23 setembro 2018

[Resenha] O Demonologista

Sinopse:“A maior astúcia do Diabo é nos convencer de que ele não existe”, escreveu o poeta francês Charles Baudelaire. Já a grande astúcia de Andrew Pyper, autor de O DEMONOLOGISTA (DarkSide® Books, 2015), é fazer até o mais cético dos leitores duvidar de suas certezas. E, se possível, evitar caminhos mal-iluminados.
O personagem que dá título ao best-seller internacional é David Ullman, renomado professor da Universidade de Columbia, especializado na figura literária do Diabo – principalmente na obra-prima de John Milton, Paraíso Perdido. Para David, o Anjo Caído é apenas um ser mitológico.
Ao aceitar um convite para testemunhar um suposto fenômeno sobrenatural em Veneza, David começa a ter motivos pessoais para mudar de opinião. O que seria apenas uma boa desculpa para tirar férias na Itália com sua filha de 12 anos se transforma em uma jornada assustadora aos recantos mais sombrios da alma.
Enquanto corre contra o tempo, David precisa decifrar pistas escondidas no clássico Paraíso Perdido, e usar tudo o que aprendeu para enfrentar O Inominável e salvar sua filha do Inferno.

O que eu achei?

Misturando o sobrenatural ao thriller, com mistérios e enigmas a serem desvendados na melhor mistura William P. Blatty x Dan Brown, “O Demonologista”, de Andrew Pyper, nos leva por questões sombrias sobre a existência de demônios, suas influencias na vida humana e a possível verdade – ou não – de sua desgraça.

A história nos é contada por David Ullman, um acadêmico ateu que dedicou sua vida a estudar teologia e a obra “Paraíso Perdido”, de John Milton. Um homem com culpas e traumas de infância, vendo sua vida familiar desabar e lidando com depressão e solidão, ele recebe um misterioso convite para testemunhar um fenômeno sobrenatural em Veneza, e ao aceitar, sua vida – e a de sua filha – irão se tornar um tortura que jamais imaginaram, e com o inimigo em sua cola.
O livro não é bem terror, que foca em pontos macabros, monstros e demônios destruidores. A história incita o medo pela ansiedade, nos surpreendendo com o surgimento do mal dos mais inesperados lugares. A narrativa não é complexa nem cansativa, com capítulo medianos que são tão bem construídos que nos deixa sedento pelo capítulo seguinte.

A história gira em torno da descoberta e do que ela significa para o mundo e para David, e qual a função dele em toda essa trama. Questões como depressão e solidão são abordadas de maneiras muito interessantes, envolvendo psicologia e o sobrenatural – não como causa e consequência, mas como uma maneira de manipulação: a depressão abrindo porta para o mal. A escrita, a atmosfera de todo o livro, me lembrou muito a forma que William P. Blatty escreveu “O Exorcista” e até mesmo “Legião”: soturno, solitário, melancólico. Além disso, o autor soube criar uma thriller de – quase – ação no estilo de Dan Brown, utilizando de trechos do livro “Paraíso Perdido”, de John Mlton, para servir de enigma para David seguir e cumprir com sua missão.

O terror dessa história me pareceu muito mais presente no que a história se propunha a fazer – no que a missão de David consistia. O fenômeno que David presenciou tem como intuito algo muito pior do que apenas provar a existência do sobrenatural, e é ai que mora o que causa medo. A possibilidade dessa missão se cumprir, e essa verdade – que não posso comentar – chegar ao grande público. Será que estaríamos prontos para essa descoberta? É um terror de possibilidades, não de sustos. É imaginar o que nos está sendo contado como real, como próximo de nós - e talvez tenha sido isso que não agradou muitos dos leitores que vi criticando a obra de forma negativa: o terror não é SE o monstro existe, mas a comprovação de sua existência.
Muitas questões envolvendo a punição de Lúcifer e os motivos de sua queda são tratadas nesse livro, principalmente por analises críticas a obra de Milton – que é muito citada -, dando um olhar interessante e que combinou perfeitamente com a história. Essas questões sempre surgem por meio de diálogos, o que dá uma qualidade incrível as questões, pois as personagens são tão bem criadas que essas discussões são ouro puro na narrativa.

É possível, em alguns momentos, questionar a sanidade do nosso protagonista, visto que seu trauma e sua depressão podem estar, de alguma forma, influenciando sua mente. Seria delírio ou ele realmente está vivendo tudo isso? - o que também acontece em “O Exorcista”. Acima de tudo, temos um homem que é posto a prova por tudo aquilo em que ele não acredita, em uma missão que não há nenhum ponto positivo sequer, mas para salvar aquilo que ele mais ama no mundo.
No mais, o livro foi uma surpresa ótima – pois eu só li críticas negativas sobre ele -, e se tornou uma das leituras mais interessantes do ano desse gênero. A edição da Darkside está lindíssima, com ilustrações e um apêndice que explica muito sobre Milton e sua obra, o que facilita a compreensão do seu uso no livro.

22 setembro 2018

[Resenha] Celular, doce lar

Sinopse: 
Qual foi a última vez que você passou mais de uma hora (acordado) sem checar o celular? Agora mesmo, enquanto lê estas linhas, o seu celular está ao alcance das suas mãos?
Pois é. De maravilha tecnológica o celular passou rapidamente a aparelho onipresente – e onisciente – em nossa vida. Nossos telefones tudo podem, tudo sabem, tudo veem. E nós não conseguimos mais viver sem eles.
Como foi que isso aconteceu? E, mais importante: por que devemos nos preocupar com isso?
Em Celular, doce lar, Rosana Hermann – jornalista, escritora, roteirista, apresentadora e blogueira pioneira – explica tudo isso.

Com muito humor, histórias divertidas e dados das mais recentes pesquisas da psicologia comportamental e da neurociência, ela nos convida a discutir a nossa relação com o celular. E ainda sugere alternativas de detox digital para combater o vício e a dependência desses aparelhos cada vez mais sedutores.

