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[News] Com apresentações em Libras e audiodescrição, O Musical da Passarinha estreia de forma híbrida - presencial e digital - no Teatro Sérgio Cardoso

 

Crédito: Rubens Crispim Jr

Pensado para discutir e promover o acesso de todas as pessoas – com ou sem deficiência – ao teatro, o Teatro Sérgio Cardoso, equipamento da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo e gerido pela Amigos da Arte, exibe temporada presencial e digital de O Musical da Passarinha. O espetáculo conta com texto, letras e direção geral de Emílio Rogê e arranjos e direção musical de Eric Jorge, que assina as músicas ao lado de Kiko Pessoa.

As apresentações presenciais acontecem entre 19 de fevereiro e 10 de abril (exceto nos dias 26 e 27 de fevereiro, quando não há espetáculo), sábados e domingos, 15h. A temporada digital acontece de 26 de fevereiro a 10 de abril, sábados e domingos, 15h. Além disso, às sextas-feiras, 15h, serão apresentadas sessões gratuitas e exclusivas para escolas e instituições que atendem crianças com deficiência - o agendamento pode ser realizado através do email agenciadramatica@gmail.com

Em todas as sessões da temporada presencial haverá interpretação em Libras e audiodescrição. Já na temporada digital, as sessões com Libras ficam disponíveis nos sábados de 26 de fevereiro a 9 de abril e as sessões com audiodescrição ocorrem aos domingos de 13 de março a 10 de abril. É importante atentar à diferenciação entre ingressos da temporada digital e presencial no momento da compra, que ocorre pelo site  da Sympla.

 

O Teatro Sérgio Cardoso se empenha em oferecer ao público uma programação inclusiva e acessível - para isso, oferece a modalidade digital, permitindo que parte das peças exibidas no espaço seja acessada de qualquer lugar; e também obras exibidas com Libras e audiodescrição, como O Musical da Passarinha. O espaço já exibiu temporadas de outras peças com mais de 30 sessões em Libras e audiodescrição. Com o objetivo de criar alternativas mais acessíveis na arte e em suas diversas formas de expressão, a tendência é que em 2022 essas ofertas sejam ampliadas tanto no módulo presencial quanto digital.

 

“Em O Musical da Passarinha, estamos contando uma história que leva em consideração a vontade de chegar ao maior número de crianças possível, pensando em suas singularidades e necessidades. Foi preciso inventar uma nova gramática teatral, em que nenhum sentido seja destacado em detrimento de outro. Como cantar para quem não ouve? Aprendemos Libras! Como mostrar a encenação para quem não vê? Estamos conhecendo e entendendo a audiodescrição. Assim, formatamos o texto para todas essas linguagens, que, para nós artistas, são pouco conhecidas. E é nosso dever aprendê-las”, conta Rogê.

 

O professor de Libras, inclusive, tornou-se parte do elenco. Harry Adams é um ator surdo, muito apaixonado pelas artes cênicas, que tem sido fundamental no processo de criar um espetáculo totalmente inclusivo. Juntam-se a ele os atores e atrizes Júlia Sanchez, Ananza Macedo, Stacy Locatelli, Felipe Hideky, Luísa Grillo e Daniel Costa. 

 

Na trama, o público conhece personagens delicados e sonhadores: a menina Rita deseja conhecer o teatro, mesmo vivendo em uma cidade onde não existe o palco; sua mãe Carmen gostaria de voar; e seu melhor amigo Miguel, que é surdo, quer dançar. Certo dia, algo milagroso acontece, e esse trio recebe a visita de uma cantora de ópera. Depois desse encontro, a vida ganha outros contornos e voos, convidando os espectadores a descobrir e a imaginar novas possibilidades. 


Por meio de uma narrativa delicada, o musical evoca questões sobre a acessibilidade no teatro. Afinal, quais elementos básicos são necessários para que uma peça aconteça? O ponto de partida para a construção do espetáculo foi uma reflexão do escritor português José Saramago (1922-2010): “e se as histórias para crianças passassem a ser de leitura obrigatória para os adultos? Seriam eles capazes de aprender realmente o que há tanto tempo têm andado a ensinar?”.

 

Ao mesmo tempo, O Musical da Passarinha é uma declaração de amor ao teatro. “Eu acredito muito nessa linguagem, que mudou os rumos da minha vida. Falar de teatro com as crianças é falar de uma esperança crítica. Uma reflexão sobre quem somos e o que podemos ser. Quero que elas desejem de coração estar no teatro, sentindo-se em casa dentro dele, sem qualquer tipo de exclusão”, completa Rogê. 

 

E, em um país onde apenas 23,4% das cidades possuem teatros, sendo que a maioria delas fica na região Sudeste – de acordo com dados da Pesquisa de Informações Básicas Municipais divulgada pelo IBGE em 2015 –, é preciso discutir essas questões. Emílio Rogê está interessado em atrair as pessoas para esse lugar. “Quero que todos e todas enxerguem o teatro como esse espaço anárquico das vozes que vão ser ouvidas e enxergadas, cada uma a sua maneira. É um tempo de narrativas singulares, mas que se nutrem em comunidade”, afirma.

