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[Crítica] Fortaleza Hotel

 

Sinopse:

Pilar, uma jovem camareira de hotel, tem seu caminho cruzado por Shin, uma hóspede sul-coreana de meia-idade. Os planos de ambas começam a dar errado e, apesar de tudo que as separa, acabam se aproximando e estabelecendo uma intensa relação de solidariedade, buscando encontrar, uma na outra, a solução para seus problemas.





  O quê eu achei?

O diretor Armando Praça (de Greta e O estranho caso de Ezequiel)apresenta a história de Pilar (Clébia Sousa) uma jovem camareira de um hotel na capital cearense que acabou de concluir um curso de inglês porque quer tentar a vida em Dublin.Ela juntou economias mas há um grande empecilho:sua filha Jamille foi sequestrada e ela precisa arranjar 10.000 para o resgate.

Pilar faz amizade com Shin (Lee Young-lan)uma senhora coreana que ficou viúva há pouco tempo que deseja cremar e levar as cinzas de seu marido de volta para a Coréia do Sul; porém a empresa para a qual ele trabalhava se recusa até a cobrir as despesas do funeral.Shin não fala português e contrata Pilar para ser sua intérprete:elas se comunicam em inglês respeitando os limites de cada uma.

Uma bela amizade floresce entre elas e uma rede de sororidade é formada que ultrapassa qualquer barreira cultural e/ou linguística.Ambas as mulheres acolhem suas diferenças e se ajudam.Um detalhe curioso é que o hotel do título não se refere apenas ao hotel propriamente dito: é uma referência ao lar, ao sentimento de acolhimento.O nome vem do latin "hospes", que significa aquele que recebe.Os nomes das protagonistas também tem um simbolismo interessante, já que Pilar significa a base e Shin pode ser traduzido do coreano como fé-e ambas são verdadeiras fortalezas em suas forças.

O único elemento insatisfatório é o final deixado em aberto.Mas no geral, é um bom filme nacional.


                          Trailer:





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