luta mas esse me surpreendeu por ser uma jornada de auto-descobrimento, não apenas uma sucessão de pancadas,tem conteúdo. Agora darei uma chance à franquia Rocky e ao Creed, que nunca tive vontade de assistir mas quem sabe me surpreenda tanto quanto Punhos de sangue.


[Resenha] Meio Mundo

Thorn Bathu não é uma garota comum. Mesmo tendo sido criada numa sociedade machista, ela vive para lutar e treina arduamente há anos. Porém, após uma fatalidade, ela é declarada assassina pelo mesmo mestre de armas que deveria prepará-la para as batalhas.Para fugir à sentença de morte, Thorn se vê obrigada a participar de um esquema do ardiloso pai Yarvi, ministro de Gettland. Ao lado dela se encontra Brand, um guerreiro que odeia matar, mas encara a jornada como uma chance de sustentar a irmã e conquistar o respeito de seu povo.A missão dos dois é cruzar meio mundo a bordo de um navio e buscar aliados contra o Rei Supremo, que pretende subjugar todo o Mar Despedaçado. É uma viagem desafiadora, em que Brand precisa provar seu valor e Thorn fará o necessário para honrar a memória do pai e se tornar uma verdadeira guerreira.Guiando os personagens por caminhos tortuosos em busca de amadurecimento e redenção, Joe Abercrombie mais uma vez nos maravilha com uma história grandiosa, que se sustenta sozinha por seu vigor, mas também dá continuidade à saga de Gettland e Yarvi. Finalista do prêmio Locus, Meio mundo deixará o leitor na expectativa do desfecho desta série épica.
O que eu achei? 
Em MEIO MUNDO, segundo livro da trilogia "Mar Despedaçado", temos como protagonista a jovem Thorn Bathu, uma menina audaciosa, corajosa, destemida e rebelde, que sempre sonhou em ser guerreira como seu pai. Após uma injustiça e um acidente trágico no quadrado de treino, Thorn é julgada assassina e sentenciada à morte por apedrejamento.

Até que sua vida é poupada. Mas prendendo-a a um juramento. Nessa nova jornada, o foco está em Thorn Bathu e seu companheiro de treino, Brand, que fazem parte da tripulação da embarcação Vento Sul, do agora ministro, pai Yarvi. 

Joe Abercrombrie volta com sua escrita impecável, seu mundo que consegue ser ao mesmo tempo fantástico e realista, com personagens tão verossímeis que é impossível não sentir algum tipo de conexão com eles; ou você ama ou odeia, não há maneira de ficar indiferente a eles. Pai Yarvi, que foi apresentado no primeiro livro, está agora mais maduro, inteligente e astuto do que nunca. Porém, mais soturno. O autor conseguiu manter a linearidade na persona dele, sem deixar pontos soltos. Na verdade, absolutamente todas as personagens são construídas com maestria, sem exageros nem falsidades.

Thorn, apesar de demonstrar muito potencial, peca em autocontrole e disciplina, que serão moldadas a força por Skifr, uma misteriosa mulher que fará parte da tripulação. A evolução e o amadurecimento de Thorn é lindo de se acompanhar; sua força aparente tornando-se força factual, forjada a muita luta, respeito e entrega. Brand, para mim, foi o personagem mais ambíguo e difícil. Não por ser chato ou tedioso, mas pela sua mente inquieta e suas inúmeras incertezas, sempre em busca de fazer o bem, sem saber o que esse bem é na verdade. 

O autor construiu personalidades de forma realista, mostrando a verdadeira alma humana, mostrando que ninguém é essencialmente bom ou ruim. Um dos pontos que reparei nesse segundo livro - que passou despercebido - foi a construção da mitologia divina, que pode-se fazer um paralelo nítido com a mudança do politeísmo para o monoteísmo e a imposição dessa crença pelo Rei Supremo (no caso dessa história) a todos os outros reis. 

O história é construída cheia de reviravoltas, mais uma vez mostrando a habilidade do autor de criar momentos complexos e cheios de significados, rica em filosofias e questionamentos pessoais e morais, que fazem o leitor se colocar na pele das personagens e questionarem sua própria moral. O que nos torna heróis? Será que fazer sempre o bem é a escolha certa?

