01 outubro 2018

[Crítica] A primeira noite de Crime

Sinopse:
Quando um novo partido político, o New Founding Fathers of America, ascende, é anunciado um novo experimento social. São 12 horas sem lei, em que o governo incentiva as pessoas a perderem toda e qualquer inibição. A participação não é obrigatória, mas como estímulo, 5.000 dólares é dado para quem fica na cidade, e mais prêmios para quem participa.

O que eu achei?

Se você espera que este filme verá sangue, muito sangue, acertou! 
Ele segue exatamente a mesma ideia dos outros filmes e não traz absolutamente nada de novo para a saga.

Quando os filmes anteriores foram lançados, trazia  ideia do novo e alucinante. Sim, todos gostaríamos de saber como seria se pudessem os fazer tudo aquilo que queremos sem riscos de ser presos. Então a ideia do primeiro filme é instigante e nos faz pensar de uma forma bem abrangente sobre nossa política social, e neste novo filme, onde tudo teve origem entendemos de verdade a discrepância entre ricos e pobres. 
Após uma crise que derrubou os principais partidos americanos, institui-se uma nova política intitulada New Founding Fathers of America, com único intuito de criar um experimento social onde os cidadãos de uma cidade pudesse ser vigiado pelo governo e não ser procurado pela polícia depois de cometer crimes durante 12 horas. Aí que vemos a verdadeira crítica social:  escolheram uma pequena cidade e repleto de pobres que aceitaram ganhar dinheiro para participar de tal evento.

Uma cientista estudou o comportamento humano e decidiu junto com o governo a colocar em prática este experimento. E obviamente se funcionasse, levaria a todos os estados da América, onde obviamente sabemos que deu certo, afinal temos os outros filmes. Mas lembrando que quando ciência e governo trabalham juntos, algo de errado sairá. No decorrer do filme entendemos que na verdade o experimento está sendo manipulado por um dos personagens que trabalham no governo, e desta forma o experimento é um sucesso.
Infelizmente o questionamento levantado no filme é realmente afetado e trazido a nossa realidade, onde em determinados momentos me questionei: "E se?".

Temos dois personagens centrais: uma mulher que é pacifista e um homem que é traficante. A forma com o que o roteirista decidiu uniu as histórias foi totalmente coerente e acaba por transformar o vilão no grande mocinho do longa. O nível de crueldade ainda está super visível, e as cenas são verdadeiramente uma atração a parte: repleta de sangue e violência. 
Então, se você espera encontrar todas as respostas neste filme, talvez não encontre, mas certamente entenderá como a "noite do expurgo" foi criada. 

Trailer:

Nenhum comentário

Postar um comentário