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[Crítica] Cravos

 

Sinopse:

Uma família. Três gerações de artistas. Mário Cravo Junior, avô e ícone da escultura modernista brasileira. Mário Cravo Neto, pai e fotógrafo reconhecido mundialmente. Christian Cravo, neto e fotógrafo em ascensão. Três homens unidos pelo sangue e pela arte, divididos pela natureza selvagem de suas personalidades.





O quê eu achei?

Admito que até assistir esse documentário nunca tinha ouvido falar da família Cravo.O diretor Marco Del Fiol(conhecido por Segundo Movimento para Piano e Costura e Espaço Além-Marina Abramović e o Brasil)apresenta a família ao espectador,com foco na geração de avô(Mário Cravo Junior, um fotógrafo mundialmente famoso),o pai(Mário Cravo Neto,escultor modernista)e o neto(Christian Cravo, fotógrafo que está construindo sua carreira).

A maior parte do doc é narrada por Christian viajando por destinos africanos como Uganda,Tanzânia e Namíbia.Já começamos acompanhando a observação de elefantes e durante a narrativa,vemos outros animais selvagens como leões,girafas e crocodilos, o que me fez sentir como se estivesse assistindo um documentário da National Geographic(que,aliás,sempre gostei de assistir,desde criança)intercalados com gravações de depoimentos de familiares e de pessoas que trabalharam e/ou conviveram com seu pai e avô de algum forma.

Alguns amigos da família que depois pereceram no terremoto do Haiti compartilham suas vivências com o avô; vemos também alguns desentendimentos que ele tinha com outros familiares e lembranças de sua infância.

Em nenhum momento fica tedioso ou desinteressante e a maneira como o espectador acompanha o desenvolvimento da relação entre o pai-que foi quem lhe influenciou a seguir a profissão-e o avô, que foi quem praticamente o criou- é bem construída.

No final vemos uma interessante homenagem ao círculo familiar: Christian dando continuidade à obra que tinha sido criada por seu pai, ao mesmo tempo que brinca com seus meios-irmãos mais novo, filhos do segundo casamento do seu pai e suas próprias filhas. A lição é que a arte ultrapassa qualquer barreira ou conflito, pois ajuda-nos a entendermos um ao outro melhor.


                       Trailer:





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