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[Crítica]Silêncio de Rádio (Radio Silence) - Festival É Tudo Verdade




Aqui: Silêncio de Rádio (Radio Silence)
Direção: Juliana Fanjul. Suíça/ México, 80'

Idioma: espanhol – Classificação indicativa: 16 anos

Sinopse: Março de 2015. Devido à pressão política e a falsas pretensões, a principal voz do jornalismo independente mexicano, Carmen Aristegui, acaba demitida, junto com sua equipe, da rádio MVS. No dia seguinte, mais de 200 mil pessoas organizam um ato e assinam uma petição em favor de sua volta e pedindo o fim da censura. Apesar da imensa mobilização, a emissora não cede.




Crítica (Paula Ramagem e Yasmin)

Este projeto retrata algo que não acontece nos dias de hoje, já que poucos jornalistas contam com o apoio do público, alguns apresentadores perderam a pouca credibilidade que poderiam ter nestes tempos, como é o caso do apresentador estelar de notícias da Televisión Azteca, Javier Alatorre, ao dizer que o meio é uma empresa e que o público não dá a mínima. Uma amostra do que a mídia não precisa fazer para se autodenominar jornalística, e não sujeitar as notas que aparecem nos seus espaços aos desejos dos seus patrocinadores. 

A Rádio Silêncio permite que você veja o que acontece quando você é jornalista e não Javier Alatorre. Carmen Aristegui narra sua batalha contra a censura da qual foi vítima, quando trouxe à tona a reportagem sobrea Casa Branca de Enrique Peña Nieto, onde denuncia um caso de corrupção encabeçado pelo - na época - presidente do México pelo Partido Revolucionário Institucional (PRI).

Este fato se tornou um dos casos mais emblemáticos de repressão à imprensa no México, considerado um dos mais perigosos para o exercício do jornalismo na América. Muitos jornalistas desapareceram, como ocorre até hoje em vários países, acreditando que haverá silêncio.

Rádio Silêncio grita a plenos pulmões que não se deve abrir mão da liberdade de expressão, da liberdade de pensar, escrever, viver. Que é preciso lutar, ser justo e ter esperança. Porque ela sempre chega e nos deixa mais fortes e confiantes. Que venham outras Carmen Aristegui para mostrar que é possível lutar e que não é preciso ser em silêncio.


Paula Ramagem/Yasmin

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