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[Crítica] É proibido nascer no paraíso


Sinopse:

Em Proibido Nascer no Paraíso, Fernando de Noronha é a única ilha oceânica habitada no Brasil. Um popular destino turístico, onde cinco mil moradores dividem espaço com em média 100 mil turistas por ano. Há anos, é proibido nascer bebês na ilha. Acompanhando três mulheres que no sétimo mês de sua gestação são obrigadas a embarcar em uma jornada para dar à luz longe de casa, o documentário é um retrato diferente do paraíso turístico.



O quê eu achei?

Fernando de Noronha é um dos destinos nacionais que ainda não tive chance de conhecer mas espero poder ir um dia. 

A diretora Joana Nia lançou esse filme agora, que é o terceiro da Trilogia da Maternidade,sendo precedido por Meu Bebê Reborn e Ultra Bebê-nao vi nenhum dos dois, que foram ambos exibidos no Canal GNT.

O doucmentário acompanha três gestantes, Ione. Harlene e Babalu, cujas famílias moram na ilha há décadas mas assim como toda as outras gestantes, aos 7 meses elas são obrigadas pelo governo pernambucano a se deslocar para o continente para terem seus filhos.Joana explica:

-Fernando de Noronha, um lugar dentro do Brasil com uma lógica própria, não é um município, é um distrito estadual de Pernambuco, o administrador é um cargo nomeado pelo governador, assim como todo pessoal de apoio. A única instância local com eleição democrática é o Conselho Distrital, que não tem função legislativa. A ilha até hoje funciona, de certa forma, como um presídio ou um quartel, a população é tutelada. Tudo é controlado pelo “Palácio”, como os moradores chamam a sede da administração na ilha. E assim é com a política habitacional, moradores permanentes – com mais de 10 anos de ilha – podem por o nome em uma lista e esperar pelo recebimento de um terreno, ou uma casa, já que oficialmente não há compra e venda de imóveis.

O doc acompanha o cotidiano das gestantes e também mostra as condições do único hospital local, o São Lucas,que não conta com nenhuma preparação para qualquer intervenção que dependa de um centro cirúrgico, UTI, anestesia e não há uma sala de parto desde 2004.Até mesmo a única médica do posto de saúde presta depoimento.

``É proibido nascer no paraíso`` mostra como é de interesse do governo que não hajam mais nascimentos para que não possam reivindicar terras e como isso reverbera não apenas nos direitos das mulheres mas também nos dos turistas.Porque também faltará atendimento emergencial para os turistas, caso eles precisem.

Um fator que achei super interessante foi ver como a Sambaqui Cultural,produtora do filme,organizou uma campanha de impacto-ou seja, construíram uma rede de apoio para aumentar a divulgação e mostrar a obra ao público-alvo. Desde ano passado, tem sido feitas sessões particulares online devido à pandemia para organizações como a OAB,Instituto Aurora, CLAM (Centro Latino Americano em Sexualidade e Direitos Humanos e outros. 

Espero que esse documentário sirva para estimular a população noronhense a lutarem por seus direitos!


                       Trailer:





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