04 julho 2018

[Resenha] Coisas Inatingíveis


Sinopse: Em Coisas inatingíveis, quatro histórias se entrelaçam numa trama de tirar o fôlego e que fará você repensar sua vida. Cristina, Raí, Bianca e Bernardo. Jovens com diferentes visões, diferentes caminhos, mas com um único anseio: aproveitar cada dia como se fosse o último. Danilo Leonardi, com seu estilo próprio, vai direto ao ponto, sem rodeios, em temas difíceis de lidar.
“O universo jovem-adulto com sexo, drogas e rock n’roll embalados por toques de absurdo.” Raphael Montes

O que eu achei:
Coisas Inatingíveis foi um livro que criei uma expectativa muito grande em lê-lo, já acompanho o trabalho de Danilo Leonardi desde o Cabine Literária e seu primeiro livro, "Por Que Indiana, João?" foi uma história que me surpreendeu e posso dizer que mais uma vez não fui decepcionado.

Sua escrita é muito sutil e realmente sem rodeios, em seu primeiro livro ele trata assuntos como bullyng e preconceito de uma forma bem real e em Coisas Inatingíveis não é diferente. Neste livro vamos conhecer quatro jovens que vivem suas vidas completamente distintas uma das outras, mas em determinado momento eles se encontram e se deparam com o mesmo dilema, que é achar um sentido para suas vidas.

Cris é uma garota muito determinada e em certo ponto introvertida. Ela passou por maus bocados, o pior deles foi ter de lidar com a morte de sua mãe e cursando filosofia em São Paulo ela tem seus tons egoicos e pode-se considerar uma das personalidades mais fortes do grupo. Raí é o rebelde sem causa do grupo, aquele que é taxado como encrenqueiro pois faz tudo o que lhe da na telha sem se importar com as consequências, coisa que em alguns momentos do livro chega a nos dar uma forte raiva com sua prepotência...
Bernardo foi o personagem que eu mais criei um afeto na história, ele tem seu jeitinho doce e gentil possui um grande coração e nele carrega uma pessoa, mas chega a ser visto com  maus olhos por isso. E a última personalidade deste grupo é Bianca, uma garota decidida e ainda mais determinada que Cris, ela sempre quer tomar as rédeas da situação e sua presença equilibra muito bem a história em alguns aspectos.

Começamos a história com o pensamento de ser uma história de uma nova jornada, superação e o amadurecimento para a vida adulta. Mas, o autor nos leva para outro caminho pois o livro tem uma pegada muito forte "alá Skins". Como na série, os jovens lidam seus problemas com álcool, sexo e drogas. Um assunto que de fato se é muito pesado para se tratar e referente a capa do livro você pode pensar que a história tem mais um lado teen estilo John Green, mas não.

Não somente por saber abortar muito bem temas que ainda são tabus em nossa sociedade, Leonardi desenvolve uma narrativa muito boas durante as cenas e nos faz levar a história de forma tranquila até o final do livro. Mesmo sendo um livro pequeno, tanto em suas dimensões, mas também no número de páginas (220), a escrita é algo muito objetivo e que não cria cenas para render mais páginas e entregar momentos que de fato tornam a história boa.

Um livro que com certeza recomendo para todos que estão na fase de transição da adolescência e a aceitação dos dilemas da vida adulta. Mesmo esses jovens recorrendo ao álcool, drogas e sexo, você consegue tirar grande aprendizado com suas experiências e percebe que o livro possui uma grande lição para todos.


Por Leonardo Alves

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