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[News] Renata Ricci e coletivo vocal apresentam show CANTRIX canta Gil dia 18 de dezembro

 


Coletivo vocal feminino formado por quatro atrizes e cantoras, três delas conhecidas do teatro musical brasileiro, o grupo CANTRIX traz em seu DNA uma proeminente veia dramática. O fato do quarteto vir dos palcos faz a condução cênica ser o ponto forte dos shows das artistas. É com esta pegada que Renata Ricci, Yael Pecarovich, Vanessa Mello e Valéria Barcellos apresentam o espetáculo CANTRIX canta Gil em transmissão online no dia 18 de dezembro, às 21 horas. A direção é de Gláucia da Fonseca..


Paulista que morou 10 anos no Rio, Renata Ricci – a única da formação original - ganhou prêmios de Melhor Atriz Coadjuvante em Gypsy e Hebe o Musical (como Lolita Rodrigues). Antes da pandemia, estava em cartaz com Forever Young. Compôs o elenco também da segunda montagem brasileira de Sweet Charity. Yael Pecarovich, nascida no Uruguai e radicada no Brasil, interpretou o papel de Gal Costa em Rita Lee Mora ao Lado, além de ter integrado a ficha técnica do musical em homenagem a Nelson Rodrigues. Já a baiana Vanessa Mello esteve em Annie – o Musical, Dona Summer, Cantando na Chuva, Billy Elliot e A Pequena Sereia - Musical. Vem somar-se ao grupo a atriz e cantora gaúcha de voz potente Valéria Barcellos, mulher trans e negra.


Reunindo antigas amigas e retomando de forma independente uma história que começou há 17 anos, em um c rso de formação de banda feminina, o grupo, que já passou por algumas formações – Ana Canãs, Miranda Kassim e Aline Muniz já integraram o grupo – se encontra agora em um novo momento, ainda como um quarteto vocal feminino, pouco tradicional e menos ainda formal. Embaladas pelo repertório de Gilberto Gil, elas escolheram sucessos do cantor e compositor para cantar e contar sobre a força da mulher em uma essencialmente feminista, com um show repleto de história e atitude.


Desta vez o grupo vem com um objetivo claro em mente: Formar um 'time' composto por mulheres para muito além do palco. A atriz e cantora Renata Ricci neste retorno assume também a produção dos shows e deixa claro a importância de buscar por mulheres trabalhando em cada função por trás da cortina, seja ela técnica, criativa ou artística. "A maternidade me fez admirar muito mais as mulheres e enxergá-las de uma outra maneira. Comecei então a ficar incomodada por me sentir apenas proclamando o discurso feminista e não fazendo nada efetivo a respeito. Percebi que a melhor maneira de empoderar uma mulher é dando um lugar para ela", diz Renata.


Ativistas identificadas com temas como a luta pela diversidade sexual, em espírito coletivo o quarteto compartilha os créditos da direção, dos figurinos, do roteiro e até dos arranjos do show, e divide o palco Roberta Kelly (bateria/percussão) e Karina Muniz (piano) Decididas a encontrar um setlist que tivesse como foco principal um 'discurso' musical atual, o processo de imersão em diversas referências logo conectou as cantrizes ao universo de Gilberto Gil, porém despertou nelas uma dúvida pontual: 'Seguir com o conceito do feminino e apresentar canções de uma potência como Madonna, ícone de luta pela liberdade sexual, ou manter Gilberto Gil e toda a identificação com o momento do grupo?'. A decisão ficou por conta da essência do ícone baiano, que em seu repertório conceitual tem por hábito lançar um olhar delicado sobre as relações e as pessoas, além de seu histórico musical e pessoal com relação as questões de gênero.


Ao longo do show, canções consagradas são costuradas por um enredo cênico, muito mais real do que ficcional, e passível de um bom improviso – o que condiz com o novo ritmo do quarteto, que, fora do palco, encara a vida corrida da mulher que, além de artista, por vezes atua como mãe, filha, esposa e amiga. E é justamente contando um pouco de si e de suas experiências, que cada uma delas revela sua identidade mais sincera em um show-teatral cheio de música brasileira e feminilidade, e que busca, em tempos de empoderamento, colocar luz de maneira leve sobre questões importantes, saindo do já conhecido discurso e ressaltando aquilo que uma das canções do próprio Gil assegura: "Novo tempo sempre se inaugura...".


Repertório


Abertura com medley de Palco, Toda Menina Baiana, Realce. Tempo Rei, A Novidade, Super-Homem, Paz, Drão, Refazenda, Punk da Periferia, Expresso 2222. O medley que abre o show também fecha, mas com arranjo e levadas diferentes.


 


Ficha técnica


Com Renata Ricci, Vanessa Mello, Yael Pecarovich e Valéria Barcellos. Banda: Karina Muniz (piano) e Roberta Kelly (bateria/percussão). Direção: Gláucia da Fonseca. Duração: 70 min. Transmitido via ZOOM da Cia de Revista. Fotos: Paola Prado.


 


Show – CANTRIX canta Gil. Dia 18 de dezembro, às 21h.


Transmissão via ZOOM. Vendas via Sympla.


Valores colaborativos, de R$ 20 a R$ 100 reais.


https://www.sympla.com.br/cantrix-canta-gil__1061066





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