21 julho 2017

[Resenha] Inversos

Como assistente pessoal de Carter Manning, Bruna sabia exatamente o que esperar do cantor: música, mulheres e um pouco de (muita) arrogância. Seria preciso uma interferência do universo para que ele se mostrasse alguém decente. E não é que o universo resolveu agir?! As pequenas, Sam e Soph, serão a prova final de Carter, para mostrar que mesmo o cara mais idiota possui algo além de uma camada de egocentrismo.                                                   

O que eu achei?
A história de uma assistente que se apaixona por seu chefe pode parecer uma grande mesmice, afinal já temos diversos títulos com essa premissa, mas em “Inversos”, Carol Dias mostra que ainda há muito o que se explorar, fugindo do estereótipo mocinha frágil que não enxerga as babaquices de seu chefe e aguenta tudo por amor, ela nos mostra uma personagem forte, que mesmo dividindo trabalho e coração com a mesma pessoa, não abaixa a cabeça, nem se deixa vencer facilmente. Outro ponto positivo do livro que sabemos antes mesmo de ler é a capa, que mesmo usando as usuais silhuetas, consegue ser diferente das dos demais romances no mercado, despertando logo o nosso interesse.

Bruna, nossa protagonista, é assistente de Carter, um superstar, cheio de vontades e que dorme com todas as mulheres disponíveis, inclusive suas funcionárias, e isso incomoda Bruna, mas como boa funcionária ela mantém a disciplina fingindo não se importar, mas se pergunta quando chegará o dia em que uma dessas mulheres baterá a sua porta carregando um filho dele. Claro que isso não demora a acontecer e ao estilo antigo, as gêmeas Soph e Sam, são deixadas na porta com apenas uma carta,e como elas são grandinhas sabem que estão na casa do papai, e que vão ficar ali.

Claro que Carter se desespera ao ver as meninas e como bom astro, pede ajuda a seus assistentes, enquanto Bruna cuida das meninas, seus advogados insistem em um exame de DNA ou que entreguem as meninas a justiça e processem a mãe por abandono, mas se mostrando um cara bem sensato, Carter resolve ficar com elas, já que visivelmente elas são suas filhas, cada traço delas lembra Carter, e ele arcará com sua responsabilidade. Bom, claro que ninguém deixa de ser um babaca, e vira um pai exemplar do dia pra noite, então Bruna, é que será de fato a responsável pelas meninas, até que ele de fato se torne um pai.

Com uma turnê, um astro que não consegue controlar suas vontades e duas menininhas, Bruna precisará administrar seu tempo, e se dividir entre todos eles, mas além dos problemas no trabalho, antigos problemas pessoais voltam a atormenta-la, e ela se pergunta se tudo o que faz por trabalho vale a pena, e qual é o limite dela, se é que ainda resta algum. Ninguém disse que unir coração e trabalho seria fácil, mas agora o coração de Bruna, não bate mais apenas por Carter mas também pelas gêmeas, o que torna tudo mais complicado e difícil de deixar para trás.

Inversos mostra mais uma vez aquele velho conhecido de os opostos se atraem, porém dessa vez não adianta só a mocinha ceder as vontades do galã para o final feliz acontecer, ele terá que se dar conta do que pode perder e começar a abandonar velhos hábitos se quiser um bom futuro. Com esse diferencial, o livro se destaca, mostra que amor não é submissão e junção de duas pessoas, opostas ou não, que são melhor juntas, e não querem um final feliz pronto, mas um construir o próprio.


20 julho 2017

[News] Banda Jamz lança Jamz Sessions


Com dois álbuns lançados, ganhadores do Prêmio Multishow na Categoria Experimente e indicados ao Grammy Latino na categoria Melhor Álbum Pop Contemporâneo, a banda Jamz vem com um novo projeto: o Jamz Sessions (Som Livre); serão 10 singles lançados para o YouTube e para as plataformas digitais (Spotify, Deezer etc.).

A primeira leva chega no inicio de julho, com as canções ‘Não enche’ (Caetano Veloso), ‘Codinome Beija-Flor´(Cazuza, Reinaldo Arias e Ezequiel Neves) e ‘Vem’ (Jamz). 2 semanas depois serão lançadas mais três músicas e, por fim, 2 semanas depois, mais quatro singles. Todas as músicas serão lançadas tanto nas plataformas digitais quanto no YouTube, assim além de ouvir as músicas o público vai poder também assistir a mesma versão em vídeo.

As 7 releituras incluem ‘A novidade’ (Gilberto Gil e Paralamas do Sucesso), ‘Hoje eu quero sair só’ (Lenine, Mu Chebabi e Caxa Aragão), ‘Isn´t she lovely’ e ‘Superstition’ (Stevie Wonder), ‘Não enche’ (Caetano Veloso), ‘Codinome Beija-Flor´(Cazuza, Reinaldo Arias e Ezequiel Neves), ‘Uma brasileira’ (Herbert Vianna e Carlinhos Brown) e ´Thriller’ (Michael Jackson); enquanto ‘Fecho com você’, ‘Vem’ e ‘O que o amor precisa’ são músicas da Jamz presentes no último disco da banda mas que agora vão ganhar uma versão ao vivo.

Três anos depois de ser finalista do SuperStar, a Jamz está madura para esse projeto que combina com sua proposta de ser uma banda pop com raízes no jazz, no soul, no rock e R&B.


[Crítica] 7 Desejos

A adolescente Claire Shannon(Joey King) descobre uma caixa mágica, que lhe concede sete desejos. Claire acaba fazendo apenas desejos pessoais e coisas ruins começam a acontecer. Com isso ela descobre que dentro da caixa vive uma entidade malvada, que pode estar causando esses acontecimentos terríveis.                                                                                                                                                                                                            
O que eu achei?
O diretor John R. Leonetti dirigiu o razoável Efeito Borboleta 2 (2006) mas também foi responsável pelo fraquíssimo filme solo da boneca Annabelle (2014) e atuou como cinematógrafo em Chuck 3 (1991), O Máscara (1994) e Mortal Kombat (1995).

