24 outubro 2017

[Crítica] Doentes de amor


O comediante paquistanês Kumail e a estudante de graduação Emily se apaixonam, mas encontram dificuldades quando suas culturas entram em conflito. Além disso, quando Emily contrai uma doença misteriosa, Kumail deve resolver a crise com seus pais causada pelo conflito emocional entre sua família e seu coração.
Produzido por Judd Apatow (produtor de O virgem de 40 anos, com Steve Carell)e Ligeiramente Grávidos, com Seth Rogen)e dirigido por Michael Showalter (de O Encalhado, com Peter Dinklage) essa produção é uma mistura de drama e comédia (embora o drama predomine) em que uma universitária americana chamada Emily Gardner vai em uma apresentação de stand-up comedy num restaurante e interrompe o comediante. Kumail, um imigrante paquistanês, que ganha seu sustento fazendo shows de stand-up e dirigindo Uber. Ele ressalta que nunca se deve interromper uma apresentação e ela o ignora.O show consiste em tiradas cômicas sobre o Paquistão e sua cultura. Após o espetáculo terminar, Emily puxa papo com ele e ficam conversando a noite inteira. Quando ela chama o Uber, descobre que ele é motorista e pega a corrida dela. Os dois vão juntos até a casa dela, conversam e têm relações.
Ao mexer nas coisas de Kumail, Emily encontra fotos de várias mulheres e indignada, pergunta a ele o que significa aquilo. Ele explica que faz parte da tradição paquistanesa que as famílias arranjem os casamentos de seus filho e admite que não tem esperanças de ter um relacionamento duradouro com ela. Emily decide não vale a pena investir naquela relação e vai embora. 
Pouco tempo depois, Kumail,que recebe a notícia de que Emily foi internada no hospital após desmaiar e ele imediatamente vai visitá-la. O médico lhe diz que ela está com uma infecção no pulmão séria e terá que ser induzida a um coma com intubação endotraqueal. O médico pede autorização para colocá-la em coma e Kumail assina como se fosse marido dela e liga para os pais dela, Terry (Ray Romano, a voz original do mamute Manny, de A era do gelo)e Beth (Holly Hunter, Ada de O Piano. Os Gardner estão cientes de Kumail machucou a filha deles e pedem para ele sair mas acabam se aproximando.
Enquanto isso,Kumail tem que lidar com seus pais e seu irmão, Naveed, que insistem em tentar arranjar uma esposa para ele. Quando sua relação com Emily é revelada, Kumail é desonrado. Enquanto se prepara para o Festival de Comédia de Montreal, no Canadá,ele recebe a notícia de que a infecção atingiu o coração de Emily.
 As duas horas de filme são recheadas de referências culturais, tiradas cômicas de Kumail mas acima de tudo, um retrato de como uma relação inter-cultural pode ser complexa quando duas culturas tão distintas se chocam. Um filme que marcou minha infância que aborda esse tema foi Pocahontas, que conta a história de uma índia que se apaixona por um soldado inglês. Sempre me lembro dele quando me deparo com uma história que envolva relações entre pessoas de culturas distintas mas o amor (quase sempre) triunfa. Nos créditos finais, aparecem fotos dos verdadeiros Kumail e Emily-e eu nem sabia que era baseado numa história verídica! 
Recomendo, é uma história que vai te envolver com os obstáculos que o casal teve que passar para ficar junto




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