Com um enredo que mistura momentos de tensão extrema, descontração e o inesperado companheirismo entre um grupo de pessoas extremamente diferentes, MEIO MUNDO conseguiu ser tão bom quanto - ou até melhor - que MEIO REI, o primeiro livro da trilogia.


19 maio 2017

[News] Resultado Top Comentarista de Abril

Olá pessoal! Esse é o resultado da Top Comentarista de Abril. 
Obrigada a todas pela participação e em breve o próximo top irá ao ar! 

Aichha Carolina Pereira, por favor entre em contato pelo email reinoliterariobr@hotmail.com contendo seus dados para que possamos lhe enviar seu prêmio. 

[Resenha] Extremamente Alto & Incrivelmente Perto

Nunca é possível reconhecer o último momento de felicidade que antecede uma tragédia. Seja ela o ataque às torres do World Trade Center, seja o cruel bombardeio aliado sobre Dresden, que arrasou a cidade e a população civil da histórica cidade alemã na Segunda Guerra Mundial. Portanto, dificilmente há tempo de verbalizar o amor que se sente pelas pessoas próximas que, por um golpe do destino, tornam-se distantes. Esta constatação e os dois acontecimentos históricos guiam 'Extremamente alto & incrivelmente perto'. O principal narrador do livro, Oskar, é um menino extremamente inteligente de 9 anos de idade, sofre com a morte do pai, uma das vítimas do ataque ao World Trade Center, que estava no local da tragédia por um mero acaso - uma reunião no Windows of the World, o restaurante no último andar de uma das torres.
O que eu achei? 
Oskar Schell perde seu pai, Thomas Schell, pelas mãos macabras do acaso no atentado do dia 11 de Setembro – Thomas teve uma reunião no ultimo andar de uma das Torres Gêmeas. Oskar chama esse dia de O Pior Dia.

Quando Oskar chega em casa, liberado mais cedo da escola, vê que a secretaria eletrônica possui mensagens gravadas. É seu pai. Ele ouve todas as mensagens até que o telefone toca e ele se sente incapaz de atender àquela ligação. Ele esconde o telefone com as gravações. A ultima lembrança de seu pai seria dele, em segredo.

Em um dia de saudades sufocantes, ele vai ao closet do pai e revira suas roupas e bolsos e sapatos, até ver um vaso no alto de uma prateleira. Ao tentar pegá-lo, ele cai, derrubando o vaso e quebrando. Dentro, há um envelope com o nome Black. E dentro do envelope, uma chave.

Numa busca incansável, Oskar usa toda sua inteligencia para descobrir a que fechadura pertence aquela chave. Depois de tantos jogos de caça ao tesouro e desafios intelectuais entre ele e seu pai, ele decidiu que essa deveria ser mais um dos desafios de seu pai. Sendo assim, Oskar sai pelos distritos de Nova York e arredores em busca de todas as pessoas com nome Black, tentando descobrir se a chave lhes pertencia, e/ou se eles conheciam seu pai.

O livro é dividido em três partes que se intercalam – a parte do Oskar, a de sua avó e a de seu avô.

Os relatos do menino são repletos de sentimentalismo, verdade e aventuras – mas não do tipo “perdido na cidade”, uma aventura dentro de si, num turbilhão de sentimentos e caos emocional; um caminho de auto-descoberta com o auxílio dos estranhos com quem cruza o caminho em sua jornada. Dotado de uma inteligência extrema e uma sensibilidade transbordante – e um possível caráter manipulador (mas sem maldade) -, ele luta consigo mesmo, tentando entender o mundo ao seu redor e seu lugar nele, quase torturando-se mentalmente. Porque seu pai não era importante para os outros quanto era pra ele? Além disso, cada um dos Black são extremamente importantes no caminho de Oskar, fazendo com que ele questione a si e ao seu plano a cada instante, tentando entender tudo o que se passa, tudo o que sente, tudo que aconteceu e tudo o que está vivendo.

As cartas de sua vó retratam toda a vida dela, desde sua infância até seu casamento, e são endereçadas a Oskar. São cartas extremamente pessoais e sem pudor, onde ela revela sua vida nos mínimos detalhes, retratando seu tempo com seu marido. 

