10 agosto 2018

[Resenha] Eu terei sumido na escuridão

Sinopse:
Por mais de dez anos, um criminoso sexual misterioso e brutal violentou cinquenta pessoas no norte da Califórnia antes de se transferir para o sul, onde cometeu dez assassinatos perversos. Em 1986, desapareceu, evitando sua captura por 30 anos. Ao longo dessas três décadas, Michelle McNamara, uma jornalista investigativa que criou o popular website, se dedicou ao caso, determinada a encontrar o psicopata cruel que ela chamava de “Golden State Killer”, ou “Assassino do Estado Dourado”. Michelle se debruçou sobre relatórios policiais, entrevistou vítimas e mergulhou em comunidades online de pessoas tão obcecadas com o caso quanto ela. Sua investigação resultou em Eu terei sumido na escuridão , uma verdadeira obra-prima que apresenta um retrato emocional de um período da história americana e uma narrativa arrepiante sobre a obstinação de uma mulher em sua busca incansável pela verdade. Em 2018, meses após a publicação do livro nos Estados Unidos, Joseph James DeAngelo foi preso em Sacramento, Califórnia, finalmente identificado por meio de testes de DNA. McNamara, que fazia uso de medicamentos para ansiedade e transtorno do pânico, morreu de um mal súbito em 2016, aos 46 anos, e não pôde vivenciar seu triunfo. Mas, sem dúvida, seu trabalho ficará marcado como um clássico do true crime , e a obra que ajudou a lançar luz sobre o mistério do Golden State Killer.


O que eu achei?
Se você gosta de um bom livro de suspense e repleto de cenas assustadoras com certeza vai adorar este!

Michelle Mcnamara é uma jornalista com um faro apurado para investigar e um de seus hobbies favoritos é investigar por si só crimes que aterrorizaram a sociedade, assim ela se tornou uma excelente colaboração para a polícia de Sacramento. 
Ela era bem jovem quando os crimes ocorreram e sempre quis saber quem aterrorizou e amedrontou toda uma cidade, afinal o Estuprador da área Leste(EAL) era capaz de estuprar e cometer abusos psicológicos absurdos a suas vítimas. Detalhe que EAL foi uma sigla criada por Michelle após ela começar a interagir com a polícia.

EAL não era um criminoso comum, mas como assim?
Deixa eu te explicar melhor... muitos estupradores sentiam prazer apenas em submeter e humilhar suas vítimas, mas pela 1ª vez a polícia de Sacramento teve que lidar com um estuprador em série que era capaz de ficar horas e horas a fio aterrorizando e abusando psicologicamente de suas vítimas. Ele tinha um jeito peculiar de descobrir horários em que a vítima ia estar sozinha e outras vulnerabilidades tidas como únicas: sabia exatamente onde estavam suas roupas íntimas e outros detalhes pessoais. 
Suspeitava- se que ele mantinha algum tipo de vigília dias antes do ataque a casa escolhida, assim como escolhia anteriormente sua vítima. Algo que sempre incomodou a polícia era a total falta de padrão que ele tinha com suas vítimas, ele poderia estuprar uma adolescente de 14 anos, assim como uma mulher com mais de 40 anos, ou uma mãe solteira, ou uma virgem.

EAL tinha entre suas peculiaridades além de estuprar, furtar objetos sem valores comerciais, focava em objetos particulares de suas vítimas. Tinha uma forma única de criar alarmes nas casas em que atuava: usar uma xícara em cima de pires para o caso de alguém que ele tenha rendido na casa tentasse se defender, assim como colocava colheres e outros itens como sinos em cima das maçanetas das portas. Ele sempre estava alerta para possíveis erros, numa época em que não havia DNA em que ele não poderia ser pego.
Num determinado tempo foi capaz de ser extremamente frio e ter um enorme espaçamento de tempo em seus crimes, até de repente começar a matar e não apenas estuprar, então seus crimes iam de furto, estupro e assassinar, neste caso não apenas a vítima do sexo feminino, mas também seu marido ou namorado.

Eal cometeu os crimes meados dos anos 70, e sempre foi capaz de andar a beira da lei, até que num belo dia após anos de busca de DNA, muitos sites de pessoas curiosas e que desejavam solucionar o caso, enfim conseguiram um DNA compatível com EAL. Ele não foi pego por ter sido fácil demais, mas por um outro parente seu ter cometido um crime. Infelizmente Michelle não estava viva, e não soube o quanto o lançamento do seu livro nos EUA ajudou a capturar o criminoso que durante tantos anos ela sonhou em ver preso.
Michelle foi além do jornalismo convencional, sua casa era abarrotada de caixas que descreviam detalhadamente os crimes do EAL.

Enfim, nada do que escrevi é spoiler, o livro é rico em detalhes e muito difícil de largar, mas tentei prolongar a leitura, pois as cenas eram muitas vezes impactantes e me deixar inquieta. 
Leiam este livro e se preparem par a sentir o gosto da bile na garganta.

Se você assim como eu adora este tipo de assunto e é curioso sobre a história do livro, tem uma matéria incrível neste link: Clique AQUI!

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