Novidades

[News]Zélia Duncan abre as comemorações dos seus 40 anos de carreira com álbum em homenagem a Alzira E

Zélia Duncan abre as comemorações dos seus 40 anos de carreira com álbum em homenagem a Alzira E

Crédito Pedro Colombo
 

Disco gravado no estúdio Lab Oi Futuro, “Minha Voz Fica” integra o projeto Joia ao Vivo, criado por Marcio Debellian e DJ Zé Pedro, com patrocínio da Oi e apoio cultural do Oi Futuro

 

Zélia Duncan conta o início da sua carreira a partir de 1981, aos 16 anos, quando subiu ao palco pela primeira vez. A estreia foi na Sala Funarte em Brasília após ter vencido um concurso em que os participantes se inscreviam enviando uma fita k7. O Prêmio era justamente cantar acompanhada por músicos profissionais. Embora tenha se tornado um nome conhecido nacionalmente em 1994, com o estouro da canção Catedral, Zélia canta há 40 anos.

 

Entre as muitas nuances da carreira, destaca-se a relação especial que a cantora construiu com São Paulo e seus compositores. Fã de Itamar Assumpção começou a cantar as suas canções logo nos primeiros shows e dedicou um álbum e show inteiros em sua homenagem. Absorveu a obra de Luiz Tatit na forma de um espetáculo original, no interstício entre o teatro e a música, palavra cantada, falada e voando.

 

Este disco em homenagem a Alzira E de certo modo completa uma trilogia em homenagem a São Paulo, para onde a cantora acaba de se mudar. Alzira é sul mato-grossense, mas vive em São Paulo há décadas. Tem a sua obra entrelaçada com parceiros como os poetas Arruda, Alice Ruiz e o próprio Itamar Assumpção. A sua sonoridade, seus riffs e levadas já eram parte do universo de Zélia, que tem apresentado canções de Alzira E em shows ao longo da carreira.

 

O convite para gravar o disco veio de Marcio Debellian e do DJ Zé Pedro, criadores do projeto Joia ao Vivo, que produz álbuns a partir de encontros artísticos. Este é o 4º disco do projeto. 

 

Para o desafio de criar o álbum, Zélia convidou um músico prodígio da nova geração: Pedro Franco, gaúcho de 29 anos, que neste disco toca violão, baixo, guitarra, bandolim e violino. Para a produção musical, convocou a sua amiga e parceira, Ana Costa.

 

O álbum, batizado de Minha Voz Fica”, verso de uma parceria inédita entre Zélia e a homenageada Alzira, estará disponível em todas as plataformas digitais a partir de 05 de fevereiro, sexta. O primeiro single, “Beijos Longos”, foi lançado nas plataformas no dia 22/01.

 

Na véspera do lançamento do disco, 04 de fevereiro, quinta será exibido um especial com a apresentação do repertório e imagens dos bastidores da criação do disco. O link para assistir será divulgado nas redes do projeto e da artista. A filmagem tem direção de Marcio Debellian.

No segundo semestre, a cantora lança um disco apenas com repertório autoral e prepara outras novidades para celebrar o aniversário de carreira.

 

MINHA VOZ FICA, por Zélia Duncan

 

Não gosto de fazer nada por fazer, quando o assunto é música. Gravar então, nem se fala. Aprendi a ter muito cuidado com o que vou levar pra casa e um álbum, quem leva mesmo pra casa, é o artista que imprimiu sua voz e suas ideias dentro dele.

 

Alzira E é paixão pros meus ouvidos faz tempo. Essa é sempre a primeira razão que me leva a debruçar sobre algum tema, a paixão.  E tenho feito coisas muito diferentes ao longo desses 40 anos de carreira, que contabilizo nesse 2021.

 

Já gravei Alzira antes, no meu DVD, “Pré Pós Tudo Bossa Band”, a inédita dela com Arruda, “Chega Disso”. Gravei “Kitchnet”, também deles dois, no álbum “Amigo é Casa”, que fiz com a cantora Simone. E tive ainda a grande honra de, pelo meu pequeno selo Duncan Discos, produzir o lindo “Para Elas”, de Alzira e Alice Ruiz, e lançar o impecável ”Alzira E e Arruda”. Sua obra sempre esteve na minha lista de desejos. E eu também já tinha combinado com Pedro Franco, que iríamos fazer uma dupla por aí, um dia, antes da pandemia. Já tinha até mostrado Alzira pra ele, um músico tão jovem, que já sabe tanto sobre tocar. Portanto, este álbum que hoje temos nas mãos, é fruto de dois sonhos que consegui juntar. Cantar Alzira e cantar com Pedro. A realidade superou o sonho, porque cantei Alzira com Pedro!