O que achei?
Rosana Hermann é uma das jornalistas com maior circulação do país, tendo trabalhado em redes como Globo, TV Cultura, SBT, Rádio Jovem Pan, entre outras. Nesse novo livro, ela fala sobre um dos maiores vícios dos dias atuais:os telefones celulares.

É difícil achar uma pessoa que não tenha um desses pequenos notáveis- eles se tornaram elementos essenciais nas nossas vidas.Precisamos deles para quase tudo: anotar um compromisso na agenda, nos lembrar deles com avisos, usar como despertador, gerenciar nossas redes sociais, etc. Mas o uso excessivo dele nos tornou alienados. As famílias de antigamente costumavam jantar conversando; hoje em dia cada membro da família com o rosto fixado na tela do celular e silêncio ao redor da mesa é um cenário comum.Como podemos tentar diminuir esse vício?

Rosana propõe um ¨detox¨ como ela mesmo chama: descubra um novo hobby, seja ele cozinhar, aprender a tricotar, praticar exercícios como corrida, natação, andar de bicicleta... vale tudo para tirar um pouco nossos olhos das telas. Ela fala dos malefícios que o uso demasiado pode causar:causar miopia ou degeneração macular, prejudicar o sono, problemas de coluna como cifose, lordose e escoliose... 

A narrativa toda é formada por crônicas da jornalista, em que ela conta a história da telefonia,relatos de sua experiência pessoal,como nos anos 90 quando os celulares ainda eram tijolões e uma vez ela deixou o seu cair no meio da Avenida Paulista e quando se virou, viu um carro passar por cima dele-e não causar nenhum estrago, pelo contrário, o carro até deu um pulo de tão grande que era o trambolho! Entre cada capítulo, várias celebridades falam sobre suas relações com seus aparelhos.

Resumo da ópera: o objetivo do livro, como a própria autora diz,¨não é demonizar o celular mas sim ter uma DR com ele.¨ Para evitar uma realidade à la Black Mirror,devemos repensar nosso relacionamento com ele.


21 setembro 2018

[News] Blake Shelton se une ao elenco de vozes de `Uglydolls¨


A produtora STX acaba de anunciar mais uma estrela no elenco de vozes de “Uglydolls”: o cantor country Blake Shelton, que se une a Kelly Clarkson, Pitbull, Nick Jonas, Wanda Sykes & Gabriel Iglesias. Shelton emprestará sua voz ao personagem Ox, o prefeito extraoficial de Uglyville, além de interpretar uma canção original no longa.
“Blake é um dos artistas mais talentosos e respeitados da música country e sua inteligência e carisma contagiante são perfeitos para o personagem OX, que se considera o prefeito dos Uglydolls", comenta Adam Fogelson, presidente da STXfilms. "Blake se junta a uma incrível variedade de artistas já anunciados neste projeto, incluindo sua amiga e colega Kelly Clarkson, com quem ele tem uma química inegável.”
“UglyDolls” é uma aventura para a família, baseada na marca de sucesso nos Estados Unidos. Na cidade de Uglyville, Moxy e seus amigos enfrentam o que significa ser diferente, lutam com seu desejo de serem amados e, finalmente, descobrem que não é preciso ser perfeito para ser incrível. Afinal, o que mais importa é quem você realmente é.
Criada por David Horvath e Sun-Min Kim como uma linha de brinquedos de pelúcia, a marca UglyDoll se tornou cult em todo o mundo. Amados por crianças, adolescentes e adultos, os personagens de UglyDolls são diferentes justamente por seu aspecto de “feiura” e vivem num maravilhoso “uglyverso”, onde as diferenças são celebradas e abraçadas.
“Uglydolls” chega aos cinemas brasileiros no primeiro semestre de 2019, com distribuição da Diamond Films.


[News] Documentário que mostra a história de amor entre Zélia Gattai e Jorge Amado estréia no Curta!

