19 novembro 2018

[News] Kinoplex oferece 30% de desconto na semana da Black Friday

O Kinoplex aproveitou o dia de descontos mais movimentado e aguardado do ano para tornar a experiência de ir ao cinema ainda melhor. Durante toda esta semana, de 19 a 23 de novembro, os clientes da rede que comprarem ingressos pela Ingresso.com vão economizar 30% do valor da inteira ou meia-entrada.

A “Black Week Kinoplex” é válida apenas para compras pela internet e contempla todas as sessões do dia 19 ao dia 23, incluindo exibições em 3D e nas salas KinoEvolution e Kinoplex Platinum, sendo possível comprar o ingresso antecipadamente. Com a promoção, até a taxa de serviço pela compra online sai pela metade do preço.

Para saber mais informações sobre a Black Week Kinoplex e consultar a programação dos cinemas, acesse www.promo.Kinoplex.com.br/blackweek.

Por Leonardo Alves

[News] Show Mulheres de Chico homenageia Chico Buarque


No dia 30 de novembro, sexta, às 19h30, o bloco Mulheres de Chico fará no Teatro Rival Petrobras o show em que elas celebram 13 anos de carreira dedicada a homenagear Chico Buarque. De volta ao palco do Rival Petrobras, o  repertório terá os grandes sucessos do compositor como Construção/Deus lhe pague, A volta dos malandros, Vai Passar e também o sucesso do novo álbum de Chico, a música Caravanas. As percussionistas e cantoras fazem uma releitura original do universo de Chico Buarque de Holanda com arranjos em ritmos como côco, ijexá, samba, ciranda, funk, etc.
Para quem ainda não conhece, o Mulheres de Chico é o primeiro bloco feminino e temático do Brasil e um dos que mais atrai foliões no carnaval do Rio. Após alguns anos fazendo seu desfile carnavalesco no Leblon, o bloco aportou nas areias do Leme há 8 anos montando seu palco em frente ao Costão para ficar de frente da linda vista da praia de Copacabana. Em 2019 o calçadão da praia mais famosa do mundo completará 100 anos e o Mulheres de Chico fará sua homenagem lançando no show a música "Muchachas de Copacabana" em seu repertório.

Serviço
Teatro Rival Petrobras - Rua Álvaro Alvim, 33/37 - Centro/Cinelândia - Rio de Janeiro. Data: 30 de novembro (Sexta). Horário: 19h30. Abertura da casa: 18h. Ingressos: R$ 70,00 (Inteira), R$ 50,00 (promoção para os 100 primeiros pagantes), R$ 35,00 (meia-entrada). Venda antecipada pela Eventim - http://bit.ly/Ingressos2z0P23j. Bilheteria: Terça a Sexta das 13h às 21h | Sábados e Feriados das 16h às 22h Censura: 18 anos. www.rivalpetrobras.com.br. Informações: (21) 2240-9796. Capacidade: 350 pessoas. Metrô/VLT: Estação Cinelândia.
*Meia entrada: Estudante, Idosos, Professores da Rede Pública, Funcionários da Petrobras, Clientes com Cartão Petrobras e Assinantes O Globo


[News] The Chainsmokers lança "Beach House"

O duo vencedor do Grammy Award, The Chainsmokers, lançou na última sexta-feira (16) a faixa “Beach House” pela Disruptor Records/Columbia Records. A música é a mais recente a ser adicionada ao álbum do duo, “Sick Boy”.
Assista ao vídeo AQUI.

“Beach House” segue o lançamento do vídeo oficial de “This Feeling”, single atual do “The Chainsmokers”, com participação de Kelsea Ballerini.

Assista AQUI.

“This Feeling” já acumula mais de 100 milhões de streams globais até hoje.
Alex e Drew vão continuar sua residência em Las Vegas e vão se apresentar em datas selecionadas do Jingle Ball nesse inverno. Para lista completa de shows, visite:http://www.thechainsmokers.com/shows.

Disponível em todas as plataformas digitais.

[News] Painel ‘Esporte que Transforma’ fala sobre desenvolvimento e inclusão

Skatista Bob Burnquist é um dos convidados do debate, que acontece no dia 21, às 20h, em Ipanema

Na quarta-feira, 21, o Conexidade se encontra com o público para debater desenvolvimento e inclusão no painel “Esporte que Transforma”, a partir das 20h, no OITO, em Ipanema. O esporte é agente potencializador de transformação individual e coletiva e tem um papel importante no autodesenvolvimento e na transformação social, além de promover a conexão entre pessoas, permitindo novas visões de mundo. Seu caráter agregador contribui para a construção de uma sociedade mais inclusiva e que valoriza a coletividade.