 

Marcio Debellian, com seus olhos que brilham diante da possibilidade de realizar, me procurou, para falar do projeto “Jóia ao Vivo”, que estava executando em associação com Dj Zé Pedro, dono do selo Joia Moderna. O projeto prevê encontros. Poucos dias, uma sala ótima, mas teríamos mesmo que gravar ao vivo, dentro do estúdio. Confesso que há vários anos venho gravando assim, com banda, dentro do estúdio e valendo, juntos ao máximo. Isso tem uma adrenalina diferente. O processo com Pedro foi muito intenso e rápido, pois temos uma relação de confiança profunda, embora nunca tivéssemos gravado juntos antes, muito menos assim. E só tínhamos essa opção. Juntos e literalmente misturados, pois minha voz vaza no microfone dele e vice-versa. Não se conserta nada depois, sem o outro repetir também. Tudo meio perigoso, do jeitinho que eu gosto. Um repertório forte e desconhecido, um estúdio pequeno, um super músico, letras sublimes e só dois instrumentos, a voz e o violão. Depois Pedro acrescentou bandolim em algumas faixas, baixo e violino. Detalhes apenas. A espinha e o coração do disco somos nós dois, à vera, respirando juntos. Combinávamos as estruturas, mas nem sempre os finais. Pedro é um músico muito imprevisível, no melhor sentido. E eu sou meio viciada no risco. Pedro te dá segurança, mas é a segurança de que vai voltar pra te buscar, não a segurança de que você nunca vai se perder. Mas sempre nos avistando e nos divertindo com o acerto não combinado, com o caminho imprevisto e justo, com a emoção simples.

 

As composições de Alzira não são só as palavras cantadas, são também riffs irresistíveis e Pedro deitou, rolou e se inspirou neles, para criar muitos lugares de encontros nossos com ela. Desde o começo eu dizia que na obra de Alzira tudo era especial, inclusive seus discos e arranjos. Precisávamos ir à essência da composição e sermos nós, a partir dela. É o que tentamos o tempo todo, com paixão.

 

Tivemos as condições e o clima perfeitos, dentro da imperfeição que andamos vivendo e do que é ser artista no Brasil e no Rio, em tempos onde a cultura é tão maltratada. Vivemos dias amorosos, rodeados de uma mini equipe, cheios de protocolos pra chegar e sair, mas lidando com o que fizemos a vida inteira, música e canto. Fizemos uma pequena usina de energias amorosas, sabíamos que era um grande privilégio, em meio a tanta escuridão, estarmos ali, dando a luz.

 

Entre os acertos, termos Ana Costa como nossa produtora, foi dos maiores. Amiga, parceira, ouvido cada vez mais refinado, marcou presença discreta, suave e fundamental.

 

O engenheiro de som, Leonardo Moreira teve a sensibilidade e a experiência de que precisávamos. Gravou e mixou.

 

O repertório, quase todo, já foi gravado por Alzira. As inéditas são “O Que Me Levanta A Saia”, com Alice Ruiz, “Solidão”, com Lucina, “Fica”, onde assino a letra, e “Sonhei”, dela com Arruda.

 

Comecei a cantar em 1981. Abro o ano de comemorações dos meus 40 de profissão com este trabalho, que se chama “Minha Voz Fica”!. Em 81, aos 16, tudo que eu queria era gravar um disco… um dia.

 

Repertório

1.         Cheguei (Alzira E/Tiganá)

2.         Beijos longos (Jerry E/Alzira E/Arruda)

3.         O que me levanta a saia (Alzira E/Alice Ruiz)

4.         Vai que (Alzira E/Arruda)

5.         Tecnocolera (Alzira E/Arruda)

6.         Ouvindo Lou Reed (Alzira E/Arruda)

7.         Mesmo que mal eu diga (Alzira E/Itamar Assumpção

8.         Se parece com você (Alzira E/Arruda)

9.         O que é que eu fiz de mal (Alzira E/Itamar Assumpção

10.       Solidão (Alzira E/Lucina)

11.       Sonhei (Alzira E/Arruda)

12.       Fica (Alzira E/Zélia Duncan)

 

Depoimentos:

Quando comecei a comentar com amigos sobre a produção do disco da Zélia Duncan e do Pedro Franco tocando o repertório da Alzira E, percebi que para muitos estaríamos apresentando uma novidade no cenário musical. A maioria só a conhecia de nome, e não tinha conhecimento do seu repertório.

 

Não fosse pela Zélia, talvez a Alzira também tivesse demorado mais a entrar na minha vida. Foi no show “Pré PósTudo Bossa Band”, de 2005, que eu ouvi “Chega Disso”, parceria dela com o Arruda, que depois virou uma música de ouvir em loop pelas estradas.

 

Pedro Colombo, que assina a capa do disco, também foi fundamental neste processo. Paulista, aficionado por Itamar Assumpção e todo o universo que o cerca, ele me aplicou em Alzira E, seus riffs, suas parcerias com Alice Ruiz, Arruda e o próprio Itamar.

 

A gravação deste disco foi um momento salvador de 2020: vivemos dias mágicos em estúdio, os dois criando em cima de um repertório lindo, poético, gravando ao vivo, sem partitura, respirando juntos, inventando caminhos. Brincando de abismo. Esta era a minha sensação: ao fim de cada canção, estavam os dois na pontinha dos pés, bem na beirada. Se olharem e riam.

