02 novembro 2017

[Crítica] A Noiva


Nastya é uma jovem mulher que viaja com seu futuro marido para a casa da família dele. Logo após chegar, ela percebe que a visita pode ter sido um erro terrível. Rodeada por pessoas estranhas, ela passa a ter visões horríveis à medida que a família do seu futuro esposo a prepara para uma tradicional cerimônia de casamento eslava.

Só pela cena de abertura, já é possível que o filme será perturbador. Um homem, Dr. Joseph Hamel, é visto tentando fotografar sua noiva, que morreu horas antes do casamento. Antigamente, as pessoas tinham o costume de pintar as pálpebras dos seus entes falecidos porque acreditava-se que enganavam a Morte desse jeito. A mulher, Olga, já estava morta há algumas horas e não ficava na cadeira. Após finalmente conseguir a foto após várias tentativas frustradas, Hamel faz um ritual sinistro: escolhe uma mulher virgem de sua aldeia, a captura e a enterra no mesmo caixão que Olga. Recita um encantamento que faz com que a foto (um daguerreótipo, uma foto tirada através de uma câmera escura numa folha de prata sob uma placa de cobre)mantenha a alma de sua noiva viva enquanto a foto estiver intacta. De tempos em tempos,é necessário repetir o ritual com uma moça virgem para que Olga (conhecida como Mãe)possa tomar outro corpo.
  Décadas depois,Nastya e Ivan, um jovem casal fica noivo e vão passar uns dias na casa dos familiares dele para conhecer a família e se preparar para a cerimônia de noivado. Os pais de Ivan já são falecidos e as únicas pessoas na casa são sua irmã Liza, uma viúva e seus sobrinhos, Misha e Tanya.Logo,Nastya começa a se deparar com coisas estranhas: vultos, imagens, sonhos com uma mulher misteriosa de véu branco e uma noite, entreouve Liza e Ivan conversando. Ivan é contra o ritual mas Liza insiste que é a única opção deles ou Mãe matará a todos. Noutra noite, enquanto dava um passeio pela casa,ela vê seu noivo preso e amordaçado através de uma janela. Nastya consegue soltá-lo sem que Liza perceba e conseguem fugir juntos de carro mas a irmã os percebe e executa o ritual.Detalhe: Nastya não era virgem. 
O que parecia ser um bom filme de terror até uma hora de duração, só vai caindo de qualidade conforme se aproxima de sua conclusão. O que Liza faz para proteger sua família é surpreendente mas a cena final deixa a desejar. Aliás, outra coisa que poderia ter sido melhor: a sincronização da dublagem. Houveram vários momentos em que os atores ficavam falando mas a legenda já tinha acabado adk ou o contrário:já tinham parado de falar e a legenda continuava mudando. Foi uma premissa interessante mas não foi bem desenvolvida, o que tem acontecido frequentemente com o gênero. Vale apenas pela reencenação de época e alguns sustos.


 


5 comentários

  1. Olá! Esse, definitivamente, não é o meu tipo de filme, eu fujo do gênero terror, uma pena que a premissa não tenha sido bem desenvolvida hein, mas pelo menos deu para levar alguns sustos.

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  2. Esse sempre é o meu medo em relação a filmes de terror. A gente se envolve, vai gostando... e de repente, a coisa toma outro rumo e acaba sendo decepcionante. Muitos filmes de terror têm pouca qualidade por serem pessimamente trabalhados e produzidos.
    Gostei muito da sua crítica, Clara. E talvez ainda me arrisque a assistir ao filme, mas já vou preparada.

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  3. Oi Clara.
    Não gosto muito do gênero terror, sendo livros ou filmes. Então não vou ver esse filme.
    A premissa tem tudo para dar num filme bom. Pena que o desenrolar e o desfecho te desapontou.
    Ter problemas de sincronização com fala e legenda é extremamente irritante. Não consigo ver filmes ou séries assim.
    Bjs

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  4. Ontem, passei em frente ao cinema e quando vi o pôster do filme é que vi que é baseado em fatos reais... Medão!

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  5. Claro que não vou assisti a esse filme. Kkkk sou muito medrosa.
    Essa pratica de fotografar os mortos eu ja conhecia, era muito forte do século XIX. Recentemente fiquei sabendo que tem pessoas que fazem isso, mas sem maquiar. Vai entender!!!
    Se fosse livro me arriscaria a ler, pois achei a história interessante e curiosa. Gostei do seu ponto de vista, se eu fosse assisti, assistiria com outros olhos. Baseado em fatos reais? To fora 100%. Kkk

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