23 março 2017

[Resenha] A Torre

Muito suspense, certa dose de humor, uma heroína capaz de deixar Katniss Everdeen, de Jogos Vorazes, no mínimo intimidada e uma carta encontrada no bolso que começa assim:Querida Você,O corpo que está usando costumava ser meu.
Encharcada pela tempestade que cai sobre o parque, ela ainda não sabe por que está cercada de cadáveres. Muito menos por que todos usam luvas de látex. Sem escolha, ela decide seguir as orientações deixadas nessa carta e encontra outras duas. Uma carta leva a outra e mais outra, e assim ela descobre seu nome: Myfanwy Omas. E ainda que é uma Torre - uma agente secreta de alto escalão que trabalha para uma organização do Império Britânico responsável por combater eventos sobrenaturais.
Mas há um traidor nessa organização. Um traidor que a quer ver morta. E que logo perceberá que Myfanwy ainda está viva. E sem memória.
Enquanto luta para salvar sua vida, Myfanwy conhece pessoas misteriosas: um homem com quatro corpos, uma aristocrata que pode entrar em seus sonhos, crianças que se transformam em guerreiros mortais e uma conspiração que vai muito além do que poderia imaginar.
Com uma protagonista feminina forte e apaixonante, A Torre é um livro que vai envolver os leitores de fantasia em uma narrativa cativante e, ao mesmo tempo, diferente de tudo o que já foi publicado no gênero.

O que eu achei?
Se você sente falta de livros diferentes, mas com aquele "que" de Jogos Vorazes e Harry Potter, você deve ler AGORA 'A Torre'. É um dos livros de fantasia que fazem jus ao gênero de forma maestral. Eu estou maravilhado com a escrita de Daniel O'Malley!

O mais interessante é que aqui você sente a caminhada junto com o personagem de forma profunda. Porque assim como você, Myfanwy Thomas não sabe nada tanto quanto você. Ela nem sabe quem é de fato, somente que acordou dentro do corpo que pertencia a Myfanwy Thomas. Confuso? É, eu também achei. Só para melhorar a situação: Ela acorda rodeada de corpos e sua única forma de descobrir o que está acontecendo, está em um pedaço de papel. 

É por aí que anda todo o livro de fantasia e mistério criado por Daniel. Aqui nós temos referências ótimas em relação ao universo que boa parte dos habitantes do reino gostam de mergulhar. Esse combo todo faz 'A Torre' ser uma dos melhores livros que já li de fantasia. 

Esqueça aquela forma de fantasia água com açúcar que encontramos por aí. Aqui a coisa é séria e partimos em uma aventura com o serviço secreto sobrenatural de, ninguém menos que, Sua Majestade! E ainda nos desenrolamos com uma personagem tão forte quanto é descrita na sinopse acima: Katniss Everdeen que se cuide!

Para você que curte aquela escrita acelerada, informativa e que super te prende, pode correr pra conferir a obra de Daniel! <3



22 março 2017

[News] Evento Tardes Sensuais

No último domingo, 12 de Março, aconteceu a 9ª edição do Tardes Sensuais, evento dedicado a literatura hot, em Laranjeiras, no Rio de Janeira, numa edição especial – Baile de Carnaval. O evento tem como intuito celebrar a mulher moderna, livre e completamente dona de si. Em outras palavras, empoderada.
O Tardes Sensuais contou com a presença de inúmeros autores, vendendo e autografando seus livros – e livro não faltou lá! -, autografando, tirando fotos e cantando! Sim, cantando! Porque um Baile de Carnaval que se prese tem que ter karaokê. Todo o evento foi marcado por uma simples palavra – irreverência! Autoras e visitantes devidamente fantasiados, se jogar e se deixar levar pelo momento era quase lei, que tanto refletia o gênero literário quanto a atmosfera do local. Apesar do gênero não fazer parte do meu gosto literário, sua importância e crescimento é inegável. O nicho vem crescendo exponencialmente, revelando um sem número de autoras novas, o que mostra que a mulher está a vontade para se expressar livremente, com toda sua sensualidade e feminilidade ao extremo, transbordando, despudorada; sem medo nem vergonha; sem limites nem amarras. Suas fantasias exploradas ao máximo, confortável em ser quem são. O evento teve inicio com as mesas dos autores e as vendas de livros, onde pudemos conversar, elogiar, tirar fotos e tietar bastante. Sem exceção, todos os autores foram absurdamente simpáticos com os leitores – uma experiência incrível tanto para o autor quanto para o leitor, onde criador tem o feedback cara-a-cara de sua obra e, ainda, pode atrair novos leitores. Em seguida, deu-se início ao evento, apresentando as organizadoras --- e ---, as editoras parceiras e as autoras presentes. Logo em seguida um quiz envolvendo literatura hot foi organizado, distribuindo livros e brindes – muitos muitos MUITOS brindes! Na sequencia, começou a sessão karaokê, onde todas as autoras – e quem mais quisesse – estava livre para soltar a voz. Confesso que fui como observador do evento, e infelizmente não pude ficar até o fim, mas a experiência foi divertidíssima. Ver mulheres de todas as idades desfrutando de um assunto que costumava ser um taboo monstruoso livre e sem medo, se divertindo sem se preocupar, mostra como estamos seguindo um caminho certo – antes tarde do que nunca.

