25 agosto 2018

[News] Jain lança novo álbum "Souldier"

Sobre “Souldier”, nas próprias palavras de Jain
“´Souldier´ é um álbum que foi escrito na estrada, cruzando vários países e inspirações. Queria lançá-lo o mais rápido que pudesse, para ter certeza de que ele se parecesse comigo o máximo possível.
Tendo destacado principalmente a minha adolescência e rumba congolesa em ‘Zanaka’, desta vez quis mostrar um pouco mais de mim mesma. O objetivo é ampliar minhas influências, tanto as da minha infância, quanto as atuais.
Sou uma grande fã do flow de Kendrick Lamar, da suavidade de Tito Puente, da elegância de Fairuz e das melodias de Bob Marley e, entre toda essa música que tanto amo, tentei encontrar a minha própria. É assim que ´Souldier´ nasceu, do desejo de combinar o que eu gosto e de falar de temas atemporais e também contemporâneos.
Para isso, tive a sorte de trabalhar com uma equipe de incríveis amantes da música, com grande conhecimento musical, ao lado do meu empresário e do grande músico e artista Maxim Nucci” - JAIN
Como filha de uma família de expatriados, Jain passou uma parte significativa de sua juventude vivendo em Pointe-Noire, no Congo. Nutrida pelas influências swing de seus pais, de Aretha Franklin a Janis Joplin e Otis Redding, Jain começou a tocar violão e bateria ainda jovem, antes de escrever suas próprias canções. Seus amigos do colegial logo a apresentaram a um jovem que a ajudaria com suas primeiras gravações - “Mister Flash”, um aficionado pela rumba e familiarizado com a cena musical de Pointe-Noire, que deu a Jain acesso à estrutura de estúdio que tinha em casa.
Como diz a cantora, “a música soul dos meus pais e os anos que passei na África são uma grande parte de quem eu sou, e é por isso que minha música sempre foi tão colorida”.
Ela deixou a África pouco depois, seguindo seus pais em uma jornada para descobrir os Emirados Árabes Unidos e sua capital, Abu Dhabi. Lá, dominou percussões orientais e ampliou seu leque de influências, em grande parte graças aos lendários vocais árabes de Ferouz. Acima de tudo, ao cruzar as fronteiras da África e do Oriente e vivenciar suas culturas, Jain desenvolveu sua compreensão e consciência do mundo. "Minha juventude foi desconcertante, vi coisas que me confrontaram com o mundo em que vivo e todas as suas diferenças", explica. "Isso me ajudou a manter a cabeça fria mais tarde".
Ao chegar em Paris, Jain conheceu o produtor Yodelice, que a contratou para sua gravadora Spookland, combinando suas experiências individuais para dar à luz ao álbum de estreia, “Zanaka”, que significa “filho” em malgaxe, e incorpora todo o entusiasmo, delicadeza e batida que Jain experimentou naqueles países ensolarados que moldaram sua vida até aquele ponto. Um sincero diário de dez canções, entre elas o sucesso “Makeba” e sua potente celebração da África.
Lançado em 2015, o álbum de estreia que recebeu certificação de platina tripla rendeu à Jain um Victoire de La Musique (premiação equivalente ao Grammy na França) na categoria de Melhor Cantora em 2017 e uma subsequente indicação ao Grammy em 2018. Desde o lançamento de “Zanaka”, Jain tem passado grande parte de seu tempo na estrada, em mais de 200 shows pelo mundo – mais recentemente a cantora se apresentou para mais de 30 mil pessoas no Festival Vieilles Charrues, na França. Jain se prepara para embarcar em sua segunda turnê pelos Estados Unidos, dois anos depois de apresentar sua música para multidões, de Nashville a Los Angeles e Nova York, tornando-se uma das maiores artistas francesas a cruzar o atlântico.
Todas as novas experiências que levaram a jovem francesa de volta ao estúdio - “para um respiro de ar fresco”, ela simplesmente coloca em prática. Com Yodelice ainda a seu lado, Jain passou os últimos meses criando o segundo álbum da carreira, que mostra, de forma ainda mais intensa, sua paixão pela música. Claro, a África é mais uma vez o coração do disco, mais notavelmente em “Oh Man”, ao lado do malaio Sidiki Diabaté, filho do lendário Toumani. "Dito isso, também queria evoluir", acrescenta Jain, "para ir além do que eu tenho sido há tanto tempo. Desta vez, é possível esperar muito mais diversidade e variedade”.
Com “Souldier”, a cantora de 26 anos leva sua exploração ainda mais além, conduzida por uma curiosidade insaciável pelo mundo, sua diversidade e, acima de tudo, suas diferenças.

Por Leonardo Alves

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