A história de amor entre Zélia Gattai e Jorge Amado, que durou 56 anos, chega à tela do Curta! com a estreia do documentário “Zélia – Memórias de Amor”, dirigido por Carla Laudari, na Quinta do Pensamento, 27, às 21h35. Com base em seus livros de memórias, em um acervo de mais de 20 mil fotografias e em entrevistas, a produção constrói um retrato intimista da escritora e fotógrafa que ocupou a cadeira 23 da Academia Brasileira de Letras (ABL), a mesma do marido.
No próximo ano, a escritora será tema de uma série documental, “Zélia, Memórias e Saudades”, que acaba de ser aprovada para produção com exclusividade para o Curta!, também sob o comando de Carla Laudari. A obra, que dará continuidade à história de Zélia, terá como cenário principal a Casa do Rio Vermelho, na Bahia, residência do casal por mais de 40 anos. É nesse local tão especial que repousam as cinzas de Amado e Gattai, debaixo da mangueira onde costumavam ficar em vida. Com imagens de arquivo e depoimentos de amigos íntimos, como Sônia Braga e Danilo Caymmi, capítulos importantes da história da escritora serão retratados.
Ainda na Quinta do Pensamento, 27, mais cedo, às 20h, o episódio inédito da série “República da Poesia” joga luz sobre o trabalho de Antonio Cicero, que, em março deste ano, tomou posse da cadeira 27 da Academia Brasileira de Letras (ABL). Dividido entre a poesia e a filosofia, ele também é compositor de canções que se tornaram conhecidas na voz de artistas como a irmã Marina Lima, Adriana Calcanhoto e Lulu Santos.  A série, que abrange várias fases da poesia nacional, conta com outros cinco episódios, tendo como foco Murilo Mendes, Ferreira Gullar, Solano Trindade, Pagu e Ana Cristina César. A produção é da Pacto Audiovisual com exclusividade para o Curta!, através de financiamento do Fundo Setorial do Audiovisual da ANCINE.
No mesmo dia, às 23h30, episódio inédito de “O Legado da Coruja” questiona o legado universal da palavra grega “matemática” através dos séculos. Produzida pelo canal público franco-alemão Arte France e dirigida pelo cineasta francês Chris Marker, “O Legado da Coruja” apresenta a herança da Grécia Antiga na civilização ocidental. A coruja, animal que simboliza a busca por conhecimento, aparece como uma representação dessa jornada.
Na Quarta de Cinema, a faixa “A Vida É Curta!” traz dois documentários sobre compositores virtuosos. Às 20h, “Vinicius de Moraes, Um Rapaz de Família”, de Suzana de Moraes, retrata a intimidade do poeta, diplomata e ícone da bossa nova, Vinicius de Moraes. Logo em seguida, “Diário de um Compositor em Viagem”, de Jayme Monjardim, acompanha a rotina do compositor Alexandre Guerra no processo de gravação da trilha de um filme, realizada nas cidades de Budapeste e Paris.
A série exclusiva “Arquitetos” , dirigida por Herbert Henning, exibe na Terça das Artes, 25, às 20h, episódio inédito sobre o escritório Metro Arquitetos Associados, de São Paulo, que vem apresentando uma atuação bastante diversificada e consistente na área. Os profissionais trabalham com projetos em diferentes escalas, de instalações temporárias a intervenções urbanas. O escritório tem projetos ligados principalmente à área cultural e obras concluídas para a Fundação Bienal de São Paulo, Nestlé, Votorantim, Secretaria de Cultura do Estado do Espírito Santo, Galeria Leme e Itaú.
Produzida pela Grifa Filmes, a série retrata, em 13 episódios, uma diversidade de estilos na arte de projetar e construir através dos trabalhos de diferentes arquitetos e escritórios de arquitetura. Os entrevistados são: Thiago Bernardes, Jorge Jáuregui, Angelo Bucci, Mario Figueroa, Héctor Vigliecca, Gustavo Penna e Eduardo de Almeida, além dos escritórios Arquitetos Associados, Metro, MMBB, MGS, Tacoa e Mapa.
Um pouco mais tarde, às 23h, ainda na Terça das Artes, a série exclusiva “As Aventuras da Arte Moderna”, dirigida por Amélie Harrault e Pauline Gaillard, traz o  Grupo de Picasso. O episódio conta o momento em que o elo que unia diversos artistas começa a se romper, na medida em que alguns deles ganhavam notoriedade, no início dos anos 1900. A essa altura, o poeta Max Jacob, o mais pobre de todos eles, é um dos únicos boêmios que segue vivendo na miséria de Montmartre. Nessa época, Picasso pintou a famosa tela “Les Demoiselles d’ Avignon” e fez surgir o cubismo.

SEGUNDA DA MÚSICA
Raul - O Início, o Fim e o Meio – (Documentário)
O filme desvenda, através de imagens raras, encontros com familiares e conversas com artistas, produtores e amigos, a trajetória da lenda do rock Raul Seixas, que viveu intensamente e morreu jovem. Rock´n roll, amor livre, Sociedade Alternativa, drogas, magia negra, ditadura militar, mulheres e filhas. Um homem que queria viver da sua obra e morreu por ela. O início, o fim e o meio se confundem, porque a história ainda não acabou.
Diretores: Evaldo Mocarzel, Leonardo Gudel e Walter Carvalho.
Duração: 128 min.
Exibição: 24 de setembro, segunda-feira, às 21h35.
Classificação: Livre.
Horários Alternativos:
25 de setembro, sábado, às 01h35.
26 de setembro, domingo às 09h35h.
TERÇA DAS ARTES
Arquitetos (série) – Episódio: Metro
Metro é um escritório de São Paulo que tem tido uma atuação bastante diversificada e consistente. Eles têm feito edifícios de grande porte, mas também se notabilizaram por projetos museográficos na interface com a arte. Também é um escritório que tem feito obras fundamentais no campo do espaço público, o que não é tão comum no Brasil.
Diretor: Herbert Henning.
Duração: 26 min.
Exibição: 25 de setembro, terça-feira, às 20h.
Classificação: Livre.
Horários Alternativos:
26 de setembro, quarta-feira, às 00h.
27 de setembro, quinta-feira, às 08h
As Aventuras da Arte Moderna (série) – Episódio: O Grupo de Picasso 
Picasso faz a pintura “Les Demoiselles d´ Avignon”, que foi um enorme escândalo, mas marcou o surgimento de uma nova corrente estética: o cubismo. Pouco tempo depois, o elo que liga vários artistas ao redor de Picasso começa a quebrar-se. O andaluz, agora rico devido às inúmeras vendas, deixa o Bateau-Lavoir. Apollinaire vai para o coração do bairro de Saint-Germain. O poeta Max Jacob, o mais pobre de todos eles, é um dos únicos boêmios que continua a viver na miséria de Montmartre. Quando a Primeira Guerra Mundial irrompe, esses amigos seguem caminhos diferentes para sempre. Braque, Derain e Vlaminck vão para a frente de batalha. Picasso fica em Paris. Apollinaire é ferido em combate em 1916. 
Duração: 52 min.
Exibição: 25 de setembro, terça-feira, às 23h.
Classificação: Livre.
Horários Alternativos:
26 de setembro, quarta-feira, às 03h.
27 de setembro, quinta-feira, às 11h.
QUARTA DE CINEMA
A Vida é Curta
Nesta semana, a faixa exibe os curtas “Vinícius de Moraes, um Rapaz de Família”, de Suzana de Moraes, e “Diário de um Compositor Viajante”, de Jayme Monjardim. Ambos abordam as carreiras de artistas virtuosos.
Exibição: 26 de setembro, quarta-feira, às 20h.
Classificação: Livre.
QUINTA DO PENSAMENTO
República da Poesia (série) - Episódio: Antonio Cicero
Tendo como pano de fundo a cidade do Rio de Janeiro, um caminho é traçado para compreender a poesia de Antonio Cicero. Poeta, filósofo e compositor de canções, Cicero transita entre o mundo pop e o erudito, do grego antigo à modernidade, colocando à mostra suas convicções e dúvidas num elo entre a razão, a poesia e a clareza.
Diretor: Dillner Gustavo.
Duração: 45 min.
Exibição: 27 de setembro, quinta-feira, às 20h.
Classificação: Livre.
Horários Alternativos:
28 de setembro, sexta-feira, às 00h.
30 de setembro, domingo, às 00h.
Zélia – Memórias de Amor – (Documentário)
Aos 32 anos, Zélia Gattai compra sua primeira câmera fotográfica durante seu exílio em Paris e começa a registrar o mundo ao lado do seu companheiro, o escritor Jorge Amado. Aos 63 anos, Zélia escreve seu primeiro livro, "Anarquistas, graças a Deus". A obra, que conta sua infância em São Paulo no início do século XX, recebe o Prêmio Paulista de Revelação Literária, vende mais de 200 mil exemplares apenas no Brasil, é traduzida para diversos idiomas e adaptada para teatro e televisão. Sem querer pegar carona na fama do marido, Zélia opta por uma maneira particular de contar o que viu e viveu, criando uma literatura de forte cunho memorialístico. Como reconhecimento do seu talento, no dia 21 de maio de 2002, Zélia ocupa a cadeira 23 da Academia Brasileira de Letras (ABL), a mesma que pertencera a Jorge Amado. É com base nos seus livros de memórias, no seu acervo de mais de 20 mil fotografias e em entrevistas que o documentário constrói um retrato intimista de Zélia Gattai, tendo como fio condutor a história de amor que viveu durante 56 anos com Jorge Amado, seu marido e personagem principal de sua obra. Um filme poético que experimenta a relação entre cinema e memória.
Diretora: Carla Laudari.
Duração: 100 min.
Exibição: 27 de setembro, quinta-feira, às 21h35.
Classificação: Livre.
Horários Alternativos:
28 de setembro, sexta-feira, às 01h35.
29 de setembro, sábado, às 11h15h.
O Legado da Coruja (série) – Episódio: Matemática
O espaço geométrico e a linguagem matemática constituem um legado universal que os gregos nos deixaram. Como articulamos sua lógica perfeita à complexidade das ciências contemporâneas?
Diretor: Chris Marker.
Duração: 26 min.
Exibição: 27 de setembro, quinta-feira, às 23h30.
Classificação: Livre.
Horários Alternativos:
28 de setembro, sexta-feira, às 03h30.
29 de setembro, sábado, às 21h.

