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[News] Teatro Sérgio Cardoso recebe leitura dramática de texto inédito no Brasil de Mia Couto e Agualusa interpretada por Expedito Araújo

 Teatro Sérgio Cardoso recebe leitura dramática de texto inédito no Brasil de Mia Couto e Agualusa interpretada por Expedito Araújo


Chovem Amores na Rua do Matador, conto escrito por Mia Couto e José Eduardo Agualusa, ganha adaptação para o teatro com interpretação do ator Expedito Araújo


Expedito Araujo



O Teatro Sérgio Cardoso, equipamento da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo e gerido pela Amigos da Arte, recebe o ator brasileiro residente em Moçambique Expedito Araújo para leitura dramática da peça Chovem Amores na Rua do Matador, adaptada para o teatro a partir do conto de Mia Couto e José Eduardo Agualusa, A apresentação acontece no dia 16 de junho, quinta-feira, às 19h30, com entrada gratuita.


O conto Chovem Amores na Rua do Matador integra O Terrorista Elegante e Outras Histórias, livro escrito a quatro mãos pelos notáveis escritores de dois países de língua portuguesa, José Eduardo Agualusa (Angola) e Mia Couto (Moçambique), com ilustrações de André Carrilho (Portugal).


A leitura dramática interpretada por Expedito Araújo é uma adaptação do conto para os palcos criada pelo próprio Mia Couto e o enredo retrata a história de Baltazar Fortuna, que após longos anos de uma vida penosa e amargurada, volta a Xigovia com planos de matar as três mulheres com quem se relacionou no passado pela crença de que elas são a fonte de todos os azares que lhe perseguem. 


Mia Couto e José Eduardo Agualusa refletem, neste conto, sobre o conflito entre um Moçambique periurbano, que hesita entre um lastro de tradições e práticas ancestrais cristalizadas nas mentalidades masculinas dominantes; e um novo país, de demografia galopante, prenhe de jovens que, a cada dia, se revêem menos nas estruturas culturais herdadas e nas práticas sociais que elas impõem.
 

O conflito entre Baltazar Fortuna e as suas mulheres – Mariana Chubichuba, Judite Malimali e Ermelinda Feitinha – leva, inevitavelmente, à morte de um desequilíbrio social onde o lugar que cabe às mulheres e o dos homens é vigorosamente questionado e resolvido em cada opção, em cada atitude, em cada gesto do presente.


Sinopse

Um homem que está zangado e que volta a uma pequena vila no Sul de Moçambique, chamada Xigovia, onde vivem as três mulheres da sua vida. O seu objetivo é matá-las e, assim, limpar da sua existência o mal-estar, o azar e as maldições que vêm delas, cada uma delas associada a um determinado episódio da sua vida. Há, no entanto, um problema. As mulheres em questão “não querem colaborar, não lhes apetece morrer”, e, dentro das suas próprias cabeças, já mataram Fortuna.


Sobre Expedito Araujo

Com mais de 25 anos de experiência na área cultural, tem seu foco de pesquisa e atuação em atividades relacionadas ao teatro, às artes cênicas, cultura e educação. Como ator, gestor cultural e diretor, destacam-se sua passagem pela Secretaria Municipal de Cultura da Cidade de São Paulo, onde criou o Núcleo Vocacional, tendo implementado o projeto Teatro Vocacional em 2005 e criado e implantado os projetos Dança, Música, Artes Visuais e Aldeias Guarani Vocacional em mais de cem pontos da cidade por mais de seis anos. Foi curador artístico e um dos criadores do programa cultural Vivo EnCena, da Vivo, de 2010 a 2017. 


Destaques de sua trajetória foram também a curadoria de teatro do Metrô de São Paulo em 2009, a gerência de conteúdo da SP Escola de Teatro no ano de sua criação, além de participar, como convidado, do Projeto Bando à Parte, do Teatrão, de Coimbra, em Portugal a partir da participação do seminário “Culturas Juvenis – Repensar a Cidadania a partir da Experiência Artística”. Atuou também como consultor do Projeto Ademar Guerra, do Governo do Estado de São Paulo. Em 2017 realizou consultoria em gestão cultural no Timor Leste. Como ator, somam-se mais de 20 espetáculos de teatro e mais de 50 performances lítero-musicais. Atualmente reside em Moçambique e um dos destaques mais recentes foi a sua atuação no espetáculo A Paixão Segundo G.H., de Clarice Lispector, apresentado em Maputo, Moçambique e Lisboa, Portugal. É autor do livro Núcleo Vocacional – Criação e Trajetória e assinou colaborações para o site Cultura e Mercado e para o livro Léxico de Pedagogia do Teatro, entre outros.


Serviço

Leitura Dramática da peça “Chovem Amores na Rua do Matador”

Data:  16 de junho, quinta-feira, às 19h30

Local: Teatro Sérgio Cardoso - Sala Paschoal Carlos Magno 

Capacidade: 149 lugares (143 lugares e 6 espaços de cadeirantes)

Duração: 80 minutos

Classificação: 14 anos

Acesso gratuito


Sobre a Amigos da Arte

A Amigos da Arte, Organização Social de Cultura responsável pela gestão do Teatro Sérgio Cardoso, Teatro Sérgio Cardoso Digital e Teatro de Araras, além da plataforma de streaming e vídeo por demanda #CulturaEmCasa,  trabalha em parceria com o Governo do Estado de São Paulo e a iniciativa privada desde 2004. Música, literatura, dança, teatro, circo e atividades de artes integradas fazem parte da atuação da Amigos da Arte, que tem como objetivo fomentar a produção cultural por meio de festivais, programas continuados e da gestão de equipamentos culturais públicos. Em seus mais de 17 anos de atuação, a Organização desenvolveu cerca de 60 mil ações que impactaram mais de 30 milhões de pessoas.


Sobre o Teatro Sérgio Cardoso

Localizado no boêmio bairro paulistano do Bixiga, o Teatro Sérgio Cardoso mantém a tradição e a relevância conquistada em mais de 40 anos de atuação na capital paulista. Palco de espetáculos musicais, dança, peças de teatro, o equipamento é um dos últimos grandes teatros de rua da capital, e foi fundamental  nos dois anos de pandemia, quando abriu as portas, a partir de rígidos protocolos de saúde, para a gravação de especiais difundidos pela plataforma #CulturaEmCasa. 


Composto por duas salas de espetáculo, quatro dedicadas a ensaios, além de uma sala de captação e transmissão, o Teatro tem capacidade para abrigar com acessibilidade oito pessoas na sala Nydia Licia, 827 na sala Paschoal Magno 149 pessoas são comportadas no hall de entrada, onde também acontecem apresentações e aulas de dança. 


Em junho deste ano, mais uma vez o Teatro inova e lança o Teatro Sérgio Cardoso Digital. Com um investimento em alta tecnologia e adaptação para as necessidades virtuais, o TSC Digital, na vanguarda dos teatros públicos brasileiros, vai ao encontro de forma inédita da democratização do acesso à cultura com objetivo de garantir uma experiência online o mais próxima possível da presencial.


 

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