Em Sete Desejos, ele nos conta a história de uma adolescente chamada Claire que mora com seu pai, Jonathan, e seu cachorro (sua mãe se suicidara anos antes e seu corpo foi encontrado pela filha) que trabalha como um gari. Um dia, ele encontra uma antiga caixa chinesa e entrega-a à filha. Claire pesquisa o que significam os caracteres e descobre que tem direito a sete pedidos. No início, ela fica meio cética (como a maioria de nós ficaríamos) mas depois que seu primeiro pedido é realizado (de que a garota que praticava bullying com ela no colégio apodrecesse e ela desenvolve uma necrose de um dia para o outro ) percebe que é real. Mas logo depois disso, seu amado golden retriever Max, é encontrado morto debaixo de sua casa, Claire se dá conta de que com todo pedido, há um preço a ser pago.

Mas ela começa a só fazer pedidos egoístas: que o garoto que ela gosta se apaixone por ela, se tornar a garota mais popular da escola, que eles fiquem ricos, etc. Cada um deles traz uma consequência desagradável. Paul, o garoto que ela gosta, se apaixona perdidamente por ela e passa a persegui-la por toda parte. Quando ela pede para ficarem ricos, seu tio afastado, irmão de sua mãe, morre ao cair na banheira e quebrar a cabeça e deixa sua fortuna para eles. No mesmo dia, a vizinha que era amiga de Claire e Jonathan tem o cabelo preso no triturador da pia da cozinha, fica presa e tem o pescoço quebrado por não conseguir desligar a máquina antes de poder se libertar.

Quando ela se torna a companhia mais desejável de sua high school, suas velhas amigas June e Meredith ficam decepcionadas com ela e têm uma discussão,que atinge o clímax quando Meredith morre quando o elevador fica fora de controle e cai.

Acontece que havia algumas inscrições na caixa que Claire não havia encontrado a tradução na Internet porque estavam em mandarim antigo. Ela pede a seu amigo Ryan para pedir á prima dele, que entende o dialeto, para traduzir. Eles vão ao apartamento de Mei Li e ela fica com a caixa pois há uma frase que precisaria de mais tempo para ser traduzida. Para o horror de Mei Li, quando ela finalmente revela o que significa, é um aviso de que há um espírito maligno conhecido como yaoguai, dentro da caixa. Após realizar sete desejos, ele exige a alma da pessoa como pagamento. Ela tenta avisar mas há um curto-circuito em seu prédio, ela deixa o celular cair e acaba sendo empalada pelo chifre da estátua de um boi em seu apartamento.

Claire acaba descobrindo o significado da caixa quando já fizera cinco pedidos e conta para suas amigas, que a tentam convencê-la a jogar a caixa fora (quando isso acontece, todos os pedidos são desfeitos) mas ela não consegue e acaba fazendo mais dois pedidos. Agora ela terá que pagar o preço final.

Particularmente, achei o filme razoável, me lembrou o conto de W. W. Jacobs ´´A mão do macaco´´ em que uma família recebe uma mão de macaco de presente e tem direito a 3 desejos mas cada um deles traz uma consequência ruim. Também há um episódio de Twilight Zone (Além da Imaginação) com um enredo similar, a lição de moral cuidado com o que deseja. O que me desagradou foi o final do filme, não atendeu as minhas expectativas por ser clichê. Mas vale a pena assistir para nos relembrar que devemos tomar cuidado com o que pedimos porque eles podem se tornar realidade-só que não do jeito que esperávamos.


19 julho 2017

[Eventos] Festival da Bastilha


No dia 14 de julho é comemorado na França o dia da queda da Bastilha, data que marca a independência francesa. Nesse ano, para comemorar a ocasião especial, o cinema Reserva Cultural em Niterói, sediou o Festival da Bastilha, com premieres de filmes franceses, chefs mostrando o melhor da gastronomia francófona a preços acessíveis e degustação de queijos e vinhos. Na sexta houve a pré-estréia exclusiva do filme ´´Amor, Paris e cinema´´ com a presença do diretor Arnaud Viard.

O longa narra a história de Arnaud (interpretado por ele mesmo) um cineasta de 45 anos que finalmente planeja fazer seu segundo filme. Mas faltam ideias para tal:nenhum dos temas que ele pensou agradaram seu produtor. Enquanto isso, ele também almeja ter um filho com Chloe, a mulher de vida, mas com ela as coisas não andam. Decidido a mudar de vida, se separa dela e se torna professor em Florent, onde mudará de vida ao conhecer Gabrielle.

Gostei do filme, é uma comédia meio ao estilo de Woody Allen. Após a exibição, que acabou mais tarde do que era previsto devido à um problema na legenda (o rolo do filme havia chegado de manhã no Rio juntamente com o diretor) houve uma parte de uns 5 minutos que ficou sem legenda, houve um coquetel com direito à champanhe e macarons. Falei com Arnaud rapidamente (em inglês porque não falo francês e ele não fala português):

- Olá Arnaud, tudo bem? Eu sou a Clara Monnerat, do blog Reino Literário e gostaria de te fazer umas perguntas. Gostei do filme, seu estilo me lembrou um pouco as comédias do célebre Woody Allen e me diverti. Está gostando do Rio, é sua primeira vez aqui?

- Olá, Clara, tudo bem e com você? Sim, é minha primeira vez no Rio e na América Latina. Estou entusiasmado por estar aqui, sempre fui fã de futebol e samba. Espero que as audiências brasileiras gostem do filme, dirigi ele com toda a minha dedicação.

- Qual recado você dá para quem quer seguir a carreira de cineasta?