 

E quem estava no estúdio ria junto e se emocionava. Aliviados e felizes. A música salva.

Marcio Debellian, curador e produtor do projeto

 

Alzira, assim como Itamar Assumpção, chegou aos meus ouvidos através da Zélia. Quando participei do disco “Antes do Mundo Acabar”, em 2016, foi plantada essa semente! Depois disso, a gente foi se aproximando e compondo coisas juntos, a ideia do duo foi surgindo.

 

Por volta de 2018, chegamos a ensaiar o repertório da Alzira e surgiu uma parceria “Dá dó”, baseada na harmonia de “O que que eu fiz de mal”, parceria da Alzira com o Itamar. Isso durante um único ensaio! Acho que isso fortaleceu a ideia e me fez entender um pouco do espírito das composições para conseguir mesclar os reefs tão fortes e importantes das músicas com a liberdade no acompanhar que eu gosto tanto. E, assim, quando nós encontramos voz e violão, os arranjos foram aparecendo naturalmente. Em outro ensaio já em 2020, pré-pandemia, foi superimportante conversar sobre as letras das músicas. As mensagens parecem ter encontrado o tempo perfeito pra serem ditas pela Zélia, e eu estava ali feliz da vida de estar acompanhando e recebendo esses conselhos em forma de canções.

Pedro Franco, músico

 

A princípio seria um grande desafio trazer as canções de Alzira E, na sua maioria já registradas em seu próprio trabalho através de arranjos perfeitos, para o clima que se estabeleceu entre Zélia Duncan e Pedro Franco. Só que a grandeza desses dois artistas imprimiu um outro caminho, uma condição perfeita que se estabeleceu através da sintonia entre eles. Além da música, está tudo registrado em cada faixa: olhares, sorrisos, lágrimas, respiração, inspiração. E muita poesia. Salve Alzira e seus parceiros!

Ana Costa, produtora musical

 

No dia 31 de dezembro de 2019, eu estava na casa de Zélia Duncan e pedi de “presente” que ela gravasse um vídeo em seu celular com a canção “Existem Coisas na Vida” de Alzira e Itamar Assumpção para eu postar. Começava ali a realização do sonho desse disco que foi arrepiante de fazer e será emocionante de ouvir, sempre. Obrigado.

DJ Zé Pedro, Joia Moderna

 

Ficha técnica

Produção musical: Ana Costa

Capa e projeto gráfico: Pedro Colombo

Gravação e Mixagem: Leo Shogum Moreira no Estúdio LabSonica

Masterização: Ézio Filho

Produção Zélia Duncan: Patrícia Albuquerque

Clearance: Denise Costa

 

Produtor Cultural Oi Futuro: Yuri Chamusca

Técnico Oi Futuro: Raphael Fernandes

 

Joia ao Vivo:

Curadoria: DJ Zé Pedro e Marcio Debellian

Produção executiva: Daniel Nogueira e Marcio Debellian

Realização: Debê Produções e Joia Moderna

 

Patrocínio:

Oi

Governo do Estado do Rio de Janeiro

Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa

Lei Estadual de Incentivo à Cultura

 

Apoio cultural: Oi Futuro / LabSonica

 

Realização: Debê Produções e Joia Moderna

 

Sobre o Oi Futuro

O Oi Futuro, instituto de inovação e criatividade da Oi para impacto social, atua como um laboratório para cocriação de projetos transformadores nas áreas de Educação, Cultura e Inovação Social. Por meio de iniciativas e parcerias em todo o Brasil, estimulamos o potencial dos indivíduos e das redes para a construção de um presente com mais inclusão e diversidade.

 

Na Cultura, o instituto mantém o Centro Cultural Oi Futuro, no Rio, com uma programação que valoriza a produção de vanguarda e a convergência entre arte contemporânea e tecnologia. O prédio centenário também abriga o  Musehum – Museu das Comunicações e Humanidades, com um acervo de mais de 130 mil itens, que usa interatividade e ambientes imersivos para conta a história do desenvolvimento tecnológico das comunicações a partir da ótica das relações humanas. O Oi Futuro gerencia há 16 anos o Programa Oi de Patrocínios Culturais Incentivados, que seleciona projetos em todas as regiões do país por meio de edital público. Desde 2003, foram mais de 2.500 projetos culturais apoiados pelo Oi Futuro, que beneficiaram milhões de espectadores.

 

O LabSonica é o laboratório de experimentação sonora e musical do Oi Futuro, localizado no Lab Oi Futuro, espaço do instituto na Rua Dois de Dezembro 107, no Flamengo/RJ. O LabSonica é o ponto de encontro de criadores e fazedores de diversas áreas e oferece a infra-estrutura necessária para que bandas, músicos, produtores, pesquisadores da arte sonora, gravadoras independentes, desenvolvedores e outros talentos realizem seus projetos, alavanquem seus negócios e viabilizem produções independentes.


PR/Debs

Nenhum comentário