Books Brasil Books

Novidades

[News] Núcleo Barro 3 promove aulas públicas no MAM-SP sobre a relação de monumentos da cidade de São Paulo com processos históricos de exploração, subalternização, tortura e morte

 Núcleo Barro 3 promove aulas públicas no MAM-SP sobre a relação de monumentos da cidade de São Paulo com processos históricos de exploração, subalternização, tortura e morte

 

 

https://lh3.googleusercontent.com/tKtrcqMhcQx8sSYiNxuqBgca2UhX_d-CVCq5L3AQA7goSXVNvxs5zXActLBINmuww9QtUlUz6ycIG1RT1nbYZ4hULMv4XTM10yHL4KufstbhV4MHkeXdfBiUtirWppWdrc1CfMQh

As aulas, entre outras questões, vai discutir a relação de oito monumentos da cidade de São Paulo com tendências totalitaristas.

 

Fotos neste link

 

Este projeto foi contemplado pela 13ª Edição do Prêmio Zé Renato de Teatro para a Cidade de São Paulo - Secretaria Municipal de Cultura

 

No dia 13 de fevereiro, domingo, das 11h às 16h, o grupo de teatro Núcleo Barro 3 oferece três aulas públicas, presenciais e gratuitas no MAM-SP (Av. Pedro Álvares Cabral, s/n° - Vila Mariana, São Paulo) com temas voltados às pesquisas da criação de seu novo trabalho, um espetáculo previsto para estrear no segundo semestre de 2022. As aulas fazem parte do projeto cartas a ele, que entre outras questões, discute a relação de oito monumentos da cidade de São Paulo com tendências totalitaristas.

 

As tutoras das aulas Simone Scifone, Vanessa Bortulucce e Verônica Veloso, foram convidadas pelo Núcleo Barro 3 - por suas especialidades - a contribuírem com a pesquisa da companhia. Simone é especialista na área de geografia; Vanessa em história da arte e Verônica na prática do caminhar como ação artística, temas que fundamentam o projeto. "Trata-se de uma etapa artístico-pedagógica que terá continuidade com caminhadas do elenco pelas regiões que se encontram oito monumentos, seguidas pela criação de interenções urbanas que serão gravadas, culminando com a montagem do espetáculo", conta Lucas França, diretor do Núcleo. 

 

As aulas se relacionam com o histórico da cidade - tantas vezes subjetivo -  e o imaginário de um povo. "São monumentos criados em períodos que retratam regimes autoritários, então, tanto as aulas quanto as demais ações visam olhar e pensar a cidade a partir de outras perspectivas, pensando até mesmo em alternativas e soluções", completa Lucas França.

 

Rosana Pimenta, atriz do núcleo, reforça que ações artístico-pedagógicas “desdobram-se em obras artísticas, mas também em material criativo para elaboração da encenação e da dramaturgia dessa peça". A ideia é pensar o processo como ambiente de retroalimentação, a ação como objeto estético, mas que também engloba o processo.

 

Sobre as aulas e as tutoras

https://lh5.googleusercontent.com/YeHi7MngNVu9qhEDpKWclTYY_rS4Py6UliCNbElETKltJ6t9eA5_qPKVhuL-l43wwj9GyhZvMXPPpYl4-nOiAirO1zQAj3054UDQx8brJKtRdpYTskUXyAAqW-bwPpnnC4isuzm8

 Verônica Veloso, Simone Scifoni e Vanessa Bortulucce

 

O Espaço em Disputa: Outras Possibilidades Para a Ágora, com Simone Scifone

Simone irá propor ao público uma discussão sobre a disputa de monumentos e seus espaços a luz de algumas ações diretas ocorridas nos últimos anos, como a mão de Anhanguera, pintada de vermelho, o grafite no Monumento às Bandeiras e o incêndio na estátua do Borba Gato. Além disso, discute também como a localização desses monumentos potencializam ou reduzem seus significados e qual o papel das instituições públicas em relação a monumentos que representam valores e condutas contrários à democracia brasileira. 

 

Simone Scifoni é geógrafa, professora do Departamento de Geografia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo e vice-diretora do Centro de Preservação Cultural da USP (CPC/USP). Trabalha com temas patrimônio cultural, cidade, educação patrimonial e inventários participativos.