Bob Burnquist, curador da área de skate do Conexidade junto ao Coletivo XV, é um dos convidados do painel. O skatista brasileiro, maior medalhista do X-Games, mantém uma entidade filantrópica que leva atividades de fazenda e jardinagem para escolas e é um dos idealizadores da Coalizão de Esportes de Ação e Meio Ambiente.

Se juntam a Bob o surfista Davi Teixeira, que nasceu com a síndrome da banda amniótica, uma má formação nos braços e pernas, sua mãe, D. Denise, responsável por ajudá-lo a superar os obstáculos, Ademar Lucas (Ademáfia), que após sofrer um acidente precisou abandonar sua carreira profissional no skate e se reinventou ao erguer um dos maiores canais de lifestyle do Brasil e produzir o “Baile do Ademar”, e Vitória Mendonça (Britney’s Crew), nascida e criada em Campo Grande, campeã brasileira de street AM em 2017 e integrante da primeira seleção brasileira de skate.

Quem comandará a conversa é a produtora cultural Ana Paula Paulino, sócia da Ubuntu Produções e uma das curadoras do Conexidade. O painel “Esporte que Transforma” falará sobre crescimento pessoal - como o esporte contribui em sua formação como indivíduo; improviso - as possibilidades de criação que o skate e o surf permitem; integração - coletividade e cooperação no esporte; transformação social - a contribuição do esporte para a formação de uma sociedade melhor.

A agenda do Conexidade conta com diversos encontros, que já estão acontecendo pela cidade, com o objetivo de conectar pessoas e iniciativas. A rede vai se construindo até o encerramento do Conexidade em uma grande ocupação inédita na Praça XV nos dias 15 e 16 de dezembro, quando arte, esporte, tecnologia e cidade serão integrados por meio de música, artes, skate, cultura digital e arquitetura.

Os painéis promovem diálogos e a conexão de olhares diversos sobre cidade, arte, esporte, tecnologia e rede a partir de uma abordagem Conexidade sobre os assuntos, estimulando que se reconheçam em sua diferença e se conectem para um melhor desenvolvimento coletivo. Dessa forma, o Conexidade inicia seu processo de rede num movimento crescente de mobilização e engajamento.

Enquanto isso, os happenings incentivam a conexão de pessoas, iniciativas e movimentos por meio de trocas artísticas e de conhecimento, além de provocar uma ampliação geográfica dos encontros para além do Centro e da Zona Sul, visando estimular a pluralidade, a diversidade de olhares e o acesso descentralizado.

A Secretaria de Estado de Cultura do Rio de Janeiro e a Oi são patrocinadoras do Conexidade por acreditarem que o papel de ambas é romper barreiras, aproximar e conectar pessoas em todo o Rio de Janeiro e também no Brasil. 


Sobre a Rio de Negócios

A Rio de Negócios desenvolve, conecta e potencializa marcas, plataformas e indústrias criativas. Com atuação nas áreas do esporte, cultura e entretenimento, a empresa funciona gerindo projetos de diferentes segmentos em um formato startup, onde a ideia é concebida, desenvolvida, comercializada e realizada. Através de criativos, gestores, agentes culturais e parceiros, a RDN viabiliza sonhos acreditando, principalmente, na conexão em rede, na cidade e seus movimentos.

Sobre o Oi Futuro

O Oi Futuro, instituto de inovação e criatividade da Oi, promove ações de Educação, Cultura, Inovação Social e Esporte para melhorar a vida das pessoas e transformar a sociedade. O instituto impulsiona iniciativas colaborativas e inovadoras, fomenta experimentações e estimula conexões que potencializam o desenvolvimento pessoal e coletivo.

Serviço:


Conexidade - Painel ‘Esporte que Transforma’

Data: 21 de novembro - Horário: 20h – abertura do auditório às 19h

Local: OITO - R. Visconde de Pirajá, 54 - Ipanema

Entrada franca, sujeito a lotação 






[News] “Espelho Especial – Cinema Negro”

Em edição extraordinária do programa “Espelho”, Lázaro Ramos recebe os diretores Jeferson De, Sabrina Fidalgo, Viviane Ferreira e Joel Zito Araújo
No Dia da Consciência Negra, 20 de novembro, o Canal Brasil vai dedicar toda a programação ao cinema negro. Além de ter a grade formada exclusivamente por filmes dirigidos por cineastas negros, o canal exibe, às 21h30, um episódio especial de "Espelho", apresentado e dirigido por Lázaro Ramos. Para essa edição extraordinária, o ator convidou os cineastas Jeferson De, Sabrina Fidalgo, Viviane Ferreira e Joel Zito Araújo para um bate-papo sobre o tema. O intuito é manifestar o olhar do negro sobre sua própria narrativa. "Cada vez mais os negros e negras brasileiros estão querendo se ver. Não existe mais essa possibilidade de apagamento sistemático com a gente vinha vivendo no audiovisual como um todo. Pela primeira vez, a gente está tendo a oportunidade de conhecer a história do Brasil, com a cara do Brasil, contada por pessoas que representam a maioria da população", declara Sabrina Fidalgo.

