26 outubro 2017

[Crítica] Três anúncios para um crime (41ª Mostra internacional de cinema de SP)

Poster divulgação

Sinopse:
Uma mulher cuja filha foi assassinada vai de encontro à polícia da sua cidade natal, porque ela acredita que eles não estão interessados em buscar a justiça. Quando ela decide publicar três anúncios nos outdoors esquecidos no local da morte de sua filha e acusando abertamente o amado sherife que recentemente descobriu que têm câncer em estágio terminal ela consegue comprar briga com a cidade toda e de uma mãe que perdeu sua filha, ela se torna a pessoa mais odiada do local.



O que eu achei:

Vamos pegar o cenário de uma mãe que perdeu a sua garotinha de forma bruta Estuprada enquanto morria e depois queimada, a polícia que após 7 meses do crime não tem nenhuma informação relevante sobre o caso e a culpa interna que a personagem carrega, é apenas o primeiro passo para esse filme dramático que ouso dizer vai concorrer a três indicações do Oscar 2018.

O diretor poderia construir toda a narrativa em cima da história de Mildred e negligenciar os demais personagens, fico muito contente em dizem que ele abordou cada um de uma forma tocante, com evolução e se entrelaçando perfeitamente a cada cena. Os conflitos raciais, violência doméstica, dor da iminência de perder alguém, depressão, justiça e injustiça são as chaves que fazem a trama girar em combinação com uma trilha sonora instigante.

Tenho que me conter para não dar spoilers sobre o enredo e estragar a deliciosa sensação de grudar na poltrona do cinema, prender a respiração, sentir que seu coração vai parar e adrenalina pulsante no decorrer da trama.

Destaco a atuação do Sam Rockwell que interpreta o oficial Dixon, ele consegue ser de um personagem odiável, bobo, insuportável a uma evolução inimaginável (Sim ele é uma das minhas apostas de indicação ao Oscar).

Não existe uma resposta a pergunta "o que você faria em tal situação ", não existe como separar os conceitos de dor e punição apresentados no filme.

Falar sobre uma situação que você nunca viveu é um buraco negro e o diretor consegue fazer claro essa mensagem.

Particularmente eu tive noções construídas durante todo o filme e no final levei um soco no estômago e todas elas foram quebradas. 

O que mais me chamou atenção foram as piadas inseridas no filme como forma de escapismo da tenção crescente e do final tocante que eu tenho certeza me fará passar o resto do dia remoendo cada detalhe mil vezes.

Vou finalizar com meu bolão Oscar 2018:
Melhor atriz para : Frances McDormand (Mildread Hayes).
Melhor ator coadjuvante para : Sam Rockwell (Jason Dixon).
Melhor filme.

Escrito por Jaqueline Ribeiro


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