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[Crítica] Bob Cuspe- Nós não gostamos de gente

 

       Sinopse:

Em Bob Cuspe, Nós Não Gostamos de Gente, o icônico personagem dos quadrinhos nos anos 80, Bob Cuspe, vive num deserto pós-apocalíptico infestado por astros do pop que estão sempre tentando lhe matar. O cenário onde a história se passa, na verdade, é um purgatório criado dentro da mente do criador de Bob, o cartunista Angeli.


   
 
                     O quê eu achei?
Embora eu seja uma geração mais nova do que quem cresceu da metade dos anos 80 até o começo dos anos 90 lendo a revista Chiclete com Banana, já tive a oportunidade de folhear alguns exemplares e conhecer personagens icônicos como a viciada em drogas Rê Bordosa,os Skrotinhos, os velhos hippies Wood & Stock e o próprio Bob Cuspe, um coroa punk anárquico. 

Tudo começa quando o cartunista Angeli passa por uma crise de bloqueio criativo. Enquanto isso, dentro de sua mente existe um mundo que é uma espécie de deserto pós-apocalíptico (bem poderia remeter à Mad Max se não tivesse água)onde suas criações. Bob Cuspe se alia aos irmãos Kowalski para fugir dos Skrotinhos, que são miniaturas ferozes do Elton John.

O que diferencia essa produção das demais animações são dois fatores: em primeiro lugar, o estilo stop-motion e o humor irreverente, ácido, típico das produções de Angeli.Tem até uma cena em que Bob Cuspe precisa fazer um favor sexual para poder passar em um pedágio. O encontro entre criador e criatura nos remete a uma situação meio Frankenstein quando um encara o outro em frente ao espelho.
O resultado é uma animação rica referências e mistura de road movie com comédia.Não é à toa que foi premiado no festival de Annecy.

             
                                Trailer:




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