 

EMÍLIO ROGÊ

Mineiro, natural de Luz, Emílio Rogê está em São Paulo desde 2016. Seus últimos trabalhos incluem a direção de movimento do musical Bertoleza (Prêmio APCA de Melhor espetáculo do ano - 2020), da Gargarejo Cia Teatral, que cumpriu temporada no SESC Belenzinho. A direção, ao lado de Luiza Gottschalk, de [ENTRE] (2019) - peça percurso que cumpriu temporada na Escola Estadual Alarico Silveira. Na Cia. de Teatro Os Satyros (2017/2018), dirigiu e assinou a dramaturgia do espetáculo infantil Hora de Brincar e foi coreógrafo dos espetáculos Pink Star e Cabaret Trans Peripatético. Foi também assistente do diretor Rodolfo García Vázquez nos espetáculos O Incrível Mundo dos Baldios, Pink Star e Cabaret dos Artistas. Pelo núcleo experimental Satyros LAB dirigiu Sonho de uma noite de verão, espetáculo em que assinou também a coreografia.  

 

ERIC JORGE

Compositor, arranjador e operador de mesa, atua como educador e profissional da música há mais de 10 anos. Formado em Música e Musicoterapia, concluiu o curso de sonoplastia na SP Escola de Teatro e participou, como diretor musical, do espetáculo Bertoleza, que recebeu o APCA de melhor espetáculo de 2020. Atualmente, está se especializando em engenharia de mixagem e masterização.  

 

SINOPSE

A história da Passarinha acontece em uma pequena cidade do interior que não tem teatro. Lá mora uma menina que quer muito conhecer essa arte, uma mulher que tem o nome de ópera e sonha em voar e um menino surdo que quer dançar. Um dia, quase que por milagre, eles recebem a visita de uma cantora de ópera. Depois dessa visita-ave-música, a vida ganha outros contornos, outros voos. 

 

Passarinha te convida a descobrir e imaginar. Descobrir, por exemplo, o espaço entre a palavra, o som e o silêncio. E imaginar respostas, porque Passarinha traz boas perguntas. 

O teatro é assim, feito também de milagres e perguntas. Vem descobrir.

 

FICHA TÉCNICA

Texto, letras e direção geral: Emílio Rogê

Direção audiovisual: Rubens Crispim Jr 

Música: Eric Jorge e Kiko Pessoa

Arranjos e direção musical: Eric Jorge

Dramaturgismo: Ana Carolina

Elenco: Júlia Sanchez, Ananza Macedo, Stacy Locatelli, Felipe Hideky,

Luísa Grillo, Daniel Costa e Harry Adams 

Banda: Eric Jorge, Pedro Batista e Victor Januário

Assistente de Direção: Stacy Locatelli

Desenho de luz: Aline Santini

Cenografia: Mayume Maruki

Figurino: Heloisa Faria

Visagismo: Victor Paula

Direção Técnica: Maria Clara Venna

Assessoria de Imprensa: Agência Fática

Produção Executiva: Thaís Cólus

Direção de Produção: Rodrigo Primo

Professor de Libras: Harry Adams

Audiodescrição: Pharus Comunica 

Narração: Aressa Marque e Roteiro: Pedro Bizelli

Realização: Agência Dramática


“O musical da Passarinha” é apresentado pelo Governo do Estado de São Paulo, através do PROAC ICMS


SERVIÇO

O MUSICAL DA PASSARINHA

Teatro Sérgio Cardoso - Sala Paschoal Carlos Magno - Rua Rui Barbosa, 153 - Bela Vista | São Paulo – SP

Temporada

Presencial - 19 de fevereiro a 10 de abril*, aos sábados e aos domingos, às 15h

*Não acontecem apresentações nos dias 26 e 27 de fevereiro

Digital - 26 de fevereiro a 10 de abril, sábados e domingos, às 15h


Projeto Escola: Às sextas-feiras, 15h, as sessões são gratuitas e exclusivas para escolas e instituições que atendem crianças deficientes. (os agendamentos são feitos pelo e-mail agenciadramatica@gmail.com)

Ingressos: 

 

Temporada Presencial: R$40 (inteira) e R$20 (meia-entrada)

Temporada Digital: R$40,00/R$20,00/R$10,00 (Contribuição Social)

https://site.bileto.sympla.com.br/teatrosergiocardoso/ 

Atenção à diferenciação entre os ingressos para a temporada presencial e a digital.

A sala de transmissão digital abre com 15 minutos de antecedência. É recomendável acessá-la antes do horário de início da apresentação.

Classificação: Livre

Duração: 50 minutos

*Haverá interpretação de libras e audiodescrição em todas as apresentações.

 

Sobre a Amigos da Arte

A Amigos da Arte, Organização Social de Cultura responsável pela gestão dos teatros Sérgio Cardoso e de Araras e diversos programas de difusão cultural e economia criativa, trabalha em parceria com o Governo do Estado de São Paulo e iniciativa privada desde 2004. Música, literatura, dança, teatro, circo e atividades de artes integradas fazem parte da atuação da Amigos da Arte, que tem como objetivo difundir a produção cultural por meio de festivais, programas continuados e da gestão de equipamentos culturais públicos. Em seus 17 anos, a entidade desenvolveu 12 mil ações culturais, atingindo mais de 25 milhões de pessoas.

 

Sobre o Teatro Sérgio Cardoso

Localizado no boêmio bairro paulistano do Bixiga, o Teatro Sérgio Cardoso foi inaugurado em 13 de outubro de 1980, com uma homenagem ao ator. Na ocasião, foi encenado um espetáculo com roteiro dele próprio, intitulado “Sérgio Cardoso em Prosa e Verso”. No elenco, a ex-esposa Nydia Licia, Umberto Magnani, Emílio di Biasi e Rubens de Falco, sob a direção de Gianni Rato. A peça “Rasga Coração”, de Oduvaldo Viana Filho, protagonizada pelo ator Raul Cortez e dirigida por José Renato, cumpriu a primeira temporada do teatro.

 




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