- Dedique-se ao máximo para fazer um bom trabalho. Estude os gêneros do cinema, seus mestres e intérpretes e tente ao máximo. Você fará várias tentativas antes de acertar mas como dizem por aí: ´´Se você nunca errou, é porque nunca tentou.´´

Depois disso, pedi uma selfie e um autógrafo. Como não tinha nenhum DVD dele para autografar, ele assinou o folheto da programação com um filme que tem ele no elenco em cartaz no Reserva: Paris pode esperar, dirigido por ninguém menos que Eleanor Coppola, esposa do Francis Ford Coppola. No sábado, dia 15 houve uma feira gastronômica francesa, shows e exibição do filme ´´Saint Amour,na rota do vinho´´ de Benoit Delépine e Gustave Kervern, seguido de uma degustação de queijos e vinhos e no domingo haverá uma exibição dos filmes ´´À sombra de duas mulheres´´ de ´Philippe Garrel e ´´Monsieur e Madame Adelman´´ de Nicolas Bedos. Vive là France! Vive lé Brésil!

Eu com o Arnaud Viard

Os macarons estavam uma delícia

Meu autógrafo


[Resenha] Placas Tectônicas

Aos 35 anos, Margaux Motin narra os erros e acertos que abalaram sua existência em páginas repletas de humor e realidade. Uma separação e um novo amor mudam radicalmente sua vida de mulher com trinta e poucos anos de idade; uma época em que decisões abruptas podem levar a consequências desastrosas.                                                                                                                                                                

O que eu achei?
Se você acha que histórias em quadrinhos é só para super heróis, pode esquecer esse conceito. Se acha que uma mulher divorciada e com uma filha pequena será um poço de depressão, pode esquecer também, “Placas Tectônicas” vem para quebrar esses e muitos outros estereótipos, nos mostra que quando se trata da vida, não existe um padrão nem para nós mesmos, afinal estamos em constante mudança, “...Quando continentes interiores mudam, criam falhas...como placas tectônicas”

Quando um ano termina, e com ele um casamento, é hora de se renovar, seguir em frente é a única opção e é isso que Margaux Motin faz, de um jeito muito louco, diga-se de passagem, mas que acaba sendo muito divertido, e quase sempre dá certo, é quase...Ela se mostra uma mãe nada convencional, o que é ótimo em alguns aspectos, afinal, quem foi que determinou que existem um manual que todas as mães devem seguir para serem consideradas boas?!

Além do desafio da maternidade solo Margaux vai enfrentar os desafios de um novo amor, o que não é nada fácil, depois de um casamento que não deu certo, e claro Margaux vai acrescentar mais um item a lista de complicações, ela vai se apaixonar por um cara de outra cidade, o que no começo dá pra administrar, mas depois se torna inviável, a menos que você se jogue de cabeça, se mude, e se permita viver esse amor, e como nossa Margaux é completamente doidinha, é isso que ela faz, porém como já disse anteriormente essa HQ quebra padrões e mostra a vida real, sem romantizar nada, então antes do final feliz surgem muitos desafios.

Eu AMEI essa HQ, de todas as que li, é minha favorita disparado, não sei se por ser autobiográfica ou por maestria da autora, essa história não vem nos iludir, mostrar que a vida é linda e que tudo vai dar certo, ela nos mostra os autos e baixos da vida e como precisamos nos reinventar a cada dia para sobreviver e sermos de fatos felizes, não ter medo da mudança, chocar nossos continentes, criar falhas, nossas placas tectônicas e enxergar a beleza delas e o bem que elas nos fazem.


18 julho 2017

[Eventos] Festival de Inverno Rio 2017



A Marina da Glória tem seu charme, mas acho que a última vez que estive em algo por lá foi para o Cirque du Soleil, e lá se vão pelo menos 4 anos.


Dessa vez tive o prazer de pisar novamente no espaço que foi preparado para receber o Festival de Inverno 2017, à convite do Reino Literário BR aceitei ir no dia 16 de julho onde rolou a noite Sertaneja. Para entenderem melhor o Festival levou 3 dias,começando na sexta com a noite Hip Hop onde dentre outros Gabriel O Pensador cantou. No sábado foi a vez da noite de rock, um das atrações foi Frejat. E no domingo fecharam o festival duas duplas: Henrique e Juliano e Maiara e Maraisa.
Confesso que nunca tinha ouvido falar dos rapazes, mas elas eu ouço direto, e como não se animar lembrando do que já sofremos? E como toda mulher entendo o porquê de tanto sucesso, elas cantam o que a gente sofre.

Os portões foram abertos às 16h, os shows estavam marcados para começarem ás 18h, no entanto por cerca de duas e meia um DJ emplogou o público com músicas de outras duplas e com muita Anitta, O povo sertanejo e fã da cantora parece ser o mesmo.

O visual era de muitas saias e shorts curtos para as mulheres, somando com camisas xadrez e sandálias altíssimas, nada fáceis de andar no lugar que era de grama e terra. Para nossa sorte não choveu fazia exatos 26 graus.

Fiquei no camarim, onde havia mais espaço, com bar exclusivo e banheiros idem. As lojinhas vendiam muitos bonés com o nome das duplas e copos de recordação do show.

Depois de muito tempo, exatamente às 19:50h ao invés de Henrique e Juliano que seriam os primeiros entram Maiara e Maraisa. Uma plateia empolgada as recebe entoando o coro de "10%" sucesso da dupla que pede para o garçom trocar o DVD porque a moda a faz sofrer e o coração não aguenta.

A pista era um mar de mãos e era difícil conseguir ver um espaço vazio. Por cerca de 2h e 15 minutos as cantoras garantiram a alegria da plateia de fãs - e estava bem dividida, haviam tantas mulheres quanto homens, ao meu lado uma senhora de uns 60 anos não parava de pular, o lugar não tinham cadeiras no camarote- que amou ouvir suas músicas mais conhecidas como "Medo bobo" , "Sorte que cê beija bem", e até mesmo a que gravaram com Naiara Azevedo chamada "50 reais". O grupo de solteiras era imenso e vibrava cada vez que as cantoras falavam que "vamos acabar com esses homens safados!".

Os rapazes fingiam que não eram com eles, no final havia muita bebida, copos colorido misturados e os chapéus de cowboy dos rapazes nas cabeças das meninas que já nem lembravam mais como era ter raiva de homem.