SEXTA DA SOCIEDADE
1917: Construindo a Revolução Russa – (Documentário)
A Revolução Russa de 1917 marcou o início de uma nova era, causando turbulência no mundo todo e transformando o pensamento político da época. Através das vozes de Lênin e Gorky, descubra as duas faces da Revolução: a teoria e a prática. Ambas as narrativas trazem ricas perspectivas: a de Maxim Gorky, abrupta e imprevisível, em contraposição à de Vladimir Illyich Lenin, fria e pragmática. Através de arquivos exclusivos e bela animação, o diretor Stan Neumann mergulha nos eventos dia após dia, de fevereiro a outubro de 1917.
Diretor: Stan Neumann.
Duração: 52 min.
Exibição: 28 de setembro, sexta-feira, às 20h.
Classificação: 12 anos.
Horários Alternativos:
29 de setembro, sábado, às 00h.
30 de setembro, domingo às 16h40h.

               Sobre o Curta!
Dedicado às artes, à cultura e às humanidades, o Curta! é um canal independente que acolhe a experimentação e se orgulha de ser um parceiro dos realizadores, artistas, criadores e produtores. Com o compromisso de transmitir 12 horas por dia de programação nacional independente, o canal pauta a sua programação pelos seguintes temas: música, dança, teatro, artes visuais, arquitetura, metacinema, filosofia, literatura, história política e sociedade.
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[News] Festival Multiplicidade começa no Rio de Janeiro com o tema Espaços Utópicos



O FESTIVAL MULTIPLICIDADE chega à sua 14ª edição no dia 17 de setembro com o tema “ESPAÇOS UTÓPICOS”. Este ano o MULTIPLICIDADE vai ser realizado na área externa, no térreo e na Galeria 1 do Centro Cultural Oi Futuro, e fica até o dia 18 de novembro. O IAB, ao lado do Centro Cultural Oi Futuro, também vai receber parte da obra Tape, por um mês, criando um circuito artístico entre os dois prédios vizinhos. Com curadoria de Batman Zavareze, o evento une imagem e música atravessadas por tecnologias e, segundo Zavareze, "aponta para campos imaginários e poéticos que surgem como únicas saídas possíveis para existir e resistir em tempos tão nebulosos". O MULTIPLICIDADE 2018 apresenta obras que aspiram a um lugar melhor do que o aqui e agora. E que, ao mesmo tempo, causam uma provocação sobre as contradições e limitações que movem a vontade de escapar de um tempo distópico.
Com este recorte curatorial, o MULTIPLICIDADE trabalhará os conceitos fundamentais de RESISTIR e EXISTIR como única SAÍDA [EXIT] possível. A força e a visualidade destas palavras são o catalisador de todo o processo artístico que atravessa a temporada 2018. Ao longo de dois meses, passarão pelo festival obras que dialogam, são investigadas ou movidas de alguma forma pela UTOPIA. Os artistas selecionados flertam com ela e abordam o deslocamento do olhar em suas propostas.
Artistas como o coletivo europeu NUMEN, o compositor e cineasta americano Phill Niblock, o artista visual uruguaio Fernando Velázquez e o carioca Pedro Varella compõem a programação da exposição que ocupará o Centro Cultural Oi Futuro com impressões em gigantografia, realidade virtual, uma colossal instalação penetrável, filmes e performances, sempre provocando experiências inusitadas e imersivas.
A cada ano o MULTIPLICIDADE investe no diálogo entre som e imagem através do cruzamento de tecnologias hi-tech e low-tech. Com uma programação internacional, passado e futuro se entrelaçam em linguagens artísticas híbridas, avançadas, investigativas e transversais.
O FESTIVAL MULTIPLICIDADE tem patrocínio do Ministério da Cultura e da Oi e apoio do Centro Cultural Oi Futuro.