Confiram as fotos:



















21 março 2017

[News] Lançamento do DVD O Grande Encontro 20 anos

O Grande Encontro na Lapa
Lançamento do DVD O Grande Encontro 20 anos com Alceu, Elba e Geraldo 
Show marcará a inauguração oficial do moderno sistema de climatização da Fundição Progresso

No dias 24 e 25 de março (sexta e sábado), Alceu Valença, Elba Ramalho e Geraldo Azevedo sobem juntos no palco da Fundição Progresso para duas noites de um dos espetáculos mais aclamados da música brasileira, comemorando 20 anos. Para celebrar o marco do consagrado trio, o show marca o lançamento do novo CD e DVD do Grande Encontro, via Sony Music. A abertura da noite fica a cargo do cantor pernambucano Almério, que lança seu segundo disco, produzido por Juliano Holanda e com participação de Elba.

O Grande Encontro apresenta novidades em sua atual edição. Se o show original possuía um formato acústico, com versões que recriavam a mística do cancioneiro com intimismo e delicadeza, o novo espetáculo incorpora uma sonoridade elétrica e percussiva. Esbanja energia sem perder a ternura.
No repertório, entre trios, duetos e momentos solos, os clássicos que todo mundo quer ouvir: “Anunciação”, “Banho de Cheiro”, “Dia Branco”, “Tropicana”, “Moça Bonita”, “Caravana”, “Belle de Jour”, “Coração Bobo”, “Táxi Lunar”, “Ciranda da Rosa Vermelha”, “Bicho de Sete Cabeças” e tantas mais.

Do mestre Luiz Gonzaga, o trio alça voo em “Sabiá”. De seu filho Gonzaguinha, Elba interpreta uma arrasadora versão de “Sangrando”. Pela voz dos companheiros, Zé Ramalho marca presença autoral em “Chão de Giz” e “Frevo Mulher”.

Geraldo Azevedo celebra: - “Vinícius de Moraes dizia que 'a vida é a arte do encontro, embora haja tanto desencontro pela vida'. Há sempre um grande amor entre nós.

Do primeiro Grande Encontro: no final de 1996, o álbum gravado ao vivo no Canecão (RJ) vendeu mais de um milhão de cópias e estabeleceu um marco para gravações de shows ao vivo no Brasil. O Grande Encontro rendeu mais dois CDs e um DVD, sem a presença de Alceu. Vinte anos depois, o vento torna a sacudir cabeleiras vermelhas em raios de sol lilás.

Alceu Valença garante: “Estar no palco com Elba e Geraldinho é como cantar em casa, numa sala de reboco ou de visitas. Geraldo é meu parceiro e compadre, um dos maiores incentivadores da minha música desde sempre. Elba é uma amiga querida, companheira de geração e de arte. Somos da mesma região, o agreste e o sertão de Pernambuco e da Paraíba, e juntos criamos uma identidade orgânica. Nossa força está na maneira fiel e absoluta com que vivenciamos esta identidade”.