Já as carta de seu avô são endereçadas ao pai de Oskar – Thomas -, e seguem basicamente a mesma linha da de sua esposa. Contudo, apesar de os dois retratarem, além de suas vida juntos, o seu passado, cada um se despe por completo em seus relatos, expondo o mais íntimo de si em cada palavra, cada linha. Suas cartas são tão intensas que se torna palpável angústia de cada um. Seus medos, seus erros, a jornada de suas vidas até o encontro dos dois, e a luta pessoal para manterem-se juntos, um amando o outro, da sua maneira, quase como se não soubessem como amar direito, se é que isso faz sentido. A vida do casal se encontra em um caos silencioso imposto por eles mesmo.

Ainda, o que mais me chamou atenção foi o fato de a personalidade dos avós ser explorada tão detalhadamente que, aos olhos mais atentos, é possível ver o quanto Oskar herdou na inteligencia, atitude, caráter e em seus hábitos. Uma personalidade sólida e forte, mas sem perder um pouco da inocência da infância. O autor criou uma Árvore Genealógica da personalidade desses três de uma forma que eu jamais vi.

O livro é recheado de imagens aleatórias - fotografias mesmo! - que nos faz ver o mundo pelos olhos e pela lenta da câmera de Oskar (câmera essa que também foi de seu avô; ou seja, as imagens também podem ser dele), enquanto ele busca incansavelmente pela fechadura da chave que encontrou e encontra o que não procurava.

A história desse livro é incrivelmente emocionante e extremamente envolvente, carregada de momentos dramáticos e pesados, seguindo uma narrativa bastante poética e comovente onde nada parece falso ou artificial; tudo foi construído com tanto sentimento que, mais humano que isso, apenas a vida real.

Uma trajetória que nos mostra o quão importante é para nós mantemos viva a memória daqueles que amamos intensamente; uma trajetória de auto-conhecimento, perdão, redenção e, acima de tudo, amor.

Sem dúvidas, um dos mais emocionantes livros que já li, do início ao fim.

18 maio 2017

[Crítica] Rei Arthur

Arthur (Charlie Hunnam) é um jovem das ruas que controla os becos de Londonium e desconhece sua predestinação até o momento em que entra em contato pela primeira vez com a Excalibur. Desafiado pela espada, ele precisa tomar difíceis decisões, enfrentar seus demônios e aprender a dominar o poder que possui para conseguir, enfim, unir seu povo e partir para a luta contra o tirano Vortigern, que destruiu sua família.


O que eu Achei:
A clássica história de Rei Arthur ganha novos ares no cinema com o filme que estreia nesta quinta (18/05) estrelado por Charlie Hunnam, a lenda inglesa ganha novos personagens, enredo muito complexo e bem construído, incríveis cenas de ação misturadas com magia que o torna um dos melhores filmes do ano.
O filme começa quando o reino que vivia em paz com os magos, sofre um grande ataque de um mago muito ambicioso que queria tomar o reino para si, até que o rei, junto com sua espada excalibu o derrotam, mas claro que a sede de poder nunca se manifesta numa pessoa só, e o rei precisa lidar com a inveja do próprio irmão Vortigern, desta vez a luta é bem mais intensa, já que seu irmão se aliou a grandes forças do mal. Com medo do futuro o rei coloca seu único filho em um barco para fugir e conseguir sobreviver.
Anos depois rei tirano Vortigern está cada vez mais poderoso e com as forças do mal crescendo as do bem se manifestam afim de equilibrar o jogo. A maré baixa e revela uma espada, excalibu, enfincada numa pedra, que só responderá ao rei de nascença, e a caça por quem será ele começa, já que somente ele poderá deter Vortigern.
Enquanto isso Arthur cresceu no subúrbio do reino, criado por prostitutas, conhecendo a malandragem e defendendo as pessoas das injustiças, com isso ganhou alguns inimigos e graças a eles acaba na imensa fila para puxar a espada da pedra, sem entender o porquê daquilo tudo Arthur a puxa, e claro ela reponde a ele com uma grande força. Daí começa a história do nosso herói, que não queria ser herói, e contará com a ajuda de uma maga, aprendiz de Merlin, foras da lei, com alto interesse em derrubar o rei, e antigos amigos, para aceitar quem é, mudar o destino do reino e se tornar uma lenda.
Rei Arthur conta com alta tecnologia em suas cenas, o 3D é absolutamente incrível e torna tudo ainda mais real, cada cena nos deixa mais preso e fascinado com o filme, a cenografia também não deixa nada a desejar, a imersão na idade média e no universo mágico é completa, impossível não sair completamente extasiado do cinema.
Trailer:

