27 novembro 2018

[Crítica] Sueño Florianópolis

Sinopse: No verão de 1990 o casal Lucrecia (Mercedes Morán) e Pedro (Gustavo Garzón) tem 22 anos de casamento e estão prestes a se divorciar. Porém, antes de tomar essa decisão, eles resolvem viajar com seus dois filhos adolescentes de Buenos Aires para Florianópolis em um velho carro sem ar condicionado.

O que achei? Sueño Florianópolis, longa escrito e dirigido por Ana Katz, viajam para Florianópolis para tentar recuperar a união familiar com os filhos e tomar uma decisão quanto ao futuro de seu relacionamento. Eles são convidados a se hospedar numa casa de verão que pertence ao casal Marco (interpretado por Marco Ricca) e Larissa (interpretada por Andrea Beltrão).

Florianópolis é representada como um lugar cheio de promessas e segundas chances para os personagens solitários e cansados devido aos acontecimentos que levaram ao desgaste familiar e conjugal. A família argentina estabelece com Marco e Larissa, mas Lucrecia cria um vínculo com Marco que serve como fuga à sua rotina conjugal.

O filme mostra em sua maior parte o ponto de vista de Lucrecia. Lucrecia e Pedro são psicólogos e tem a tendência em analisar a si próprios e os filhos. O final do filme mostra um acontecimento que fica subentendido que será o responsável pela decisão do casal se continua junto ou se será o estopim para desfazer a família de vez.

O filme é bem introspectivo, reflexivo e em alguns momentos chega a ser um pouco arrastado. Ana Katz deixa por responsabilidade do espectador de analisar as situações apresentadas no filme e chegar à sua própria conclusão.

Trailer:



 Escrito por Michelle Araújo Silva


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