15 outubro 2018

[Resenha] O Buraco da Agulha

Sinopse: O ano é 1944. Os Aliados estão se preparando para desembarcar na Normandia e libertar os territórios ocupados por Hitler, na operação que entrou para a história como o Dia D.
Para que a missão dê certo, eles precisam convencer os alemães de que a invasão acontecerá em outro lugar. Assim, criam um exército inteiro de mentira, incluindo tanques infláveis, aviões de papelão e bases sem parede. O objetivo é que ele seja fotografado pelos aviões de reconhecimento germânicos.
O sucesso depende de o inimigo não descobrir o estratagema. Só que o melhor agente de Hitler, o Agulha, pode colocar tudo a perder. Caçado pelo serviço secreto britânico, ele deixa um rastro de mortes através da Grã-Bretanha enquanto tenta voltar para casa.
Mas tudo foge a seu controle quando ele vai parar numa ilha castigada pela tempestade e vê seu destino nas mãos da mulher inesquecível que mora ali, cuja lealdade, se conquistada, poderá assegurar aos nazistas a vitória da guerra.
Na obra-prima que lhe garantiu, há 40 anos, a entrada no cenário da literatura, Ken Follett fisga o leitor desde a primeira página, com uma trama repleta de suspense, intrigas e maquinações do coração humano.

O que eu achei?

“O Buraco da Agulha”, de Ken Follett, relançado em comemoração aos seus 40 anos de lançamento, foi o meu primeiro contato com a escrita e a criação de Follett – apesar de eu ter mais dois outros livros dele. A curiosidade acerca desse autor foi atendida, mas a expectativa foi alta demais.

Além de ser meu primeiro contato com Follett, foi também meu primeiro contato com uma história envolvendo espionagem – um assunto que já acompanhei muito em filmes, mas nunca em livros. O fundo histórico não poderia ser melhor – Segunda Guerra Mundial. Mais especificamente, a operação conhecida como o Dia D, um dos momentos mais famosos dessa época.

Tentando evitar que um espião alemão enviei documentos provando a fraude criada para enganar o exercito do Fuehr, somos guiados por um corre-corre em busca de um homem que aparentemente não deixa rastros, além de mortes limpas e rápidas.

A escrita de Follett é muito boa, carregada de tensão e suspense do início ao fim. Vemos os esforços de ambos os lados da história: o espião e seu rastro de morte e enganação, e o esforço do serviço secreto britânico para identificá-lo e prende-lo antes que as informações sejam entregues e todo o plano seja descoberto. Além disse, há um casal em uma ilha isolada, que vive um casamento traumático após o marido perder as pernas em um acidente. Não vários núcleo,s com mais vários personagens e uma multidão de nomes que às vezes me fizeram ficar meio perdidos.

O livro tem a típica atmosfera das histórias dos anos 70, 80, como os livros de Sidney Sheldon: o ar retrô, boêmio, masculinizado e com uma sedução levada pelo poder.

A história as vezes se arrasta em alguns momentos, e parece que tudo anda e anda e anda, mas nada sai do lugar – algo que é típico em histórias que envolvem espionagem e perseguição, mas que aqui, de alguma forma, se tornou um pouco maçante e sem muitos atrativos.
As personagens são interessantes até certo ponto, sendo nosso espião o melhor. O casal também tem seus pontos positivos – além de serem bem importantes para a história -, mas fora isso, as outras personagens parecem não evoluir muito no decorrer da história. Não sabemos muito sobre eles ou sobre o que se passa em suas mentes, e o foco é unicamente a perseguição – será proposital para a história? Não sei.

No geral, a história é boa, com um climax que é realmente de tirar o folego, mas alguns momentos pareceram épicos e oportunos demais, onde tudo se seguia numa sequência muito auxiliadora para quem estivesse em cena. Ainda assim, a história consegue prender a atenção do leitor. Acredito que o único problema que realmente me incomodou foi a revisão. está edição está com muitos erros tanto de gitiação, quanto de tradução, com algumas frases sem sentido ou até mesmo incompletas.
 

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