16 maio 2018

[Crítica] 7 Cordas

Lagoon é um espaço na Zona Sul carioca que integra áreas esportivas, gastronômicas e lazer, e foi no seu espaço de cinemas que ocorreu nesta segunda-feira o lançamento do curta brasileiro Sete Cordas. O Reino Literário esteva lá para cobrir e prestigiar o cinema nacional. O evento fechado somente para convidados contou com a presença do elenco Rafael Zulu, Jeniffer Setti, Anderson Tomazini, Felipe Salarolli e Carlos Vereza, faltando apenas Simone Soares por não estar no Brasil. Também estavam presentes a diretora Thaís de Campos, o roteirista Fausto Galvão, o co-roteirista Homero Mendes e os produtores da Barroso Pires Produções Artística. Além disso, marcaram presença famosos como Oscar Magrini, Joaquim Lopes e Adriana Bombom.

O curta-metragem envolve romance e música, como podemos deduzir pelo cartaz do filme, mas não se fecha nesses temas. Sincronicidade é o elemento central da narrativa e a música foi o meio escolhido para ilustrar as diversas maneiras como podemos decidir lidar com a vida. Domingos (Rafael Zulu) e Fátima (Jeniffer Setti) vivem um relacionamento conturbado pela pressão que Fátima sente para compor a sua música perfeita. Enquanto isso em Portugal, Sol (Simone Soares) está em total sincronia com a vida e a cidade à sua volta, se deleitando com a descoberta de novos sons e possibilidades musicais. A música as une em uma relação inconsciente mas sua existência precisa ser percebida para a melodia ser concluída.

Este é um filme para olhares atentos no momento, tanto no cinema quanto na vida. No cinema, a estética fotográfica caótica mostra a variação emocional dos três atores principais. Vemos muitos closes e balanços de câmera em contraponto com movimentos fluidos e uma pacífica câmera parada que engloba todos os elementos da cena. A linha temporal não é óbvia e também demanda atenção. Para a vida, podemos levar a provocação feita à todos nós que em algum momento somos teimosos e persistimos na nossa maneira de resolver problemas, este é um convite a permitir-se relaxar para então poder se conectar às respostas que já estão à nossa volta.

Infelizmente o filme foi reduzido para se adequar ao tamanho máximo de um curta (15 min) e ao final da sessão ficou a dúvida se esse corte não teria influenciado no entendimento do enredo. Alé disso, como musicista senti falta de protagonistas que de fato tocassem violão para dar mais realismo às cenas.

No geral, o filme leva nossa recomendação positiva por sua trama envolvente e seu final inesperado. Sete Cordas será divulgado através de festivais no Brasil e no mundo.




Por Jonas Farias

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