ALCEU, ELBA E GERALDO cantam ao lado de Marcos Arcanjo, Paulo Rafael (violões e guitarras), Ney Conceição (baixo), Meninão (sanfona), César Michiles (flauta), Anjo Caldas (percussão) e Cássio Cunha (bateria). Direção de André Brasileiro.

A FILTR - maior curadoria musical do planeta, com playlists pra seguir, pra criar, estilo para todos os gostos e hits que estão bombando - agora traz também shows ao vivo. É a FILTR LIVE que apresenta a data extra do Grande Encontro, no dia 24 de março, para aqueles que não conseguirem comparecer no dia 25 - e também porque Grande Encontro nunca é demais. 



Serviço dias 24 e 25 de marçoEvento: O Grande Encontro 20 anos - Lançamento do DVD
Atrações: O Grande Encontro - Alceu Valença, Elba Ramalho e Geraldo Azevedo
Data: 24 de março, sexta-feira (data extra) e 25 de março, sábado
Local: Fundição Progresso (Rua dos Arcos, 24 – Lapa - Rio de Janeiro)
Informações e venda de ingressos: www.fundicaoprogresso.com.br
Abertura da casa: 22hrs
Início do show: 00h

Capacidade: 4.000 pessoas
Tel para informações: (21)3212-0800
E-mail: contato@fundicaoprogresso.com.br
Classificação etária: 18 anos
Preços dia 24/03:Pista de R$70 a R$180 , sendo:1°Lote - meia entrada: R$70 / 1o lote - inteira: R$140
2°Lote - meia entrada: R$80 / 2o lote - inteira: R$160
3°Lote - meia entrada: R$90 / 3o lote - inteira: R$180

Frisa de R$150 a R$400 , sendo:1°Lote - meia entrada: R$150 / 1o lote - inteira: R$300
2°Lote - meia entrada: R$200 / 2o lote - inteira: R$400

Preços dia 25/03:
Pista de R$50 a R$180 , sendo:1°Lote - meia entrada: R$50 / 1o lote - inteira: R$100
2°Lote - meia entrada: R$60 / 2o lote - inteira: R$120
3°Lote - meia entrada: R$70 / 3o lote - inteira: R$140
4°Lote - meia entrada: R$80 / 4o lote - inteira: R$160
5°Lote - meia entrada: R$90 / 5o lote - inteira: R$180

Frisa de R$150 a R$400 , sendo:1°Lote - meia entrada: R$150 / 1o lote - inteira: R$300
2°Lote - meia entrada: R$200 / 2o lote - inteira: R$400

*Meia entrada para estudantes, idosos, menores de 21 anos, funcionários da Light ou mediante doação de 1kg de alimento não perecível (ingresso solidário).
**A casa não disponibiliza o serviço de guarda-volumes.

Pontos de Venda:

Bilheterias da Fundição Progresso– De segunda a sexta, das 11h às 20h ou sábados (somente em dias de show) a partir das 12h, sem taxa de conveniência/administrativa. Forma de pagamento: dinheiro.
Online para o dia 24/03-sexta: www.eventim.com.br
Online para o dia 25/03-sábado: www.ingressocerto.com
*atenção para as plataformas diferentes para os dois dias de show

Formas de Pagamento:
Eventim e Ingresso Certo- cartões de crédito

[Resenha] Lobo por Lobo

O Eixo ganhou a Segunda Guerra Mundial, e a Alemanha e o Japão estão no comando. Para comemorar a Grande Vitória, todo ano eles organizam o Tour do Eixo: uma corrida de motocicletas através das antigas Europa e Ásia. O vencedor, além de fama e dinheiro, ganha um encontro com o recluso Adolf Hitler durante o Baile da Vitória. Yael é uma adolescente que fugiu de um campo de concentração, e os cinco lobos tatuados em seu braço são um lembrete das pessoas queridas que perdeu. Agora ela faz parte da resistência e tem uma missão: ganhar a corrida e matar Hitler. Mas será que Yael terá o sangue frio necessário para permanecer fiel à missão?

O que eu achei?
Mais um livro da série que não contam história através de capítulos. Como citado na sinopse, você é levado por uma corrida que começa na Europa, corta parte da África e segue em direção ao Japão. Somos ambientados em uma sequência de dias, horas e locais que a personagem de Yael, disfarçada como uma corredora, se encontra em meio a tensa história. 

