09 janeiro 2018

[Crítica] Lou

                           

               
                                    Sinopse
A escritora e psicanalista Lou Andreas-Salomé decide reescrever suas memórias aos 72 anos. Ela relembra sua juventude em meio à comunidade alemã de São Petersburgo. Desde criança, sonhava em ser intelectual e estava determinada a nunca se casar ou ter filhos. Além de trabalhar com nomes famosos, ela escreve sobre os relacionamentos conturbados com Nietzsche e Freud, além da paixão por Rilke e conflitos entre autonomia e intimidade, junto com o desejo de viver sua liberdade.
O que eu achei ?
Quando recebi o convite para ir nessa cabine, assisti o trailer e fui pesquisar sobre quem foi Louise Andreas-Salomé pois nunca tinha ouvido falar dela. Logo descobri que se tratava de uma filósofa de origem russa mas que residiu na Alemanha durante boa parte de sua vida que ficou conhecida por ter ideias vanguardistas sobre o papel da mulher da sociedade e por ter se relacionado com vários pensadores influentes de sua época.
A história começa mostrando uma Lou já idosa, com 72 anos ,interpretada por Nicole Heesters, que vive sozinha em sua casa em Göttingen (cidade alemã renomada pela universidade) e vive escondida dos nacionalistas socialistas que não aprovam suas ideias. Um dia, o germanista (pessoa adepta do movimento germanista, buscava a unificação dos povos alemães) Ernst Pfeiffer, interpretado por Matthias Lier, vai à sua casa com o intuito de conseguir ajuda profissional para um amigo (ela era terapeuta aposentada)e em troca, ele ajudará Lou a escrever suas memórias. 
Lou nasceu em São Petersburgo em 1861, caçula e única mulher após 5 filhos. Ela tinha um bom relacionamento com seu pai,Gustav Ludwig mas infelizmente ele morre de quando ela tinha 16 anos. A mãe, Louise, era uma mulher rígida que vivia impondo regras. Após perder o pai, ela se revolta contra Deus e passa a questionar os valores cristãos. A mãe contrata um tutor particular de filosofia, Hendrik Gillot, um homem de 40 anos casado e pai de dois filhos que acaba se apaixonando por ela. Um dia, ele começa a beijá-la do nada e ela se desvencilha dele após um pedido de casamento.
Essa situação inesperada tem um efeito drástico em Lou: ela faz a promessa de nunca se casar e os homens devem se aproximar dela. É lógico que ela acaba não cumprindo essa promessa. Ela vai estudar na Universidade de Zurique.Dedica-se aos estudos com afinco até que contrai pneumonia e é internada. Sua mãe a leva numa viagem para Roma para respirar novos ares e durante uma palestra da ativista Malwida von Meysenbug que ela conhece o filósofo Paul Rée (Philip Häuß) Se tornam amigos e ele a apresenta a seu amigo Friedrich Nietzsche. Previsivelmente, ambos acabam se apaixonando por ela. Lou acaba convencendo ambos a estudarem juntos e a situação evolve para um triângulo amoroso.
Tempos depois, Paul vai morar com Lou em Berlim mas são infelizes; ele é ciumento e a controla.Ela começa sua carreira de escritora e faz sucesso mas Rée vai afundando na comunidade científica. Ela procura orientação e conhece o orientador Friedrich Carl Andreas, com quem acaba se casando, com a condição de que se abstenham de ter relações sexuais. Enquanto isso, os outros ainda tentam conquistá-la. 
Pontos forte do filme: os cenários, trilha sonora e atuações. Um ponto fraco: a trama foca em mostrar quase que apenas a vida amorosa de uma mulher extraordinária. As ideias filosóficas dela são mostradas breviamente. Uma pena porque o público brasileiro deveria conhecer a obra dela. Mas mesmo assim vale a pena assistir pelo contexto histórico e conferir como uma mulher conseguia manter uma vida amorosa tão complicada.





4 comentários

  1. Não conhecia esse filme, sua crítica ficou ótima <33
    Parabéns pelo blog, já estou seguindo para poder acompanhar as novidades

    www.papomoleca.com.br

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    Respostas
    1. Olá,
      Fico feliz que tenha gostado! Espero que goste das nossas postagens!

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  2. Não conhecia esse filme! Confesso que não me interessei tanto, já que é um livro dramático e que foca mais no romance!

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  3. Clara!
    Maior vontade de assistir esse filme e poder conhecer um pouco mais sobre a Lou que foi uma precurssora em vários aspectos e tem uma história de vida maravilhosa!
    Pena que alguns aspectos da vida dela ficaram à margem, mas ainda assim, acredito que vale a pena.
    Desejo um ótimo final de semana!
    “Meta para o Ano Novo? Ser feliz!” (Desconhecido)
    cheirinhos
    Rudy
    1º TOP COMENTARISTA do ano 3 livros + Kit de papelaria, 3 ganhadores, participem!

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