Não fiquei para o segundo show porque atrasaria muito. Mas o primeiro valeu muito à pena.

Escrito por Raffa Fustagno

[Crítica] O futuro perfeito

Xiaobin, uma jovem chinesa de 17 anos, está perdida em um mundo novo. Após se mudar para a Argentina sem falar nenhuma palavra em espanhol, ela busca um rumo para seu futuro. Poucos dias depois de sua chegada, novos caminhos já vinham sendo traçados: ela já tinha um novo nome, Beatriz, e um emprego em um supermercado chinês. Ao se matricular em uma escola de línguas, a jovem vai aos poucos aprendendo novas palavras, ao mesmo tempo em que seu futuro é delineado.                                 

O que eu achei?
Xiaobin é uma jovem chinesa de 17 anos que se muda para a argentina para morar com seus pais. Mesmo sendo imigrantes ainda mantem costumes chineses como arrumar um casamento para a filha, essa é a linha condutora básica do filme dirigido pela diretora Nele wohlatz (um fato interessante é a diretora nascida na Alemanha, mas acabou escolhendo a argentina como sua casa).

O aprendizado da língua espanhola (casteliano) é crucial para o desenvolvimento da personagem. As primeiras palavras que aprende são “jamón” (presunto) e “queso” (queijo), pelo pai ter um mercado e ela precisar ajudar sua família. Junto com seu aprendizado podemos perceber muito sobre o dia a dia da personagem que muda seu nome para Beatriz, um nome típico local e acaba criando uma nova identidade mas mantendo alguns traços da sua terra natal.

Um das coisas que chama atenção é a frieza das interpretações e até o distanciamento dos personagens. No início até incomoda a demora para você se importar com ela e suas motivações, suas falas são quase robóticas, não sei se a diretora quis mostrar a estranheza de ser um estrangeiro ou quis ser o oposto dos filmes argentinos que muitas das vezes são “quentes”, e por causa disso o filme pode se aparecer longo e até cansativo. Uma das questões principais é o “relacionamento” de Xiaobin com Vijay, um engenheiro de computação gráfica indiano que a conhece em uma de suas idas ao supermercado. Mesmo estando juntos percebemos que são distantes, tanto pelas suas culturas como sentimentos, é como se o motivos deles estarem juntos fosse apenas por serem estrangeiros e não por algo como amor.

A visão da diretora é muita das vezes incerta. Os takes são longos demais e estáticos. Não tenta ser inventiva ou criar uma nova perspectiva. A fotografia e figurino também são simples e neutros, é até estranho como se fossem robôs atuando. A parte técnica me incomodou principalmente por ser simplória e mostrando apenas o básico, fazendo assim o filme perder o ritmo e o interesse do público.

O tema imigrantes já foi abordado em ótimos filmes como “Um conto chinês” (Un cuento Chino/ 2011) por Ricardo Darín em estilo dramedia. “O futuro perfeito” é o contraponto. No longa analisamos o poder da protagonista de realizar seus sonhos mantendo sua cultura, por um lado Xiaobin/ Beatriz sabe de suas condições e que sua família está arranjando um casamento e que terá que voltar para o seu país e encontrar um bom marido e ser fadada a ser uma simples dona de casa. Mesmo sua outra metade aspirando estudar e conhecer o mundo e ir além, esse além é mostrado em pequenos detalhes, quase todas as possibilidades dela seguir um outro caminho que não seja os que os pais quererem é apresentado de forma triste, mostrando um reflexo de como ela se vê socialmente e como se sente impotente em não poder trilhar seus próprios caminhos.

“O futuro perfeito” é um filme que nos entrega o básico, a técnica fica devendo e narrativamente tinha potencial para se aprofundar em alguns temas. Mas apenas acompanhamos a protagonista do ponto A ao ponto B, sem nenhuma reviravolta sem nenhum clímax, um filme simples que poderia ter se saído melhor.



17 julho 2017

[Especial] Harry Potter: Parte 1


No dia 26 de junho de 2017, completaram-se vinte anos da publicação da edição britânica de Harry Potter e a Pedra Filosofal (Harry Potter and the Philosopher´s Stone, no título original). Nós, do blog Reino Literáriol organizaremos um evento na Livraria Cultura no centro do Rio no dia 31 de julho, para comemorar os aniversários de Harry Potter e de J.K. Rowling. Vou aproveitar a ocasião oportuna para contar como entrei nesse universo mágico:

Em 2001, eu estava na segunda série do ensino fundamental e já era uma traça devoradora de livros. Em algum mês que não me lembro exatamente qual, provavelmente setembro ou outubro porque o filme estreou em novembro, minha mãe chegou para mim com um livro intitulado Harry Potter e a Pedra Filosofal de presente porque ela tinha lido num artigo numa revista que um filme sobre um bruxinho chegaria aos cinemas em breve e achou que eu fosse me interessar.

Comecei a ler e logo fui fisgada por aquele garotinho que morava num quarto debaixo da escada, era maltratado pelos tios e era convocado pelo gigante Hagrid para ir estudar numa escola de magia. Não foi HP que me apresentou o mundo da leitura, eu já amava livros desde antes de conhecer Harry mas foi ele que me introduziu à literatura de fantasia. Lembro que quando saí do cinema em novembro de 2001, após ver o filme pela primeira vez, fiquei falando para minha amiga:´´Foi muito show, né Meu presente de Natal naquele ano foram dois bonequinhos, um do Harry e um da Hermione.

Depois disso, me tornei uma Potterhead. Comprei o segundo, o terceiro e o quarto, que já tinham sido lançados aqui e quando o quinto, A Ordem da Fênix foi lançado em 2003, já era fã.

Imediatamente me identifiquei com as características da casa Corvinal:´´a casa dos que tem a mente sempre alerta, onde os homens de grande espírito e saber sempre encontrarão seus iguais.´´ A localização da sala comunal, na torre de Astronomia , com uma vista deslumbrante do terreno de Hogwarts e do lago negro e o fato de que é a única sala comunal com uma biblioteca também contribuiu para estreitar minha afinidade pela casa.

