29 agosto 2018

[Lista] Dia Nacional da Visibilidade Lésbica e Bissexual: 10 Livros Com Personagens Lésbicas

Dia Nacional da Visibilidade Lésbica e Bissexuais é uma data estabelecida no Brasil criada por ativistas lésbicas e bissexuais brasileiras e dedicada à data em que aconteceu o 1º Seminário Nacional de Lésbicas e Bissexuais - Senale, ocorrido em 29 de agosto de 1996. E para o dia de hoje, separamos uma lista com 10 livros que possuem personagens lésbicas em suas histórias.

Amora – Natalia Borges
 
Seria pouco dizer que os contos de Amora versam sobre relações homossexuais entre mulheres. Também estão aqui o maravilhamento, o estupor e o medo das descobertas. O encontro consigo mesmo, sobretudo quando ele ocorre fora dos padrões, pode trazer desafios ou tornar impossível seguir sem transformação. É necessário avançar, explorar o desconhecido, desestabilizar as estruturas para chegar, enfim, ao sossego de quem vive com honestidade. Livro finalista do Prêmio Jabuti - melhor livro de contos 2016.Livro finalista do Prêmio Açorianos - melhor livro de contos 2016.


Carol – Patricia Highsmith
 
Um thriller sobre o amor proibido entre duas mulheres Therese Belivet vê Carol Aird pela primeira vez em uma loja de departamentos de Nova York, onde trabalha como vendedora. Carol está escolhendo um presente de Natal para a filha e resplandece numa aura de perfeita elegância. Observando-a do balcão, Therese está inteiramente despreparada para o choque de uma epifania erótica e para um amor que será imediatamente condenado por todos. Pois a vida de dona de casa suburbana de Carol é tão imbecilizante quanto o emprego de Therese, e ambas partem para uma jornada sem volta. Segundo romance de Patricia Highsmith (1921-1995) a ser publicado, esta história de obsessão e libertação sexual é um dos mais importantes romances de língua inglesa do século XX, embora ainda não totalmente reconhecido. Trata-se claramente do primeiro livro de prestígio a abordar o lesbianismo com certa naturalidade, sob uma atmosfera de suspense que caracteriza todos os trabalhos da autora, mas também com direito a diálogos francos, um humor emotivo e personagens enternecedores. Um clássico contemporâneo que cativou milhões de leitores desde sua publicação, em 1952, sob o pseudônimo de Claire Morgan.


Carta a uma Paixão Simples – Dara Bandeira
Assim como o mar, o amor é cheio de mistérios, profundezas, seres e cores.
Sem medo de mergulhar, Dara Bandeira explora, em sua Carta a uma paixão simples, as múltiplas formas de sentir e se relacionar em tempos em que só a coragem faz os sonhadores avançarem em águas por vezes turbulentas. A juventude aqui não é sinônimo de superficialidade nunca. Intensa, a escritora transforma seus encontros amorosos em relicários embalados por canções da música popular brasileira e algumas doses de uísque.
Sem pretensão de ser um oráculo dos romances contemporâneos, as crônicas deste livro expõem as pequenas belezas, mas também alguns dissabores que os apaixonados enfrentam em suas trajetórias românticas, oscilando ternura e melancolia. No entanto, nestas páginas, você não encontrará vítimas nem algozes, podendo assim ter a liberdade para se identificar seja com quem amou demais, seja com quem amou de menos. Pois, quando o fim se faz presente, só há uma decisão a ser tomada: seguir em frente, uma vez que, nas palavras da própria autora, a “recompensa de viver é a própria vida”.


Toque de Veludo – Sarah Waters
 
Em uma pequena cidade litorânea da Inglaterra, Nancy Astley se distrai do fatigante trabalho no restaurante da família assistindo aos espetáculos do Canterbury Place todos os sábados com a irmã, Alice. Mas a frivolidade alegre com que acompanha as músicas e aplaude os números termina quando, travestida de homem, Kitty Butler sobe ao palco pela primeira vez. Depois disso, impelida por uma estranha fascinação, Nancy passa a ir ao teatro todas as noites. Logo é notada pela atriz e se torna sua camareira, iniciando com ela uma delicada relação na qual desejo e cautela se mesclam na rotina de apressadas trocas de roupa e velada intimidade. Assim, quando Kitty é convidada para se apresentar em outro teatro, Nancy não hesita em abandonar sua casa e tomar um trem para longe de tudo o que lhe é familiar. O que a espera do outro lado dos trilhos é o frenético mundo teatral da Londres vitoriana, e uma vida que jamais teria imaginado para si mesma. Morando juntas em uma casa cheia de artistas, elas se tornam amantes, e logo Nancy troca os bastidores pela ribalta. Rebatizada como Nan King, ela não poderia desejar mais: o sucesso, o assédio e o amor parecem inalteráveis. Mas seu mundo desmorona quando Kitty decide se casar com um homem, lançando-a em uma existência solitária e libertina, na qual ela testará os limites do erotismo e lutará para reencontrar o amor. Ambientado na Londres do final do século XIX, Toque de veludo expõe corajosa e febrilmente as subversões políticas, sociais e sexuais de mulheres que ousaram seguir os próprios desejos.