É muito duro você ter a visão de como as coisas seriam se Hitler tivesse executado seu plano, ainda mais na pele de judia. Yael é uma personagem que começa perdida, não sabendo de nada que está acontecendo, apenas que ela é vista como uma pessoa menor que a raça alemã. Graças a uma série de experimentos que a submetem, ela adquire o poder de conseguir se transformar em quem quiser. Assim, ela consegue fugir do campo de concentração e se unir a resistência.

Ryan Graudin nos guia entre o passado e o presente de Yael. Sempre que volta na origem da personagem, ela vai através do motivo que levou a jovem a tatuar os cinco lobos em seu braço (que foram feitos para esconder a tatuagem de identificação do campo, e sempre se lembrar das pessoas que a ajudaram no seu caminho). Ou seja, você tem uma total imersão na vida de Yael, fazendo você entender o porque de algumas atitudes. 

Bom, para matar Hitler ela tem que ganhar a corrida. A resistência escolhe a única corredora alemã, Adele Wolfe. Disfarçada como a senhorita Wolfe, Yael não contava com a presença do irmão da mesma, Félix, e nem com uma história embaixo dos panos com o corredor Luka Löwe. CALMA! Isto não se torna mais um triângulo amoroso! Ryan tomou todo o cuidado com a narrativa para deixá-la intensa e te fazendo devorar o livro o mais rápido possível. Será que Yael/Adele vai conseguir? 

O final é surpreendente e me fez soltar um berro quando você vê que bem... Não vou soltar aqui um spoiler. Vai correr agora para conhecer este novo lançamento da Editora Seguinte!

Informação adicional:Se você estiver pensando nisso mesmo (de ler o livro), já saiba que lançaram a continuação, que se chama Blood for Blood e o spin-off Iron to Iron, que explica a história de Adele e Luka. 

Este livro foi descoberto graças ao Turista Literário.

20 março 2017

[Resenha] Mulheres lideram melhor que homens


Infelizmente, as empresas ainda perdem os grandes potenciais femininos de liderança porque insistem no velho preconceito de que mulher não deve se impor, tomar decisões ou estar no comando de grandes organizações. E, dessa maneira, as mulheres perdem também grandes oportunidades profissionais. 
A doutora em Psicologia Lois P. Frankel, reconhecida internacionalmente por sua competência como coach executiva, mostra neste livro que todas as mulheres são, naturalmente, líderes e que certas características exclusivas da mulher são o que faz a grande diferença no novo conceito de liderança que as empresas buscam atualmente.
Mulheres lideram melhor que homens traz 99 estratégias eficazes para ajudá-la a desenvolver e assumir suas habilidades de liderança no trabalho e na vida pessoal.
Transforme já toda a sua insegurança em atitudes repletas de autoconfiança e conquiste o sucesso profissional que sempre desejou!
O que eu achei?
As mulheres possuem um grande potencial e esse livro aborda isso. A autora Lois P. Frankel, que também escreveu “Mulheres boazinhas não enriquecem” e “Mulheres chegam mais longe”, fala sobre a força, a coragem e o amor que são a base suficiente para que elas possam ter a capacidade de liderar qualquer coisa. Essa liderança se expande nas áreas de emprego, nos lares domésticos e nas suas próprias vidas pessoais.

O livro fala sobre a constante transição em que a mulher está, pois ela não muda somente pelo sucesso. O ambiente de trabalho exige uma maior compreensão dele e, durante esse processo de compreensão, as mulheres devem saber como assumir a posição de liderança.

Por terem a capacidade e a responsabilidade de serem fortes líderes, as mulheres podem contribuir para a formação de uma nova geração. É feito um contraste entre as mulheres boazinhas — também abordadas no livro “Mulheres boazinhas não enriquecem” — que são aquelas que recusam o papel de líder, acreditando que um homem deve assumi-lo, ou se mostram bondosas e piedosas demais, sem conseguir assumir um controle necessário.

