19 outubro 2017

[Crítica] A morte te dá parabéns

Tree (Jessica Rothe) é uma jovem estudante que trata mal os meninos, desdenha das amigas e não parece estar muito disposta a atender as ligações do pai no dia do aniversário dela. No fim do mesmo dia, no entanto, ela é brutalmente assassinada por um mascarado. Acontece que ela "sobrevive", ou melhor, acorda no mesmo e fatídico dia, numa espécie de looping macabro, que termina sempre com a morte da garota. Repetir, seguidamente, o mesmo dia, por outro lado, dá a Tree a chance de investigar quem a está querendo morta e o porquê.
O que eu achei?
A Morte te dá parabéns com toda certeza foi surpreendente, eu estava louca para assistir, mas não imaginava que iria gostar tanto da trama que é envolvente e eletrizante, pois faz com que o telespectador fique vidrado com as cenas de suspense, muitas fizeram o coração parar, e o desenvolvimento da história.

Tree, uma estudante universitária,está comemorando mais um ano de vida quando é assassinada, entretanto ao acordar da sua “pós-morte” revive este dia em um looping infinito até conseguir descobrir quem é seu assassino.

O filme faz referência direta com o filme Feitiço do Tempo, a única diferença é que neste filme o personagem principal Phil (Bill Murray) está em um looping até mudar suas atitudes, enquanto que Tree precisa encontrar seu assassino, mas, inevitavelmente, a personagem mudará suas atitudes, pois é extremamente arrogante, egoísta e insensível com as pessoas, como Phil, e perceberá que essas são qualidades que nem sempre vão funcionar para executar seu plano. Ainda, o filme também tem um pouco a pegada de Pânico pelo fato do assassino usar máscara e pelas cenas de suspense serem parecidas.

Ao acordar sempre no quarto do universitário Carter, Tree começa a entender que para encontrar seu assassino precisará da ajuda do garoto e assim os dois traçam um plano para encontrar o algoz da garota. Todas as vezes que morre Tree percebe em um momento que tornou-se alguém que não queria ser.

No início não torcia muito para Tree por ser tão antagonista, contudo ao decorrer da história a personagem nos surpreende e até nos cativa ao ser menos desprezível, sua evolução é realmente empolgante, e adiciona um humor que equilibra e casa muito bem com trama, deixando alguns momentos com bastante tensão mais leves.

Os suspeitos são os mais diversos e enquanto Tree vai os descartando parece que finalmente sabemos quem é o assassino, mas é impossível prever o verdadeiro assassino, pois a gente vai acompanhando junto com a personagem,seguindo sua linha de raciocínio, e não prestando atenção em muitos detalhes que só serão revelados no final e garanto que todos ficaram surpresos assim como eu.

Todos os personagens que apareceram tiveram um papel na história, alguns funcionaram como uma válvula de escape, outros só nos fizeram ter mais raiva, porém todos garantiram uma trama bem fechada e sem pontas soltas, alguns se tornaram até queridinhos como Tree e Carter.

Em síntese, acredito que o filme fará bastante sucesso entre as pessoas que o assistirem e não duvido que vão querer assistir novamente, assim como eu, porque a história tem tudo que um bom filme de suspense deve ter.

Escrito por Thais Snape

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