11 abril 2018

[Critica] Baseado Em Fatos Reais

Sinopse: Durante o lançamento de seu mais novo livro, a autora Delphine (Emmanuelle Seigner) conhece Elle (Eva Green), uma de suas fãs, que lhe pede para autografar seu exemplar. Elle também é escritora, trabalhando como ghost writer em biografias de celebridades. Aos poucos as duas se aproximam, com Elle se tornando cada vez mais presente na vida da autora. Por mais que às vezes se sinta incomodada com a onipresença da nova amiga, Delphine permite a aproximação devido à sua fragilidade emocional, o que logo se revela um erro.

O que eu achei?

Baseado em fatos reais é um dos melhores e mais perturbadores filmes que já assisti na vida! Fui com poucas expectativas e essas foram superadas com sucesso e maestria. Quer saber como? Confira abaixo.

Ainda estou tentando digerir essa história, estou me sentindo a própria Nazaré Tedesco com esse filme, porque de previsível essa história não têm nada e o poder que a história têm sobre nós é impactante e surreal, pois tudo começa quando ficamos intrigados com a aproximação de Elle e como as duas começam a ter uma relação amigável e “sincera”, no início sentimos angústia do que poderá acontecer com Delphine, já que o livro que escreveu impactou e transformou a vida de milhares de pessoas, estava bastante curiosa para saber qual era o tema do livro e o porquê de impactar as pessoas.
Na primeira parte do filme, fiquei em agonia, porque estava bastante nítido que Elle não tinha boas intenções com a escritora, tudo bem que fizeram a personagem parecer uma psicopata e qualquer um poderia perceber, mas Delphine era a única que parecia não perceber, a começar pelo modo como Elle começa a interferir na vida da escritora e a se intrometer aos poucos na vida íntima da autora, que estava muito debilitada emocionalmente para perceber, o que só provocava mais desespero nos telespectadores.

No entanto, quando a autora começa a perceber o grande erro que percebeu parece ser tarde demais, Elle praticamente tomou seu lugar e comanda sua vida de uma forma bastante obsessiva e violenta, principalmente com o psicológico da autora. É incrível perceber o modo de persuasão da fã com a autora, porque para quem olha de fora sabe que a vilã é Elle, porque pensei que Elle tivesse se aproximado da mulher para roubar sua identidade, seus trabalhos ou até escrever uma biografia ou estava atrás de vingança, porque a aparência dela era idêntica da autora, também não sabia o que Delphine tinha escrito no seu livro, mas acontece uma reviravolta que muda totalmente  nosso olhar e perspectiva quanto ao caminhar da história, assim  surgem novas teorias e expectativas são criadas ao longo do filme e o que o livro de Delphine falava ficou para trás e o que Elle queria ou pretendia fazer era o que importava.
É um pouco revoltante ver que a personagem não percebeu o perigo que estava se metendo, porque eram coisas simples, coincidências muito suspeitas e improváveis de acontecer que cheguei a pensar em certa parte do filme se a autora não estava ciente do perigo e queria se arriscar ou seu estado mental estava tão debilitado e frágil que não percebia, mas com a chegada do final é revelado a grande sacado do filme, e tudo o que tinha-me feito passar raiva, angústia e revolta foi transformado em horror e sai da sala do cinema perturbada com tudo o que tinha acontecido, finalmente tudo se encaixava e o que era mais louco e absurdo, porque foi uma verdadeira experiência de que não dá para acreditar nas aparências e no óbvio.

A história é tão perturbadora e eletrizante que o efeito que causa é ainda mais impactante, a história é construída envolta de todo um cenário sombrio e convidativo, foi impossível não sentir remorso e aflição, eram tantas emoções dúbias e as reviravoltas não ajudavam, parecia errado certa ação depois parecia o certo, foi uma verdadeira montanha-russa de emoções, já que estava tão conectada com a história que foi impossível não ter ficado com um sentimento de terror e ao mesmo tempo aliviada por ter conseguido chegar ao final.

Baseados em fatos reais é um filme que não termina quando as luzes do cinema se acendem, pois vai muito além, no caminho de casa até quando você for dormir estará pensando na história de Elle e Delphine e no quão absurda e genial ela é, não sei vocês, mas eu ainda não me recuperei do impacto desse filme e acredito que não vou me recuperar nem tão cedo.

Preciso elogiar as atuações da Eva Green e Emmanuelle Seigner, pois às duas estão simplesmente sensacionais, mas Eva Green com toda certeza é o destaque do filme, é impressionante como essa mulher consegue incorporar tão bem seus personagens e cativá-los de uma maneira subversiva, as duas deram um show de atuação.


Assista ao trailer:




Por Thais Marinho

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