01 junho 2018

[Crítica] A Barraca do Beijo

Sinopse:O primeiro beijo de Elle vira um romance proibido com Noah o cara mais gato da escola, mas acaba colocando em risco a relação com seu melhor amigo Lee irmão do Noah.


O que eu achei: 
"AMIGAAAAA DO CÉU VOCÊ VIU ESSE FILME?" foi uma das diversas perguntas que recebi de 15 pessoas que me abordaram na última semana referente a ter assistido a barraca do beijo, eu sempre respondia "ainda não tive tempo, estou em semana de provas" e todas as 15 pessoas falaram algo bem parecido como PARA TUDO E ASSISTA. Já estava ficando muito irritada com essa propraganda boca a boca e as cobranças irritantes de "e aí já viu?" (Detesto isso a chance de pegar ranço do filme/música/série é de 96%) decidi ver o filme logo e tirar esse povo do meu pé.
Filme assistido e opinião formada... mesmo com os clichês adolescentes eu curti muito a vibe do filme e dei muitas risadas com a Elle é suas confusões. O legal dessa história é o mundo de descobertas feitas por todos os personagens, essa questão de deixar a infância e se adaptar a adolescência, as mudanças do seu corpo, aos sentimentos e toda a perspectiva de que essa fase é muito importante e talvez uma das melhores da sua vida (Ponto este abordado no baile do filme com o tema Lembranças) e de como viver fazendo suas escolhas pelo que você entende sendo o melhor para si. Este último é a moral do filme, pois Elle sempre se preocupava com o que o Lee iria gostar ou não, ou seu pai, ou as pessoas ao seu redor... menos com o que ela mesma queria.
O ponto negativo do filme é a forma como abordam o Noah: ele é apresentado como um cara galinha, rei da escola, que vê a Elle como uma irmãzinha chata que ele tem que ficar protegendo, ah ele também tem problemas de controle de raiva... Só que essa proposta de personagem não é passada, ele parece ser mais um ponto de razão no meio da confusão causada por Rochelle. Ele não é um príncipe encantado e também não é um bad boy, apenas Noah um cara que gosta de uma menina, que deseja cuidar dela. Meu maior incomodo é como os outros personagens o tratam como errado, desde o pai da Elle diz que não quer ver os dois juntos, até ter o ponto do Lee achar que ele agrediu a Elle... Essa característica que tornaria o Noah tóxico não foi abordada dessa forma (tá ele tem umas três brigas e duas delas protegendo quem ama).
A vida é tão cheia de limites impostos por todos que deixamos de ser felizes e ousados apenas para não sair dos padrões esperados. Então sejamos todos um pouco mais de "Elle" rindo, brincando, vestindo o que queremos e dando nosso coração a quem amamos e como "Noah" ao brigar por aquilo que nos é importante.
O final foi a melhor coisa deixando a história aberta não apenas a uma continuação... mas com todo esse aprendizado de Viver a vida como ela é tirando o melhor de tudo.

"E pela primeira vez, tudo de repente parecia possível". 

Por Jaqueline Ribeiro

4 comentários

  1. Ainda não vi,por achar muito adolescente. Mas para um clima "Sessão da tarde" parece valer a pena. :)

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    1. Eu assisti justamente no feriado quando já tava deitada no sofá comendo uns docinhos 😉

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  2. Também não achei o Noah, bad boy. Ele briga para defender a Elle. O filme peca em algumas cenas mal feitas. Mas no geral eu amei é leve, divertido e espero que tenha continuação. A Elle sem dúvidas rouba a cena. A cena que eu mais gosto é quando ela decide ficar com o Noah com ou sem a aprovação do Lee.

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    1. Curiosidade: existe uma continuação em livros chamada "a casa da Praia" torcendo muito para a Netflix adaptar.
      Minha cena preferida é a do vestiário masculino. GIRL POWER

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