Espelho Especial – Cinema Negro (2018) (25’)
INÉDITO e EXCLUSIVO
Horário: Terça, dia 20/11, às 21h30
Classificação: Livre
Direção: Lázaro Ramos

[News] Começa amanhã a mostra ¨África(s), Cinema e Memória em construção



A CAIXA Cultural Rio de Janeiro recebe, de 20 de novembro a 2 de dezembro de 2018 (terça-feira a domingo), a mostra África(s). Cinema e memória em construção, uma homenagem ao cinema criado no contexto de independência e revolução dos países africanos. Com curadoria da pesquisadora e professora Lúcia Ramos Monteiro, a programação conta com 42 filmes de diversos países e épocas, entre curtas, médias e longas-metragens. Também serão realizadas sessões acompanhadas de debates com cineastas e especialistas.

A mostra será realizada justamente no mês da independência de Angola, conquistada em 11 de novembro de 1975. Dentre os títulos da programação, vários deles são ligados à data, como Monangambée (1968), de Sarah Maldoror, restaurado recentemente. África(s). Cinema e memória em construçãotambém traz à capital fluminense alguns filmes de Santiago Álvarez, figura central do cinema revolucionário cubano, que dedicou a Angola e Moçambique documentários realizados logo após as independências: O milagre da terra morena (1975), Maputo, meridiano novo (1976) e Nova sinfonia (1982).

A influência dos processos de independência, explica a curadora Lúcia Ramos Monteiro, não se restringe aos temas das obras. "A experimentação de formatos e linguagens, presente em muitos dos filmes, também pode ser relacionada à descolonização do pensamento, a uma libertação dos paradigmas cinematográficos originalmente estipulados por cineastas homens e brancos, situados nos ‘centros’ geopolíticos tradicionais do cinema, como Estados Unidos e Europa”, aponta. 

Da produção africana mais recente, um dos destaques é o filme Na cidade vazia (2004), de Maria João Ganga. Foi o segundo filme feito em Angola depois da independência e o primeiro feito por uma mulher no país. Há também o premiado A república dos meninos (2012), de Flora Gomes, um dos mais importantes cineastas da Guiné-Bissau junto a Sana Na N’Hada, que tem dois longas na mostra: Xime (1994) e Kadjike (2013) – além de ser um colaborador-chave nas obras da multiartista portuguesa Filipa César, que faz um impressionante trabalho de arquivo em Transmissão das zonas libertadas(2016) e Spell Reel (2017).



Filmes inéditos:

A maioria dos filmes nunca foi vista no Rio de Janeiro e mesmo no Brasil. Títulos como os de Maldoror e de Álvarez, assim como os de Raquel Schefer (que vem trabalhando a memória colonial a partir de arquivos familiares) e de Mathieu Kleyebe Abonnenc (que também se dedica ao imaginário colonial e pós-colonial), só foram projetados na mostra África(s) de 2016. Outras atrações foram exibidas em ocasiões muito raras, como 25, de Zé Celso Martinez Corrêa e Celso Luccas, em cartaz na primeira edição da Mostra Internacional de Cinema de SP, em 1977.

A curadora Lúcia Ramos Monteiro chama a atenção ainda para algumas produções brasileiras, celebrando que a mostra se realize justamente no Mês da Consciência Negra: “Tendo em vista a força estética e política do cinema brasileiro afro-diaspórico, que passa por um momento de ebulição criativa, farão parte da mostra filmes importantes no cenário atual, como Kbela, de Yasmin Thayná, Travessia, de Safira Moreira, Monga, retrato de café, de Everlane Moraes, Cinzas, de Larissa Fulana de Tal, e Quilombo das Brotas, de Renata Martins e Lilian Santiago”.

A ideia da mostra surgiu em 2014, a partir de estudos sobre os filmes que retratavam a independência de Moçambique, também ocorrida em 1975. A primeira edição foi realizada em 2016, no CAIXA Belas Artes, em São Paulo (SP), com o título África(s). Cinema e revolução. Enquanto a programação paulistana se dedicou ao momento das revoluções nesses países, o evento deste ano tem o objetivo de exibir filmes que foram construindo a memória do processo revolucionário, ao mesmo tempo em que elaboram o passado colonial e abordam as persistências desse passado.