                     PROGRAMAÇÃO 2018
Tape, uma obra site specific monumental e penetrável do coletivo NUMEN, baseado em Berlim, fica em cartaz na Galeria 1, no térreo e na área externa do Centro Cultural Oi Futuro e no prédio do IAB (Instituto de Arquitetos do Brasil - RJ). Esta instalação já passou pelas principais capitais do mundo e é feita inteiramente de fita adesiva. O interior da escultura é maleável, elástico e dobrável, no entanto a forma em si é estaticamente perfeita, idealmente ela segue as trajetórias das forças, sendo literalmente definida por elas. No momento que o público entra na instalação, a escultura se transforma em arquitetura.
Tape propõe ao espectador que explore e vivencie o inabitável. Com Tape, o NUMEN aponta para novas formas de existir, ocupar e ressignificar os espaços.
Para o artista Cristoph Katzler, do coletivo NUMEN: “Grande parte das pessoas fica curiosa quando vê nossas instalações, quer entrar nelas. [...] Os visitantes começam a se divertir juntos de uma forma muito comunicativa, embora muitas vezes eles nem se conheçam. Isso é muito legal! Gostamos de ver a interação do público com a obra. Talvez seja como se estivessem num outro mundo e as regras não se aplicassem mais por um momento”.
O mestre da arte sonora Phill Niblock se apresentou na abertura do festival com a performance intermedia “Environments Series". O artista da vanguarda nova-iorquina, que conviveu com nomes como John Cage e Elaine Summers, conjugou som e imagem em movimento – como as de sua obra prima, The Movement of People Working, um projeto monumental filmado entre 1973 e 1991 em diversos países do mundo. A obra foi projetada sobre três telas simultaneamente, criando uma experiência imersiva única para o público, com uma trilha composta pelo próprio Niblock. Para esta noite de abertura especial, o artista convidou o músico Livio Tragtenberg, que se juntou a ele nesta performance. Além deste filme, o festival vai exibir também “The Magic Sun” (1968), com trilha do músico de jazz Sun Ra e “Max” (1967), com trilha de Max Neuhaus.
Quando fala sobre suas performances intermedia, Phill ressalta a importância do tempo estendido: "é sobre se perder no tempo, não ter como mensurá-lo, não há link conceitual entre o que está no filme e o que está na música. É isso que é interessante". O octogenário Niblock é um dos raros artistas de sua geração que permanece ativo como presença notável no mundo da nova música e do cinema experimental.
Abrindo para Niblock, a artista sonora brasileira Sanannda Acácia, de Curitiba, apresentou a performance “Aproximação por Quasicrystal”. Com esta obra, Sanannda criou densidades ficcionais que se propagam pelo som. A obra é uma estrutura cristalina que não possui célula unitária e nem padrão de repetição periódico em seu esqueleto, algo dado por muito tempo como impossível nos sólidos. Sannanda completa: “Eu me inspirei na não-periodicidade dos cristais. Aplico simbologias nos meus parâmetros para fazer a música na mixagem e nas gravações. Através dessas simbologias eu consigo criar uma atmosfera que faz referência aos cristais não-periódicos, que foi uma descoberta sobre a morfologia da matéria”.
Fernando Velázquez, artista uruguaio radicado em São Paulo, apresentou “Iceberg”, uma obra de realidade virtual que tem a sua imagem principal exposta em proporções monumentais no Grande Campo. “Iceberg” transpõe o espectador para um mundo virtual e paralelo refletindo de forma alegórica sobre um bloco de gelo cuja maior parte é invisível aos olhos. Segundo o artista, trata-se “de aguçar o faro à procura do lado oculto de coisas e fenômenos como uma estratégia substancial para a nossa sobrevivência e expansão”. A obra é uma reflexão “sobre o tempo histórico em que vivemos, época pautada pelo embate crítico do homem com a tecnologia”.
Pedro Varella, jovem artista e arquiteto da Gru.a, ocupa a vitrine Tech_Nô, explorando o deslocamento provocado pelos espaços utópicos numa obra inédita desenvolvida especialmente para o MULTIPLICIDADE 2018. Suas intervenções abordam o espaço urbano através de um viés poético, sempre pautadas por explorar um novo ponto de vista, que mira numa outra temporalidade, ressignificando a percepção sobre o que se vê e onde se está. “O propósito é esse, oferecer ao público a oportunidade de ‘estar’ de uma maneira totalmente diferente das experiências que as pessoas já puderam ter”. Em 2015, Pedro foi vencedor do prêmio de arquitetura do Instituto Tomie Othake Akzonobel com o projeto “Cota 10”

              PROGRAMAÇÃO MULTIPLICIDADE
GRANDE CAMPO 
>> Fernando Velázquez - Iceberg (URU)
PAINEL TECH_NÔ
>> Pedro Varella (BRA-RJ)
PÁTIO EXTERNO + TERREO + GALERIA NÍVEL 1
>> Numen – Tape. (ALE/ CRO)
TEATRO - Dia 17 de setembro
>> 19h30 abertura: Aproximação por Quasicrystal  - Sanannda Acácia (BRA-RJ) (45min)
>> 20h30 Environments Series - Phill Niblock (EUA) (102 min)

                   SERVIÇO:
MULTIPLICIDADE 2018 – ESPAÇOS UTÓPICOS
EXPOSIÇÃO:
Centro Cultural Oi Futuro – Rio de Janeiro
De 17 de setembro a 18 de novembro de 2018
Rua Dois de Dezembro, 63 – Flamengo
De 11h às 20h, de terça a domingo
IAB (Instituto de Arquitetos do Brasil - RJ)
De 17 de setembro a 18 de outubro de 2018
Rua do Pinheiro, 10 - Flamengo
De 11h às 20h, de terça a domingo
Valor: Gratuito
Classificação etária: Livre


[News] "Road To Run: 40th Anniversary Deluxe Edition", do Ramones, já está disponível

