02 julho 2018

[Resenha] Dança da Escuridão

Sinopse: Em Dança da Escuridão, a aguardada sequência de Horror na Colina de Darrington, Ben Simons desperta abruptamente e se vê amarrado a uma cadeira de metal, imerso no breu de um local desconhecido. A voz que grita é a de um homem misterioso e sem escrúpulos, que não poupará esforços para extrair de seu interior a obscura confirmação que tanto deseja... o mal presente na sua origem. Agora, para entender o que aquilo significa, o que o colocou na situação de alvo da seita, e tentar salvar todos que estão em perigo por sua causa, ele precisará remontar seus passos desde muito antes da fuga do sanatório ou do episódio na Colina de Darrington e confrontar os tentáculos da aterrorizante organização, que se mostram cada vez mais presentes em todos os lugares. QUANTO DO BOM MENINO AINDA RESTA? O QUANTO AGORA É ESCURIDÃO?
O que eu achei?
Finalmente, após dois longos anos tivemos o desfecho da história de Benjamin Francis Simons, que o conhecemos em “Horror na Colina de Darrington”. Marcus Barcelos cria uma trama como ninguém em seu primeiro volume, de forma que te emerge em todo o clímax sombrio e as ilustrações do livro só nos ajuda a ter aquele arrepio na espinha.

Em Dança da Escuridão, o mesmo não perde seu estilo e a nova fase da trama nos prende do começo ao fim como no primeiro livro. Escrever uma sequência é algo que pode se imaginar uma grande pressão por parte do autor em manter seu ritmo e qualidade como seu primeiro e confesso que isso era algo que eu temia neste livro, mas felizmente não me frustrei.

A nova fase da história vai contar com personagens novos e com novos dramas para serem abordados. Veremos um novo Benjamin e de uma forma inimaginável e completamente sombria. Após os acontecimentos na colina de Darrington ele passa onze anos em um sanatório e após sua mente o atormentar a cada dia durante esses longos anos, ele é resgatado e o novo capítulo de sua história está para se começar, em busca de vingança ele vai viver na pele e em sua mente horrores que conseguem ser piores que os que ele passou em sua adolescência.

Algo que incrementou o tom ainda mais sombrio da história é que Barcelos nos introduz um sutil toque de horror que vai muito além de aparições fantasmagóricas. O livro também vai além da sua escrita rápida e objetiva, sem deixar nenhuma ponta solta, a história vai ganhando alinhamento com questões deixadas em aberto do primeiro livro e o resultado é um final surpreendente e de uma forma que me deixou com um arrepio na espinha ainda algumas noites após a leitura.

Sendo intenso do começo ao fim e de uma escrita que te faz fluir sem perceber, Marcus Barcelos conclui muito bem sua história e nos faz desejar por muitas outras que ainda podem vir do autor. O livro é um prato cheio para quem curte o estilo suspense/terror e com certeza uma história que não deixo de recomendar para ninguém.
Dança da Escuridão chaga as livrarias em julho e você não pode perder o desfecho dessa história.

Por Leonardo Alves

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