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16 outubro 2018

[Crítica] O Primeiro Homem

Sinopse: A vida do astronauta norte-americano Neil Armstrong (Ryan Gosling) e sua jornada para se tornar o primeiro homem a andar na Lua. Os sacrifícios e custos de Neil e toda uma nação durante uma das mais perigosas missões na história das viagens espaciais.

O que eu achei?
Damien Chazelle nos convida a sentir muito de perto todos os desafios enfrentados pelos homens que participaram da grande corrida à Lua.

Neil Armstrong era sem dúvidas um homem dedicado. Dedicado à família, ao amor à esposa e aos filhos, mas ainda mais ao seu trabalho, e ao seu sonho de conquistar a Lua, os céus, o Universo.

O grande desafio foi nos contar uma história  muito bem conhecida. Engenheiro aeroespacial, era piloto de testes, quando em 1962 foi selecionado para o programa espacial da Nasa, logo após perder sua filha de 2 anos para um câncer.

Em 1966 fez sua primeira missão espacial, conseguindo com sucesso acoplar a Gemini 8 a sonda Agena. Turbulências se seguem, as coisas não são tão fáceis nesse universo ainda tão pouco explorado. E após problemas com a sonda e um pouso de emergência próximo ao Japão, o comandante e seu companheiro David Scott retornam sãos  e salvos à base, para dar continuidade aos testes. 

Nem tudo são sucessos na vida dos astronautas. Os testes se mostram bem preocupantes, acidentes, erros, e vidas perdidas entremeiam as vitórias.

Finalmente, com a Apollo 11, Neil Armstrong, Buzz Aldrin e Michael Collins atingem o objetivo, chegando até a lua, desembarcando e deixando sua marca indelével na história da humanidade.

Assistimos o filme já sabendo do seu final. Sabemos que foi Neil Armstrong quem primeiro pisou na Lua e que voltou para casa para contar a história. Sabemos até das suas palavras ao pôr os pés no solo lunar pela primeira vez.

Como, então, não nos dá vontade de sair do cinema, como ele nos prende de uma maneira tão mágica? As cenas em tom de documentário, cheias de closes enormes, nos provoca uma inundação de sensações áudio-visuais quase palpáveis. Em explosões de sons e imagens rápidas, temos a vívida sensação de estar ali, de sentir na pele e nos ossos todo o seu temor, toda a sua angústia. Ouvimos o coração de Neil pulsar nos nossos ouvidos, e nos agarramos aos braços das poltronas como ele aos instrumentos de voo, temendo por sua vida, embora soubéssemos que ela não teria seu fim ali.

Choramos com ele, pela dor da perda de tantas pessoas, de tantos amigos, homens inteligentes e valentes, durante os testes, até a derradeira missão bem-sucedida da Apollo 11.

Mesmo sendo um pouco longo (2:20 de filme) ele nos prende do início ao fim. Impossível tirar os olhos, por vezes marejados, da tela.


Trailer:
Escrito por Ana Margareth

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