Cineastas mulheres:

Diversos filmes em cartaz retratam a contribuição das mulheres nas lutas de independência. É o caso do documentário Mulheres da guerra (1984), da cineasta holandesa Ike Bertels, e de Yvone Kane (2014), de Margarida Cardoso.  O longa de ficção Yvone Kane retrata a busca por uma importante guerrilheira africana, e tem Irene Ravache como uma das protagonistas. Margarida Cardoso é também realizadora do premiado documentário Kuxa Kanema. O nascimento do cinema (2003), que narra a história da fundação do cinema moçambicano através dos cinejornais “Kuxa Kanema”.

A cineasta Sarah Maldoror, que nasceu na ilha caribenha de Guadalupe, estudou em Moscou e foi fundadora do cinema de Angola, estará representada por três de seus filmes, o já citado Monangambée, e os documentários realizados para a televisão Fogo, uma ilha em chamas (1979) e Em Bissau, o carnaval(1980). Sua obra é caracterizada por um caráter combativo, e por isso tem um famoso histórico de censuras. Um de seus filmes foi queimado e as fotografias que restaram são a base de Prefácio a Fuzis para Banta (2011), de Mathieu Abonnenc, também em cartaz na mostra.



Debates e sessões comentadas:

Na programação paralela, estão confirmadas as presenças de Jocelyne Rouch, presidenta da Fundação Rouch, que preserva e difunde o legado do cineasta francês Jean Rouch, que participou de um grande projeto cinematográfico idealizado durante os primeiros passos de Moçambique independente; Murilo Salles, que filmou em Moçambique nos anos 1970; Celso Luccas que, junto a Zé Celso, codirigiu, durante o exílio do Teatro Oficina, aquele que é talvez o primeiro longa-metragem moçambicano, 25 (1975); e dos pesquisadores Alexsandro de Sousa e Silva (Universidade de São Paulo) e Jusciele Oliveira (Universidade do Algarve), especialistas no cinema Guiné-Bissau, Alex Santana França (Universidade Federal da Bahia), que se dedica à obra de Licínio Azevedo, e Juliano Gomes (Universidade Federal do Rio de Janeiro).



Incentivo à cultura:

A CAIXA investiu mais de R$ 385 milhões em cultura nos últimos cinco anos. Em 2018, nas unidades da CAIXA Cultural em Brasília, Curitiba, Fortaleza, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo, está prevista a realização de 244 projetos de Artes Visuais, Cinema, Dança, Música, Teatro e Vivências.



Programação:

20 de novembro (terça-feira)

16h - Spell Reel (2017), de Filipa César, Guiné-Bissau/ Portugal/ França/ Alemanha, 96 min, Blu-ray, 12 anos. Sessão comentada pela curadora Lúcia Ramos Monteiro e pelo pesquisador Alexsandro de Sousa e Silva

18h30 ­- Em Bissau, o carnaval (1980), de Sarah Maldoror, Guiné-Bissau, 18 min, DVD, Livre; Morte negada (1988), de Flora Gomes, Guiné-Bissau/ França, 89 min, DVD, 12 anos. Sessão comentada pela curadora Lúcia Ramos Monteiro e pelo pesquisador Alexsandro de Sousa e Silva



21 de novembro (quarta-feira)

19h - Monangambée (1968), de Sarah Maldoror, Angola/ França, 15 min, Blu-ray, 14 anos; Fogo, uma ilha em chamas (1979), de Sarah Maldoror, Cabo Verde, 34 min, Blu-ray, Livre; Prefácio a Fuzis para Banta (2011), de Mathieu Kleyebe Abonnenc, França, 25 min. Blu-ray, Livre; Kbela (2015), de Yasmin Thayná, Brasil, 22’, Blu-ray, 12 anos



22 de novembro (quinta-feira)

16h - Quilombo das Brotas (2017), de Renata Martins, Brasil, 8 min, Blu-ray, Livre; Monga, retrato de café (2017), de Everlane Moraes, Cuba, 13 min, Blu-ray, Livre; Na dobra da capulana (2014), de Isabel Noronha e Camilo de Sousa, Moçambique, 30 min, DVD, Livre; Mulheres da guerra (1984), de Ike Bertels, Holanda, 50 min, DVD, Livre

18h30 - Noticiero ICAIC n. 409 (1968), de Santiago Álvarez, Cuba, 8 min, DVD, 12 anos; O milagre da terra morena (1975), de Santiago Álvarez, Cuba, 20 min, DVD, 12 anos; Noticiero ICAIC n. 736 (1975), de Daniel Diaz Torres, Cuba, 8 min, DVD, 12 anos; Noticiero ICAIC n. 739 (1975), de Miguel Torres, Cuba, 8 min, DVD, 12 anos; Maputo, meridiano novo (1976), de Santiago Álvarez, Moçambique/ Cuba, 16 min, DVD, Livre; Nova sinfonia (1982), de Santiago Álvarez, Moçambique/ Cuba, 39 min, DVD, 12 anos



