09 novembro 2018

[News] Começam as filmagens de Pedro, de Laís Bodanzky,com Cauã Reymond


Na última semana tiveram início as filmagens de "Pedro", dirigido por Laís Bodanzky, que também assina o roteiro do filme protagonizado por Cauã Reymond. O longa terá cenas rodadas em Arraial do Cabo, Rio de Janeiro e São Paulo, e em Lisboa, Queluz e na Ilha do Faial, em Portugal. O filme é produzido por Biônica Filmes, Buriti Filmes, Sereno Filmes e O Som e a Fúria (Portugal), em coprodução com a Globo Filmes. A Vitrine Filmes assina a distribuição.
Primeiro longa histórico da diretora dos premiados "Bicho de Sete Cabeças" e "Como Nossos Pais", "Pedro" abordará a vida privada de Dom Pedro I. Responsável por escrever em 1824 a primeira Constituição do Brasil imperial, considerada liberal e progressista para a época, o filme compreende o momento em que o imperador retorna para Portugal, em 1831, fugindo de ser apedrejado pela população brasileira, nove anos depois de proclamar a Independência do país.
O longa mostra uma reflexão do personagem a bordo da nau inglesa Warspite sobre sua vida no Brasil - desde a chegada de Portugal ao lado dos pais, em 1808, até sua abdicação, motivada por desdobramentos do seu exercício do Poder Moderador, pela rixa entre políticos conservadores e liberais, bem como pela rivalidade entre brasileiros e portugueses que estavam radicados no Brasil. O filme retrata o personagem em sua intimidade, tentando compreender a série de acontecimentos e o porquê de tudo dar errado quando parecia que iria dar certo.
"É muito interessante fazer um paralelo com os dias de hoje porque o projeto de Brasil que deu errado é o país que ficou, é o que somos hoje. O filme é sim uma provocação. Que Brasil é esse? Quem somos nós hoje? Acho que se trata de um filme muito contemporâneo, apesar de histórico", explica Laís Bondanzky, que foi convidada para o projeto por Cauã Reymond e Mario Canivello, sócios da Sereno Filmes. "Trabalhar com o Cauã está sendo um processo muito interessante, ver como ele já se transformou desde o início do projeto até agora. Estamos desconstruindo o imaginário que temos de Dom Pedro I para descobrir quem é o Pedro".
"Queríamos resgatar esse lado menos conhecido do Dom Pedro I, algo que fosse além do grito de Independência ou Morte. Escolhemos fazer um filme de personagem. Para interpretá-lo eu pesquisei muito, li diversas biografias brasileiras e estrangeiras sobre ele. Procuro construir o personagem a partir de suas ambiguidades. Mais do que o herói, buscamos o homem; com suas angústias, alegrias, dúvidas e paixões. O processo com a Laís está sendo muito instigante. Ela te provoca e deixa você dar as respostas", elogia Cauã Reymond.
O elenco conta ainda com nomes como Vitória Guerra, como Amélia, a artista plástica Rita Wainer - em sua estreia como atriz - no papel de Domitila, Luise Heyer como  Leopoldina, além de Francis Magee ("Game Of Thrones", "Jimmy's Hall", "Rogue One"), Welket Bunguê ("Joaquim"), João Lagarto, Luisa Cruz, Isac Graça, Isabel Zuaa ("As Boas Maneiras"), Celso Frateschi ("3%"), Gustavo Machado, Luisa Gattai, Dirce Thomas, Marcial Mancome e Sergio Laurentino ("Tungstênio"). O diretor de arte inglês Adrian Cooper e o diretor de fotografia espanhol Pedro J. Márquez ("Ex-Pajé") foram escolhidos para compor a equipe do filme, responsáveis por um minucioso trabalho de reconstrução de época.
"Pedro", que tem previsão de estreia para 2019, terá a maior parte das cenas rodadas dentro da fragata inglesa Warspite, além de cenas no exterior do Cisne Branco, da Marinha Brasileira, uma réplica das embarcações da época. O interior da fragata será filmado em estúdio, com a construção de sete cenários, alguns com uma traquitana que dará a sensação de balanço do mar. "Filmamos em alto mar, numa travessia de Salvador ao Rio de Janeiro e também teremos cenas em uma fazenda em Rio das Flores, a 'nossa' Quinta da Boa Vista. Em Portugal, iremos filmar no Palácio de Queluz, onde Dom Pedro nasceu e morreu, e na Ilha do Faial, em Açores, onde ele desembarcou quando retornou para lutar contra o irmão Miguel pelo trono de Portugal", destaca Bianca Villar, da Biônica Filmes, que assina a produção do longa com Cauã Reymond, Fernando Fraiha, Karen Castanho, Laís Bodanzky, Luiz Bolognesi, Luis Urbano e Mario Canivello.

