13 agosto 2018

[Resenha] HEX


Sinopse:
Toda cidade pequena tem segredos. Mas nenhuma delas é como Black Spring, o pacato vilarejo que esconde uma bruxa de verdade do resto do mundo. Os moradores sabem que não se deve mexer com ela. Assim como aconteceu com as bruxas de Salem, Katherine Van Wyler foi condenada à fogueira. Mas a feiticeira sobreviveu e continua rondando a cidade, mais de trezentos anos depois.
Com costuras em seus olhos e correntes nos braços, Katherine aparece nos lugares mais improváveis quando bem entende, sussurrando a morte para quem chega perto o suficiente para ouvir. Assim como a Morte Vermelha, de Edgar Allan Poe, ela enfeitiçou a alma da cidade de forma que escapar não é uma opção: quem se afasta demais tem a mente invadida por pensamentos suicidas, e muitos não retornam para contar a história.
Os habitantes de Black Spring controlam os passos da bruxa 24 horas por dia através do hexapp, um aplicativo de celular desenvolvido especialmente para garantir que a bruxa não seja revelada para os Forasteiros. A vigilância constante aumenta o clima de paranoia na cidade, enquanto um grupo de adolescentes desafia as regras e resolve provocar a bruxa para ver se ela é tão perigosa quanto dizem.
O que eu achei?
Hex é simplesmente um dos melhores livros de terror que já li na minha vida. Ele teve reações controversas (como sempre acontece): algumas pessoas acharam genial enquanto outras detestaram. Vou explicar porque gostei.

A história começa apresentando a família Grant, que mora na pacata cidadezinha de Black Springs, na região do Vale do Hudson, no estado de Nova York. Composta pelo pai, o Dr.Steve Grant, a mãe,Jocely, uma dona de casa e seus dois filhos, Tyler e Matt. No início, o autor apresenta a cidade e suas regras: a bruxa Katherine Van Wyler assombra a cidade há mais de 300 anos e aparece esporadicamente. Os moradores tentam manter o máximo possível de distância dela, mesmo que ela não possa falar nem ver porque sua boca e seus olhos foram costurados. As crianças são ensinadas desde pequenas a não interagir com ela e sob hipótese alguma, tocá-la. Os moradores criaram o HEXAPP, um aplicativo atualizado em tempo real para monitorar os movimentos da bruxa. 


O maior medo de todos é que Katherina abra os olhos e a boca porque acreditam que se isso acontecer, sua ira recairá sobre todos e estarão condenados a sofrer um destino terrível. Enquanto isso, alguns adolescentes do grupo de ´´amigos´´ de Tyler, incluindo Jaydon Holst, filho de Griseld Holst, a viúva do açougueiro, que todos sabiam sofrer abusos por parte deste. Em determinado ponto do livro é revelado que Griseld fazia oferendas em segredo à bruxa. Mas as coisas não saem como planejado...


Quando um vídeo mostrando os jovens cortando uma parte do seio da bruxa, Robert Grim, o chefe da agência, decide tomar medidas drásticas. Afinal,tempos difíceis requerem medidas desesperadas. 

Quando eu vi a capa pela primeira vez me perguntei se havia alguma relação com os olhos da bruxa, por ter uma espiral e uma silhueta humana na capa traseira.Mas conforme você vai se aproximando do final da história, vai vendo que a espiral refere-se á situação ficando cada vez mais grave. O final é chocante. É importante saber que a versão brasileira da Darkside não foi traduzida diretamente do holandês mas sim da tradução americana de Nancy Forest-Flier.Eu não li a versão original então não posso comparar. Embora tenha achado a tradução brasileira boa, gostaria de saber como é a original. Nos agradecimentos, Heuvelt fala para subornarmos um holandês para que ele conte. O que mais me prendeu a atenção na narrativa foi o de 
O Thomas esteve no Brasil durante a turnê e o conheci no dia 13 de junho. Ele participou do bate-papo mediado com a Bruna Miranda e conversou com todos, contou de seus heróis de infância Roald Dahl e Stephen King (que elogiou sua obra!) e pedi para ele nos contar das tradições holandesas que o inspiraram a escrever HEX. 
 Esteja avisado: leia de dia!


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