Meu personagem favorito até O Cálice de Fogo era o próprio Harry, adorava seu jeito gentil e altruísta de ser. Ele era meu crush literário e foi por vários anos; confesso. Mas em 2003, quando li A Ordem da Fênix e fui apresentada à Luna Lovegood, com seu jeito sonhador, distraído e original, sem se preocupar com o que os outros pensam dela, ela se tornou minha personagem favorita. Quando fiquei sabendo da história de Evanna Lynch para ser escolhida para interpretar a personagem, minha admiração por ela só cresceu. Para quem não sabe, ela era uma garota irlandesa de 11 anos que sofria de anorexia, estava internada no hospital e escrevia cartas para Rowling. Um dia, ela recebeu a resposta da autora, dizendo que ´´anorexia é algo destrutivo e contra-produtivo´´. Essa mensagem serviu de incentivo para Evanna superar a anorexia.O hospital deu alta no dia do lançamento do livro da Ordem e ela conseguiu pegar o autógrafo da tia Jo. Após uma conversa com Rowling durante os testes para o papel de Luna, a resposta da autora foi: ´´perfeita.´´

Em 2005, li o Enigma do Príncipe e em 2007, quando o último, Harry Potter e as Relíquias da Morte foi lançado, meu inglês já era suficientemente bom para ler a versão original e corri para a livraria para garantir meu exemplar. Comprei uma edição infantil da Bloomsbury (que tenho até hoje).Os sete no total já venderam mais de 400 milhões de exemplares e foram traduzidos para 75 línguas, tornando Rowling a primeira pessoa da história a ficar bilionária por algo que escreveu.

Creio que o motivo pelo qual a série mexa com tanta gente é porque aborde temas universais, como amor (a magia mais poderosa de todas, afinal sem o amor de Lílian, não haveria o menino que sobreviveu) a força da amizade, morte e a eterna batalha do bem contra o mal.

É importante ressaltar também que cresci jogando os jogos de computador de cada uma das sete histórias (e por um período de tempo, joguei o Cálice de Fogo em um Nintendo DS) ouvindo as trilhas sonoras dos filmes e colecionando revistas e livros relacionados ao universo potteriano.

Em agosto de 2010, me inscrevi para traduzir artigos para um site chamado Accio News e atuo como tradutora nele até hoje. Ano passado, eu e a dona do site fomos convidadas pela Warner Bros a ir no evento do Animais Fantásticos e onde habitam em São Paulo e a pergunta dela foi escolhida para representar o Brasil e o ator Dan Fogler a respondeu. Faço parte da HPERJ e já fiz alguns cosplays mas em breve farei um especial.

Aguardem a segunda parte da matéria com fatos e curiosidades sobre a maior saga de todos os tempos na semana que vem!


[Resenha] One man guy

Um romance sobre dois garotos, dois mundos e um encontro. Ethan é tudo o que Alek gostaria de ser: confiante, livre e irreverente. Apesar de estudarem na mesma escola, os dois garotos pertencem a mundos diferentes. Enquanto Ethan é descolado e tem vários amigos, Alek tem apenas uma, Becky, e convive intensamente com sua família e a comunidade armênia. Mesmo com tantas diferenças, os destinos de Ethan e Alek se cruzam ao precisarem frequentar um mesmo curso de férias. Quando Ethan convence Alek a matar aula e ir a um show de Rufus Wainwright no Central Park, em Nova York, Alek embarca em sua primeira aventura fora de sua existência no subúrbio de Nova Jersey e da proteção de sua família. E ele não consegue acreditar que um cara tão legal quer ser seu amigo. Ou, talvez, mais do que isso. One Man Guy é uma história romântica, comovente e engraçada sobre o que acontece quando as pessoas saem de suas zonas de conforto e ajudam o outro a ver o mundo (e a si mesmo) como nunca viram antes.


O que eu achei?
Alek é um jovem armênio com uma família bastante peculiar, ele acaba de tirar férias até descobrir que seus pais o inscreveram num curso de verão e assim começa a história.

A família de Alek é descendente de armênios que vieram pros EUA por parte de seus avós, e tudo que um armênio quer é que ele seja como um armênio, mas afinal o que significa “ser armênio”? Honrar seus costumes e agir sempre se lembrar de tudo o que os armênios sofreram desde os tempos primórdios. Alek é um adolescente passando por uma fase de descobertas, seus pais são extremamente rigorosos que só deixam que assistam a 1 hora por dia e quer que ele tenha os mesmos gostos e tradições que eles.

Becky é a melhor amiga de ALek e adora andar de patins e conversam sobre todas as coisas, mas ele não poderá passear com sua amiga. Ele terá que ficar no curso de verão para ser um armênio melhor e lá conhece Ethan, um cara descolado, anda de skate e se veste de forma totalmente diferente de Alek.

Um dia Ethan convida Alek para ir a Nova York, mas ele nunca tinha ido à cidade grande sozinho, fica pensativo sobre o que seus pais poderiam achar, mas ainda assim decide acompanhá-lo.

Os dois tem uma manhã super agradável juntos, passeiam pelo Central Park, assistiram a um show e visitaram um museu, este foi eleito um dos melhores dias da vida de Alek.

Paralelo a isso, Becky beija Alek e o deixa sem reação, levando-o ao afastamento imediato e consequentemente a se aproximar de Ethan, detalhe que Ethan é gay e não fez questão nenhuma de esconder de Alek.

Os pais de Alek decidem viajar e depois de muita insistência ele consegue convencê- los a deixá-lo sozinho. Logo na primeira noite Ethan o convida para ir até sua casa, chegando lá conversam sobre suas vidas e interesses em comum, quando de repente acontece o primeiro beijo. A partir daí eles começam a se relacionar. Tudo ia muito bem até o dia em que os pais de Alek decidem antecipar a volta e flagram seu filho com Ethan. Mas a partir daqui você irá ter que correr para ler este livro e descobrir o que aconteceu.