Sinopse:
A bordo da nau inglesa Warspite, Dom Pedro I (Cauã Reymond), o primeiro Imperador do Brasil, retorna à Europa. Durante a travessia, reflete sobre sua vida no Brasil desde a infância, quando chegou com seus pais de Portugal, em 1808, até sua saída na calada da noite, fugindo de ser apedrejado pela população, em 1831.

Elenco:

Cauã Reymond                Pedro

Vitória Guerra                 Amélia

Rita Wainer                      Domitila

Luise Heyer                      Leopoldina

Francis Magee                 Comandante Talbot

Welket                                Contra Almirante Lars

João Lagarto                     Dom João

Luisa Cruz                         Carlota Joaquina

Isac Graça                          Miguel

Isabel Zuaa                        Dira

Celso Frateschi                Bonifácio

Gustavo Machado          Chalaça

Luisa Gattai                       Maria da Glória

Dirce Thomas                  Benê

Marcial Mancome          Bukassa            

Sergio Laurentino          Chef



Ficha Técnica:

Produção: Biônica Filmes, Buriti Filmes, Sereno Filmes, O som e a Fúria (Portugal)

Roteiro e Direção: Laís Bodanzky

Produção: Bianca Villar, Cauã Reymond, Fernando Fraiha, Karen Castanho, Laís Bodanzky, Luiz Bolognesi, Luis Urbano e Mario Canivello

Direção de Arte: Adrian Cooper

Direção de Fotografia: Pedro J. Márquez

Coprodução: Globo Filmes

Distribuição: Vitrine Filmes

Laís Bodanzky / Diretora e roteirista:
Laís Bodanzky é diretora de cinema e teatro. Dirigiu seu primeiro filme de longa-metragem em 2000: o aclamado “Bicho de Sete Cabeças”, que participou da Seleção Oficial de Toronto e vencedor de Melhor Filme em Biarritz, entre outros 46 prêmios nacionais e internacionais. Seu segundo longa, “Chega de Saudade” (coprodução com o Canal ARTE da França) venceu Melhor Filme em Tous Écrans Genève e outros 20 prêmios no Brasil e no exterior. A abertura de seu terceiro filme, “As Melhores Coisas do Mundo” aconteceu no Festival de Cinema de Roma. O filme ainda venceu como Melhor Filme no FICI Madrid e 19 prêmios em outros festivais. Foi lançado na Itália em 2011. Laís dirigiu um dos episódios do filme “Invisible World” para a Mostra Internacional de São Paulo, projeto que contou com nomes como Wim Wenders, Manoel de Oliveira, Atom Egoyan, entre outros. Como documentarista, dirigiu “Mulheres Olímpicas” a pedido da ESPN em 2013 e “A Guerra dos Paulistas” em 2002 para a TV Cultura. Seu primeiro trabalho documental foi realizado em 1999, “Cine Mambembe, O Cinema Descobre o Brasil” vencedor do prêmio TV Cultura no Festival É Tudo Verdade. Em 2014, codirigiu a série “Educação.doc” exibida pela Globo News e pelo Fantástico. Em 2015, dirigiu dois episódios da segunda temporada de “PSI” para a HBO. No teatro dirigiu a peça “Essa Nossa Juventude” em 2005, que foi indicada ao 18º Prêmio Shell de Teatro de São Paulo nas categorias Melhor Ator para Gustavo Machado e Melhor Cenografia para Cássio Amarante. E em 2011, dirigiu a peça “Menecma” de Bráulio Mantovani que foi indicada ao 24º Prêmio Shell de Teatro de São Paulo, na categoria Melhor Ator para Roney Facchini. Seu mais recente sucesso como diretora cinematográfica é o longa “Como Nossos Pais”, o filme nacional que mais prêmios ganhou em 2017.