Ao todo, projeto comemorativo do Ramones compila três álbuns que trazem versões remasterizadas, faixas inéditas e gravação do show de 1979, durante o Ano Novo, em Nova York

Os Ramones estão de volta para comemorar o aniversário de lançamento do quarto álbum de estúdio da banda,“Road To Ruin”, que completa 40 anos em Setembro. Dee Dee, Joey e Johnny se uniram pela primeira vez com o baterista Marky Ramone, que substitui o membro fundador Tommy Ramone na época. O projeto também foi responsável por introduzir uma nação de pinheads no maior clássico de todos os tempos do Ramones, “I Wanna Be Sedated”.
Para celebrar o marco, já está disponível em todas as plataformas digitais “Road To Ruin: 40th Anniversary Deluxe Edition”, que chega para o público um dia antes da data original do lançamento, que aconteceu em 1978. A versão física, com 1 CD de 12 faixas, está programada para lançamento no Brasil na próxima sexta-feira, dia 28 de setembro.
Durante as pesquisas que compuseram a versão deluxe do projeto, uma caixinha de 16 milímetros, sem identificação e que provavelmente nunca foi aberta durante esses 40 anos, foi encontrada. Dentro dela, havia um clipe inédito da banda apresentando uma das faixas mais destacadas do álbum, “She's The One”. A performance provavelmente foi filmada na mesma sessão do videoclipe de “Don't Come Close”, também presente neste projeto, mas, nunca lançada. O vídeo agora pode ser visto pela primeira vez.

Clique e assista agora ao vídeo inédito de "She´s The One":

“Road To Ruin: 40th Anniversary Deluxe Edition” chega com duas mixagens diferentes do álbum. Uma delas com mixes originais e não editados para cada faixa e outra com uma gravação inédita do show, de 1979, que aconteceu em Nova York.
O primeiro disco do projeto apresenta uma versão remasterizada da original, com um mix de “Road To Ruin” e uma nova versão, de 2018, revisitada e criada pelo Stasium, que deixa de lado o brilho comercial do registro original e restaura o álbum para o seu núcleo de punk rock.
O segundo álbum traz mais de 20 regravações não divulgadas, incluindo mixagens de todas as faixas. Entre elas, três versões diferentes de “I Wanna Be Sedated” e versões acústicas de “Questioningly”, “Needles And Pins” e “Don´t Come Close”.
O álbum final traz o show completo de 1979, durante o concerto de Ano Novo, em Nova York, no Palladium, que incluem as performances de “Blitzkrieg Bop”, “Rockaway Beach”, e “Sheena Is A Punk Rocker”.

Confira a tracklist completa de “Road To Ruin: 40th Anniversary Deluxe Edition”
 
 
Disco Um
Original Mix Remastered
  1. “I Just Want To Have Something To Do”
  2. “I Wanted Everything”
  3. “Don’t Come Close”
  4. “I Don’t Want You”
  5. “Needles And Pins”
  6. “I’m Against It”
  7. “I Wanna Be Sedated”
  8. “Go Mental”
  9. “Questioningly”
  10. “She’s The One”
  11. “Bad Brain”
  12. “It’s A Long Way Back”

40th Anniversary Road Revisited Mix
  1. “I Just Want To Have Something To Do”
  2. “I Wanted Everything”
  3. “Don’t Come Close”
  4. “I Don’t Want You”
  5. “Needles And Pins”
  6. “I’m Against It”
  7. “I Wanna Be Sedated”
  8. “Go Mental”
  9. “Questioningly”
  10. “She’s The One”
  11. “Bad Brain”
  12. “It’s A Long Way Back”

Disco dois: “Rough Mixes & 40th Anniversary Extras”
  1. “I Walk Out” (2018 Mix) *
  2. “S.L.U.G.” (2018 Mix) *
  3. “Don’t Come Close” (Single Mix)
  4. “Needles And Pins” (Single Mix)
  5. “I Just Want To Have Something To Do” (Basic Rough Mix) *
  6. “I Don’t Want You” (Basic Rough Mix) *
  7. “I’m Against It” (Basic Rough Mix) *
  8. “It’s A Long Way Back” (Basic Rough Mix) *
  9. “I Walk Out” (Basic Rough Mix) *
  10. “Bad Brain” (Basic Rough Mix) *
  11. “Needles And Pins” (Basic Rough Mix) *
  12. “I Wanna Be Sedated” Take 2 (Basic Rough Mix) *
  13. “I Wanted Everything” (Basic Rough Mix) *
  14. “Go Mental” (Basic Rough Mix) *
  15. “She’s The One” (Basic Rough Mix) *
  16. “Questioningly” Take 2 (Basic Rough Mix) *
  17. “S.L.U.G.” (Basic Rough Mix) *
  18. “Don’t Come Close” (Basic Rough Mix) *
  19. “I Wanna Be Sedated” (Backing Track) *
  20. “I Don’t Want You” (Brit Pop Mix) *
  21. “Questioningly” (Acoustic Version) *
  22. “Needles And Pins” (Acoustic Version) *
  23. “Don’t Come Close” (Acoustic Version) *
  24. “I Wanna Be Sedated” (“Ramones-On-45 Mega-Mix!”)
Disco três: “Live At The Palladium, New York, NY, December 31 1979”
  1. “Blitzkrieg Bop” *
  2. “Teenage Lobotomy” *
  3. “Rockaway Beach” *
  4. “I Don’t Want You” *
  5. “Go Mental” *
  6. “Gimme Gimme Shock Treatment” *
  7. “I Wanna Be Sedated” *
  8. “I Just Want To Have Something To Do” *
  9. “She’s The One” *
  10. “This Ain’t Havana” *
  11. “I’m Against It” *
  12. “Sheena Is A Punk Rocker” *
  13. “Havana Affair” *
  14. “Commando” *
  15. “Needles And Pins” *
  16. “I Wanna Be Your Boyfriend” *
  17. “Surfin’ Bird” *
  18. “Cretin Hop” *
  19. “All The Way” *
  20. “Judy Is A Punk” *
  21. “California Sun” *
  22. “I Don’t Wanna Walk Around With You” *
  23. “Today Your Love, Tomorrow The World” *
  24. “Pinhead” *
  25. “Do You Wanna Dance?” *
  26. “Suzy Is A Headbanger” *
  27. “Let’s Dance” *
  28. “Chinese Rock” *
  29. “Beat On The Brat” *
  30. “We’re A Happy Family” *
  31. “Bad Brain” *
  32. “I Wanted Everything” *
*não divulgadas previamente

