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[News] Jully lança Distopia, o segundo single do álbum S.O.S., com clipe magnífico e assombroso

Depois de um álbum voltado para o humano, cantora e compositora catarinense produz trabalho pensando no planeta.

Nova faixa traz a morte como tema e dá a mão a quem quer ver a luz e o amor

Para muitos, a palavra “morte” e todo o sentido que ela traz parecem macabros. No entanto, no último ano, a morte foi algo com que o mundo todo precisou aprender a lidar de maneira mais prática e até pragmática. No Brasil, onde a transmissão do coronavírus nunca foi controlada, a morte assolou e segue assolando muitas famílias e histórias de vida. Antes mesmo que a pandemia começasse, a cantora e compositora Jully sentiu que o planeta precisava de atenção e começou a compor o repertório de S.O.S., álbum produzido por Grenville Ries e mixado por Carlos Trilha que está lançando através de singles. O primeiro, Somos Todos Um, já está nas plataformas digitais. Agora é a vez de Distopia, canção que chega acompanhada de um clipe. Dirigido pelo fotógrafo Levindo Carneiro, o vídeo retrata a situação atual de forma poética, e traz Jully chamando atenção, com o seu canto, para um horror real que estamos vivenciando no mundo e, principalmente, no Brasil: “Pilhas de mortos, apatia, mentes torpes, fim do dia, distopia... fome de poder! ” Macabro? Não! Totalmente necessário.

“Distopia fala do Sol que brilha, mas ninguém vê, da chuva que bate na janela e ninguém crê. Cientistas já previam futuras pandemias por causa do que o homem está fazendo com a natureza. A música é a minha forma de comunicar que, enquanto nos acharmos superiores, não vamos sair desse círculo vicioso”, diz Jully, que também é pianista, poetisa, acupunturista e fotógrafa, além de vegana e muito preocupada em dar voz a quem não pode se defender, como os animais e o próprio planeta.

Segundo definição do dicionário, “distopia” quer dizer “lugar ou estado imaginário em que se vive em condições de extrema opressão, desespero ou privação”. Tudo a ver com tudo o que estamos vivendo e com o que viveu, bem antes da pandemia, a artista nascida e criada em Florianópolis e moradora do Rio de Janeiro desde 2011. Muito antes que todo mundo tivesse que ver o seu mundo – muitas vezes colorido e alegre – ficar cinzento e triste, Jully já vivia a transformação do seu universo particular. A morte de seu pai e, quatro anos depois, a de sua mãe fizeram com que a artista passasse a compor e produzir de outra forma. A mudança é clara do primeiro disco, Olhos Fechados e Abertos (2012), para Réquiem (2020). O primeiro teve produção de Alex de Souza. O segundo foi produzido por Grenville Ries.

“Réquiem é dark sem culturar a escuridão. Ele fala muito de direitos humanos, chama a atenção para as coisas erradas no mundo. Já S.O.S. vem propor uma nova conduta para aprendermos a caminhar juntos, com humanidade. Estamos alienados, perdemos a conexão com o que realmente importa”, afirma.

A morte mudou completamente a forma de compor de Jully, mas a maturidade é clara quando ela transforma o nosso “novo normal” em versos como: “No escuro lá fora, a estrela brilha, mas ninguém vê”. Em termos de produção, a artista catarinense também aprendeu muito com a experiência do primeiro disco – gravado com pompa e circunstância – mas se encontrou bastante na parceria com o próprio marido, sul-africano radicado no Brasil: Jully compõe e grava voz guia e piano, Grenville Ries toca diversos instrumentos e cuida das programações para, então, ela colocar a voz final.

“Investi no primeiro disco, mas para o segundo, não estava em condições. Meu marido, que sempre me apoiou muito, sugeriu que começássemos uma pré-produção em casa. Ele é músico, vê tudo grandioso, e acabou desenvolvendo Réquiem comigo. Encontramos um lugar fértil. Quando foi lançado, veio a quarentena e, por causa da temática, retratou a essência do momento”, conta Jully.

Aderindo às novas formas de lançar um trabalho, compôs um monte de músicas e lançou o primeiro single, Somos Todos Um, pensando nos animais. O segundo antecede outras muitas faixas já em produção – algumas delas em inglês – e possivelmente um intercâmbio com a Rússia: nessa quarentena, Jully descobriu que sua obra é muito escutada no país.

“Fiquei impressionada quando vi que os russos estão escutando muito minha música. Achei incrível o comentário de um deles em um clipe meu no YouTube. Copiei, colei no tradutor para entender o que ele dizia: ‘Magnífico e assombroso’”, comenta.

Certamente, eles e os brasileiros também acharão magnífico e assombroso o clipe de Distopia. Para a gravação, ela levou um cachorrinho de pelúcia, uma caveira que foi presente do pai e contou com participação da filha de Grenville, Gabriela Ries, a responsável pela personagem que usa máscara de gás e promove os movimentos que fazem o contraponto com a atuação de Jully: “A caveira representa os mortos e a fragilidade da vida. O cachorrinho representa a infância e o mundo que deixaremos para as crianças”.

A estética do clipe – editado por Jully – é a mesma da capa do single, só que com um tratamento um pouco mais macabro. A fotografia original de Levindo Carneiro reluz o vermelho da capa, o azul de seu cabelo e o verde das plantas, enquanto mostra o cachorrinho e a caveira ocupando o seu devido lugar.

* Chris Fuscaldo, escritora e jornalista


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Ouça aqui “Distopia”: https://tratore.ffm.to/distopia

 
Assista aqui o clipe de “Distopia”: 
 

 



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