29 outubro 2017

[Crítica] Walking With the Wind (41ª Mostra internacional de cinema de SP)

Poster divulgação

Sinopse: O filme conta a história de Tsering, um garoto de 10 anos que vive nas regiões montanhosas do Himalaia. Um dia enquanto estava sozinho na sala de aula Tsering sobe na cadeira de um colega e a quebra acidentalmente, quando ele decide levar a cadeira para ser arrumada em sua vila que fica a 7Km de distância da escola sua jornada pelas montanhas com seu burro e a cadeira começa. Além da paisagem das montanhas do Himalia, da determinação do garoto é bonito se admirar a metáfora da cadeira que nós 117 minutos de filme ganha um significado essencial para qualquer pessoa que assistir essa obra.

O que eu achei:

A primeira noção de choque cultural acontece quando você observa a sala de aula e sua estrutura precária com as mesas velhas, parece ridículo uma criança ligar tanto por ter quebrado uma cadeira a primeira vista, porém assim que o professor entra na sala de aula ele questiona a seus alunos como ser feliz? 

Como ser uma boa pessoa no mundo?
Essa lição de corrigir o seus erros, de assumir as consequências de seus atos deveria estar presente em todos.

A segunda coisa que me chamou a atenção é a simplicidade da vila em que eles vivem, a falta de tecnologia (no filme mostram um rádio a pilha e um jornal de 6 meses atrás) e a população idosa debatendo o quanto eles têm sorte de viver em sua comunidade nos moldes tradicionais e em seguida é inserido uma turista japonesa que se depara com a realidade dessas pessoas e tem um enorme choque de estilo de vida e até em uma das cenas onde ela sai junto com o Tsering atrás de sinal para realizar uma ligação, ela o questiona se "eles não fazem ligação para ninguém, como eles lidam com isso?" O garoto em sua inocência responde "para quem eu vou ligar se minha família inteira vive aqui", reforçando a idéia de comunidade totalmente ligada (onde todos se tratam por tio, tia, filho) diferente do nosso mundo agitado que muitas vezes nem sabemos o nome do nosso vizinho.


Eu aprendi tanta coisa com esse filme e certamente estou revendo muitos conceitos pessoais graças a determinação do Tsering.



Escrito por Jaqueline Ribeiro


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