23 de novembro (sexta-feira)

16h - A colheita do diabo (1988), de Licínio Azevedo e Brigitte Bagnol, Moçambique/ França, 52 min, DVD, Livre; Hóspedes da noite (2007), de Licínio Azevedo, Moçambique, 53 min, DVD, 14 anos

18h30 - Comboio de sal e açúcar (2016), de Licínio Azevedo, Moçambique/ Portugal/ Brasil/ França/ África do Sul, 100 min, Blu-ray, 14 anos. Sessão comentada pelo pesquisador Alex Santana França



24 de novembro (sábado)

15h30 - Assim estamos livres. Cinema moçambicano 1975-2010 (2010), de Silvia Vieira e Bruno Silva, Portugal, 16 min, DVD, 12 anos; Kuxa Kanema. O nascimento do cinema (2003), de Margarida Cardoso, Portugal/ Moçambique/ França/ Bélgica, 52 min, Blu-ray, Livre; Transmissão das zonas libertadas(2016), de Filipa César, Portugal/ França/ Alemanha/ Suécia, 30 min, Blu-ray, 12 anos

17h30 - 25 (1975), de Celso Luccas e José Celso Martinez Corrêa, Moçambique/ Brasil, 140 min, Blu-ray, Livre. Sessão seguida de debate com o cineasta Celso Luccas e com o crítico e pesquisador Juliano Gomes



25 de novembro (domingo)

16h - O tempo dos leopardos (1985), de Zdravko Velimorovic e Camilo de Sousa, Moçambique/ Iugoslávia, 91 min, DVD, 14 anos

18h - Yvone Kane (2014), de Margarida Cardoso, Portugal/ Brasil, 118 min, Blu-ray, 12 anos



27 de novembro (terça-feira)

16h - O vento sopra do norte (1987), de José Cardoso, Moçambique, 90 min, DVD, 14 anos

18h30 - Xime (1994), de Sana Na N’Hada, Guiné-Bissau/ Holanda/ França, 95 min, DVD, Livre



28 de novembro (quarta-feira)

16h - Cinzas (2015), de Larissa Fulana de Tal, Brasil, 15 min, Blu-ray, 12 anos; Na cidade vazia (2004), de Maria João Ganga, Angola/ Portugal, 90 min, DVD, Livre

18h30 - Spell Reel (2017), de Filipa César, Guiné-Bissau/ Portugal/ França/ Alemanha, 96 min, Blu-ray, 12 anos



29 de novembro (quinta-feira)

16h - Travessia (2017), de Safira Moreira, Brasil, 4 min, Blu-ray, Livre; Avó (Muidumbe) (2009), de Raquel Schefer, Portugal/ França, 11 min, Blu-ray, Livre;Mueda, memória e massacre (1979-1980), de Ruy Guerra, Moçambique, 80 min, DVD, 14 anos

18h - Os comprometidos (1983), de Ike Bertels, Holanda, 51 min, DVD, Livre; Estas são as armas (1978), de Murilo Salles, Moçambique, 60 min, Blu-ray, 16 anos. Sessão seguida de debate com o cineasta Murilo Salles e com a curadora Lúcia Ramos Monteiro



30 de novembro (sexta-feira)

16h - Kadjike (2013), de Sana Na N’Hada, Guiné-Bissau/ Portugal, 115 min, DVD, 12 anos

18h30 - A minha fala (2002), de Flora Gomes, Guiné-Bissau/ Portugal/ França/ Luxemburgo, 85 min, DVD, 12 anos. Sessão comentada pela curadora Lúcia Ramos Monteiro e pela pesquisadora Jusciele Oliveira



1º de novembro (sábado)

16h - Mc Soffia (2015), de Renata Martins, Brasil, 5 min, Blu-ray, Livre; A república dos meninos (2012), de Flora Gomes, Portugal/ França/ Guiné-Bissau/Bélgica/ Alemanha, 78 min, Blu-ray, 14 anos

18h - Nshajo (O jogo) (2010), de Raquel Schefer, Portugal, 8 min, Blu-ray, Livre; Tudo bem, tudo bem, vamos continuar (2013), de Mathieu Kleyebe Abonnenc, Portugal/ França, 31 min, Blu-ray, Livre; Makwayela (1977), de Jean Rouch, Moçambique/ França, 19 min, DVD, Livre. Sessão seguida de debate com Jocelyne Rouch, presidenta da Fundação Rouch, com a pesquisadora Jusciele Oliveira e com a curadora Lúcia Ramos Monteiro



