12 outubro 2017

[Crítica] As aventuras do Capitão Cueca


Jorge e Haroldo são amigos inseparáveis, tanto no colégio quanto na casa na árvore que mantém juntos, onde se dedicam a escrever histórias em quadrinhos do Capitão Cueca, super-herói por eles inventado. Ambos adoram se divertir na base de pegadinhas, especialmente em relação aos professores e ao rabugento diretor Krupp. Quando são ameaçados de serem separados de turma, Jorge usa um anel hipnótico contra o diretor, que faz com que ele obedeça a todas as suas ordens. É quando a dupla tem a ideia de transformá-lo no próprio Capitão Cueca.


O que eu achei?
Capitão Cueca era uma das animações que mais aguardava assistir, só de assistir o trailer achei bastante engraçado e com uma boa história para se assistir no cinema e quando finalmente assisti o filme a confirmação não poderia ser outra: a animação é bastante divertida e agrada todos os públicos. 

Jorge e Haroldo são melhores amigos, desde a infância criaram uma amizade tão forte que já não conseguem se ver separados, seus dias são passados quase que exclusivamente na casa da árvore, onde brincam, criam pegadinhas e produzem inúmeras histórias em quadrinhos, entre elas a mais famosa sobre o Capitão Cueca um super herói que eles têm tanto orgulho de criar suas histórias divertidas e cheias de ação. Os dois adoram se divertir e principalmente fazer pegadinhas em relação a seus professores e o mal-humorado diretor Krupp. Entretanto, essa diversão está prestes a acabar quando o diretor ameaça separá-los em duas turmas, em um momento inusitado Jorge tenta hipnotizar o diretor e o mais absurdo é que funciona e os dois tem uma ideia brilhante: transformar o diretor no Capitão Cueca. 

O que parecia ser uma ótima ideia,já que o super herói deles saiu do papel, entretanto ele não têm os poderes que nas histórias e sua percepção de mundo é muito diferente da realidade, então os dois terão que cuidar do Capitão Cueca para que ele não se machuque e nem chame muita atenção, só que quem disse que seria uma tarefa fácil? o herói se meterá mais em confusões e desastres do que realmente salvar o mundo do mal. É nesse cenário inusitado, que Jorge e Haroldo nos contam suas aventuras e como irão lidar com o Capitão Cueca, e parece que estamos realmente fazendo parte da história, pois os dois em vários momentos falavam com o telespectador e com certeza essas eram as melhores cenas, pois continham um humor bastante agradável e gostoso de dar risada. Como toda história de herói, é necessário um vilão que no caso é o professor Poppypants, um homem que odeia ver pessoas rindo e pretende acabar com esse instinto natural dos humanos, pois não enxergar nenhuma relevância ou vantagem nos sorrisos ou risadas.

As crianças junto com o Capitão Cueca, sem imaginar, terão que enfrentar o vilão e combater seu plano maligno. A animação retrata esse jogo do bem contra o mal, como a diversão x mau humor, a diversão para as crianças é fundamental e necessária em suas vidas, não devem ser tratadas como adultos e nem penalizadas pelas vidas infelizes de seus professores e diretor. Haroldo e Jorge são crianças que adoram se divertir, suas pegadinhas são inofensivas, mas para os adultos é algo detestável, e isso é bem visível, pois a escola dos dois parece uma prisão por ter inúmeras restrições e professores nada felizes e estimulados. 


O humor é de um jeito bastante encantador e prazeroso, confesso que fiquei bastante surpresa em como o inseriram na animação, o Capitão Cueca em si já é engraçado, e Haroldo e Jorge têm as melhores pegadinhas e ainda narram a história deles de um jeito bastante divertido, principalmente quando faziam piadas sobre a escola e não tinha como não rir, já que as analogias sobre o estado da educação e como são os adultos é de um humor inteligente e descontraído.


Trailer:

Escrito por Thaís Snape

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