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[News]Up Lounge Food completou 17 anos com menu especial feito com comidas caseiras

Up Lounge Food completou 17 anos com menu especial feito com comidas caseiras
 
Proprietárias contam qual foi o segredo para manterem as portas abertas durante quase duas décadas
 



Todos sabemos as dificuldades que o comércio está enfrentando durante a pandemia. A instabilidade de não saber se as coisas vão se manter abertas, se irão recuar, e os prejuízos fizeram com que muitos estabelecimentos fechassem as portas. Mas não o restaurante Up Food, que completou 17 anos durante a quarentena da COVID 19.
 
 
A Up Lounge é um bar bem conhecido no Rio de Janeiro, o que muitos não sabem é que além de bar aos finais de semana, a Up é um restaurante de segunda a sexta: UP FOOD. A proprietária, Anna Paula Fernandes nos conta como começou essa história há 17 anos atrás.
‘’Por incrível que pareça sempre foi bar e restaurante. A minha irmã Alexandra, começou essa história há 17 anos atrás com a sua antiga sócia. Elas são remanescentes da IBM, com formação em administração de empresas. Resolveram investir no seguimento de bar e construíram um pequeno quiosque. Um aniversário comemorado lá virou esse evento grandioso. Entrei na sociedade há 8 anos, onde hoje eu e minha irmã somos as proprietárias. Nos tornamos o recanto do público LGBT e sem qualquer sombra de dúvida viramos referência. Quantos vieram conhecer a casa para reproduzi-la? Muitos. A fórmula? Desconhecemos.’’
 
 
 

 
O restaurante fica no estacionamento do Freeway na Barra da Tijuca, um local muito frequentado pelos moradores, porém não muito a vista, o que para muitos ainda é desconhecido. Perguntamos a elas como eram feitas as propagandas do bar há tantos anos, já que naquela época não tinham redes sociais para divulgar e qual foi o diferencial para a casa cair na graça do público.
 
‘’A divulgação da casa era feita através da boca a boca, o que dava muito certo. A casa conseguiu notoriedade através da indicação dos próprios clientes.  Acredito ter sido a primeira casa no estilo open air.  No espaço externo as pessoas se reuniam com os amigos para conversar e comer. Dentro pista de dança. Um dos pontos mais observados era o fato de não ter fumante em área fechada. Durante um bom tempo fomos a única casa com esse conceito, copiado por muitos.’’ Revelam elas.
 
 
 
 
E quando o assunto é comida, todo mundo leva a sério. No meio de um dos maiores bairros da cidade, a Up Food oferece qualidade e variedade todos os dias. Alexandra Fernandes nos conta qual a receita para uma comida saborosa: ser feita com amor!
 
‘’Hoje avaliamos muito o custo e benefício, tanto para a casa quanto para o cliente. Tiramos o máximo que pudermos da química. A comida é feita todos os dias. Os grelhados e o peixe frito são feitos na hora. Não fazemos estoque, principalmente das proteínas. Essas são compradas na medida para que não fiquem armazenadas mais de 4 dias.  Prezamos pela comida caseira, saudável; aquela feita pela nossa mãe, nossa avó, nossas tias. Comida afetiva, que nos faz lembrar nossa infância, nossa família.... Trabalhar com comida é um desafio pelo cuidado que requer. Se não tem amor e respeito ao próximo, não se atreva!’’ conta ela
 
 
 
As irmãs, sócias e proprietárias, finalizam nos revelando como conseguiram manter as portas abertas durante a pandemia, onde muitos restaurantes encerram as suas atividades.
‘’Foi, e ainda está sendo muito difícil.  Sacrificamos lucros, retiradas, pro labore para manter nossos parceiros. Vencer a concorrência é muito difícil. Em meio a crise econômica, de saúde pública, de qualificação de mão de obra, temos que usar da criatividade, logística e esperança para sobreviver a essa loucura. Tivemos aumento de energia elétrica e insumos, que não podemos repassar para os consumidores. Nosso lucro foi reduzido ao máximo. Os pratos têm que ser bem pensados não só no quesito lucro como no satisfação para o cliente. Tentamos ao ifood mas concorrer com a informalidade é bem difícil pois temos aluguel, encargos sociais, impostos, taxas de administração das máquinas, etc.  Nossos locadores negociaram o aluguel mas em Janeiro volta ao normal. Isso preocupa, pois muitas pessoas ainda estão trabalhando no esquema home Office. Outras tantas encontram-se desempregadas ou tiveram que fechar as portas de seu comércio. Mas desafios são para serem vencidos.  Vamos resistir ao máximo. Convido a todos a conhecer nosso restaurante e saborear uma refeição feita com sabor e amor!’’

PR/JM

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