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[Crítica] Adeus Idiotas

 

Sinopse:

Quando Suze Trappet descobre, aos 43 anos, que está seriamente doente, decide ir procurar a criança que foi forçada a abandonar quando tinha 15 anos. Sua busca vai fazê-la cruzar com JB, um quinquagenário em pleno esgotamento mental, e com o Sr. Blin, um arquivista cego de um entusiasmo impressionante. Juntos, eles embarcam em uma missão tão espectacular quanto improvável.




 O quê eu achei?

Esse filme é uma interessantes mistura de drama e comédia que bebe da fonte. O diretor Albert Dupontel (que também interpreta Jean-Baptiste Cuchas) conhecido por dirigir renomados longas franceses como Nos Vemos no Paraíso e Uma Juíza sem Juízo, faz uma narrativa que bebe da mesma fonte do célebre grupo de comediantes britânicos Monty Python.

Suze Trappet (Virginie Efira, de Benedetta,outro filme sobre o qual falei aqui recentemente)uma cabelerereira de 43 anos descobre que é uma paciente terminal devido ao uso excessivo de uma substância do spray;já que tem pouco tempo de vida,resolve procurar seu filho que ela havia tido de parto anônimo 28 anos atrás quando tinha 15. 

O primeiro lugar que ela procura é no cartório mais próximo; lá testemunhamos a tentativa de suicídio de Cuchas mas ele acaba errando a mira e para seu azar,acidentalmente mata um outro funcionário que era seu desafeto.Eles fogem e conhecem o arquivista cego Serge Blin (Nicolas Mariè)que trabalha num escritório nos fundos da construção,onde ninguém visita.O trio acaba se unindo para fugir da polícia-ainda mais depois que Blin provoca um acidente de carro ao tentar dirigir-e na busca pelo filho perdido de Suze.

A história é uma crítica à rígida burocracia francesa(soa familiar?)ao mesmo tempo que aborda temas sérios como suicídio, depressão, gravidez na adolescência,deficiência física-o bordão do cego "Um deficiente não vai para a prisão" faz refletir-e inserção profissional de minorias sociais.

Sem forçar as piadas-que são pertinentes aos seus respectivos momentos-Adeus Idiotas(o espectador só entenderá o título na última cena)Dupontel traça um interessante paralelo com a realidade.Não foi à toa que venceu 9 Prêmios César.


                         Trailer:






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