Lois P. Frankel busca falar sobre essa questão, mostrando noventa e nove estratégias de como a mulher deve assumir esse papel. São habilidades que já fazem parte dela, mas que precisam ser despertadas. A mulher precisa se impor e se mostrar corajosa, sem relutar. Mostrar o seu estilo próprio, diferenciando-se do padrão masculino de lidar com o poder.



19 março 2017

[Resenha] Nós & o amor

Quem nunca se apaixonou ou ainda se apaixona todas as manhãs ao despertar? Quem não teve uma lembrança escrita pela
saudade? E quem não se sentiu vivo ao tornar a amar ou descobrir o amor verdadeiro? Este livro traz uma coleção dessas e muitas mais interrogações (e certezas) sobre o amor...


O que eu achei?Chegou em minhas mãos a coletânea mais romântica da Editora Darda (até  agora), o livro “Nós & O Amor”, que reúne dezenove contos onde o tema central é um só: amor.
As abordagens me surpreenderam positivamente. Os contos trataram de relacionamentos das mais variadas formas, explorando de forma ampla a ideia do amor entre duas pessoas – sejam elas quem forem. Contudo, não se prendem a unicamente unir duas pessoas. Alguns contos tratam de escolhas, de dor, de saudade; enfim, de tudo o que o amor pode nos proporcionar – seja bom ou não. Alguns outros vão além, mostrando que o amor pode surgir de situações inusitadas e inesperadas, que estão cada vez mais comuns no mundo moderno e digital.

Não importa idade, gênero, época do ano, o sentimento é o mesmo, sendo tratado em cada um dos contos de forma real, sem muitas firulas ou exageros da parte dos autores, mostrando que, mesmo os mais jovens e inexperientes escritores, conseguem compor uma história de forma madura, sem ter pena do emocional ou psicológico do leitor.

Questionamentos comuns do dia-a-dia, reações que vemos sempre que olhamos para o lado, palavras que, sem duvida, nós mesmo já dissemos vez ou outra. Por vezes parece que você está em uma conversa, ouvindo uma história de alguém mais velho à luz baixa.  

NÓS & O AMOR é uma viagem pelos amores do passado que deixaram saudades e marcas impossíveis de apagar; pelo presente, quando todo dia há um novo motivo para se sentir bem; pelo futuro, onde tudo pode acontecer. E ainda, uma jornada dentro de nós mesmo, desvendando a nós mesmos diante da difícil questão: se jogar no amor ou recuar?

18 março 2017

[Resenha] A Busca

Esse livro é único, pois nos envolve em uma excelente, história contada de forma rica e detalhada e junta temáticas como Vida Cristã e Teologia. O livro conta a história de uma jovem, Emma Seeger, 23 anos, que após um telefonema, entra em uma jornada perigosa e cheia de consequências. Sua madrasta, Katya, a mulher que evangelizou seu pai, casou-se com ele, e o levou para Israel, liga para informar que Daniel foi sequestrado. Após os recentes esforços para encontrá-lo fracassarem, Emma embarca numa busca repleta de aventura, frustração e perigo em companhia de sua madrasta, cuja fé lhe causa repulsa e ao mesmo tempo intriga. Conheça essa história emocionante e o seu desfecho.

O que eu Achei?
O livro fala sobre a transformação da religiosidade de uma filha de pais separados, quando seu pai, após se casar-se com Kayla é sequestrado, e então precisa unir forças com sua madrasta nessa busca incessável pelo pai. Porém Emma nunca foi a favor da união de seu pai e Kayla, e a considera sua inimiga, logo essa busca pelo pai, evolve muito mais do que poderíamos prever inicialmente.

Kayla, evangélica, que se apega a Deus para ter forças e achar seu marido, e começa a modificar Emma, a faz ler a bíblia, já que ela e o pai eram completamente descrentes, a mostra as proezas que Ele faz e assim começa a ensina-la como o amor por Deus pode torna-la nova pessoa, e ao se unirem e investigarem com fé, as duas descobrem que ele fora sequestrado em Israel, território Palestino.
Passando por diversas situações,Kayla faz um boletim de ocorrência para sua própria proteção e de Emma. O Estado islâmico tem muitos judeus israelitas, que se tornaram ameaças constantes ao trabalho que Kayla e seu marido executavam na região.
Quando já estavam perdendo suas esperanças pela falta de qualquer informação sobre o paradeiro do seu pai e marido, elas são surpreendidas pela aproximação de um mensageiro, que só poderia ter sido enviado por Deus, reascende a chama de esperança dentro delas, e um acordo pode restaurar toda sua família e ainda fortalecer a fé das duas de que no final tudo terminará bem, e que tudo isso aconteceu porque estava nos planos de Deus.