Biônica Filmes / Produtora:
A Biônica Filmes foi fundada em 2012 por Bianca Villar, Karen Castanho e Fernando Fraiha. Já produziu a série para a HBO: “PSI” indicada ao Emmy Awards 2015 na categoria “Melhor Série Dramática”; e os longas: “Os Homens São De Marte… E é Pra Lá Que Eu Vou!” (2014) de Marcus Baldini, visto por mais de 1,8 milhão de espectadores e ganhador do Grande Prêmio do Cinema Brasileiro em 2015 na categoria “Melhor Comédia”; “Reza a Lenda” (2016), de Homero Olivetto, uma das 5 maiores bilheterias de 2016 e ganhador do Prêmio Especial do Júri para Diretor Estreante no Tallin Black Nights 2016; “TOC – Transtornada, Obsessiva, Compulsiva” (2017) de Paulinho Caruso e Teo Poppovic, selecionado na categoria Narrative Spotligh do South by Southwest (SXSW) 2018.
No ano de 2017 foram lançados dois longas em que a Biônica é produtora associada: o documentário “Divinas Divas” de Leandra Leal, vencedor do Prêmio do Púbico – Global no South by Southwest (SXSW) 2017 e a comédia “La Vingança” de Fernando Fraiha, uma coprodução Brasil – Argentina vencedora do prêmio de Diretor Estreante do Brooklin Film Festival 2017.
Em 2018, lançou a comédia “Uma Quase Dupla” de Marcus Baldini, estrelada por Tatá Werneck e Cauã Reymond, que levou mais de 500 mil pessoas aos cinemas, e produziu “Laços”, de Daniel Rezende, o primeiro live action baseado nas histórias da Turma da Mônica, de Mauricío de Souza. Agora, no segundo semestre, está produzindo “Meu Álbum de Amores” de Rafael Gomes, uma comédia romântica musical com trilha original; e “Pedro” de Laís Bodanzky, uma coprodução Brasil-Portugal que contará a história de Dom Pedro I.

Buriti Filmes / Produtora:
A Buriti Filmes é uma produtora de filmes (live action, documentários e animação) com conteúdo para cinema e TV. Fundada em 1997 em São Paulo - Brasil, seus sócios são os cineastas Laís Bodanzky e Luiz Bolognesi.
Recentemente fez a estreia do longa/doc Ex-Pajé - de Luiz Bolognesi - filme que recebeu menção honrosa de melhor documentário da Festival de Berlim 2018 (Panorama), o prêmio da crítica de melhor filme no festival de documentário É Tudo Verdade 2018, o Hugo de Prata no 54º Festival de Chicago e o prêmio Fênix de melhor fotografia documental para o diretor de fotografia do filme, Pedro J. Márquez.
Como Nossos Pais - de Laís Bodanzky, foi selecionado para o 67º Festival de Berlim (Panorama Special) e indicado ao prêmio Teddy. Já na 9ª Edição do Festival de Cinema Itinerante de Língua Portuguesa, ele ganhou “Melhor Filme – Júri Popular” e “Menção Honrosa de Melhor Guião”. A diretora Laís Bodanzky recebeu o prêmio de Melhor Direção no Prêmio Fiesp/Sesi-SP de Cinema e TV, enquanto Maria Ribeiro venceu como “Melhor Atriz”. Como Nossos Pais recebeu ainda excelentes críticas na mídia internacional especializada e foi o filme mais premiado do Brasil em 2017.
Na animação, Uma História de Amor e Fúria - de Luiz Bolognesi - recebeu o Crystal de melhor animação Annecy 2013. E no momento produz Viajantes do Bosque Encantado, próxima animação de Alê Abreu (O menino e o mundo - Oscar nominee).
Na ficção teve sua estreia na competição oficial do Festival de Locarno com o filme Bicho de Sete Cabeças (coprodução Brasil/ Itália - 2001) - de Laís Bodanzky. Filme que projetou o ator Rodrigo Santoro para o mundo e que se tornou um clássico na cinematografia brasileira.
Produziu também outros filmes aclamados: Chega de Saudade (2007), de Laís Bodanzky, uma coprodução com a França - Canal Arté e As Melhores Coisas do Mundo (2010), de Laís Bodanzky, que estreou no Roma Film Festival. Além dos documentários de cinema e TV, incluindo o Cine Mambembe - O Cinema Descobre o Brasil e Mulheres Olímpicas, pelo canal ESPN.
A Buriti Filmes teve seus filmes vendidos para televisões em mais de 30 países, incluindo Canal Plus na Espanha e França, TV Arté na França e Alemanha, RAI na Itália, HBO na América Latina e TV Globo, ESPN, Globo News, Netflix e TVs Brasil, Arte 1, Canal Futura e Curta! no Brasil.
Durante 15 anos foi responsável pelos os projetos sociais Cine Tela Brasil de ensino e exibição de filmes nas periferias do Brasil, promovendo o encontro entre cinema e educação nas comunidades de baixa renda. O projeto levou mais de 1.3 milhões de pessoas ao cinema, a maioria pela primeira vez, em 759 bairros de todo o Brasil e produziu mais de 450 curtas de jovens moradores de periferias.