 

 

[News] Lançamentos de Maio de parceiros: Editora Butterfly


Cara de um, focinho do outro, de Marcos Fernandes: Quem nunca teve um animal de estimação e compartilhou com ele os momentos mais incríveis de sua vida. Um segredo, uma alegria, uma dor...
Pois é sobre essa relação amorosa entre os tutores e seus animais de estimação que trata esse livro.Uma relação antiga mas que em momento algum da história da humanidade nunca foi tão intensa. Muitos dizem que o animal é um espelho de seu tutor. Mas o que faz com que essa relação seja tão forte. Existe alguma energia que os une. O que a ciência fala sobre essa união.´´A fidelidade que os animais dispensam a seus tutores humanos é indescritível, pois resgatam a pessoa das regiões mais sombrias de seus problemas e angústias, motivando a vida a seguir seu curso novamente´´, explica o autor, que também é veterinário e psicanalista.´´ Descubra mais sobre essa relação de amor e infidelidade que ultrapassa o tempo e a razão. Você vai se surpreender.


Despertando vidas: fuja das doenças do mundo moderno, de Fabio Gabas: Despertando vidas apresenta exercícíos e técnicas para melhorar significativamente sua saúde física e emocional, disposição e energia. Você poderá modificar seus estados emocionais, valores, crenças e níveis de consciência que determinam sua percepção de mundo e consequentemente, ganhar qualidade de vida. Por meio de um modelo de alimentação e de condicionamento físico elaborados com base nos princípios que regem uma função celular ideal, descubra como desfrutar de mais bem-estar com menos esforço.


Herdeiro de Sevenwater, de Juliet Mairilier: Quarto livro da coleção Sevenwaters. Quando Lady Aisling dá à luz um novo herdeiro de Sevenwaters, cabe á sua filha Clodagh a responsabilidade de zelar pela casa e pelo irmão. Porém, ele é raptado e em seu lugar é deixado de ser que pouco lembra que pouco lembra um bebê humano. Para recuperá-lo, Clodagh tem que se aventurar no Outro Mundo, acompanhada por um misteriosos guerreiro, e enfrentar o poderoso príncipe que agora está no comando.


Dois Mundos-Tesouros da Tribo de Dana, Livro 1, de Simone O.Marques: Num futuro distópico, Marina é uma jovem brasileira que carrega a força e os poderes de três grandes deusas celtas. Ela é aquela que cria, acolhe e mata. Protegida por guerreiros, perseguida por mortais e desejada por deuses, precisa encontrar os míticos tesouros da Tribo de Dana se quiser salvar o que restou do mundo...Ano de 2021.A Terra está devastada e poucos são os sobreviventes.No Brasil, grupos se reúnem em pequenas vilas em torno de água potável. O oásis neste caos fica na Chapada dos Veadeiros, na Fazenda Tribo de Dana, onde vive um povo guerreiro que acredita tudo ser parte dos planos da Grande Mãe.Neste paraíso, vive Marina. Considerada o avatar de três grandes deusas celtas, precisa lidar com diversos poderes de cura, vida e morte. Ao abrir o véu que separa o mundo de mortais e deuses, a jovem liberta antigas divindades. E dois domínios distintos estão prestes a colidir quando ela descobre que detém nas mãos o destino da humanidade.


De bem com a vida, de Lauro Trevisan: O consagrado escritor Lauro Trevisan, desta vez quer provocar no leitor a reflexão e o sorriso. Com uma linguagem bem-humorada, ele nos apresenta uma espécie de ´´guia do auto-astral´´, com 52 conselhos, um para cada semana do ano, convidando-nos a desenvolver um olhar positivo perante a vida e descobrir sempre o lado positivo das coisas. Entre outras palavras de ânimo, o autor dá dicas de como libertar do estresse cotidiano e como ter pensamentos positivos, diante dos obstáculos da vida.Ele deixa claro que não é fácil mas possível. Para Lauro Trevisan, rir é o melhor remédio sempre.






