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[News] Banda da Hora lança Cores, música inspirada na expectativa do reencontro

 Banda da Hora lança Cores, música inspirada na expectativa do reencontro

Com pegada rock e vocal de Léo Ferrera, novo single de EP da banda carioca chega nas plataformas digitais


Daniel da Hora

 

Ouça aqui “Cores”:

https://orcd.co/coresbdh

 

 

Assista aqui “Cores”:

https://youtu.be/AcnMiIGZNpQ

 

 


 

 

Chris Fuscaldo, jornalista e escritora

 

“A cor da roupa, a cor do perfume, a cor da voz, a cor do toque. Quais são as cores que as pessoas vão ter?” Com os cinco sentidos ganhando coloração na imaginação de Daniel da Hora durante o período de isolamento, não seria estranho que o compositor os levasse também para uma letra de música. “Cores” é uma canção composta durante a pandemia, mas não fala sobre isso. O novo single do EP da Banda da Hora – que vem sendo lançado pouco a pouco pelo selo Algorock e já reúne “Live Particular”, “Mudar de Galáxia”, “E Se” e “Não Vou Parar” – fala sobre reencontro. Um novo encontro, no qual Da Hora se propõe a explorar os cinco sentidos, algo que faz também no clipe lançado simultaneamente.

 

“O contexto é a expectativa do reencontro e a inspiração, a imaginação. A escolha foi um caminho sensorial, de explorar cada um dos sentidos, fazendo metáforas com as cores. Quais serão as cores que as pessoas vão ter? A visão, a audição, o olfato, o tato, o paladar do beijo... Como a pessoa está depois de tanto tempo?”, elabora Daniel.

 

“A cor do amor / Combina com a cor do gosto / Dos teus lábios, teus beijos / Teu sorriso no rosto / Qual  / Será que vai ser a cor / Da combinação de roupa, / Sapato, cinto e humor?”, canta Léo Ferrera, convidado da vez para assumir o vocal da Banda da Hora, que a cada single traz um cantor para dar sua cor à composição de Daniel. Mineiro da cidade de Sete Lagoas, Léo participou como ator no videoclipe de “Live Particular”, da banda carioca. Em “Cores”, ele traz a pegada que compositor (Daniel), diretor artístico e A&R do Algorock (Lúcio Fernandes Costa) e produtores musicais (Fabrício Matos e André Vasconcelos) buscavam para o novo lançamento.

 

“Essa música foi composta como MPB, cheia de acordes dissonantes. Mas, desde que a banda mudou, venho buscando um som mais rock, que é de onde eu vim. Lúcio falou: ‘Vamos testar’. Fizemos duas versões, mas na hora de gravar baixo e bateria, ela caminhou para esse lado, ganhou essa pegada”, conta Daniel.

 

Com baixo e bateria muito presentes na mixagem, um vocal cheio de interpretação, a faixa poderia estar em um disco d’O Rappa, mas é a mais pura expressão dessa nova fase da Banda da Hora. Fundada em 2016, no Rio de Janeiro, passeando pelo rock, pela MPB e pelo reggae, a banda passou a ser um projeto de um homem só e seus convidados depois que a pandemia levou os integrantes a outros lugares. Uma espécie de The Alan Parsons Project, mas sendo um projeto do compositor, no qual o bandleader não é exatamente o frontman:

 

“A composição sempre veio primeiro, para mim. A Banda da Hora é um veículo para minhas canções. Componho ao violão, para vários gêneros musicais. Toquei guitarra na primeira fase da banda, depois passei para o violão elétrico. Acompanho tudo de perto, dentro do estúdio. Em ‘Cores’, eu ainda me arrisquei como ator do clipe”.

 

A bateria é de Thiaguinho Silva, filho de ninguém menos do que Robertinho Silva, um dos maiores bateristas da música brasileira. O baixo ficou por conta de Matheus Alcantara, jovem músico convidado pelos produtores musicais, Fabrício Matos e André Vasconcelos. Fabrício, além de tocar guitarra em “Cores”, gravou, mixou e masterizou a faixa no Estúdio 2, na Barra da Tijuca (RJ), seu estúdio em sociedade com André, que, além de coproduzir, tocou teclados. Fabrício já foi nomeado sete vezes para o Grammy Latino, ganhando duas vezes como engenheiro de som. André já tocou com grandes nomes da MPB e foi produtor nos programas The Voice e Superstar.

 

Dirigido por China Trindad, o filme foi gravado parte em Sete Lagoas, com Léo Ferrera cantando e se pintando com as mãos, e parte na Fábrica Bhering, no Rio. No atelier da artista plástica Maria Eugênia Baptista, que ensinou aos inexperientes atores a técnica de pintar com as mãos, Daniel da Hora e sua namorada da vida real, a médica Priscila Santos Ferreira, pintam e se reapaixonam nesse reencontro entre compositor e pintora, personagens interpretados pelo casal.

 

“Tá chegando o tempo de te ver / Depois de tanta espera / Tá difícil me conter / Na memória quero pintar / Todas as tuas cores / Quando a gente se reencontrar”, anuncia a Banda da Hora logo nos primeiros versos da canção, que toca todos os sentidos de quem também um dia já esperou para reencontrar a pessoa amada.

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