03 setembro 2018

[Resenha] O Fundo é Apenas o Começo

Sinopse: Caden bosch está a bordo de um navio que ruma ao ponto mais remoto da terra: challenger deep, uma depressão marinha situada a sudoeste da fossa das marianas. Caden bosch é um aluno brilhante do ensino médio, cujos amigos estão começando a notar seu comportamento estranho. Caden bosch é designado o artista de plantão do navio, para documentar a viagem com desenhos. Caden bosch finge entrar para a equipe de corrida da escola, mas na verdade passa os dias caminhando quilômetros, absorto em pensamentos. Caden bosch está dividido entre sua lealdade ao capitão e a tentação de se amotinar. Caden bosch está dilacerado. Cativante e poderoso, o fundo é apenas o começo é um romance que permanece muito além da última página, um pungente tour de force de um dos mais admirados autores contemporâneos da ficção jovem adulta.

O que eu achei:
Em O Fundo é Apenas o Começo conhecer a vida de Carden, nosso protagonista que vai nos mostrar sua vida por dois pontos de vista. Sendo um deles um garoto que leva uma vida normal como qualquer outro, mas ele começa a criar paranoias de que um garoto em sua escola está querendo matá-lo. O outro lado da história é dele abordo de um navio, servindo a um capitão e tudo mais no belo estilo Piratas do Caribe. 

O livro pode parecer confuso pois são duas perspectivas do mesmo personagem em locais completamente diferentes e essa alternância de narração acontece muito rápido. O livro possui capítulos curtos (que particularmente acho que a história consegue fluir mais para o leitor), mas em determinada circunstância a história de início poderia ter contado com uma narração mais extensa, pois em alguns momentos no início pareceram confuso, mas você consegue se acostumar. 

A história vai além de uma literatura fantástica, neste livro vamos ver um lado dramático também que vai abordar sobre a esquizofrenia e o autor consegue colocar momentos muitos tocantes em sua narrativa. Vendo Carden criando seu mundo fantástico para se manter no mundo real é algo que me tocou bastante e sua história nos faz avaliar o quanto estamos exercendo de empatia com o próximo também.

A leitura não é algo pesado, tem sua tonalidade necessária, mas segue num ritmo que você flui muito fácil. Além do tema da doença veremos também sobre relacionamento em família e o autor apresenta de uma forma que se você um coração mais amolecido é impossível não ir as lágrimas. O livro também conta com algumas ilustrações feitas pelo próprio filho do autor, e a editora Valentina merece os parabéns pela edição linda que ficou o livro.

Por Jaqueline Ribeiro

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