06 setembro 2018

[Crítica] A Freira

Sinopse:Presa em um convento na Romênia, uma freira comete suicídio. Para investigar o caso, o Vaticano envia um padre assombrado e uma noviça prestes a se tornar freira. Arriscando suas vidas, a fé e até suas almas, os dois descobrem um segredo profano e se confrontam com uma força do mal que toma a forma de uma freira demoníaca e transforma o convento em um campo de batalha.



O que eu achei?
A freira tinha de tudo para fazer algo incrível e ir para um caminho gótico e pesado, mas no final entrega todos os clichês do gênero e nos faz perder o medo da ameaça demoníaca, oferecendo apenas um entretenimento barato.

Todo ano temos um hype pelo gênero do terror, o excelente “Hereditário” nos mostra como o gênero pode se renovar e principalmente como ser aterrorizante sem mostrar quase nada, apenas sugestão e trabalho com a expectativa de quem assiste. A freira vem com essa mesma energia motivada pelo filme “Mãe” e o “Invocação do mal 2” onde somos apresentados à presença demoníaca Valac e sua forma de freira. Uma personagem com o visual perturbador e com potencial, era claro que Hollywood iria contar sua origem.

O roteiro é o mais simplório possível, Romênia uma abadia, uma freira morre, o vaticano envia um padre que precisa da ajuda de uma noviça que ainda não fez seus votos e de um morador local, um pseudo-caçador genérico. A partir dos personagens apresentados começa jump-scare, jump-scare, jump-scare, jump-scare que se torna causativo a cada 5 minutos usando essa artimanha para te prender à trama. Seria melhor se tivessem se aprofundado na história e nos personagens. Falando dos atores, a escalação de elenco não ajudou muito. A única que se salva é a atriz Taissa Farmiga que está menos pior, os outros não dá para julgar quando o roteiro não ajuda.

Um ponto positivo é a fotografia e a locação. Ou seja, o demônio tem um bom gosto. O visual da abadia e os cenários internos são bem fieis à época e principalmente nos remete ao terror psicológico gótico. A direção não é nada inovadora e a trilha sonora é genérica.

Fica difícil falar do filme quando te oferecem muito pouco. O grande chamariz que seria a Freira demoníaca perde força na metade do filme. O impacto visual é interessante mas não é bem aproveitado. Se tivessem mostrado pouco menos do demônio e melhorado a história em volta da entidade ajudaria. Atualmente o gênero terror está se renovando com filmes como “Corra!”, “A bruxa” e “Hereditário”. Em comparação “A freira” é uma sessão da tarde. Feita para assistir com a galera e rir dos sustos que levar, depois ir pra casa e dormir calmamente. A representação do Mal é muito show off, parece um cachorro que ladra mas não morde.


Assista ao trailer:


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