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[Crítica] A mulher que fugiu

 

Sinopse:

Enquanto o marido está em viagem de negócios, Gamhee (Min-hee Kim) encontra três amigas nos arredores de Seul. Elas mantêm uma conversa amigável, como sempre, mas existem diferentes correntes fluindo independentemente uma da outra, acima e abaixo da superfície.





          O quê eu achei?

O diretor sul-coreano Hang Sang-Soo(A criada, A câmera de Claire) tem um estilo peculiar. Seu último longa "A mulher que fugiu", parte de uma premissa bem simples mas expressa uma pluralidade de ideias.

Em apenas 77 minutos,ou seja,nem uma hora e vinte minutos de filme,acompanhamos Gamhee (Min-hee Kim, uma das atrizes com quem Soo mais colabora)uma jovem de 30 e poucos anos dona de uma floricultura e casada com um homem que nunca aparece nem sequer é nomeado, apenas menciona-se que ele está em uma viagem à trabalho.Enquanto seu marido está fora, ela decide visitar duas amigas que não vê há bastante tempo e acaba encontrando uma terceira por acaso.

O filme levanta a questão: do quê ela está fugindo? Em cada uma das três partes do filme- uma para cada encontro-vemos uma revelação de algo de sua vida com o qual ela está insatisfeita, embora nunca fique claro do que ela foge. Gamhee alega que fica com o marido 24h por dia e desde que eles se casaram há cinco anos, é a primeira vez em que ficam separados durante um dia; portanto podemos presumir que seja do casamento sufocante mas também pode ser de seu passado ou do desejo de ter uma vida tranquila. Em uma cena, ela diz que não está muito feliz com seu negócio, portanto é inconclusivo dizer do que exatamente ela foge.

Só há duas breves participações masculinas: a de um vizinho de uma de suas amigas, que toca a campainha para reclamar do gato de rua que ela alimenta;ele diz que sua esposa tem medo de gatos e quando ela educadamente recusa a parar de alimentá-lo, ele ameaça a denunciá-la para o conselho de moradores.A outra aparição masculina é melhor que você confira por si mesmo.

Se eu tivesse que descrever esse filme em uma palavra seria contemplativo. Ele segue a estética da maior parte do cinema oriental de ter diálogos profundos e menos ação. Embora ele seja classificado como drama/comédia, não há nada engraçado; seu objetivo é fazer o espectador refletir. 

                           Trailer:






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