28 outubro 2017

[Crítica] Pequena grande vida

Na cidade de Omaha, as pessoas descobrem a possibilidade de reduzir de tamanho para uma versão minúscula, a fim de terem menos gastos vivendo em pequenas comunidades que se espalham pelo mundo. Um homem (Matt Damon) aceita passar por esse processo.

O que eu achei?
Imagine um mundo onde 2 cientistas descobrem como reduzir o tamanho de uma pessoas sem afetar suas memórias e nem sua genética. Este estudo comprova que em até 50 anos a população poderá realmente diminuir por inteiro.

Paul e Audrey levam uma vida normal em Ohama como um casal de classe média que luta para sobreviver e passar por uma economia desestabilizada. O casal então descobre a "tecnologia de encolhimento", assim como comunidades inteiras de pessoas que optaram por serem reduzidas em 0,032 de sua massa corpórea. 
Na comunidade "dos pequenos" 1 dólar equivale a 4 mil dólares e assim automaticamente podem viver de forma melhor e mais confortável, tendo acesso a tudo possível para seu maior conforto e bem- estar.
Após saber que um de seus amigos fez o tal encolhimento, Paul fica muito tentado a também ir para uma destas comunidades e assim terem uma vida melhor, mesmo que para isso tenham que largar tudo o que é "normal".

O casal opta por morar na Lazerlândia uma comunidade de elite de encolhidos, um lugar repleto de lazer e conforto, escolhem morar num verdadeiro palácio, afinal suas economias irão se multiplicar após serem reduzidos. Mas o que Paul não contava é que Audrey fosse desistir do encolhimento quando começasse o processo de limpeza para ser encolhida, eles não podem ter pelos no corpo e ela surtará ao ver sua cabeça ser raspada.
A partir daí tudo muda, afinal Paul se tornou um encolhido, enquanto Audrey continua em seu tamanho normal e não quer passar pela transformação. Logo irão se divorciar e Paul irá se tornar um solteiro um pouco mais pobre, afinal terá que dividir seus bens com sua ex- esposa.  Ele irá se tornar um pouco mais ranzinza e levará uma vida mais humilde, indo morar num apartamento bem menor do que o palácio que tinha comprado anteriormente.

Paul conhecerá um vizinho baladeiro chamado Dusãn e terá uma noite inesquecível regado a bebidas e drogas. No dia seguinte irá conhecer uma vietnamita que foi o símbolo alguns anos atrás por ter sido sentenciada ao encolhimento por protestar por causas ambientais, ela teve uma das pernas amputadas e anda com uma perna de pau, fato que a faz sentir dores absurdas. 
Paul irá se compadecer de seu sofrimento e assim surgirá uma amizade pouco improvável, mas que o fará questionar o verdadeiro sentido da vida.

O filme é um alerta do que realmente poderá se tornar esta sociedade capitalista, assim como orientará sobre a extinção de espécies e riscos que grandes industrias pode causar a natureza.
A tentativa de ser minimalista foi uma escolha positiva, um roteiro muito bem escrito, com diálogos repletos de humor e uma compaixão no ponto ideal, sem causar excessos.
Pequena grande vida é um filme que merece ser visto e principalmente sentido. Você irá sorrir e até mesmo se emocionar coma história de Paul por uma vida melhor.


Trailer:

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