Michael Barakiva foi de uma sensibilidade absurda ao tratar de um romance gay na adolescência, quando eles ainda estão se descobrindo. A escrita flui de forma leve e divertida, a descoberta do primeiro amor, assim como de sua sexualidade. Então encante-se você também com a história de amor de Ethan e Alek.


16 julho 2017

[Entrevista] Raffa Fustagno


Temos um novidade para vocês! A partir de hoje, todo domingo (anotem na agenda!) traremos uma entrevista com um autor(a) diferente. Para começar, hoje temos participação da blogueira, apresentadora de eventos e agora autora, Raffa Fustagno. Se liga aí! 

1. Quais são seus livros?
O livro da menina (Babilônia Cultura Editorial) e Blogueiras.com(Independente)
2. Teve alguma inspiração para começar a escrever?
Nos dois casos fui convidada. Mas me inspiro sempre no jeito descontraído de Thalita Rebouças.
3. Recomenda algum livro?
Nossa, muitos. Mas o primeiro que veio é O som do amor de Jojo Moyes e E o vento levou de Margareth Michell.
4. Qual livro está lendo atualmente?
Acabei de ler a biografia do Maurício de Sousa e estou lendo A diferença invisível de Julie Dachez e Mademoiselle Caroline .
5. De alguma forma seus personagens se parecem com alguém que conhece? 
Só o conto E a vida me trouxe que é ficção. A protagonista é a minha cara e a melhor amiga foi uma homenagem a uma de minhas melhores amigas.
6. Qual foi a sensação de ver seu livro a venda pela primeira vez? 
Até hoje não acredito. Às vezes eu entro na Travessa e fico olhando, tirando várias fotos igual mãe com filho babando.
7. Enquanto escreve tem algum leitor beta ? 
Nenhum. Até agora não.
8. Gosta de trabalhar em silêncio absoluto ou prefere ouvir? 
Ouço música sempre. Geralmente Guns N' Roses e Metallica. O conto eu escrevi ouvindo David Bowie.
9. Compare a situação de Brasil na literatura relativamente aos outros países. Acha que teria mais ou menos sucesso se publicasse em outro país? 
Olha, americano e inglês fazem muito sucesso e são publicados no mundo todo. Isso é com tudo. Mas Paulo Coelho venceu essa barreira né. Se um dia meu livro fosse publicado em espanhol já ficaria feliz com isso.
10. Deixe um recadinho pro leitor do blog. 
Leia sem moderação! ❤

Agora um De frente com Maisa: curiosidades sobre você.

1. Comida favorita? 
Batata frita.
2. Frio ou calor?
Frio porque odeio suar.
3. Ler ou ser lido? 
Os dois
4. Se pudesse levar uma única pessoa para uma ilha deserta, quem seria? 
Minha mãe. Porque se fosse meu marido ia brigar com ele o tempo todo haha! Minha mãe me acalma e como na ilha ia ter tudo que odeio (sol, areia, mar..) prefiro levar ela.
5. Um sonho de consumo? 
Queria ter grana pra levar minha mãe pra Paris. E também pra comprar um apartamento.
6. Ser autor é? 
Incrível.
7. Melhor viagem? 
Atlanta sempre.
8. Melhor ator e melhor atriz? 
Ricardo Darin e Marion Cotillard.
9. Melhor filme? 
E o vento levou
10. Rafaela por Rafaela, quem é você? 
Sou intensa e gosto de reciprocidade. Pra tudo e em tudo.

[News] Jodie Whittaker é a nova Doctor Who!


Nesse domingo, dia 16, após o final do campeonato de tênis de Wimbledon, a BBC anunciou quem será o décimo-terceiro Doutor (ou melhor, A Doutora): Jodie Whittaker, atriz da terceira temporada de Broadchurch, série policial criada pelo Chris Chibnall, que assumirá o posto de showrunner a partir da décima-primeira temporada de Doctor Who ano que vem.

Muitas pessoas ficaram chocadas com essa decisão e reclamaram mas eu acredito que essa mudança será ótima. Afinal, o Doutor é um alienígena pertencente à espécie dos Senhores do Tempo e podem regenerar tanto em homens quanto em mulheres; desde a oitava temporada, o Mestre, um dos maiores antagonistas da série, se regenerou em um corpo feminino, a Missy, interpretada pela escocesa Michelle Gomez.

Jodie fará sua primeira aparição no episódio especial de Natal mas a próxima temporada só chegará em 2018. Com todas essas mudanças, a série 11 promete! Confira o vídeo de revelação abaixo:



15 julho 2017

[News] Mostra de filmes de David Bowie na Caixa Cultural do Rio



A mostra O homem que caiu na Terra faz um tributo à Bowie, considerado um dos maiores músicos de todos os tempos e falecido ano passado. A exibição conta com filmes que marcaram época, como Eu Christiane F, 13 anos, drogada e prostituída, Labirito:A magia do Tempo, os clássicos de David Lynch Twin Peaks:o desaparecimento de Laura Palmer e Twin Peaks-The missing pieces. 

A estreia ocorreu na terça com a exibição de O homem que caiu na terra (1976) que conta a história de um alienígena que aterrissa no nosso planeta e decide vender sua tecnologia aos terráqueos e acaba se apaixonando por uma. Durante todo o mês de julho, serão exibidas obras marcantes da carreira do músico e cineasta, seguidos de debates e discussões.Durante seus quase cinquenta anos de carreira, Bowie criou obras-primas não apenas na música mas também na sétima arte, ao quebrar paradigmas. A Caixa Cultural fica na Avenida Almirante Barroso, 25, Centro, Rio de Janeiro. A lotação é de 80 lugares. Os ingressos custam 4 a inteira e 2 a meia, lembrando que além dos casos previstos em lei, clientes CAIXA pagam meia.As bilheterias funcionam de terça a domingo, de 10 às 20 horas.Há acesso para pessoas com deficiência. O telefone da Caixa Cultural é 3980-3815.
Programação oficial:

11 de julho (terça-feira)
18h30 – Sessão de abertura: O homem que caiu na terra (1976), de Nicolas Roeg, Reino Unido, 138 min, 14 anos

12 de julho (quarta-feira)
16h - Apenas um Gigolô (1978), de David Hemmings, Alemanha Ocidental, 100 min, 14 anos
18h30 - Ciclo de debates sobre gênero e sexualidade
Tema 1 – A quebra contemporânea da divisão binária dos papeis sexuais, com a Dra. Carina Tomaz e Bárbara Aires

13 de julho (quinta-feira)
16h - Médias e curtas:
The image (1969), de Michael Armstrong, Reino Unido, 13 min, 18 anos;
Pierrot in turquoise or the looking glass murders (1970), de Brian Mahoney, Reino Unido, 27 min, 18 anos;
Jazzin' for blue jean (1984), de Julien Temple, Reino Unido, 20 min, 12 anos;
Empty (2000), de Tony Oursler, EUA, 4 min, 18 anos
18h - A última tentação de Cristo (1988), de Martin Scorsese, EUA/Canadá, 164 min, 14 anos

14 de julho (sexta-feira)
16h - Absolute beginners (1986), de Julien Temple, Reino Unido, 108 min, 14 anos
18h30 - Debate Fama, reality shows e ultra exposição, com Pedro de Luna e João Marcio Dias

15 de julho (sábado)
14h - Oficina de maquiagem criativa e figurino, com Raphael Jacques
16h - The snowman (1982), de Diane Jackson, Reino Unido, 26 min, Livre;
O pirata da barba amarela (1983), de Mel Damski, Reino Unido, 96 min, 12 anos
18h30 - Everybody loves sunshine (B.U.S.T.E.D.) (1999), de Andrew Goth, Reino Unido, 97 min, 16 anos.

16 de julho (domingo)
16h - Labirinto - A magia do tempo (1986), de Jim Henson, EUA/Reino Unido, 101 min, 12 anos
18h30 - Furyo, em nome da honra (1983), de Nagisa Oshima, Reino Unido/Japão/ Nova Zelândia, 123 min, 14 anos

18 de julho (terça-feira)
16h - Twin Peaks - The missing pieces (2014), de David Lynch, EUA/França, 92 min, 18 anos
18h30 - Twin Peaks - Os últimos dias de Laura Palmer (1992), de David Lynch, 135 min, 18 anos

19 de julho (quarta-feira)
16h - Os soldados virgens (1969), de John Dexter, Reino Unido, 95 min, 16 anos
18h30 - Ciclo de debates sobre gênero e sexualidade
Tema 2 - A sexualidade em trânsito, na mão contrária do conservadorismo, com Letícia Barbosa e Tyaro Maia

20 de julho (quinta-feira)
16h - Um romance muito perigoso (1985), de John Landis, EUA, 115 min, 14 anos
18h30 - Romance por interesse (1991), de Richard Shepard, EUA, 98 min, 14 anos

21 de julho (sexta-feira)
16h - Médias e curtas:
The image (1969), de Michael Armstrong, Reino Unido, 13 min, 18 anos
Pierrot in turquoise or the looking glass murders (1970), de Brian Mahoney, Reino Unido, 27 min, 18 anos
Jazzin' for blue jean (1984), de Julien Temple, Reino Unido, 20 min, 12 anos
Empty (2000), de Tony Oursler, EUA, 4 min, 18 anos
18h30 - Debate Estilo vanguardista de Bowie, com Carol Althaller e Carol Rabello

22 de julho (sábado)
16h - Labirinto - A magia do tempo (1986), de Jim Henson, EUA/Reino Unido, 101 min, 12 anos
18h30 - O segredo de Mr. Rice (2000), de Nicholas Kendall, Canadá, 113 min, 12 anos

23 de julho (domingo)
16h - The snowman (1982), de Diane Jackson, Reino Unido, 26 min, Livre;
Arthur e os Minimoys (2006), de Luc Besson, França, 104 min, Livre
18h30 - O pirata da barba amarela (1983), de Mel Damski, Reino Unido, 96 min, 12 anos

25 de julho (terça-feira)
16h - Il mio west (1998), de Giovanni Veronesi, Itália, 95 min, 14 anos
18h30 - Apenas um Gigolô (1978), de David Hemmings, Alemanha Ocidental, 100 min, 14 anos

26 de julho (quarta-feira)
16h - Fome de viver (1983), de Tony Scott, Reino Unido/EUA, 1983, 97 min, 18 anos
18h30 - Ciclo de debates sobre gênero e sexualidade
Tema 3 - A exposição como forma de luta pelo direito ao corpo e à liberdade de expressão, com Rafaela Monteiro e Jeosane Kim (Xota-K)

27 de julho (quinta-feira)
16h - Baal (1982), de Alan Clarke, Reino Unido, 64 min, 16 anos
18h30 - O grande truque (2006), de Christopher Nolan, EUA/Reino Unido, 130 min, 14 anos

28 de julho (sexta-feira)
16h - Eu, Christiane F., 13 anos, drogada e prostituída (1981), de Uli Edel, Alemanha Ocidental, 138 min, 18 anos
18h30 – Debate Cérebro, Drogas e Rock N'Roll, com Prof. Dr. Erick Conde, Prof. Dr. Tiago Arruda Sanchez e Prof. Dr. Daniel Mograbi

29 de julho (sábado)
16h - Arthur e os Minimoys (2006), de Luc Besson, França, 104 min, Livre
18h30 - Reação colateral (2008), de Austin Chick, EUA, 88 min, 14 anos

30 de julho (domingo)
16h - O segredo de Mr. Rice (2000), de Nicholas Kendall, Canadá, 113 min, 12 anos
18h30 - Basquiat - Traços de uma vida (1996), de Julian Schnabel, EUA, 108 min, 16 anos


14 julho 2017

[Nerds & Geeks] Homem-Aranha: personagem e suas adaptações



O Amigão da Vizinhança é um dos personagens mais queridos da Casa das Ideias. Para comemorar o lançamento do novo filme, Homem-Aranha: de volta ao lar, estreando Tom Holland, resolvi falar sobre a história do super-herói e de suas ínúmeras adaptações.

