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[Crítica] Abe


Sinopse: Abe (Noah Schnapp) é um menino de 12 anos que mora no Brooklyn com a mãe judia e com o pai palestino. Para manter sua família unida apesar das diferenças, o jovem inicia um curso de gastronomia, onde torna-se aprendiz e amigo de Chico (Seu Jorge), um chefe brasileiro.

O que achei? Dirigido por Fernando Grostein Andrade, o filme conta a história de Abe, um garoto de 12 anos que – influenciado e dividido pelas diferenças étnicas, religiosas e sociais de sua família – encontra sua identidade e uma forma de unir sua família e conciliar essas diferenças na gastronomia.

A culinária de Abe também passa a ser influenciada pela culinária brasileira, representada pelo personagem Chico (interpretado por Seu Jorge) que passa a ser um mentor do garoto.

A premissa do filme – sobre encontrar sua identidade ao mesmo tempo que o personagem principal tenta conciliar as diferenças de sua família – é interessante, mas trata de forma superficial assuntos como racismo, diferenças culturais, religião, etnia e conflitos familiares.

O personagem de Seu Jorge é carismático, mas deveria ter uma participação maior no filme, considerando que Chico é uma grande influência na vida de Gabe, não apenas como mentor culinário, mas também como conselheiro.

O roteiro é simples e o primeiro longa de Fernando é um desses filmes para fazer o espectador se divertir e sentir bem com uma história leve e descontraída. Só que poderia ter contado a história de Abe de forma mais aprofundada, aproveitando mais os personagens secundários e suas histórias. 
 
Trailer:  
 

 

Escrito por Michelle Araújo Silva
 

 



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