Durante a leitura do livro é perceptível a mudança de Emma, que inicia o livro descrente e o termina com um amadurecimento religioso muito bonito, o que nos faz refletir sobre as nossas próprias crenças e no quanto acreditamos no poder de Deus ou se somente vamos acreditar e nos apegar a Ele nos momentos de maior provação. Um livro bonito sobre mudança e que nos faz olhar nosso interior e questionar muitas coisas em nossa vida.

17 março 2017

[Critica] Elis


Cantora desde a infância, Elis Regina Carvalho Costa (Andreia Horta) entra na vida adulta deixando o Rio Grande do Sul para espalhar seu talento pelo Brasil a partir do Rio de Janeiro. Em rápida ascensão, ela logo conquista uma legião de fãs, entre eles o famoso compositor e produtor Ronaldo Bôscoli (Gustavo Machado), com quem acaba se casando. Estrela de TV, polêmica, intensa e briguenta, a "Pimentinha" não tarda a ser reconhecida como a maior voz do Brasil, em carreira marcada por altos e baixos.

O que eu achei?
Admito que não sou um grande fã de MPB, mas por curiosidade resolvi ir assistir o filme que retrata a vida e morte da nossa saudosa Elis Regina. Fui com a mente aberta para entender um pouco da história dessa cantora que tanto nos agraciou com sua voz estupenda, e digo logo de cara, que me surpreendi com tamanha qualidade do filme que me foi apresentado na tela.

O filme tem uma qualidade incrível, e retrata logo no inicio essa história da menina humilde que vem para cidade grande, cheia de sonhos para conseguir seu lugar ao sol, uma voz de surpreender qualquer um, e um coração cheio de sonhos, foi assim que a pequena (literalmente) Elis, chega à cidade do Rio de Janeiro, para uma gravação em uma gravadora que havia lhe prometido uma chance de ser lançada através deles.
Mas como nem tudo é perfeito e coisas mudam, ela e seu pai são trazidos a realidade do mundo dos negócios, e modéstia a parte, até mesmo eu não teria fechado negócios com uma cantora que viesse dois meses atrasada para a gravação do seu CD.
Mas não foi esse não que fez com que a menina do sul desistisse do seu maior sonho que era se tornar cantora.

Sua vida nos é apresentada de uma forma tão informal, com cenas que realmente são tão real, que muitas vezes esqueci que estava assistindo um filme, e me via como se estivesse assistindo a própria Elis nas situações retratadas. Andreia Horta, que trouxe à vida a Elis no filme, merece aplausos de pé, pois sua atuação incrível foi imprescindível para fazer esse filme me surpreender tanto quando o mesmo fez.

Esse filme consegue nos trazer algo histórico, emotivo e importante no sentido cultural, pois nos apresenta a história de alguém tão conhecido, e nos enche com o íntimo da vida de alguém que até então, podemos não ter tido a oportunidade de conhecer a fundo sua carreira e pessoal. Elis Regina é sentimento, é paixão, é complexidade. O filme retrata cada ponto de sua complexa personalidade com uma perfeição incrível, que me impressionou ao ponto de não desgrudar os olhos da tela e ficar com aquela cara de quero mais a cada momento de suspense.

Então, RECOMENDO com letras maiúsculas esse filme incrível, que com certeza irá encher os olhos de todos que assistirem, e que irá trazer a história de uma das maiores cantoras do Brasil, com seu requinte, seu trabalho maravilhoso, e sua voz FENOMENAL.