2 de novembro (domingo)

16h - Monangambée (1968), de Sarah Maldoror, Angola/ França, 15 min, Blu-ray, 14 anos; Fogo, uma ilha em chamas (1979), de Sarah Maldoror, Cabo Verde, 34 min, Blu-ray, Livre; Prefácio a Fuzis para Banta (2011), de Mathieu Kleyebe Abonnenc, França, 25 min. Blu-ray, Livre; Kbela (2015), de Yasmin Thayná, Brasil, 22’, Blu-ray, 12 anos

18h - Quilombo das Brotas (2017), de Renata Martins, Brasil, 8 min, Blu-ray, Livre; Monga, retrato de café (2017), de Everlane Moraes, Cuba, 13 min, Blu-ray, Livre; Na dobra da capulana (2014), de Isabel Noronha e Camilo de Sousa, Moçambique, 30 min, DVD, Livre; Mulheres da guerra (1984), de Ike Bertels, Holanda, 50 min, DVD, Livre



Serviço:

Mostra África(s). Cinema e memória em construção

Local: CAIXA Cultural Rio de Janeiro – Cinema 1 (Endereço: Av. Almirante Barroso, 25, Centro – Metrô e VLT: Estação Carioca)

Data: 20 de novembro a 02 de dezembro de 2018 (terça-feira a domingo)

Horários: Consultar programação

Informações: (21) 3980-3815

Ingressos: R$ 6,00 (inteira) e R$ 3,00 (meia). Além dos casos previstos em lei, clientes CAIXA pagam meia.

Bilheteria: terça-feira a domingo, das 13h às 20h

Duração: Consultar programação

Classificação Indicativa: Consultar programação

Capacidade: Cinema 1 – 78 lugares (mais 3 para cadeirantes)
Acesso para pessoas com deficiência
Patrocínio: CAIXA e Governo Federal

[News] Estreia nessa quinta ¨O colar de Coralina¨ com Letícia Sabatella


“O Colar de Coralina” é um filme infantil inspirado no poema “O prato azul-pombinho” da poetisa Cora Coralina e em diversos episódios de sua infância. Ambientando no final do século XIX na cidade de Goiás Velho, antiga capital do Estado, o longa narra o cruel costume de castigar crianças que quebravam uma louça amarrando o caco da louça quebrada em seus pescoços pequeninos.

Esse é o terceiro longa metragem de Reginaldo Gontijo. No currículo ele tem os premiados “O Mar de Mário”(2010) sobre Mário Peixoto, diretor de “Limite”(1931) e o longa “Eudoro e o logos Heráclito” (2012) sobre o filósofo Eudoro de Souza. Gontijo, que também é poeta, é profundo admirador da obra de Cora Coralina “Amo a poesia de Cora, seus versos rudes, diretos, desconcertantes até, mais de uma força assustadora, cheios de vida, com cheiro de terra e doces de goiaba num tacho de cobre de fogão de lenha. Cora foi uma mulher impressionante. Determinada, saiu de casa muito jovem, com um homem que já era casado. Assumiu sua filha e teve mais 5 filhos. Criou todos, passou por Minas Gerais, São Paulo e depois da morte do marido, voltou à velha casa da ponte de sua infância, na cidadezinha de Goiás. Recomeçou a vida e só tornou-se publicamente conhecida aos 70 anos de idade. Sua poesia é uma ode de amor, à vida e principalmente às mulheres ‘do povo, lavadeiras, trabalhadoras, bem linguarudas e parideiras’ como dizia em seus versos”, explica o diretor.

O projeto nasceu quando Gontijo conheceu a obra de Cora e leu pela primeira vez o poema O Prato Azul-Pombinho. “O poema é quase um roteiro. Ele conta a história de um prato da família que um dia aparece quebrado. Cora leva a culpa e tem que usar um caco do prato quebrado amarrado num cordão como castigo, por isso o Colar de Coralina”, complementa o diretor.

Além de Letícia Sabatella, o elenco conta com atores mirins selecionados nas oficinas realizadas em Brasília pela produtora Digitalina, que também assina a produção do longa. Ao todo foram dois meses de filmagens divididas entre a cidade de Brasília e a cidade de Goiás Velho, com gravações na casa onde Cora morou e que hoje funciona como um museu.


O poema

“O prato azul-pombinho”

Minha bisavó - que Deus a tenha em glória -
sempre contava e recontava
em sentidas recordações
de outros tempos
a estória de saudade
daquele prato azul-pombinho.

