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[Crítica] Roda do destino

 

Sinopse:

Roda do Destino é um triângulo amoroso inesperado, uma emboscada de sedução falhada e um encontro depois de um desentendimento. Contado em três movimentos (ou capítulos) e três mulheres em suas decisões e trajetórias.





  O quê eu achei?

Esse é o primeiro filme do diretor Ryusuke Hamaguchi que confiro. Sou fã de cinema japonês mas ainda não conhecia o trabalho dele.

Roda do Destino é dividido em 3 partes, cada uma contando uma história. Embora elas não estejam necessariamente conectadas entre si-apenas os temas em comum- a justaposição torna a ligação entre elas coerente.

No primeiro, Magic, vemos uma modelo chamada Meiko (Kotone Furukawa) indo para casa em um táxi depois de uma sessão fotográfica com sua amiga, uma diretora de arte chamada Gumi (Hyunri Lee), e fofocando animadamente sobre o homem que Gumi começou a ver. Este indivíduo de som maravilhoso realmente se abriu sobre seus próprios sentimentos no encontro deles, falando sobre o ex que lhe partiu o coração. Algo nesta descrição torna Meiko muito atenciosa, e ela vai ver seu próprio ex, um jovem empresário de sucesso chamado Kaz (Ayumu Nakajima).

Na segunda história, Porta Bem Aberta, uma estudante chamada Nao (Katsuki Mori), casada e com filho, está tendo um caso com um jovem formado, Sasaki (Shouma Kai), que acaba de ser humilhantemente reprovado por seu professor Segawa (Kiyohiko Shubukawa), um premiado pesquisador e romancista. Zangado e vingativo, Sasaki pede a Nao que tente seduzi-lo para que ele seja desonrado.

E na terceira história, Mais uma vez, Moka (Fusako Urabe) é uma mulher de trinta e poucos anos que vai a uma reunião de sua turma do Ensino Médio e só depois, na estação de trem, encontra a pessoa que ela realmente queria ver: a mulher que foi seu primeiro amor. Nana (Aoba Kawai), apesar de aparentemente nervosa e desorientada, está encantada em vê-la. Mas é só na metade de sua conversa que ambas fazem uma descoberta alarmante.

Hamaguchi mostra como cada situação é redimida, ou de qualquer forma alterada, por uma espécie de milagre. No primeiro, Meiko tem o poder mágico de parar e rebobinar o tempo para que ela possa interpretar uma determinada situação, ou conversa, de maneira diferente. Na segunda, a consideração de Segawa significa que Nao está profundamente emocionada e isto complica seus desenhos eróticos sobre ele. Durante a conversa, ele pede que a porta de seu escritório seja mantida aberta para evitar qualquer sugestão de impropriedade, mas isto também é emblemático de sua própria abertura. E, no terceiro, Moka e Nana usam a encenação para aliviar suas dolorosas cargas emocionais.

A história que mais gostei foi a segunda porque teve uma citação que achei bem marcante do professor Segawa:

-Recuse quando a régua da sociedade tentar te medir.Não sei o que aconteceu em sua vida, mas se as pessoas à sua volta fizeram com que pensasse que você não tem valor,reaja,por favor. Você deve abraçar o valor que possui e que apenas você conhece.É doloroso fazer isso sozinho.Ainda assim, é algo necessário.Porque apenas aqueles que fazem isso conseguem desenvolver vínculos inesperados e incentivar alguém.Pode nunca acontecer, mas se ninguém nunca fizer, nunca acontecerá mesmo.Nem todos conseguem.

Roda do Destino está no catálogo da Belas Artes À La Carte


                           Trailer:





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