[Resenha] Coroa Cruel

Duas mulheres — uma vermelha e uma prateada — contam sua história e revelam seus segredos. Em Canção da rainha, você terá acesso ao diário da nobre prateada Coriane Jacos, que se torna a primeira esposa do rei Tiberias VI e dá à luz o príncipe herdeiro, Cal — tudo isso enquanto luta para sobreviver em meio às intrigas da corte. Já em Cicatrizes de aço, você terá uma visão de dentro da Guarda Escarlate a partir da perspectiva de Diana Farley, uma das líderes da rebelião vermelha, que tenta expandir o movimento para Norta — e acaba encontrando Mare Barrow pelo caminho.
O que eu achei?
Por ser um livro fininho (a mete da leitura agradece), pelo desespero plantado pelo livro anterior na história da rainha Coriane — veja que uma personagem há muito morta foi mais interessante que os vivos — e também um receio (preguiça mesmo) de partir logo para o livro seguinte da série, decidi pegar logo esse livro para dar uma sensação de que não estou largando a série, mas também não estou priorizando-a. Aquela enganadinha no subconsciente para manter o interesse em dia.



Ao longo do primeiro livro, por meio de trechos de histórias contadas por diversos personagens, ficamos sabendo que a bondosa rainha Coriane teve uma vida difícil, culminando num fim trágico nas mãos da inveja de Elara, atual de rainha de Norta. Logo, em 'Canção da Rainha' teremos sua história contada pelo ponto de vista da própria, e é de partir o coração. Em uma narrativa crua e melancólica, Coriane mostra-se muito tímida, autocentrada — depressiva até —, sendo assim, muito frágil. O que a torna suscetível às manipulações mentais de Elara, levando-a a loucura.

O que eu amo sobre esse conto é que não se trata de muita ação e acontecimento mirabolantes, mas sim de uma sondagem psicológica, e a imersão na cabeça da personagem é incrível. Aveyard esconde em seu texto a maquinação dos poderes de Elara sobre a mente de Coriane de forma muito sutil, fazendo com que, se não lido com atenção, é possível deixar passar o que realmente aconteceu. É uma história minuciosa e uma abordagem inesperada para o tom mais despojado apresentado na história central da série, e que dá muito certo.

Sem contar que a autora apresenta, não só aqui, mas também no conto seguinte (porém nesse é muito mais interessante) alguns personagens LGBT, como Robert: amante legítimo do Rei (eu disse do REI) e que divide o posto de consorte com sua Rainha. Decidi comentar isso na resenha, pois é muito importante exemplificar o quanto a representatividade é necessária e como ela pode, sim, se enquadrar em qualquer nicho apresentado em uma história. Nunca imaginei que um dia leria sobre um Rei cujo amante é reconhecido pelo seu povo e, mesmo que secretamente desvalorizado pelas massas, é tratado com o devido respeito. Quebra, muito merecidamente, o estigma de que o governante não pode ser feliz com quem deseja.


Já 'Cicatrizes de Aço' contará o passado recente de Farley, capitã da Guarda Escarlate, que se chocará com os acontecimentos iniciais de 'A Rainha Vermelha’. É bem interessante saber um pouco mais sobre os reinos além de Norta e a hierarquia da Guarda, mas, de um todo, esse é um conto que decai muito em relação ao primeiro. São inseridos personagens demais em muito pouco tempo para serem explorados, não é explicado muito bem a intenção da Guarda nas missões aqui presentes e Farley não me cativou tanto quanto Coriane.

As aparições de Shade, irmão de Mare, Tristan, um dos soldados da Guarda que torço para que apareça novamente no futuro e certas partes em formato de carta, mostrando a comunicação de Farley com seus superiores, que por vezes tomavam algumas páginas, fazendo a leitura andar mais rápido, foram pontos bons que, mesmo tendo sido legaizinhos, foram mínimos em relação a muitos nada contados que chegam até a ficar chatos no meio do caminho.


