09 novembro 2018

[News] ¨Aeroporto central¨, de Karim Aïnouz, conquista Prêmio Fênix de Melhor Fotografia Documental



“Aeroporto Central”, de Karim Aïnouz, conquistou o prêmio Fénix de melhor fotografia documental para Juan Sarmiento G. O documentário já participou de mais de 30 festivais incluindo o 68º Festival de Berlim, Cinema du Reel (Paris), CPH:DOX (Copenhague), Art of the Real (Nova Iorque), Sheffield Doc Film Festival (Sheffield), AFI DOCS (Washington), 42ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo e o Festival do Rio 2018. O filme está na shortlist do IDA Documentary Awards.

O longa tem como pano de fundo o antigo aeroporto de Tempelhof, na capital alemã, uma das construções mais emblemáticas do regime nazista, que há dez anos foi desativada para voos, mas, atualmente em seu interior encontram-se abrigadas cerca de 3.000 pessoas à espera de asilo na Alemanha, oriundas da recente onda migratória fruto das guerras no Oriente Médio. Enquanto isso, ao redor, as pistas de pouso se transformaram em área de lazer para os berlinenses.



O diretor acompanha a vida dentro dos hangares e no parque do aeroporto seguindo o jovem sírio Ibrahim Al-Hussein, de 18 anos. O garoto morou no local durante um ano, até saber se seria beneficiado com a permissão de residência no país ou se seria deportado. Através do olhar de Ibrahim e suas descobertas, o filme remete Berlim de volta a uma surpreendente tensão entre crise e utopia, entre a necessidade de partir e o desejo de ficar.



“Aeroporto Central” estreou mundialmente na Mostra Panorama do 68º Festival de Berlim onde conquistou o prêmio da Anistia Internacional. O documentário foi lançado na Alemanha em julho de 2018 e no Brasil tem previsão de estreia para 2019. É o primeiro filme do cineasta falado totalmente em língua estrangeira. O longa é uma produção ARTE/RBB, Lupa Film, Les Films D’Ici, Mar Filmes, Cinema Inflamável e Canal Brasil. A distribuição no Brasil é da Pagu Pictures.



SINOPSE

Ibrahim Al-Hussein é um jovem sírio que vive junto com outros 3000 refugiados no aeroporto de Tempelhof, uma construção emblemática do regime nazista na Alemanha, desativado para voos há dez anos. Ao redor do aeroporto o local transformou-se em área de lazer para os berlinenses. Enquanto isso, Ibrahim aguarda as autoridades decidirem sobre sua permanência no país.



FICHA TÉCNICA

Direção: Karim Aïnouz

Roteiro: Karim Aïnouz, Valentin Noujaim e Camila Gonzatto

Fotografia: Juan Sarmiento

Montagem: Felix von Boehm

Produtor: Felix von Boehm, Joana Mariani, Diane Maia e Charlotte Uzu

Produção: Mar Filmes

Distribuição Pagu Pictures

Classificação Indicativa: Livre



SOBRE O DIRETOR - KARIM AÏNOUZ

Cearense radicado na principal cidade alemã, Aïnouz é um dos mais potentes cineastas de sua geração, e um dos mais premiados. Sua filmografia inclui os longas Madame Satã (2002), O Céu de Suely (2006), Viajo Porque Preciso, Volto Porque Te Amo (2009, codireção de Marcelo Gomes) e Abismo Prateado (2011). Esta é a segunda vez que ele tem um filme selecionado para a Berlinale. Em 2014, o cineasta esteve presente com duas obras – o longa Praia do Futuro, único representante brasileiro na mostra competitiva daquele ano, e o documentário Catedrais da Cultura, filmado em 3D, que reunia seis diretores, incluindo o autor e produtor do projeto, o alemão Wim Wenders.  O diretor está em fase de finalização de “A Vida Invisível”, uma coprodução da RT Features com a The Match Factory, com data de lançamento prevista para final de 2019.



SOBRE A PRODUTORA – MAR FILMES

A MAR FILMES é uma produtora independente nascida da união de Diane Maia e Joana Mariani, experientes produtoras audiovisuais. A empresa conta com a parceria de um time de consultores com amplo conhecimento em projetos nacionais e internacionais como: Bruno Barreto, Carlos Saldanha, Karim Aïnouz, Walter Salles, entre outros.

Com apenas dois anos de atividade, a Mar Filmes produziu três obras selecionadas pela Mostra Internacional de Cinema de São Paulo: Em 2017, o documentário “A Imagem da Tolerância”. Em 2018 a coprodução internacional “Aeroporto Central” dirigido por Karim Ainouz e o longa-metragem de ficção “Todas as Canções de Amor”, ambos na 42ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo.

Para 2019, a Mar Filmes prepara a cinebiografia de Sidney Magal no longa-metragem musical “Meu Sangue Ferve por Você” de Paulo Machline, o drama histórico “Cyclone” com direção de Karim Ainouz, além do lançamento da comédia “Uma Nova Chance”.


SOBRE A COPRODUTORA – CANAL BRASIL
O Canal Brasil foi ao ar pela primeira vez no dia 18 de setembro de 1998. Aos 20 anos de idade, um assunto importante continua como norte: a necessidade de se entender um país através da sua cultura. Com o cinema como parte expressiva desse DNA, o Canal Brasil já exibiu mais de quatro mil filmes, entre longas e curtas-metragens, ficção e documentários, além de programas que abordam o tema e suas infinidades.
O Canal Brasil tem um papel fundamental na produção e coprodução de longas-metragens, história que começou em 2008 com “Loki – Arnaldo Baptista”, de Paulo Henrique Fontenelle, que mostrou a vida do eterno mutante. Agora em 2018, o canal ultrapassa a marca de 280 filmes. Sair do campo da exibição e partir também para feitura fez com que o Canal Brasil atingisse em poucos anos grande importância no cenário do cinema brasileiro recente. Entre os longas coproduzidos estão “Tungstênio” de Heitor Dhalia, “Aos Teu Olhos” de Carolina Jabor, “Animal Cordial” de Gabriela Almeida; “Divinas Divas”, de Leandra Leal; “Não Devore o Meu Coração” de Felipe Braganca, “Pendular” de Julia Murat, “Benzinho “de Gustavo Pizzi, entre outros.

SOBRE A DISTRIBUIDORA – PAGU PICTURES
Fundada em 2017 por amantes do cinema, a Pagu Pictures é uma distribuidora inovadora que acredita que cada filme é feito para as pessoas que, sem saber, esperavam por ele. Em seu primeiro ano de vida já prepara o lançamento de grandes filmes brasileiros, destacando-se “Gabriel e a Montanha” de Fellipe Barbosa, único filme brasileiro no Festival de Cannes de 2017, "Aos Teus Olhos" de Carolina Jabor e “Tungstênio” de Heitor Dhalia. A Pagu existe para levar cada um de seus filmes às pessoas que desejam esse encontro, seja onde for, seja no formato que for, mas que fundamentalmente acredita que é na sala de projeção que o filme explode inesquecível. O Cinema brasileiro vive!

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