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[News]Artista, mulher negra e ativista, Janelle Monáe, em parceria com o African American Policy Forum (AAPF), lança a canção "Say Her Name" para homenagear as mulheres e garotas negras mortas pela violência policial.

 

 

ARTISTA, MULHER NEGRA E ATIVISTA, JANELLE MONÁE, EM PARCERIA COM O AFRICAN AMERICAN POLICY FORUM (AAPF), LANÇA A CANÇÃO DE PROTESTO “SAY HER NAME” PARA HOMENAGEAR AS MULHERES E GAROTAS NEGRAS MORTAS PELA VIOLÊNCIA POLICIAL

O hino de protesto pretende amplificar histórias das mulheres que perderam suas vidas pelas mãos da polícia e dar suporte à suas mães e famílias. O single já está disponível para streaming e a renda obtida com os streams será revertida ao trabalho do African American Policy Forum’s (AAPF)

 

Hoje, o The African American Policy Forum (AAPF), a professora Kimberlé Crenshaw, a oito vezes indicada ao Grammy Janelle Monáe, a Wondaland Records e 15 outras mulheres artistas e ativistas negras lançam o single e o lyric video de “Say Her Name”, com o intuito de reunir fundos para a AAPF e a rede de mães #SayHerName com uma plataforma que conte as histórias destas mulheres assassinadas. A música foi lançada a propósito do Dia Internacional da Filha, celebrado neste domingo, dia 26 de setembro.

 

Clique e confira o lyric vídeo de "Say Her Name (Hell You Talmbout)"

 

Sob o impacto do assassinato de George Floyd e da morte de Breonna Taylor, Janelle revisitou o hino de protesto “Say Her Name”, movimento social fundado por Kimberlé Crenshaw que lançou holofotes para as mulheres e meninas negras cujas mortes pelas mãos de policiais foram silenciadas.

“Esse é o dia internacional da filha e nós estamos orgulhosos de nos levantar com e pela rede de mães do fórum político afro-americano #SayHerName & com a professora Kimberlé Crenshaw no intuito de honrar as mães e meninas negras que perderam suas vidas pelas mãos de policiais”, disse Janelle Monáe. “Nós apoiamos esse incansável trabalho que #SayHerName tem feito por anos, de ajudar essas mães a trazer justiça para as filhas. Esse trabalho é importante demais para ser feito sozinho e somente pode ser mantido por meio de vozes coletivas. Nós assumimos esse chamado para a ação como filhas, nós mesmas, tentando criar um mundo onde histórias como essas não sejam mais um lugar comum. Essa é uma manifestação de luto. Nós buscamos reverenciar as inúmeras mulheres e meninas negras que deveriam estar conosco hoje e as mães que sofreram essa dor insuportável. Elas importam. Seus nomes importam. Suas histórias importam. A justiça tem de ser feita. Possamos todos nós nos comprometer em proteger as mulheres e meninas negras e fazer mudanças sistêmicas para proteger nossas irmãs dos abusos de poder da força policial. Por favor, unam-se a nós em #SayHerName.”

A canção homenageia Rekia Boyd, Latasha Nicole Walton, Atatiana Jefferson, Kendra James, Priscilla Slater, Yuvette Henderson, Renee Davis, Kyam Livingston, Cynthia Fields, Kindra Chapman, India Kager, Shelly Frey, LaJuana Phillips, Kisha Michael, Dannette Daniels, Crystal Ragland, Pamela Turner, Latandra Ellington, Crystalline Barnes, Korryn Gaines, Michelle Cusseaux, India Cummings, Sandra Bland, Symone Marshall, Yvette Smith, Margaret Mitchell, Mya Hall, Tyisha Miller, Alesia Thomas, Kayla Moore, Alberta Spruill, Breonna Taylor, Aiyana Stanley-Jones, Nizah Morris, LaTanya Haggerty, Layleen Polanco, Shereese Francis, Sheneque Proctor, April Webster, Kathryn Johnston, Michelle Shirley, India Beaty, Tanisha Anderson, Sandy Guardiola, Shukri Ali Said, Duanna Johnson, Eleanor Bumpurs, Jessica Williams, Sarah Riggins, Charleena Lyles, Sharmel Edwards, Deborah Danner, Joyce Curnell, Natasha McKenna, Darnesha Harris, Pearlie Golden, Miriam Carey e Tarika Wilson.

”Estamos honrados que a senhorita Monáe e tantas outras artistas tenham emprestado suas vozes para reverter o que nós chamamos de “perda da perda”, disse Kimberlé Crenshaw. Nós temos visto em primeira mão as consequências a longo prazo dessa inimaginável perda da vida pelas mãos da Polícia. Esta música vem em um momento especialmente desafiador para a rede de mães #SayHerName, quando temos de nos juntar pelo luto de Cassandra Johnson, que testemunhou o assassinato brutal de sua filha Tanisha Anderson pela polícia de Cleveland durante uma emergência de saúde mental. Embora seu comprometimento em buscar justiça para Tanisha a dê forças, sua morte nas últimas semanas faz dela outro caso brutal desse tipo de absurdo.  Com essa canção, nós honramos Cassandra, Vickie McAdory, e outras de nossas irmãs que foram quebradas pela morte brutal, honramos India Beaty e todas as famílias que sofrem a tragédia que é ter suas vidas roubadas e o trauma e indignação oriundos disso.  Essa canção diz a eles que nós os vemos e vamos lhes dar apoio até que a justiça seja feita”.

A canção de 17 minutos apresenta Kimberlé Crenshaw, Janelle Monáe, Beyoncé, Alicia Keys, Chlöe x Halle, Tierra Whack, Isis V., Zoë Kravitz, Brittany Howard, Asiahn, Mj Rodriguez, Jovian Zayne, Angela Rye, Nikole Hannah-Jones, Brittany Packnett Cunningham e Alicia Garza. Por meio desta canção, essas mulheres unidas – não somente como artistas e ativistas, mas como filhas – clamam para que haja uma educação antirracista e o compartilhamento das histórias dessas mulheres que morreram pelas mãos da polícia.

“Say Her Name” dá sequência à canção de protesto de Janelle Monáe e Wondaland “Hell You Talmbout” a qual ela apresentou na marcha das mulheres de 2017 em Washington D.C. e foi escrita em resposta à violência policial. 

A renda da canção e do vídeo será toda revertida ao African American Policy Forum.

 

 

Créditos da Imagem: Divulgação

 

Sobre THE AAPF:

“The African American Policy Forum", junto ao "Center for Intersectionality and Social Policy Studies" da Escola de Direito de Columbia, fundou a campanha #SayHerName em dezembro de 2014 para destacar os nomes e histórias de meninas, senhoras e mulheres negras que são constantemente invisibilizadas, vítimas da violência policial. Desse esforço nasceu a rede de mães #SayHerName, uma comunidade de mães e famílias membros do "Black women, girls and femmes killed by police". A missão da rede de mães é recuperar as memórias de suas vidas roubadas e fornecer suporte a outras mães e famílias que foram impactadas pela violência policial racista e advogar por intervenções sociais, judiciais e legais para garantir políticas que assegurem políticas humanas e de afirmação às comunidades por todo os Estados Unidos”.

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PR/WMG

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