Era uma estória minuciosa.
Comprida, detalhada.
Sentimental.
Puxada em suspiros saudosistas
e ais presentes.
E terminava, invariavelmente,
depois do caso esmiuçado:
“- Nem gosto de lembrar disso...”
É que a estória se prendia
aos tempos idos em que vivia
minha bisavó
que fizera deles seu presente e seu futuro.

Voltando ao prato azul-pombinho
que conheci quando menina
e que deixou em mim
lembrança imperecível.
Era um prato sozinho,
último remanescente, sobrevivente,
sobra mesmo, de uma coleção,
de um aparelho antigo
de 92 peças.
Isto contava com emoção, minha bisavó,
que Deus haja.

Era um prato original,
muito grande, fora de tamanho,
um tanto oval.
Prato de centro, de antigas mesas senhoriais
de família numerosa.
De fastos de casamento e dias de batizado.

Pesado. Com duas asas por onde segurar.
Prato de bom-bocado e de mães-bentas.
De fios-de-ovos.
De receita dobrada
de grandes pudins,
recendendo a cravo,
nadando em calda.

Era, na verdade, um enlevo.
Tinha seus desenhos
em miniaturas delicadas.
Todo azul-forte,
em fundo claro
num meio-relevo.
Galhadas de árvores e flores,
estilizadas.
Um templo enfeitado de lanternas.
Figuras rotundas de entremez.
Uma ilha. Um quiosque rendilhado.
Um braço de mar.
Um pagode e um palácio chinês.
Uma ponte.
Um barco com sua coberta de seda.
Pombos sobrevoando.

Minha bisavó
traduzia com sentimento sem igual,
a lenda oriental
estampada no fundo daquele prato.
Eu era toda ouvidos.
Ouvia com os olhos, com o nariz, com a boca,
com todos os sentidos,
aquela estória da Princesinha Lui,
lá da China - muito longe de Goiás -
que tinha fugido do palácio, um dia,
com um plebeu do seu agrado
e se refugiado num quiosque muito lindo
com aquele a quem queria,
enquanto o velho mandarim - seu pai -
concertava, com outro mandarim de nobre casta,
detalhes complicados e cerimoniosos
do seu casamento com um príncipe todo-poderoso,
chamado Li.

Então, o velho mandarim,
que aparecia também no prato,
de rabicho e de quimono,
com gestos de espavento e cercado de aparato,
decretou que os criados do palácio
incendiassem o quiosque
onde se encontravam os fugitivos namorados.

E lá estavam no fundo do prato,
- oh, encanto da minha meninice! -
pintadinhos de azul,
uns atrás dos outros - atravessando a ponte,
com seus chapeuzinhos de bateia
e suas japoninhas largas,
cinco miniaturas de chinês.
Cada qual com sua tocha acesa
- na pintura -
para pôr fogo no quiosque
- da pintura.

Mas ao largo do mar alto
balouçava um barco altivo
com sua coberta de prata,
levando longe o casal fugitivo

Sobre a Cora Coralina

Cora Coralina é uma das poetisas mais importantes da literatura brasileira. Seu nome verdadeiro era Ana Lins do Guimarães Peixoto Brêtas. Nascida em 20 de agosto de 1889, ela começou a escrever poemas aos 14 anos de idade.
Cora viveu como doceira boa parte de sua vida e somente aos 75 anos, publicou seu primeiro livro, “Poemas dos Becos de Goiás e Estórias Mais”. Em 1983, foi a primeira mulher vencedora do prêmio Juca Pato, com o livro “Vintém de Cobre – Meias Confissões de Aninha”.
Aninha, como era chamada, teve uma infância difícil. Sua família passou por graves dificuldades financeiras e como ela mesma afirma em suas poesias “criança , no meu tempo de criança, não valia mesmo nada. A gente grande da casa usava e abusava de pretensos direitos de educação”.
Junto com Aninha, na antiga Casa Velha da Ponte, moravam oito mulheres: sua bisavó Antônia, sua avó Dindinha, sua mãe Jacinta, sua tia Nhorita, a ex-escrava Lizarda, suas irmãs Vicência, Helena e a menorzinha Ada. Além delas, no filme aparece a Tia Vitalina.

Sobre o diretor
Reginaldo Gontijo é mineiro e residente em Brasília a mais de 40 anos. Dirigiu “O Mar de Mário”(2010) sobre o mitológico diretor de “Limite”(1931) Mário Peixoto, vencedor do melhor longa 35mm no 43º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro e o longa “Eudoro e o logos Heráclito” (2012) sobre o filósofo Eudoro de Souza. “O Colar de Coralina” é seu 3º longa- metragem e a primeira obra de ficção.

