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[Crítica] O Oficial e o Espião

Sinopse:
Oficial e o Espião se passa em Paris, final do século 19. O capitão francês Alfred Dreyfus é um dos poucos judeus que faz parte do exército. No dia 22 de dezembro de 1884, seus inimigos alcançam seu objetivo: conseguem fazer com que Dreyfus seja acusado de alta traição. Pelo crime, julgado à portas fechadas, o capitão é sentenciado à prisão perpétua no exílio. Intrigado com a evolução do caso, o investigador Picquart decide seguir as pistas para desvendar o mistério por trás da condenação de Dreyfus.


O que eu achei?
Alguém aqui já deve ter ouvido falar do caso Dreyfus.Foi um escândalo político que dividiu a Terceira República Francesa de 1894 até sua resolução em 1906. O "Affair", caso como é conhecido em francês, passou a simbolizar a injustiça moderna no mundo francófono e continua sendo um dos exemplos mais notáveis ​​de um complexo erro judicial e do antissemitismo. 
Alfred Dreyfus era um oficial do Exército francês que foi injustamente acusado de passar informações para a polícia alemã. 
Em 1894, Madame Bastian, empregada da limpeza na embaixada alemã em Paris descobriu uma carta suspeita no cesto do lixo do adido militar alemão, o tenente-coronel Max von Schwarzkoppen. Madame Bastian entregou os papéis aos serviços secretos franceses, que logo concluíram que existia um traidor entre os oficiais franceses, que fazia espionagem para os alemães. Quando o caso se tornou conhecido, a carta passou a ser conhecida como "Le Bordereau".
Essa carta continha informações secretas de artilharia, com informações que falavam de novos armamentos e canhão. Fizeram uma análise grafológica comparativa entre as pessoas que tinham essas informações e a letra dessas pessoas com a letra da carta. Nessa análise grafológica, a letra que mais bateu foi a de Dreyfus, então  ele foi tido como principal suspeito.
Alfred Dreyfus era o único oficial judeu entre os que poderiam ter escrito a carta. Por isto, foi considerado o principal suspeito e levado a julgamento. O memorandum foi usado como instrumento de acusação contra Alfred.
Dreyfus foi condenado à prisão perpétua na Ilha do Diabo, na costa da Guiana Francesa.
Em novembro de 1894 ele foi julgado e recebeu a sentença de prisão perpétua.Alguns meses depois,o Coronel Georges Picquard (Jean Dujardin) descobre que o verdadeiro culpado era o oficial Esterhazy. Agora ele terá que mostrar a verdade ao mundo.E quem interpreta o protagonista é Louis Garrel.
Na França, o caso Dreyfus representa o anti-semitismo que poderia vir a se tornar comum-e foi meio que um presságio do que assolaria a Europa no século seguinte. 
A impressão que eu tive foi que o Polanski meio que quis traçar um paralelo da situação de um homem injustamente acusado.Só que no caso do Dreyfus, ele realmente inocente enquanto o diretor polonês confessou ter drogado e estuprado Samantha Geimer, na época com apenas 13 anos. Ela até já o perdoou publicamente mas não dá para imaginar o trauma que esse episódio deixou. 

É um filme razoavelmente bem executado, meio que ecoa o The Post do Spielberg no sentido de narrar uma injustiça histórica e uma tentativa de repará-la. 

                          Trailer:





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