Trailer:


[Resenha] Tipo Destino



Lani e Erin são melhores amigas, embora não tenham muito a ver uma com a outra. Lani é uma taurina tranquila e Erin é a impetuosa leonina. Uma adora Astrologia (e outras artes adivinhatórias também) e ficar em casa; a outra gosta de pessoas e baladas. Suas preferências — incluindo pizzas e meninos — são bastante diferentes, ou eram, até que Erin começou a namorar Jason...
Assim que Lani conheceu o namorado de Erin, sentiu uma enorme conexão com ele. Uma sensação de que já se conheciam a vida toda. E, apesar de acreditar que ele sentia o mesmo, ela sempre soube que Jason estava fora de cogitação, afinal, ele era quem ele era!
Ela decidiu ignorar seus sentimentos. Não importava o quanto quisesse ficar perto de Jason, nada a demoveria da ideia de se manter distante dele.
Então, Erin viajou durante todo o verão...


O que eu achei?
 

A historia se passa em uma cidade do interior de Nova Jersey, nossa protagonista é uma adolescência aficionada em astrologia, tarô e qualquer coisa que a ajude a prever o seu destino. Dona de uma insegurança monumental, Lani acaba se apaixonando pelo namorado de sua melhor amiga, Erin. Lanin então começa a viver em um dilema de ter sua alma gêmea namorando sua irmã de alma. Mas, quando Erin vai para um acampamento no verão, Jason termina com ela por carta para ficar com Lanin, começa então o dilema de ter que escolher entre sua alma gêmea e a sua melhor amiga.

O livro possui uma linguagem muito simples e rápida, mostrando que o foco é o publico teen. Apesar de eu ter adorado o livro, devo dizer que este é apenas mais um clichê, entretanto ele é rico em criticas sociais como xenofobia e homofobobia, provavelmente o ponto alto de toda a história. O livro se divide em três partes, cada um com um período de dois meses. Onde conseguimos ver o antes, durante e após o verão.


O livro apesar de simples me fez refletir bastante em alguns pontos, o destino é fixo e inalterável ou somos nós que fazemos nosso destino? Este é o maior dilema que nossa protagonista vive.

A capa é bem bacana, mostrando o triangulo amoroso e ao fundo pode-se reparar uma sorveteria, que poderia ter sido explorada com melhor qualidade.

Não é um livro que você vai ler e vai ficar amando por muito tempo, ele é apenas um livro bom, na verdade eu diria mediano, mas vale a pena ser lido.

16 março 2017

[Crítica] A Bailarina

Paris, 1869. Uma sonhadora menina órfã toma uma atitude arriscada para conseguir o que quer: foge para Paris para realizar o sonho de ser uma grande bailarina. Lá ela decide se passar por outra pessoa, e consegue uma vaga no Grand Opera, onde vai aprontar muitas aventuras.


O que eu achei?
Só pelo título e pelo cartaz esse filme já ganhou meu coração, afinal que criança não usava tutu, prendia o cabelo em um coque e ia toda animada as aulas de balé?Pois é, ao olhar o cartaz foi justamente esta época que me veio a memória, mas muito mais do que lembrar dos sonhos de infância este filme fala de perseverança, amizade verdadeira, e como devemos sempre ouvir nosso coração, mesmo quando a realidade nos diz o contrário.
O filme conta a história de Félicie, uma jovem menina orfã, cujo o único objeto que possui de suas origens é uma caixinha de música, que quando aberta mostra uma linda bailarina rodopiando, e é justamente isso que desperta na menina o sonho de ser uma verdadeira bailarina.Então seu amigo de orfanato Victor bola um plano mirabolante para fugirem para Paris, lá ela entraria na escola de dança do Teatro de Paris e ele se tornaria um grande inventor, mas se tratando de duas crianças, é claro que nada acontece como o planejado.
Eles incrivelmente conseguem chegar a Paris, porém logo se separam. Victor vaga pela cidade depois de ter caido no rio e parar do outro lado da cidade enquanto Félicie admira a beleza do teatro e é abrigada pela faxineira do local em troca de ajuda com o trabalho, e é essa ajuda que fará Félicie uma aluna de balé, ou quase isso.
Fingindo ser quem não é, Félicie precisa provar que é tão digna de estar ali quanto as outras, principalmente ao professor que está decidido a expulsar a pior aluna ao final de cada aula, com isso, ela precisa se lembrar de quem verdadeiramente é, sua essência, e o principal: o porquê dela dançar.
Um filme infantil que traz reflexões para a vida inteira, sobre lutar pelos nossos sonhos, não importa o quão impossível parece, que ninguém acredite, ou até mesmo que tudo dê errado, o mais importante é lutar sempre e nunca perder o nosso verdadeiro eu, e nem deixar escapar aquelas pessoas que sempre estiveram do nosso lado.
A Bailarina já está em cartaz nos melhores cinemas brasileiros.
Trailer:

