Novidades

[News] Sapiranga lança o primeiro single do ano


Com o berimbau nas mãos e a sua voz marcante, Sapiranga lança a canção OArco do Tempo, onde traz suas impressões a respeito do homem moderno e seu ancestral. Destaque entre a atual geração de músicos baianos, o compositor dá continuidade aos seus lançamentos de estúdio após ao elogiado A Popular Música Brasileira, que contou com a participação de Zeca Baleiro, Margareth Menezes e Xangai.

Nascido de parteira em Gandu-BA, a terra do cacau, foi conhecer a capital Salvador aos 8 anos em viagem de cores, imagens, cheiros e experiências que o marcaram profundamente e o encaminharam para sua vocação. “O rufar dos tambores das bandas afro era de uma dimensão que eu não conseguia fazer ideia, mas que contagiava como se eu já pertencesse àquela história - e pertencia. Ainda não se falava em axé music, mas em samba reggae - a beleza dos blocos afro. Araketu, Malê de Balê, Muzenza e Olodum. Lembro bem que as músicas que tocavam nas rádios falavam todas essas palavras que mencionei e o som misturava vozes e tambores”, relembra Sapiranga.

Nesta mesma viagem, conheceu a mítica Itapuã, onde tomou contato com o seu primeiro instrumento musical. “Novamente toda aquela onda de cores e sons contagiantes. Ali eu estava entre o Repente e a Capoeira. Não entendia bem, mas ganhei o meu primeiro instrumento, o Berimbau. Sai tocando como quem já tinha uma familiaridade. Era a primeira vez que das minhas mãos saía música com um instrumento. Com certeza, ali foi plantada a grande semente do eu músico”, destaca.

Hoje vivendo em São Paulo, no bairro da Vila Mariana, onde mantém seu estúdio, Sapiranga volta às suas raízes em um projeto chamado Origem, que começa com três lançamentos. Em O Arco do Tempo resgata o berimbau, seu primeiro instrumento. Os próximos serão um samba chamado Em cima da Alpercata e um xote intitulado Palavra Boa.


O ARCO DO TEMPO
(Letra e música: Sapiranga)

Pela voz que ecoa no universo
do infinito aos vãos do oceano
Tanto do que tá longe ao que tá perto
No passado, presente ou há mil anos
Reverbero aqui meu manifesto
Pro humano, cada vez mais um mano

Pela linha que alinha os planetas
Quem costura é a mão do soberano
Do mais alto até os gametas
Grão de areia ou cometa em altos planos
De uma coisa que tenho certeza
Entra ano, tem sempre mais um ano

Gira a Terra, voa pensamento voa
E me leva onde tenho que chegar
Gira a Terra, coração de uma pessoa 
É a casa que o bem vem habitar

Gira o mundo na rota da esperança
Quem espera tem sempre que alcançar
Sem cansar sem cessar sua labuta
De ver este mundo melhorar
Mais o mundo é perfeito a conduta
Do povo que tem que transformar

Deixo aqui esses versos tão sinceros
Confirmando o amor no coração
Tanto pros que tão longe, os que tão perto
Pois que venham nessa embarcação
Nesta nave do amor no hemisfério
Rudo ao Norte, vamos meus irmãos

Gira a Terra, voa pensamento voa
E me leva onde tenho que chegar
Gira a Terra, coração de uma pessoa 
É a casa que o bem vem habitar  

Coragem, meu bem, coragem
Pra fazer a travessia
Rema mais, com vontade
Rema todo o santo dia
Pois todo dia é santo
Da meia noite ao meio dia

Pois todo dia é santo
Todo o santo dia

 FICHA TÉCNICA

Voz e Berimbau: Sapiranga

Selo: Música Mundi

LINK PARA OUVIR A MÚSICA:

https://ps.onerpm.com/4389285876  



Nenhum comentário