27 março 2018

[Resenha] Constantine-Fantasmas do Passado

Sinopse:Mesmo dentro dos círculos sobrenaturais que cercam John Constantine, algumas coisas são impossíveis. Mas, quando os fantasmas que assombram o mago começam a ser assassinados, fica claro que algumas regras estão mudando. Muito pior do que a morte-padrão, este segundo fim significa esquecimento – nada de vida após a morte, nenhum caminho de volta. Para impedir isso, Constantine deve explorar as barreiras entre o mundano e o extraordinário, e se embrenhar na investigação mais estranha de sua vida, que trará à tona alguns casos do passado que estariam melhores guardados no fundo da memória.
O que eu achei?
Sou fã do mago John Constantine, adoro a linha de quadrinhos Hellblazer, considero um dos melhores da Vertigp, juntamente com Sandman, Fables, Preacher, Lucifer e Watchmen. Ele é um daqueles personagens que, apesar de terem habilidades extraordinárias (não digo super-poderes porque ele não tem super-poderes, apenas é um mago estudioso e praticante de ocultismo) é humano: fuma,bebe,fala palavrão e tem vários relacionamentos tanto com mulheres, quanto como homens- aliás, a bissexualidade sempre foi uma característica dele mas que havia sido deixado de lado pela DC nos últimos anos.

Fantasmas do passado faz parte de uma nova série do Constantine-em uma revista só dele. Desde que Alan Moore o criou, ele passou por vários roteiristas, sendo a de Jamie Delano a era mais famosa.Nomes renomados como Garth Ennis e Peter Milligan também já marcaram presença nas HQs. Embora essa história se aproxime mais das histórias originais publicadas em 1988, ela deixa um pouco a desejar na quantidade de traumas e cicatrizes que ele tinha. Mas nem por isso deixa de ser um bom ponto de partida para quem nunca leu Hellblazer e deseja se aventurar nesse universo.

Como o título sugere, John é assombrados pelos fantasmas de seu passado, vítimas dos erros que custaram a vida delas. Quando esses fantasmas começam a desaparecer do nada, Constantine percebe que há algo errado e começa a investigar o que aconteceu. Durante a investigação, ficamos sabendo um pouco do histórico dele: inglês de Liverpool mas foi morar em Nova York por questões de trabalho. Ele namorava uma mulher chamada Veronica Delacroix mas essa relação chegou ao fim devido ao jeito irresponsável com que ele usava a magia para beneficiar sua banda, Membrana Mucosa (digamos apenas que é um nome apropriado para o que Veronica se tornou). Novos personagens aparecem, inclusive um possível novo interesse romântico para John: Oliver, o dono do café. 


Gostei da arte, especialmente uma cena em que ele é liderado ao inferno por um demônio e vemos duas páginas que devem ser lidas de cima para baixo porque cada seção representa um arco do inferno do modelo da Divina Comédia, de Dante Alighieri .Ming Doyle e James Tynion IV proporcionaram diálogos leves, com pitadas do característico humor sarcástico de Constantine e a arte de Riley Rossmo transmite aquela sensação de perigo iminente tão presente nas histórias do mago. O resultado geral é uma história bem-construída e que vale a pena ter na coleção, seja você um calouro ou veterano das HQs de Hellblazer.


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