[Resenha] A Menina Sem Qualidades

Ada e Alev se conhecem na escola Ernst Bloch e descobrem muitas coisas em comum. A afinidade entre eles torna-se uma dependência obsessiva, que passa a exigir demonstrações de amizade, alheias a barreiras morais ou compaixão. Um romance surpreendente que reflete o status quo da nova Europa, regido pela ausência de responsabilidade acerca do futuro. Considerada a revelação da literatura alemã, a escritora Juli Zeh estreiou no Brasil com sua angustiante parábola sobre questões do mundo contemporâneo.

O que eu achei?
Como já está dito na capa, este livro é “uma crítica feroz à sociedade contemporânea”. E, num mundo de história rasas, com personagens insosso e futuros previsíveis, que melhor maneira há de criticar uma sociedade se não com adolescentes, o futuro de toda e qualquer nação!?

Em A MENINA SEM QUALIDADES, somos apresentados, primeiramente, a Ada, uma jovem de 14 anos, dotada de uma inteligência quase sobre-humana, extremamente articulada e questionadora; uma menina perigosamente versada e mentalmente ágil.
Em seguida, conhecemos Alev, um jovem de 18 anos, cuja mente é igualmente brilhante à de Ada, porém com características mais dominadoras e manipuladoras. A força motriz que guiará e manipulará o futuro dos envolvidos nessa trama.
Juntos, Ada e Alev atraem o professor Smuteck para o seu “jogo”, trazendo à nossa mente questões que nos cercam a cada instante de nossa vida não apenas como indivíduos, mas, também, como cidadãos.

Sigamos, então, as regras do jogo da mente matemática de Alev e nos perguntemos: o que é moral? Quão frágil ela é? Quem ou o que definem seus limites, e, ainda, quais são esses limites?
Dentro dessas páginas, nos vemos questionado a individualidade, a moral, a ética, a responsabilidade coletiva... Quem são os jovens para os quais os pais mal olham e o que eles se tornarão com essa total liberdade, com essa total falta de amarras? O que diferencia uma jovem adolescente de uma criminosa? Até onde podemos ir sem sermos agarrados pelas mãos da lei, da consciência ou da justiça divina pesando em nosso espírito?

Bem, não sei muito como falar desse livro se não por questionamentos, pois é isso o que ele faz com os leitores: os faz questionar a sociedade em que vive e o caminho que ela está seguindo. E ainda mais, quem somos diante desse mundo, o nosso papel nessas mudanças – sejam elas para melhor ou para pior. O quão nossas atitudes – pensadas ou espontâneas – definem quem somos realmente? Será que sabemos quem realmente somos e até onde somos capazes de ir por aquilo em que acreditamos e defendemos?
Do mais, é uma história fascinante, com uma escrita por vezes pesadas, com conceitos difíceis de se digerir de primeira. Mas é, sem dúvida, o melhor livro que já li em toda minha vida. É preciso ler e se entregar de mente aberta a essa experiência, sem preconceitos nem moralismo, para compreender o quão sem palavras eu fico ao ter de falar dele.
Um livro arrebatador, feroz, cru ao máximo, desligado de todo clichê e à milhas de distância do senso comum e da zona de conforto. Um livro necessário a todas as mentes inquisidoras, questionadores e inquietas. Um banho frio no “belo, recatado e do lar”...

Obs.: a MTV, em 2014, se não me engano, produziu uma minissérie inspirada nesse livro – foi como fiquei sabendo dele. A série está lindamente produzida, e muito fiel ao livro. Mas nem tudo são flores... Os atores que interpretam Alev (Alex na versão brasuca, pelo ator Rodrigo Pandolfo) e Ada (Ana pra nós, pela Bianca Comparato) deixaram muito a desejar em suas atuações... Mas, apesar disso, a série é ótima!