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[Crítica] Dowtown Abbey

Sinopse:
Adaptação da série de televisão Downton Abbey, que conta a história da trajetória da família Crawley, proprietária de um vasto território na Inglaterra rural no início do século XX.









                                  O que eu achei?
Downton Abbey pra mim foi um filme esperado, que desde a abertura cumpriu as minhas expectativas, a trilha característica da série, mas com mudanças que sinalizam uma ligeira mudança nas coisas, imediatamente me levou de volta aos dias que eu maratonei a série na Netflix.

O saudosismo e referências a série foram as bases do filme, mas sinceramente, mesmo que eu nunca tivesse visto, eu ia sair da sessão querendo assistir, porque tudo, absolutamente tudo que fazia a série maravilhosa estava lá.
Desde uma trama cotidiana, quase ao estilo Jane Austen, onde tudo acontece onde nada acontece, ao sarcástico e britânico humor, as roupas e a ênfase na vida dos funcionários ao invés da família nobre, tudo isso me fez sentir assistindo um episódio em tamanho maior, que eu não senti passar de tão gostoso que foi assistir.

E claro que ninguém pode falar de Downton Abbey e não falar de Meggie Smith (nossa amada e eterna Minerva McGonagall 😍) que é de longe a personagem mais adorada por mim, ela com suas tiradas e gracejos estava tão incrível quanto me lembro na série. Mas não limitada a ela, adorei como os personagens e as mudanças que tiveram, foram apresentadas de forma simples e corriqueira, e foi como se o tempo que passou, tivesse passado para nós também.

Sem dar spoilers, tenho que dizer que sempre como foi costume, assim como na série questionar tradições e pontos de vista da sociedade britânica, e não só dela, mas da nossa também, de uma maneira que mescla a real história com a vida dos personagens e nos mostra o quanto ainda vivemos no passado (ou ao menos uma parte da população) e confesso que me fez sentir como se não importasse que existe quase 100 anos de diferença de tempo entre a história da trama e a nossa, certas coisas infelizmente caminham a passos lentos para mudança, e essa foi uma das partes que me fez chorar de emoção, porque nem sempre a gente percebe o quanto se conseguiu progredir como sociedade e quanto ainda falta, até que somos lembrados de que não muito tempo atrás as coisas eram bem diferentes.

Saí do cinema com lágrimas nos olhos, saudades antecipadas e expectativas de que veremos em alguns anos um segundo filme, embora algumas conclusões tenham sido feitas, assim como na vida, nada em seu desfecho foi conclusivo. Eu espero por mais, mas fico realmente satisfeita com o que recebi.


                        Escrito por Maisa Evelyn da Silva Pires

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