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[News] Um novo apartamento, com um novo olhar de Jorge Bispo


Fotógrafo estreia no Canal Brasil “502”, programa em que aborda a nudez masculina
Em 2014, o fotógrafo Jorge Bispo transformou o seu projeto para a internet, o “Apartamento 302”, em um programa de televisão, o “302”, exibido no Canal Brasil. De lá pra cá, foram três temporadas em que Bispo recebeu mulheres comuns para se despirem (no sentido mais amplo da palavra) em frente à sua lente – e às câmeras de TV. Em 2018, o fotógrafo trará novidades para as telas: além da nova temporada de “302”, que estreou em junho, a partir de 28 de setembro, vai comandar o “502”, programa que explora a nudez masculina.
Assim como no “302”, a relação com corpo é um tema bastante presente no “502”. Mas assuntos como racismo, masculinidade, virilidade, sexualidade e, claro, tamanho do pênis, também entram em questão quando homens tiram a roupa. Quanto ao ato de despir-se, Bispo afirmou que os caras o fazem de forma bastante semelhante às mulheres: “Venho me surpreendendo com como não faz muita diferença. Mesmo com o tabu do tamanho do pênis, masculinidade e etc. Vi que existem homens com perfis variados assim como acontecia com as mulheres. Não consigo identificar uma característica própria dos homens nesse aspecto”, conta.

Enquanto nas mulheres fotografadas para o “302”, liberdade e autoconhecimento apareciam entre os principais motivos para embarcar no projeto, para os homens os motivos são mais variados: o desafio, vaidade, afirmação perante a sociedade de sua sexualidade. O programa contará com a participação de um personagem trans que deixa bem clara sua motivação para estar ali: se reconhecer e se afirmar como homem.

A série será dirigida por Helena de Castro e terá a direção de fotografia assinada por Julia Equi. Matheus VK compôs a trilha original da abertura.


“502” (2018) (13 x 12’)
Estreia: Sexta, dia 28, à 0h
Quando: Sextas, à 0h
Classificação: 14 anos
Direção: Helena de Castro

[Programação] Filmes em Destaque no Canal Brasil de 24 a 30 de setembro

Vidas Secas (1963) (101’) 



Horário: Segunda, dia 24, às 0:15
Direção: Nelson Pereira dos Santos
Classificação: Livre

Sinopse: Adaptação da obra homônima de Graciliano Ramos. Em foco, estão características atemporais de uma triste realidade: injustiça social, miséria, fome, desigualdade e seca. Considerada um marco do Cinema Novo, é a única representante brasileira presente na lista de produções fundamentais para uma cinemateca segundo o British Film Institute. O título conquistou o Prêmio OCIC e foi indicado à Palma de Ouro no Festival de Cannes de 1964; além de ter sido aclamado em eventos por todo o mundo.

A trama aborda a comovente história do retirante Fabiano (Átila Iório) e sua cadela Baleia. A família do protagonista parte pelo sertão em busca de melhores condições de vida. Pelo caminho, encontram uma casa abandonada e por lá se estabelecem. Após passarem por mais dificuldades, iniciam uma nova jornada e, para não morrerem de fome, precisarão tomar atitudes drásticas. A saga é contada com poucas falas e planos longos, utilizando uma fotografia em preto e branco – assinada por Luiz Carlos Barreto – que é fiel à aridez da caatinga.


Todo Clichê do Amor (2018) (84’)









Horário: Terça, dia 25, às 22h
Direção: Rafael Primot
Classificação: 16 anos

Sinopse: O título do filme de Rafael Primot sugere uma trama romântica repleta dos clichês e lugares-comuns do gênero. Dramas por uma separação, relacionamentos impossíveis de serem concretizados, juras de amor eterno e paixões à primeira vista acalentam, com frequência, as narrativas das películas desse estilo. O diretor paulista, no entanto, traz para suas lentes uma visão completamente subvertida desse espectro, contando três inusitadas histórias de afeto nada convencionais e opostas à insinuação do nome escolhido para batizar a obra. Coproduzida pelo Canal Brasil em parceria com a Enkapothado Produções Artísticas e Muk Produções, a película é estrelada por Maria Luisa Mendonça, Débora Falabella, Marjorie Estiano e Eucir de Souza.

O roteiro traz três histórias distintas conectadas apenas pelo tema do amor em suas mais diversas manifestações. Lia (Marjorie Estiano) é uma prostituta especializada em satisfazer os fetiches mais agressivos de seus clientes. A postura sadomasoquista, no entanto, maquia seu maior desejo: tornar-se mãe de um filho criado com o marido, um ator de filmes adultos. Léo (interpretado pelo diretor Rafael Primot) vive um triângulo amoroso disfuncional com Helen (Débora Falabella), uma tímida garçonete de uma pequena lanchonete, e Sofia (Gilda Nomacce), colega de trabalho da moça. A viúva (Maria Luisa Mendonça), mulher amarga com a vida e enfrentando a depressão da perda do cônjuge, sempre foi distante da enteada (Amanda Mirásci) e decide tentar a aproximação durante o velório do marido e pai da jovem, grávida de oito meses.



A Despedida (2016) (93’)





Horário: Quarta, dia 26, às 22h
Direção: Marcelo Galvão
Classificação: 14 anos

Sinopse: Almirante (Nelson Xavier) tem 92 anos e sente que o fim está próximo. Por isso ele decide se despedir de tudo e todos e desfrutar aquele que pode ser seu último prazer: uma intensa noite de amor com Fátima (Juliana Paes), sua amante de 37 anos. 