Sobre a distribuidora
A O2 Play é dirigida por Igor Kupstas sob a tutela de Paulo Morelli, sócio da O2 Filmes, e faz parte do grupo O2, que tem como sócios também o cineasta Fernando Meirelles e a produtora Andrea Barata Ribeiro. Em atividade desde 2013, a O2 Play se diferencia das demais distribuidoras por trabalhar além do cinema, TV e vendas internacionais, o VOD (Video on Demand), como uma distribuidora digital. Possui contratos com plataformas como o iTunes, Google Play, Netflix, NOW, Claro Vídeos, Vimeo, ofertando além de conteúdos longa-metragem e seriados também serviços de delivery (Encoding).
A O2 Play lançou em cinema filmes como CIDADE CINZA (2013), com os grafiteiros Os Gêmeos, LATITUDES (2014), romance com Alice Braga e Daniel de Oliveira que foi parte de um inovador projeto transmídia, JUNHO - O MÊS QUE ABALOU O BRASIL (2014), documentário da Folha de S. Paulo, primeiro filme a chegar aos cinemas e em VOD na mesma data, A LEI DA ÁGUA (2015), documentário de André D’Elia com produção de Fernando Meirelles, A BRUTA FLOR DO QUERER (2016), vencedor de 2 prêmios em Gramado, UMA NOITE EM SAMPA (2016), de Ugo Giorgetti, PARATODOS, doc sobre atletas paraolímpicos que após carreira elogiada pela críticas nos cinemas foi vendido para o mundo todo na NETFLIX, DO PÓ DA TERRA (2016), doc de Maurício Nahas, PESCADORES DE PÉROLAS (2015), ópera com direção de Fernando Meirelles transmitida ao vivo via satélite do Theatro da Paz para 10 salas de cinema, e ENTRE NÓS (2014), A NOITE DA VIRADA (2014) e ZOOM (2016), estes de produção da O2 Filmes em co-distribuição com a Paris Filmes.
Entre os lançamentos da O2 Play nos cinemas estão o longa-metragem TRAVESSIA, filme com Chico Diaz e Caio Castro, o documentário SEPULTURA ENDURANCE, sobre a banda brasileira de metal, COMEBACK, filme vencedor do prêmio de melhor ator para Nelson Xavier no Festival do Rio 2016 e MALASARTES E O DUELO COM A MORTE, grande produção da O2 Filmes dirigida por Paulo Morelli. Também entram na lista o documentário EXODUS- DE ONDE VIM NÃO EXISTE MAIS, produzido pela O2 e dirigido por Hank Levine, o longa A REPARTIÇÃO DO TEMPO, dirigido por Santiago Dellape e CORAÇÃO DE COWBOY, dirigido por Gui Pereira.
A O2 Play é pioneira em curadoria mundial no iTunes com a seção FERNANDO MEIRELLES RECOMENDA. Esta a primeira vez que a loja da Apple convidou um agente externo para sugerir filmes (confira em itunes.com/fmeirelles).
A O2 PLAY realiza a distribuição digital e encoding para dezenas de títulos e séries, além de vendas para TV e mercado internacional. Tivemos oito longas escolhidos pela Apple dentre "Os Melhores Filmes do Ano” entre 2014 e 2016.

Ficha técnica:
O Colar de Coralina
2017 | Brasil | Ficção | Drama | 77 minutos
Diretor: Reginaldo Gontijo, Roteirista: Geraldo Lima, Diretor de Fotografia: Dizo dal Moro, Produção Executiva: Laura Valle Gontijo e Carina Bini , Elenco: Letícia Sabatella (Jacintha), Rebeca Vasconcelos (Aninha), Maria Coeli (Cora Coralina), Nadja Dulci (Tia Nhorita), Valdelice Moreno (Lizarda), Melina Marques Calazans (Helena), Magna Oliveira (Dona Antônia), Nínive Rossi (Vicência),
Alice Lara Resende (Ada), Mariana Mendes (Maria), Paula Passos (Vó Dindinha), (Tia Vitalina) Alda Meneses, Distribuidora: O2 Play
Classificação indicativa: LIVRE
Sinopse: Aninha, futura poeta e doceira Cora Coralina, é uma menina feia, frágil, desajeitada e oprimida por praticamente todos que a cercam. Ela encontra no jogo da amarelinha um meio de superar os próprios limites e, na imaginação, uma fuga do meio opressivo em que vive. Sua infância, marcada pela rejeição, é relembrada na vida adulta por sua ligação afetiva e trágica com o prato azul- pombinho, último de uma coleção de noventa e duas peças, pertencente à sua bisavó Antonia.