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[News]Acidentes revelam práticas informais no turismo durante a pandemia

Acidentes revelam práticas informais no turismo durante a pandemia

Falta de fiscalização afeta experiências em esportes de aventura


Com o fechamento do turismo formal, na pandemia, a prática de atividades de aventura informais, não regulamentadas e em locais não convencionais se tornaram ainda mais comuns. Em outubro do ano passado, por exemplo, um empresário morreu durante um salto de Rope Jump, provavelmente pela corda ter sido ajustada de maneira equivocada pelo instrutor.

Os casos são vários e vão desde acidentes em tirolesas a locais com cachoeiras e falésias, caso do professor e escalador Inácio Bianchi, que morreu ao praticar rapel porque se equivocou quanto ao tamanho da corda e não fez os nós nas pontas, segundo testemunhas.

Para manter vivo o espírito aventureiro, a Associação Férias Vivas  orienta escolher os melhores profissionais do ramo e destaca algumas atitudes que devem ser adotadas para obter uma dose de adrenalina sem risco de morte.

O que fazer

A falta de fiscalização no Brasil permite que muitos eventos sejam divulgados, comercializados e realizados de maneira totalmente irresponsável. Por isso, pergunte sempre à empresa que vai prestar os serviços se ela está operando dentro da norma ABNT 21.101. Essa é a norma que define os requisitos de Sistema de Gestão de Segurança para o turismo de aventura. Uma empresa operando dentro das normas irá realizar previamente a avaliação dos riscos das atividades, oferecer equipamentos de proteção individuais e também realizar o correto treinamento da equipe e se preparar com protocolos de atendimento emergencial, para colocar em prática se necessário.

Além disso, é essencial que você pesquise online a reputação da empresa, antes de contratar os serviços, incluindo o nome da equipe e do responsável pelo site. Caso a empresa tenha sido alvo de denúncia ou tenha protagonizado um acidente por negligência, há chances de encontrar informações sobre esse histórico profissional no Google. Quanto mais bem informado(a) você estiver, melhor será a sua tomada de decisão.

Sobre a Férias Vivas

A Associação Férias Vivas é a primeira e única organização não governamental (ONG) brasileira com foco exclusivo na adoção de práticas seguras em atividades de turismo. Criada em 2002, ela tem como objetivos principais conscientizar e disponibilizar conhecimentos técnicos para turistas, empresários, acadêmicos e gestores públicos, por meio de projetos e ações sociais que promovem maior segurança nas atividades de turismo do país. Desde sua criação, a ONG mapeia os acidentes no turismo brasileiro, indo a fundo na análise sobre suas causas e medidas efetivas de prevenção. Esses dados são coletados em levantamentos na imprensa nacional e em depoimentos pessoais, por meio do Aplicativo Eu Vivi. A Férias Vivas contou com o apoio de 479 voluntários e já atingiu mais de 3.900 casos acompanhados. Para mais informações, acesse o site. PR/Natiely

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