É preciso ressaltar que 1) são apenas dois contos super curtinhos e 2) pelo menos 40 % do livro é, na verdade, prévia de ‘Espada de Vidro’, ou seja, as definições da sua necessidade de existência não estão atualizadas. Mas, mesmo sendo muito desproporcional no mérito qualitativo, é uma leitura bem gostosinha e boa para se fazer num só dia (coisa que eu não fiz, porém confio na capacidade do ser humano).

Postado por Julio Gabriel.

17 maio 2017

[Lista] 5 livros com representatividade LGBT #LoveWins


Em comemoração do Dia Internacional da Luta Contra A Homofobia, Bifobia e Transfobia, decidi deixar o Reino Literário BR um pouquinho mais gay com recomendações de livros com representatividade LGBT. Representatividade é e sempre será um dos pontos mais importantes a serem discutidos; as minorias precisam — e merecem — ser vistas e sentirem-se vistas. Sendo assim, com o pouquinho de voz que esse blog me propicia, é claro que eu precisava prestar essa pequena homenagem ao meu povo. No Reino Literário BR, homofóbicos não passarão! 

Simons Vs. A Agenda Homo Sapiens

Sinopse: Simon tem dezesseis anos e é gay, mas ninguém sabe. Sair ou não do armário é um drama que ele prefere deixar para depois. Tudo muda quando Martin, o bobão da escola, descobre uma troca de e-mails entre Simon e um garoto misterioso que se identifica como Blue e que a cada dia faz o coração de Simon bater mais forte. Martin começa a chantageá-lo, e, se Simon não ceder, seu segredo cairá na boca de todos. Pior: sua relação com Blue poderá chegar ao fim, antes mesmo de começar. Agora, o adolescente avesso a mudanças precisará encontrar uma forma de sair de sua zona de conforto e dar uma chance à felicidade ao lado do menino mais confuso e encantador que ele já conheceu.

Esse livro é um queridinho para agarrar e não soltar nunca mais! 'Simon Vs. A Agenda Homo Sapiens' mostra, muito verdadeiramente, como é ser gay na adolescência, apresentando dilemas facilmente relacionáveis e personagens apaixonantes. Às vezes até acho que Becky Albertalli é um garoto gay escondido na pele de uma mulher adulta tamanha a realidade que passa em sua escrita. Fofo até dizer chega — não que você vá querer que acabe.

Os Dois Mundos de Astrid Jones

Sinopse: "O movimento é impossível." É o que Astrid Jones, 17 anos, aprendeu na sua aula de filosofia. E, vivendo na pequena cidade em que mora, ela começa a acreditar que isso é mesmo verdade. São sempre as mesmas pessoas, as mesmas fofocas, a mesma visão de mundo limitada, como se estivessem todos presos em uma caverna, nunca enxergando nada além. Nesse ambiente, ela não tem com quem desabafar suas angústias, e por isso deita-se em seu jardim, olha os aviões no céu, e expõe suas dúvidas mais secretas aos passageiros, já que eles nunca irão julgá-la. Em seu conflito solitário, ela se vê dividida entre dois mundos: um em que é livre para ser quem é de verdade e dar vazão ao que vai em seu íntimo, e outro em que precisa se enquadrar desconfortavelmente em convenções sociais.

Sem deixar de ser um livro com temática gay, em 'Os Dois Mundos de Astrid Jones', a autora A. S. King trata sobre identidade como assunto mais relevante. Fala sobre ser verdadeiro consigo mesmo, mesmo quando não sabemos verdadeiramente quem somos. É a busca pelo que somos e o que nos faz assim. Sem contar que é um ótimo romance lésbico em um meio que impera os romances masculinos. 

Dois Garotos se Beijando

Sinopse: Do lado de fora da escola, ao ar livre, rodeados por câmeras e por uma multidão que, em parte apoia e em parte repudia o que estão fazendo, Craig e Harry estão tentando quebrar o recorde mundial do beijo mais longo. Craig e Harry não são mais um casal, mas já foram um dia. Peter e Neil são um casal. Seus beijos são diferentes.
Avery acaba de conhecer Ryan e precisa decidir sobre como contar para ele que é transexual, mas está com medo de não ser aceito depois disso. Cooper está sozinho. Passa suas noites em claro, no computador, criando vidas falsas online e seduzindo homens que jamais conhecerá na vida real. Mas quando seus pais descobrem seu passatempo proibido, o mundo dele desaba. Cada um desses meninos tem uma situação diferente. Alguns contam com o apoio incondicional da família, outros não. Alguns sofrem com o bullying na escola, outros, com o coração partido. Mas bem no centro de todas essas histórias paralelas está o amor. E, através dele, a coragem para lutar por um mundo onde esse sentimento nunca seja sinônimo de tabu. 