 

Pendular (2017) (108’) 




Horário: Quinta, dia 27, às 22h
Direção: Anna Muylaert
Classificação: 16 anos

Sinopse: A cineasta Anna Muylaert inspirou-se livremente no caso real do sequestro de um menino ainda na maternidade para dissertar sobre as agruras da adolescência em coprodução do Canal Brasil com a Dezenove Som e Imagens Produções. Pierre (Naomi Nero) é um adolescente de 16 anos de perfil nada convencional e desobediente às convenções tradicionais de gênero. Ele mora com a mãe, Aracy (Dani Nefussi), e a irmã, Jacqueline (Laís Dias), e demonstra o comportamento rebelde de um jovem aparentemente perdido. Seu cotidiano é radicalmente alterado quando um oficial de justiça bate à porta alegando que sua mãe o raptou da maternidade ainda bebê, e seus pais biológicos o procuram desde então.

A revelação altera radicalmente o dia a dia do jovem, encaminhado por uma assistente social à casa de seus pais biológicos, um casal bem-sucedido formado Matheus (Matheus Nachtergaele) e Glória (também interpretada por Dani Nefussi), onde mora Joca (Daniel Botelho), seu novo irmão. O sonho do reencontro com o filho há décadas distante, afastado por um crime bárbaro, é, ao mesmo tempo, um pesadelo para o adolescente quando a euforia por recuperar o tempo perdido transforma-se em sufocamento emocional. Ansiosos, os pais tentam recomeçar a vida e incluir o menino em um cotidiano já pré-estabelecido, muitas vezes forçando seus próprios costumes e hábitos na rotina dele. A cineasta insere um abismo emocional na diferença entre o que Matheus e Glória esperam de Pierre – agora rebatizado de Felipe – e aquilo que o menino tem a oferecer de fato. 



 


O Último Comandante (2010) (96’) 

 
Horário: Sexta, dia 28, às 20h
INÉDITO E EXCLUSIVO
Direção: Vicente Ferraz e Isabel Martinez
Classificação: 14 anos

Sinopse:
A revolução sandinista é um marco fundamental da história da Nicarágua. Capitaneada pela Frente Sandinista de Libertação Nacional (FSLN), a revolta de ideais socialistas finalmente chegou ao poder em 1979 após mais de duas décadas de conflitos entre revolucionários e forças oficiais do governo. A nicaraguense Isabel Martinez viveu de perto as agruras desse conflito – ela nasceu na Costa Rica mas morou no país vizinho a maior parte de sua vida, além de ter sido criada por pais que faziam parte da resistência rebelde. Do Brasil, Vicente Ferraz acompanhou o conflito e, 20 anos após seu término, os cineastas se juntaram para contar, em forma de ficção, um pouco da muitas vezes negligenciada história da pequena nação centro-americana.

O filme mescla cenas de drama e documentais para reviver um pouco da história da Nicarágua. O roteiro conta a trajetória de Paco Jarquín, personagem fictício tido como o mais carismático e combativo comandante da FSLN; um homem que, diferentemente dos seus companheiros de guerrilha, escolheu abdicar de seu passado memorável como combatente e passar o resto de seus dias no anonimato como um ordinário professor de dança. Considerado um híbrido entre os revolucionários Gue Guevara, em Cuba, e Eden Pastora, do próprio país centro-americano, o protagonista era conhecido como uma figura mítica e impossível de ser encontrada. Seu disfarce, no entanto, está prestes a ser desmascarado.



A História da Eternidade (2014) (121’) 






Horário: Sábado, dia 29, às 22h
Direção: Camilo Cavalcante
Classificação: 16 anos

Sinopse: No sertão, várias pessoas de diferentes idades compartilham sobrenome e muitos sentimentos. Cada um à sua maneira, eles amam e desejam ardentemente. Alfonsina (Débora Ingrid) tem 15 anos e sonha conhecer o mar. Querência (Marcélia Cartaxo) está na faixa dos 40. Das Dores (Zezita Matos) já no fim da vida, recebe o neto após um passado turbulento.


As Cores da Montanha (2010) (93’) 





Horário: Domingo, dia 30, às 22h  

INÉDITO E EXCLUSIVO
 
Direção: Joaquín Cambre
Classificação: 12 anos
Direção: Carlos César Arbeláez
Classificação: 14 anos

Sinopse:
A guerra civil colombiana entre o exército local, forças revolucionárias e milícias paramilitares são alvos frequentes da sétima arte do país sul-americano. A produção local se baseia, na maioria das películas locais, em narrativas de drama e ação para mostrar como os conflitos armados afetam a vida da população. O filme de estreia do cineasta Carlos César Arbeláez, no entanto, utiliza a contenda como pano de fundo para demonstrar de forma sutil os efeitos da violência e da extensão das pelejas na vida de uma criança alheia aos problemas políticos de sua pátria. Premiada em festivais nacionais e em mostras realizadas na Suíça, Índia, Espanha e nos Estados Unidos, a obra traz Hernán Mauricio Ocampo, Nolberto Sánchez e Genaro Aristizábal no elenco.

Manuel (Hernán Mauricio Ocampo) é um menino de nove anos, morador de La Pradera, uma zona rural e simples do interior da Colômbia, cujo maior sonho é se tornar goleiro profissional. Todos os dias, ele reúne o time com os amigos da escola, entre eles, Julián (Nolberto Sánchez) e Poca Luz (Genaro Aristizábal), para disputar partidas em um gramado abandonado próximo à sua casa. No dia de seu aniversário, ele ganha do pai, Ernesto (Hernán Méndez), uma bola de futebol e novas luvas para melhorar sua performance como arqueiro, mas o presente dura pouco tempo. Em meio a uma partida, a pelota é jogada para longe e cai em um terreno minado, onde todos são proibidos de pisar. E, assim, o pequeno descobre como a guerra civil vivida pelo seu país há tantos anos afeta sua rotina mesmo sem que ele tenha qualquer parte no confronto.