 

Arte e Poder: Novas Perspectivas Sobre Velhos Monumentos, com Vanessa Bortulucce

No contexto da História da Arte, em que momento nasce a necessidade de se criar monumentos em espaços públicos? Nesta aula, esse será um dos questionamentos propostos por Vanessa, que também irá falar sobre os oito monumentos selecionados pelo núcleo Barro 3, o contexto de suas criações, a dificuldade em se criar monumentos e homenagens a figuras do presente, as relações de escolas artísticas com as ideologias políticas de cada época, a disputa sobre os monumentos e a importância de novas proposições artísticas acerca desses locais que são alvo de disputas de narrativas.

 

Historiadora da imagem, da arte e da cultura, Vanessa Bortulucce é graduada em História pela Universidade Estadual de Campinas (1997), Mestra em História da Arte e da Cultura pela Universidade Estadual de Campinas (2000) e Doutora em História Social pela Universidade Estadual de Campinas (2005). Possui Pós-doutorado pelo Departamento de Letras Modernas da FFLCH-USP. Pesquisadora e curadora independente. Membro da ABEC (Associação Brasileira de Estudos Cemiteriais) e do ICOM Brasil.

 

Caminhar e Atravessar: Táticas Para a Intervenção na Cidade, com Verônica Veloso

Nesta aula, Verônica reflete sobre como as reverberações de suas experiências no espaço público podem orientar a reflexão coletiva para esta aula-pública, como o caminhar interfere na dinâmica do espaço público, a necessidade de preparar o corpo para o caminhar como prática estética e outros assuntos relacionados à deriva, ao ato de perder-se e às travessias. 

 

Verônica Veloso é artista do corpo e da cena, atua como encenadora e performer junto ao Coletivo Teatro Dodecafônico, e como professora e pesquisadora no Departamento de Artes Cênicas da USP. Ao criar peças de teatro, prefere os espaços não convencionais, propondo inversões de pontos de vista e diferentes experiências aos espectadores. Ao fazer performances, escolhe a rua como espaço de potência, encontros e trocas aparentemente impossíveis. Ao formar professores, investiga e confunde propositadamente processos de criação e aprendizagem.

 

 

SOBRE O PROJETO

O projeto cartas a ele, demarcado agora pelas aulas públicas, também já teve outras etapas concluídas, como uma aula pública com a filósofa Marcia Tiburi, que está exilada do Brasil devido aos ataques e ameaças a que tem sido submetida nos últimos anos. A questão disparadora da conversa foi "O Que Você Diria Para Um Fascista?", seguida pela troca de correspondências entre oito atores e atrizes e oito dramaturgos e dramaturgas, cujo resultado foi a produção de oito monólogos produzidos na linguagem audiovisual. Com este material, o dramaturgo Victor Nóvoa criou uma dramaturgia que servirá de base para o novo espetáculo, que será exibido em agosto.

 

SOBRE O GRUPO

O Núcleo Barro 3 é um coletivo de teatro sediado em São Paulo. Desde de sua criação em 2016, tem desenvolvido como fundamento para a cena um conjunto diverso de procedimentos e experimentações que, em grande medida, tem forjado seus meios e modos de criar artisticamente. Os trabalhos partem sempre de inquietações sobre a realidade vivida em fricção com o espaço público, numa tentativa de, pela linguagem da cena, suscitar formas de problematizar as questões de nosso tempo-espaço.

 

SERVIÇO

Aulas Públicas com grupo de teatro Núcleo Barro 3

 

13 de fevereiro, domingo

11h - O Espaço em Disputa: Outras Possibilidades Para a Ágora, com Simone Scifone

14h - Arte e Poder: Novas Perspectivas Sobre Velhos Monumentos, com Vanessa Bortulucce

16h - Caminhar e Atravessar: Táticas Para a Intervenção na Cidade, com Verônica Veloso

 

Local: Marquise do MAM - Av. Pedro Álvares Cabral, s/n° - Vila Mariana, São Paulo - SP, 04094-000

 

Gratuito | Aberto ao público

Com Interpretação em Libras

Nenhum comentário