De todos, esse talvez seja o mais importante. Em uma narrativa que, por vezes, mais parece uma mensagem de gerações passadas aos jovens gays de atualmente, David Levithan tece diversas histórias que se conectam sutilmente para mostrar o que significa ser gay em diferentes meio de vivência. Muito mais que apenas um beijo entre dois garotos, esse livro é tanto uma mensagem extremamente necessária quanto um tapa na cara muito que bem merecido. 

A Garota Dinamarquesa

Sinopse: Um simples favor que a esposa pede ao marido numa tarde fria, enquanto os dois pintam no ateliê. A modelo que vem posando para ela cancelou a sessão; ele se importaria de colocar as meias e os sapatos da moça, por alguns instantes, para que ela possa terminar o resto do retrato? “Claro”, diz ele.“O que você quiser.” Assim começa uma das mais passionais e incomuns histórias de amor do século XX. Inspirado na história real do pintor dinamarquês Einar Wegener e sua esposa californiana, este delicado retrato de um casamento nos desafia a refletir o que fazer quando alguém que amamos quer mudar. Einar passa a se vestir cada vez mais como Lili – uma espécie de alter ego feminino –, por quem Greta se vê estranhamente atraída, e à medida que Einar desaparece na lembrança, eles percebem que uma escolha terá de ser feita: Lili ou Einar. Tendo como pano de fundo o glamour e a decadência da Europa da década de 1920, A garota dinamarquesa retrata a quase esquecida história de amor entre um homem que descobre sua verdadeira sexualidade e uma mulher disposta a sacrificar tudo por ele.

Todo mundo provavelmente já assistiu ao filme por conta do Eddie Redmayne — não culpo ninguém, ele é maravilhoso mesmo — mas vejo muito pouca gente falando do livro, então tomei essa responsabilidade por mãos. A quem interessar possa, sim, o filme é bem fiel ao livro, mas isso não quer dizer que seja fiel à história de Lili. O próprio livro é apenas em parte fiel, tomando pontos específicos de sua vida e romanceando os entremeios a fim de contar a história de um casal que se amou até que não mais podia; um amor tão profundo e desprendido da reciproca tão ansiada. Mostra, maravilhosamente, como amar muitas vezes independe de ser amado de volta. 

A Menina Submersa: Memórias

Sinospe: A Menina Submersa: Memórias é um verdadeiro conto de fadas, uma história de fantasmas habitada por sereias e licantropos. Mas antes de tudo uma grande história de amor construída como um quebra-cabeça pós-moderno, uma viagem através do labirinto de uma crescente doença mental. Um romance repleto de camadas, mitos e mistério, beleza e horror, em um fluxo de arquétipos que desafiam a primazia do “real” sobre o “verdadeiro” e resultam em uma das mais poderosas fantasias dark dos últimos anos. Considerado uma “obra-prima do terror” da nova geração, o romance é repleto de elementos de realismo mágico e foi indicado a mais de cinco prêmios de literatura fantástica, e vencedor do importante Bram Stoker Awards 2013.

Deixei esse livro por último, pois é provavelmente o mais diferente da lista; e um dos meus favoritos da vida. Com uma protagonista lésbica que namora uma transexual, 'A Menina Submersa' mistura elementos de thriller psicológico, horror e romance à prosa poética lindíssima da autora e o resultado é um dos livros mais mágicos que já li. Não é um livro fácil, desisti dele duas vezes antes de finalmente conseguir lê-lo de ponta à outra, mas garanto que o esforço vale muito a pena no fim. O tipo de livro que muda seu jeito de pensar para sempre. 

E é isso! Ler esses livros foi como descobrir a mim mesmo, uma página de cada vez, e assim espero que vocês possam, quem sabe, sentirem-se representados neles assim como eu. 

Postado por Julio Gabriel