O Relógio das Flores – Drey Damasco e Sara Lecter
 
Lana, uma impulsiva agente da Polícia Civil de Curitiba, acaba de efetuar a prisão de um traficante perigoso. A notícia vaza em primeira mão para Julia Ávilla, jornalista que acumula desafetos no alto escalão do governo do Paraná.
Paloma e Renata vivem uma intensa e duradoura história de amor. Elas foram amigas de infância, descobriram-se apaixonadas na adolescência, mas somente se declararam – e se casaram – depois de adultas.
Clarissa é uma professora romântica e sensível, prestes a marcar a data de seu casamento. A festa de noivado em Vale do Hans trará de volta Paloma, Renata e Lana, que cresceram com Clarissa na cidadezinha, mas também Julia, com quem a professora estabelecerá uma imediata e involuntária conexão.
A partir dessa reunião, segredos do presente e do passado começarão a ser revelados, provando que a aparente harmonia na vida das cinco mulheres esconde medos profundos, inseguranças arraigadas e uma assustadora estratégia de vingança.


O Enterro das Minhas Ex – Anne Charlotte Gautier
 
Alguma coisa não está indo bem na vida de Charlotte. Na escola, ela se sente diferente das outras garotas da sua idade, e mesmo com o passar dos anos a incompreensão sobre si mesma persiste. Em sua cabeça, amor e amizade se misturam. Enquanto cresce, Charlotte narra as relações que vive, desde as inocentes paixonites da infância até o início da vida adulta. E, em um momento, ela entenderá que sua confusão tem nome. A partir daí, a garota desbrava um mundo desconhecido cheio de intolerância, arrogância e rejeição, mas também repleto de liberdade.


Azul é a Cor Mais Quente - Julie Maroh
 
O livro conta a história de Clementine, uma jovem de 15 anos que descobre o amor ao conhecer Emma, uma garota de cabelos azuis. Através de textos do diário de Clementine, o leitor acompanha o primeiro encontro das duas e caminha entre as descobertas, tristezas e maravilhas que essa relação pode trazer. A novela gráfica foi lançada na França em 2010, já tem diversas versões, incluindo para o inglês, espanhol, alemão, italiano e holandês, e ganhou, em 2011, o Prêmio de Público do Festival Internacional de Angoulême. Em tempos de luta por direitos e de novas questões políticas, AZUL é a COR MAIS QUENTE surge para mostrar o lado poético e universal do amor, sem apontar regras ou gêneros.


O Ano em que Morri em Nova York - Milly Lacombe
 
Romance de estreia de uma das principais ativistas LGBTT do país, numa mistura de amor a si próprio A protagonista deste romance vai do paraíso ao inferno em poucas páginas. Casada com a mulher que ama, ela suspeita de que tenha sido traída durante uma de suas viagens de negócios. A angústia de não saber o que se passa, o medo de perguntar, desconfiança e a dúvida, que nunca tiveram espaço na relação – considerada perfeita pelos amigos –, agora rondam o casal. Mas será mesmo que a traição existiu? Ou era o amor que estava minguando? O ano em que morri em Nova York não é só a história de um casamento desfeito por conta de uma suposta traição. Estas páginas trazem a trajetória de uma mulher desde a sua redescoberta até o doloroso rompimento. Uma mulher que assume sua orientação sexual tardiamente, e que luta para fazer a família entender, os amigos apoiarem e os colegas de trabalho aceitarem. Jornalista que se tornou ativista das causas LGBTT, Milly Lacombe cria neste seu primeiro romance, com viés autobiográfico, uma história densa, mas aliviada pelo humor. Um livro que é também uma viagem de autoconhecimento, e, acima de tudo, uma história de amor a si próprio.

O Poço da Solidão - Radclyffe Hall
 
Herdeira de tradicional família do interior, Stephen Gordon passou os primeiros anos de sua vida sob rígidas regras de conduta dos últimos anos do reinado da rainha Vitória. Batizada com um nome masculino (por impulso de um pai desesperado por um filho), Stephen se torna uma invertida , um ser do terceiro sexo , que nasceu com alma e mente masculinas aprisionadas em um corpo feminino. Publicado pela primeira vez em 1920, O Poço da Solidão foi considerado obsceno e proibido na Inglaterra e nos EUA. A ampla publicidade que envolveu o julgamento serviu para despertar a atenção do público britânico para a questão do lesbianismo. Liberado em 1948, o livro passou a ser conhecido como A Bíblia do Lesbianismo 

Orlando - Virginia Woolf
A fascinante história de Orlando compreende mais de três séculos. O fato de ter envelhecido não mais que trinta anos ao longo desse período lhe permitiu viver a fantasia de assumir diversos papéis na sociedade inglesa, indo de um jovem membro da aristocracia elisabetana a uma mulher moderna do século XX. Somando experiências nesta jornada através da história, a personagem de Virginia Woolf é livre não apenas das restrições do tempo, mas também das imposições da sexualidade, numa narrativa brilhante que reflete de maneira espirituosa e feminista sobre a natureza dos sexos.


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