Um dia, no escritório da Marvel, Stan Lee estava à procura de inspiração. Ele queria continuar com o sucesso do Quarteto Fantástico e precisava de um personagem que os leitores adolescentes fossem capaz de se identificar, um garoto inseguro, que tivesse seus problemas como qualquer outro rapaz da sua idade, tímido com as garotas, meio nerd e inseguro. Ele estava imaginando esse personagem quando viu uma aranha escalando a parede de sua sala. Daí surgiu a ideia de um garoto que adquire super-poderes após ser picado por uma aranha radioativa. A primeira aparição do Cabeça de Teia foi publicada no dia 5 de junho de 1962, no número 14 da revista Amazing Adult Fantasy e fez sucesso imediato no traço de Jack Kirby e Steve Ditko, os desenhistas originais.

A história de Peter Parker sofreu algumas modificações ao longo dos anos mas sua essência é sempre a mesma: durante uma visita a um laboratório em uma excursão da escola e adquire as capacidades de escalar paredes, superforça, supervelocidade e um sexto sentido que alerta do perigo iminente. Parte dessa origem foi modificada na série Spider-Man Chapter One-publicada no Brasil com o título de Homem-Aranha- Gênesis, publicada pela Abril em 13 partes entre 1998 e 1999.

O icônico uniforme já passou por várias mudanças. O tradicional azul e vermelho foi substituido pela primeira vez em 1984, quando Parker retorna das Guerras Secretas com uma roupa preta com uma aranha branca no centro. Mal sabia ele que se tratava do alienígena Venom, que mais tarde tomaria posse de seu corpo. A namorada de Peter, a Gata Negra fez um uniforme idêntico ao antigo e entre 1984 e 1988, o herói alternou entre os uniformes. Nessa época, a cronologia do personagem estava bagunçada então os editores decidiram publicar a minissérie Guerras Secretas com algumas mudanças em relação às edições americanas e uma delas foi fazer Peter vestir o uniforme padrão na revista exclusiva do personagem até o ponto em que a história sincronizar com o crossover. Foi uma completa reformulação do Homem-Aranha.

O herói teve vários interesses românticos ao longo de sua trajetória:a primeira, diferentemente do que muitos fãs podem pensar, não foi Gwen Stacy, foi uma garota chamada Liz Allan. Peter nutria uma paixonite por ela mas Liz era namorada de Flash Thompson, um valentão do colégio que fazia bullying com Peter mas admirava o Homem-Aranha. Anos mais tarde, ela se casaria com Harry Osborn, que assumiria a identidade do seu pai como o vilão Duende-Verde. Liz namorou Foggy Nelson, amigo de Matt Murdock, o Demolidor, por um tempo.Mas a primeira garota com quem ele se relacionou foi Betty Brant,secretária do chefe J. Jonah Jameson do Clarim Diário.Eles namoraram por um tempo mas Betty culpava o Homem-Aranha pela morte de seu irmão durante um duelo com o Duende-Verde. Ela acabou se casando com Ned Leeds,outro repórter. Mas o grande amor de Peter Parker foi Gwendolyne Stacy, filha do capitão de polícia George Stacy. Mas tudo acaba em tragédia quando o Duende Verde arremessa Gwen da ponte George Washington, em Nova York.Depois dessa experiência traumática, o posto de maior inimigo do Cabeça de Teia deixa de ser do Doutor Octopus e passa a pertencer ao Duende Verde. Após a morte de Gwen, Peter se envolve com Mary Jane Watson e chegou a pedi-la em casamento duas vezes mas ela só aceitou a proposta na terceira vez e houve uma edição especial do casamento do Homem-Aranha em 1987.Na trilogia de filmes dirigida por Sam Raimi (de O Chamado) ela é interpretada pela atriz Kirsten Dunst e a cena do beijo de cabeça para baixo é uma das mais famosas do cinema.

Na galeria de vilões, estão presentes figuras como Electro, Venom, o Homem-Areia, o Lagarto, o Duende Verde, o Doctor Octopus e o Abutre, que apareceram nos filmes. Alguns vilões que eu gostaria que fossem retratados são Kraven, o caçador, o Escorpião, o Chacal e o vampiro Morbius.

Houveram várias adaptações dos quadrinhos para os meios audiovisuais: oito séries animadas, a primeira de 1967 a 1970. a segunda de 1981 a 1982, a terceira de 1982 a 1983, a quarta de 1994 a 1998, a quinta de 1999 a 2001, a sexta em 2003, a sétima de 2008 a 2009 e a oitava de 2012 a 2016, três filmes animados dirigidos por Nicholas Hammond, Spider-Man, em 1977, Spider-Man strikes back em 1978 e The dragon´s challenge, em 1981 e uma produção japonesa, pouco conhecida do público, em 1979. Há sete filmes live-action, sendo três com Tobey Maguire, dois com Andrew Garfield, uma aparição em Capitão América:Guerra Civil e o novo, com Tom Holland. Ano que vem, em 2018, ele retornará em Vingadores:Guerra Infinita e em sua continuação, em 2019. De volta ao lar também ganhará uma sequência, ainda sem título, em 2019.

Durante os seus mais de 50 anos de vida, o Homem-Aranha continua sendo um dos mais populares heróis da Marvel e suas revistas ainda são um dos títulos mais vendidos. A Broadway até criou um musical em 2010, Spider-Man:Turn off the dark, com músicas escritas por ninguém menos do que Bono Vox e The Edge. Contava a origem do personagem, desde a fatídica picada, passando pelo romance com Mary Jane e seus duelos com o Duende Verde.Interessante observar que até o mito grego da Aracne era abordado.

Uma coisa é certa: Peter Parker ainda nos manterá ´´grudados´´ em suas histórias por um bom tempo!