Sereno Filmes / Produtora:
Depois da bem-sucedida experiência como produtores associados ou coprodutores em alguns longas (“Alemão”, “Tim Maia”, “Reza a Lenda”, “Não Devore Meu Coração” e “Uma Quase Dupla”), Cauã Reymond e Mario Canivello estreitaram a parceria e fundaram a Sereno Filmes. “Pedro” foi o primeiro projeto gerado dentro da produtora.

O Som e a Fúria / Produtora:
A O Som e a Fúria, criada em setembro de 1998, dedica-se à produção cinematográfica privilegiando uma linha editorial marcadamente art-house.
Desde o seu início, foi capaz de se internacionalizar através dos seus autores, produzindo um número considerável de filmes em coprodução com parceiros europeus (França, Espanha, Alemanha, Itália e Suíça), sul-americanos (Brasil, Uruguai e Argentina) e, recentemente com Macau e China.
O reconhecimento internacional alcançado com os seus filmes atesta-se pela presença regular nos maiores Festivais de Cinema do mundo (Cannes, Berlim, Veneza, Locarno, Toronto, entre outros), com os mais de 30 prêmios recolhidos, com estreias comerciais nos diversos mercados europeus e também norte e sul-americanos ("Aquele Querido Mês de Agosto", "Tabu", "As Mil e Uma Noites", "O Gebo e a Sombra", "John From", "Cartas da Guerra", são disso exemplo).
A produtora tem trabalhado com autores portugueses como Miguel Gomes, Sandro Aguilar, Ivo M. Ferreira, João Nicolau e Salomé Lamas, combinando com colaborações pontuais com autores europeus, como Eugène Green ("A Religiosa Portuguesa"; "Como Fernando Pessoa Salvou Portugal"), F.J. Ossang ("9 Dedos"), e autores não europeus, como a argentina Lucrécia Martel ("Zama"), a brasileira Laís Bodanzky ("Pedro" - em produção) e o americano Ira Sachs ("A Family Vacation" – em pós-produção). Em paralelo, a produtora procura apoiar novos talentos portugueses que surgem no panorama, como Gonçalo Waddington ("Patrick" – em produção).
Capacidade de renovação, de inovação, forte determinação e grande resiliência, têm caracterizado o largo trajeto de 20 anos da produtora.
Da gerência da O Som e a Fúria fazem parte Luís Urbano (produtor) e Sandro Aguilar (realizador e montador).
Distribuidora / Vitrine Filmes:
Em oito anos, a Vitrine Filmes distribuiu mais de 120 filmes. Entre seus maiores sucessos estão "Aquarius" e "O Som ao Redor", de Kleber Mendonça Filho, "Hoje Eu Quero Voltar Sozinho", de Daniel Ribeiro e o americano "Frances Ha", dirigido por Noah Baumbach, indicado ao Globo de Ouro em 2014.
Em 2017, a Vitrine lançou "O Filme da Minha Vida", terceiro longa como diretor de Selton Mello, e "Divinas Divas", dirigido por Leandra Leal, o documentário mais visto no ano.
Alguns dos mais importantes lançamentos deste ano da Vitrine foram "Paraíso Perdido", de Monique Gardenberg, "O Processo", de Maria Augusta Ramos, que está entre os 10 documentários mais vistos da história do cinema nacional e "Benzinho", dirigido por Gustavo Pizzi e protagonizado por Karine Teles, exibido no Festival de Sundance.


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